
Biologia - Composio Qumica e Bioqumica



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 Composio qumica e bioqumica- Metabolismo
 ESTRUTURA QUMICA E METABOLISMO CELULAR
 A Citologia estuda a clula, sua estrutura e funes. No entanto para podermos entender bem uma clula
 precisamos primeiro conhecer do que ela  feita.
 Componentes qumicos da clula
                                      CLULAS             CLULAS
     CONSTITUINTES                    ANIMAIS             VEGETAIS
                                         %                   %
                gua                     60                  75
     Substncias minerais                   4,3                2,45
                       Glicdios            6,2                18,0
    Substncias
     orgnicas         Lipdios            11,7                 0,5
                       Protenas           17,8                 4,0

 gua
 Um dos componentes bsicos da clula  a gua. A gua  solvente universal; para que as substncias
 possam se encontrar e reagir,  preciso existir gua.
 A gua tambm ajuda a evitar variaes bruscas de temperatura, pois apresenta valores elevados de calor
 especfico, calor de vaporizao e calor de fuso.
 Organismos pecilotrmicos no podem viver em lugares com temperaturas abaixo de zero, pois como no
 so capazes de controlar a temperatura do corpo a sua gua congelaria e os levaria  morte.
 Nos processos de transporte de substncias, intra e extracelulares, a gua tem importante participao,
 assim como na eliminao de excretas celulares.
 A gua tambm tem funo lubrificante, estando presente em regies onde h atrito, como por exemplo,
 nas articulaes.
 Variao da taxa de gua nos seres vivos.
 A quantidade de gua varia de acordo com alguns fatores:
 1 - Metabolismo:  o conjunto de reaes qumicas de um organismo, podendo ser classificado como
 metabolismo energtico e plstico. Quanto maior a atividade qumica (metabolismo) de um rgo, maior o
 teor hdrico.



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      Quantidade de gua em porcentagens do
        peso total em alguns rgos humanos
   Encfalo de embrio              92,0
   Msculos                                        83,4
   Crebro                                         77,8
   Pulmes                                         70,9
   Corao                                         70,9
   Osso                                            48,2
   Dentina                                         12,0

 2 - Idade: o encfalo do embrio tem 92% de gua e o do adulto 78%.A taxa de gua em geral decresce
 com a idade.
 3 - Espcie: na espcie humana h 64% de gua e nas medusas (gua-viva) 98%.Esporos e sementes
 vegetais so as estruturas com menor proporo de gua (15%).




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 Sais Minerais
 Aparecem na composio da clula sob duas formas bsicas: imobilizada e dissociada. Se apresentam sob
 a forma imobilizada como componentes de estruturas esquelticas (cascas de ovos, ossos, etc.). Sob
 forma dissociada ou ionizada aparecem como na tabela abaixo:
     Clcio      Componente dos ossos e dentes. Ativador de certas enzimas. Por exemplo : enzimas da
     (Ca2+)      coagulao .
  Magnsio
           Faz parte da molcula de clorofila;  necessrio, portanto ,  fotossntese.
  ( Mg2+)
                 Presente na hemoglobina do sangue, pigmento fundamental para o transporte de oxignio.
      Ferro
                 Componente de substncias importantes na respirao e na fotossntese (citocromos e
     (Fe2+)
                 ferrodoxina).
                 Tem concentrao intracelular sempre mais baixa que nos lquidos externos. A membrana
     Sdio       plasmtica, por transporte ativo, constantemente bombeia o sdio, que tende a penetrar por
     (Na+)       difuso. Importante componente da concentrao osmtica do sangue juntamente com o K
                  .
             mais abundante dentro das clulas que fora delas. Por transporte ativo, a membrana
   Potssio plasmtica absorve o potssio do meio externo. Os ons sdio e potssio esto envolvidos nos
    (K+) fenmenos eltricos que ocorrem na membrana plasmtica, na concentrao muscular e na
            conduo nervosa.


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    Fosfato Componente dos ossos e dentes. Est no ATP, molcula energtica das atividades celulares.
    (PO4-3)  parte integrante do DNA e RNA, no cdigo gentico.
       Cloro
                 Componente dos neurnios (transmisso de impulsos nervosos ).
       (Cl-)
       Iodo
                 Entra na formao de hormnios tireoidianos.
        (I-)




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 Glicdios
 Os glicdios so tambm conhecidos como acares, sacardios, carboidratos ou hidratos de carbono. So
 molculas compostas principalmente de: carbono, hidrognio, oxignio. Os acares mais simples so os
 monossacardios, que apresentam frmula geral                . O valor de n pode variar de 3 a 7 conforme o
 tipo de monossacardio. O nome do acar  dado de acordo com o nmero de tomos de carbono da
 molcula, seguido da terminao OSE. Por exemplo, triose, pentose,hexose. So monossacardios
 importantes: glicose, frutose, galactose, ribose e desoxirribose.
   n           Frmula                 Nome
   3                                  Triose
   4                                  Tetrose
   5                                 Pentose
   6                                  Hexose
   7                                 Heptose


 A juno de dois monossacardeos d origem a um dissacardio.Ex. sacarose.
 Quando temos muitos monossacardeos ligados, ocorre a formao de um polissacardeo, tal como o
 amido, o glicognio, a celulose, a quitina, etc.
 Os glicdios so a fonte primria de energia para as atividades celulares, podendo tambm apresentar
 funes estruturais, isto , formar estruturas celulares. Enquanto as plantas produzem seus prprios
 carboidratos, os animais incorporam-nos atravs do processo de nutrio.




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  (conjunto das transformaes qumicas)
                    Anabolismo - reaes qumicas de sntese, que "juntando"molculas simples produzem
                    molculas maiores
                         Catabolismo - reaes qumicas de anlise (decomposio) que "quebrando" molculas
   Metabolismo           grandes separam suas unidades menores

                                                       Tabela - Monossacardeos
                Carboidrato                                                   Papel biolgico
                Ribose              Uma das matrias-primas necessrias  produo de cido ribonuclico.
  Pentoses
                Desoxirribose Matria-prima necessria  produo de cido desoxirribonuclico (DNA).
                                     a molcula mais usada pelas clulas para obteno de energia.  fabricada
                Glicose             pelas partes verdes dos vegetais, na fotossntese. Abundante em vegetais, no
  Hexoses                           sangue, no mel.
                Frutose             Outra hexose, tambm com papel fundamentalmente energtico.
                Galactose           Um dos monossacardeos constituinte da lactose do leite. Papel energtico.

                                                                    Tabela




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                                                             Onde  encontrado e papel
                                                             Monossacardeos
                                   Carboidrato
                                                                       biolgico
                                                              constituintes
                                                         Em muitos vegetais. Abundante na
                   Sacarose       glicose + frutose      cana-de-acar e na beterraba. Papel
                                                         energtico.
                                                         Encontrado no leite. Papel
   DISSACARDEOS   Lactose       glicose + galactose
                                                         energtico.
                                                         Encontrado em alguns vegetais.
                                                         Provm da digesto do amido no
                   Maltose        glicose + glicose
                                                         tubo digestivo de animais. Papel
                                                         energtico.
                                                         Encontrados em razes, caules e
                                                         folhas. O excesso de glicose
                    Amido    muitas molculas de glicose
                                                         produzido na fotossntese 
                                                         armazenado sob forma de amido.
                                                         Componente esqueltico da parede
  POLISSACARDEOS                                        de clulas vegetais, funcionando
                   Celulose muitas molculas de glicose
                                                         como reforo.  o carboidrato mais
                                                         abundante na natureza.
                                                         Encontrado no fgado e nos
                  Glicognio muitas molculas de glicose msculos. Constitui a reserva
                                                         energtica dos animais.

 IDENTIFICAO PRTICA DE ALGUNS CARBOIDRATOS
    Reagente Lugol                 q   identificao de amido (polissacardeo).
  (cor castanho-clara)             q   muda sua cor para azul-violeta (roxa).
                                   q   aquecido na presena de glicose forma um precipitado amarelo-escuro
   Reagente Benedict                   (alaranjado).
       (cor azul)
                                   q   aquecido na presena de sacarose forma um precipitado amarelo-claro.




                                                                                                        Pgina 4

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 Lipdios
 A principal propriedade deste grupo de substncias  o fato de serem insolveis em gua. Essas
 substncias so formadas por C, H e O, mas em propores diferentes da dos carboidratos.
 Fazem parte deste grupo as gorduras, os leos, as ceras e os esterides. As gorduras e os leos formam o
 grupo dos triglicerdios, pois, por hidrlise, ambos liberam um lcool chamado glicerol e 3 "molculas"
 de cidos graxos. O cido graxo pode ser saturado ou insaturado. O saturado  aquele onde h somente
 ligaes simples entre os tomos de carbono, como por exemplo, o cido palmtico e o cido esterico. O
 cido graxo insaturado possui uma ou mais ligaes duplas entre os carbonos, como, por exemplo, o cido
 olico.
 R = 10 ou mais tomos de carbono.




 Um lipdio  chamado "gordura" quando est no estado slido  temperatura ambiente; caso esteja no
 estado lquido ser denominado "leo".
 As ceras so duras  temperatura ambiente e macias quando so aquecidas. As ceras, por hidrlise, liberam
 "uma" molcula de lcool e cidos graxos, ambos de cadeia longa.
 Os esterides so lipdios de cadeia complexa. Como exemplo pode-se citar o colesterol e alguns
 hormnios: estrgenos, testosterona.




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 IDENTIFICAO PRTICA DE LIPDIOS
         Sudam III             q   insolvel em gua; flutua na gua, por ter menor densidade.
        (vermelho)             q   solvel em lipdios, os quais cora em vermelho, flutuando ambos na
                                   superfcie da gua.

 Funes dos lipdios nos seres vivos.
 a) so constituintes da membrana plasmtica e de todas as membranas internas da clula (fosfolipdios);




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 b) fornecem energia quando oxidados pelas clulas. So normalmente usados como reserva energtica;
 c) fazem parte da estrutura de algumas vitaminas (A, D, E e K);
 d) originam alguns hormnios (andrgenos, progesterona, etc.);
 e) ajudam na proteo, pois as ceras so encontradas na pele, nos plos, nas penas, nas folhas, impedindo
 a desidratao dessas estruturas, atravs de um efeito impermeabilizante.




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 Protenas
 So os principais constituintes estruturais das clulas. Elas tm trs papis fundamentais:
 1 - estruturam a matria viva(funo plstica), formando as fibras dos tecidos;
 2 - aceleram as reaes qumicas celulares (catlise) - neste caso as protenas so chamadas de enzimas
 (catalisadores orgnicos);
 3 funcionam como elementos de defesa (anticorpos).
 As protenas so macromolculas orgnicas formadas pela juno de muitos aminocidos (AA). Os
 aminocidos so as unidades (monmeros) que constituem as protenas (polmeros). Qualquer aminocido
 contm um grupo carboxila e um grupo amina.




 A frmula geral de um aminocido est representada abaixo:




 A ligao qumica entre dois AA chama-se ligao peptdica, e acontece sempre entre o C do radical
 cido de um AA e o N do radical amina do outro AA.




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 Quando a ligao ocorre entre 2 AA chamamos a molcula formada de dipeptdio. Quando ocorre com 3
 AA chamamos de tripeptdio. Acima de 4 AA a molcula  chamada de polipeptdio. As protenas so
 sempre polipeptdios (costuma ter acima de 80 AA).
                                          IDENTIFICAO PRTICA DE PROTENAS
     Reagente Millon
                                      q   aquecido forma um precipitado vermelho com a protena.
       (incolor)
     Reao do Biureto                q     muda a cor azul-clara para violcea (arroxeada).
    (CuSO4 + NaOH)
         (cor azul)

 Existem vinte tipos diferentes de AA que fazem parte das protenas. Um mesmo AA pode aparecer vrias
 vezes na mesma molcula.
  Aminocidos                      Aminocidos
  essenciais                       no essenciais
  Histidina (His)                  Alanina (Ala)
  Isoleucina (Iso)                 Arginina (Arg)
  Leucina (Leu)                    Asparagina (Asn)
  Lisina (Lis)                     cido asprtico (Asp)
  Metionina (Met)                  Cistena (Cis)
  Fenilalanina (Fen)               cido glutmico (Glu)
  Treonina (Tre)                   Glicina (Gli)
  Triptofano (Tri)                 Glutamina (Gln)
  Valina (Val)                     Prolina (Pro)
                                   Serina (Ser)
                                   Tirosina (Tir)



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 Parte desses AA so essenciais (precisam ser obtidos da alimentao), a partir dos quais o organismo pode
 sintetizar todos os demais (AA naturais).
 O que diferencia um AA de outro  o radical R.




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 Se o nmero de aminocidos, que formam determinada molcula, for superior a 80, convencionalmente,
 ela ser chamada de protena. Apesar de existirem somente 20 AA, o nmero de protenas possvel 
 praticamente infinito.
 As protenas diferem entre si devido:
 a) a quantidade de AA na molcula,
 b) os tipos de AA,
 c) a seqncia dos AA na molcula.
 Duas protenas podem ter os mesmos AA nas mesmas quantidades, porm se a seqncia dos AA for
 diferente, as protenas sero diferentes. Exemplo: imagine que cada letra da palavra AMOR seja um AA.
 Quantas palavras diferentes podemos escrever com essas letras?
 ROMA, MORA, OMAR, RAMO, etc.


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 A seqncia dos AA na cadeia polipeptdica  o que chamamos de estrutura primria da protena. Se a
 estrutura primria de uma protena for mudada, a protena  mudada. A estrutura primria  importante
 para a forma espacial da protena.
 O fio protico (estrutura primria) no fica esticado, mas sim enrolado como um fio de telefone (forma
 helicoidal), devido  projeo espacial da ligao peptdica.Essa forma  chamada de estrutura
 secundria.
 Em muitas protenas a prpria hlice (estrutura secundria) sofre dobramento sobre si mesma, adquirindo
 forma globosa chamada de estrutura terciria.
  essa estrutura terciria (espacial = tridimensional) que determina a funo biologicamente ativa,
 fazendo a protena trabalhar como enzima, anticorpo, etc.
 Vrios fatores tais como, temperatura, grau de acidez (pH), concentrao de sais e outros podem
 alterar a estrutura espacial de uma protena, sem alterar a sua estrutura primria. Este fenmeno 
 chamado de desnaturao.




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 Uma das funes das protenas  a funo estrutural, pois fazem parte da arquitetura das clulas e tecidos
 dos organismos.
                                                  PROTENAS ESTRUTURAIS
      PROTENA                                                        PAPEL BIOLGICO
                      Protena presente nos ossos, cartilagens e tendes, e tambm na pele. Aumenta a
       Colgeno       resistncia desses tecidos  trao.
                      Recobre a superfcie da pele dos vertebrados terrestres.  o mais abundante
                      componente de unhas, garras, corpos, bicos e plos dos vertebrados.
       Queratina      Impermeabilizando as superfcies corpreas, diminuindo a desidratao.
     Actina e miosina Principais constituintes do msculo. Responsveis pela contratilidade do msculo.
        Albumina             Protena mais abundante do plasma sangneo, conferindo-lhe viscosidade, presso
                             osmtica e funo tampo.
      Hemoglobina            Protena presente nas hemcias. Relacionada ao transporte de gases pelas clulas
                             vermelhas do sangue.

 Alm da funo estrutural as protenas atuam como catalisadoras das reaes qumicas que ocorrem nas
 clulas. So as enzimas. A maior parte das informaes contidas no DNA dos organismos,  referente
  fabricao de enzimas.
 Cada reao que ocorre na clula necessita de uma enzima especfica, isto , uma mesma enzima no
 catalisa duas reaes diferentes. A especificidade das enzimas  explicada pelo modelo da chave
 (reagente) e fechadura (enzima). A forma espacial da enzima deve ser complementar  forma espacial
 dos reagentes (substratos). As enzimas no so descartveis, uma enzima pode ser usada diversas vezes. A
 desnaturao de uma enzima implica na sua inatividade, pois perdendo sua forma espacial ela no
 consegue mais se encaixar ao seu substrato especfico.
                             HOLOENZIMA = APOENZIMA + COENZIMA + COFATOR

                          (enzima conjugada)                (protena)             (orgnica)   (inorgnica)

                              estrutura 3                                        VITAMINA         sal=on
                          (atividade biolgica)




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 O inibidor enzimtico tem forma semelhante ao substrato (reagente). Encaixando-se na enzima, bloqueia
 a entrada do substrato, inibindo a reao qumica.
 A temperatura  um fator importante na velocidade da atividade enzimtica. A velocidade da reao
 enzimtica aumenta com o aumento da temperatura at certo limite, ento a velocidade diminui
 bruscamente. Para cada tipo de enzima existe uma temperatura tima. Para os seres humanos, a
 maioria das enzimas tem sua temperatura tima de funcionamento entre 35 e 40 C.




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 Muitas enzimas para poderem funcionar precisam de um " ajudante" chamado de cofator. Os cofatores
 podem ser ons metlicos, como o cobre, zinco e mangans. Se o cofator  uma substncia orgnica, ele 
 denominado coenzima. A maioria das vitaminas necessrias ao nosso organismo atua como coenzima.
 Vitaminas so substncias orgnicas essenciais, que tm de ser obtidas do alimento, uma vez que o
 organismo no consegue fabric-las.

 VITAMINAS



  HOLOENZIMA =                 APOENZIMA + COENZIMA + COFATOR

  (enzima conjugada) (protena)                        (orgnica)            (inorgnica)

   estrutura 3                                           VITAMINA            sal = on


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  (atividade biolgica)




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               Vitaminas                           Uso no corpo                        deficincia         Principais fontes
                                            Necessria para o                                            Vegetais
                                            crescimento normal e                                         amarelos
                                            para o funcionamento             Cegueira noturna;           (cenoura, abbora,
                     A                      normal dos olhos, do             xeroftalmia, "olhos         batata doce, milho),
                                            nariz, dos pulmes.              secos" em crianas;         pssego, nectarina,
           antixeroftlmica                 Previne resfriados e             cegueira total.             abric, gema de ovo,
                                            vrias infeces . Evita                                     manteiga,
                                            a "cegueira noturna".                                        fgado.
                                            Auxilia na oxidao
                                                                                                         Cerais na forma
                                            dos carboidratos.
                                                                                                         integral e pes,
                                            Estimula o apetite.              Perda de apetite, fadiga
                                                                                                         feijo, fgado, carne
                                            Mantm o tnus                   muscular, nervosismo,
                     B1                                                                                  de porco, ovos,
                                            muscular e o bom                 beribri (homem) e
                                                                                                         fermento de padaria,
                (tiamina)                   funcionamento do                 polineurite (pssaros).
                                                                                                         vegetais de
                                            sistema nervoso.
                                                                                                         folhas.
                                            Previne beribri.
                                            Auxilia na oxidao
                                                                                                         Vegetais de folhas
                                            dos alimentos.
                                                                                                         (couve, repolho,
                                            Essencial  respirao           Ruptura da mucosa da
                                                                                                         espinafre etc), carnes
                     B2                     celular. Mantm a                boca, dos lbios, da lngua
                                                                                                         magras, ovos,
                                            tonalidade saudvel da           e das bochechas.
              (riboflavina)                                                                              fermento de padaria,
                                            pele. Atua na
                                                                                                         fgado, leite.
                                            coordenao motora.
                                                                             Inrcia e falta de
                                            Mantm o tnus
                                                                             energia, nervosismo
                                            nervoso e muscular e o                                       Lvedo de cerveja,
                                                                             extremo, distrbios
                  B (PP)                    bom funcionamento do                                         carnes magras, ovos,
                                                                             digestivos, pelagra
                                            aparelho digestrio.                                         fgado, leite.
          (cido nicotnico)                                                 (homem) e lngua preta
                                            Previne a pelagra.
                                                                             (ces).


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                     B6                     Auxilia a oxidao dos Doenas de pele,                    cereais integrais,
                                            alimentos. Mantm a    distrbios nervosos,                fgado, carnes
              (piridoxina)                  pele saudvel.         inrcia e extrema apatia.           magras, peixe,
                                                                                                       leite.
                                                                                                       Fgado. Leite e seus
                                            Importante para a
                    B12                                                                                derivados, em
                                            maturidade das                   Anemia perniciosa.
                                                                                                       carnes, peixes, ostras
         (cianocobalamina)                  hemcias.
                                                                                                       e leveduras.
                                                                                                       Frutas ctricas
                                                                   Inrcia e fadiga em
                                                                                                       (limo, lima,
           (cido ascrbico)                Previne infeces.     adutos, insnia e
                                                                                                       laranja), tomate,
                                            Mantm a integridade nervosismo em crianas,
                                                                                                       couve, repolho e
                     C                      dos vasos sangneos e sangramento das
                                                                                                       outros vegetais de
                                            a sade dos dentes.    gengivas, inflamaes
           Anti-escorbtica                                                                            folha, pimento,
                                            Previne escorbuto.     nas juntas, dentes
                                                                                                       morango, abacaxi,
                                                                   alterados, escorbuto.
                                                                                                       goiaba, caju.
    (ergosterol = precursor da Atua no metabolismo                           Problemas nos dentes,
           vitamina D)                                                                                 Lvedo, leo de
                               do clcio e do fsforo.                       ossos fracos, contribui
                                                                                                       fgado de bacalhau,
                               Mantm os ossos e os                          para os sintomas da
                 D                                                                                     gema de ovo,
                               dentes em bom estado.                         artrite, raquitismo,
                                                                                                       manteiga
          Anti-raqutica       Previne o raquitismo.                         osteomalcia (adultos).
                                            Promove a fertilidade.
              (- tocoferol)                 Previne o aborto. Atua           Esterilidade do macho,
                                                                                                       leo de germe de
                                            no sistema nervoso               aborto. Oxidao de
                                                                                                       trigo, carnes magras,
                     E                      involuntrio , no                cidos graxos
                                                                                                       laticnios, alface,
                                            sistema muscular e nos           insaturados e enzimas
             Anti-oxidante                                                                             leo de amendoim.
                                            msculos                         mitocondriais.
                                            involuntrios.
                                                                                                       Vegetais verdes,
                                            Atua na coagulao do Hemorragias                          tomate, castanha,
                                            sangue. Previne       prolongadas: retarda o               espinafre, alface,
         Anti- hemorrgica                  hemorragias.          processo de cogulao.               repolho, couve, leos
                                                                                                       vegetais.



                                                                      2_2



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 Composio Qumica - Modelos;
 Funes; especializaes
 A membrana plasmtica ser selecionadora das substncias que a clula troca com o ambiente externo.
 Devido  sua fragilidade, na maioria das vezes apresenta envoltrio externo que lhe d proteo ou
 sustentao fsica: membrana celulsica (clulas vegetais) e glicoclix (clulas animais). O glicoclix 
 composto por emaranhado de molculas glicdicas: d proteo contra agentes fsicos ou qumicos
 externos  clula; retm nutrientes ou enzimas na sua superfcie.
 a) Propriedades e constituio qumica.
 A membrana plasmtica  invisvel ao microscpio ptico comum, porm sua presena j havia sido
 proposta pelos citologistas muito antes do surgimento do microscpio eletrnico. Mesmo hoje ainda
 restam ser esclarecidas muitas dvidas a seu respeito.
 A membrana celular  composta de fosfolipdios e protenas, assim como todas as membranas que fazem
 parte das estruturas membranosas da clula, tais como: retculos, lisossomos, mitocndrias, plastos, etc.
 Ela apresenta certa elasticidade e permeabilidade seletiva, isto , para certos tipos de molculas ela 
 permevel e para outras ela  impermevel.
 b) Estrutura.
 Atualmente o modelo mais aceito  o MODELO DO MOSAICO FLUIDO proposto por Singer e
 Nicholson. Segundo esse modelo, a membrana seria composta por duas camadas de fosfolipdios onde
 esto depositadas as protenas. Algumas dessas protenas ficam aderidas  superfcie da membrana,
 enquanto outras esto totalmente mergulhadas entre os fosfolipdios; atravessando a membrana de lado a
 lado. A flexibilidade da membrana  dada pelo movimento contnuo dos fosfolipdios; estes se deslocam
 sem perder o contato uns com os outros.
 As molculas de protenas tambm tm movimento, podendo se deslocar pela membrana, sem direo.




 c) Funes
 A membrana plasmtica contm e delimita o espao da clula, mantm condies adequadas para que
 ocorram as reaes metablicas necessrias. Ela seleciona o que entra e sai da clula, ajuda a manter o
 formato celular, ajuda a locomoo e muito mais.

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 As diferenciaes da membrana plasmtica
 Em algumas clulas, a membrana plasmtica mostra modificaes ligadas a uma especializao de funo.
 Algumas dessas diferenciaes so particularmente bem conhecidas nas clulas da superfcie do intestino.
 a) Microvilosidades
 So dobras da membrana plasmtica, na superfcie da clula voltada para a cavidade do intestino.
 Calcula-se que cada clula possui em mdia 2.500 microvilosidades. Como conseqncia de sua
 existncia, h um aumento aprecivel da superfcie da membrana em contato com o alimento.
 b) Desmossomos
 So regies especializadas que ocorrem nas membranas adjacentes de duas clulas vizinhas. So espcies
 de presilhas que aumentam a adeso entre uma clula e a outra.
 c) Interdigitaes
 Como os desmossomos tambm tm um papel importante na coeso de clulas vizinhas.




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 Permeabilidade
 O transporte atravs da membrana
 a) Difuso
 No fenmeno de difuso, as molculas de soluto e solvente, num meio lquido, tendem a se distribuir de
 maneira homognea. O movimento das molculas se d no sentido de equilibrar a concentrao da
 soluo.


  SOLUO            Solvente (gua) + Soluto (sais, acares, etc.)



                     Concentrada= "muito"soluto e "pouco" solvente ().
                     Diluda= "pouco"soluto e "muito" solvente ().



 Quando uma clula  colocada num meio rico em determinado soluto (hipertnico), passar a ter no seu
 interior molculas desse soluto, contanto que a membrana plasmtica seja permevel  substncia. O
 interior (citoplasma) da clula com menor quantidade de soluto  hipotnico.
 Normalmente, quanto menor for a partcula que se difunde, mais rpida ser sua passagem atravs da
 membrana plasmtica. Assim, gua, sais minerais, acares (monossacardeos), aminocidos, se difundem
 atravs da membrana com relativa facilidade. J macromolculas, como protenas ou amido no
 atravessam a membrana, podendo ser, no entanto, capturados pela clula por outros mtodos.
 Um bom exemplo de difuso, atravs da membrana plasmtica,  o caso da entrada de oxignio numa
 clula. Como h um consumo constante de oxignio pelas mitocndrias na respirao, a concentrao
 interna do gs  sempre baixa em relao ao meio externo. Existe ento entre a clula e o meio um
 gradiente de concentrao (diferena de concentrao), e as molculas de oxignio tendem a se mover do
 local de maior concentrao (lado externo) para o local de menor concentrao (citoplasma). Por outro
 lado, o gs carbnico estar sempre em concentrao alta no citoplasma. Isto far com que ocorra difuso
 constante desta substncia para fora da clula.
 b) Osmose
 Um caso especial de difuso.
 Imagine uma situao em que o tamanho dos poros de uma determinada membrana permita apenas a
 passagem das molculas de gua, porm impea a passagem do soluto. Uma membrana deste tipo 


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 chamada semipermevel.
 Osmose  ento um caso de difuso do solvente atravs de uma membrana semipermevel. O solvente se
 difunde em direo  regio em que h menor concentrao de suas molculas.




 c) Difuso Facilitada
 A superfcie da membrana plasmtica possui protenas especiais, receptoras ou permeases, que
 reconhecem e transportam (carregadoras) substncias alimentares de fora para o interior das clulas ou
 vice-versa.  um processo de facilitao que segue o gradiente de concentrao, sem gasto de energia,
 como acontece tambm na osmose.




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 d) Transporte Ativo
 J vimos que na difuso e na osmose, por processos puramente fsicos, as molculas tendem a se deslocar
 do local de sua maior concentrao para a regio de menor concentrao. Contudo o inverso tambm pode
 ocorrer em clulas vivas. Isto  evidentemente contrrio  tendncia natural da difuso, e para poder
 ocorrer, necessita de um gasto de energia:  o transporte ativo. Quando analisamos o contedo de uma
 hemcia, encontramos nela concentraes de ons de sdio (Na+) muito menor do que a concentrao de
 sdio no plasma (soluo aquosa do sangue). Ora, se raciocinarmos em termos de difuso deveria entrar na
 clula at que as concentraes fora e dentro se igualassem.
  No entanto, isto no ocorre, enquanto a hemcia estiver viva, sua concentrao interna de Na+  baixa.




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 A explicao para este fenmeno  a seguinte: na realidade est ocorrendo difuso e ons de Na+ esto
 continuamente penetrando na clula. Porm ao mesmo tempo a membrana est expulsando ons Na+ da
 clula, sem parar. Esta expulso se faz por transporte ativo. Desta forma, a concentrao interna de Na+
 continua baixa, porm, s custas de um trabalho constante por parte da clula.
 J a situao do on potssio (K+) na hemcia  inversa: encontramos sempre na clula concentrao de
 potssio (K+) muito superior  do plasma.
 O K+, por difuso, tende a "fugir" da clula, porm a membrana o reabsorve constantemente. Ou seja, a
 membrana "fora" a passagem do K+ de um local de menor concentrao (plasma), para o de maior
 concentrao gastando energia no processo.




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 Apesar dos ons Na+ e K+ terem aproximadamente o mesmo tamanho, e, portanto igual difusibilidade
 percebemos que a membrana plasmtica se comporta de maneira totalmente diferente em relao a cada
 um deles. Aqui se pode falar, sem dvida, em permeabilidade seletiva.
 Muitas so as situaes em que se verifica o transporte ativo: certas algas marinhas concentram o iodo
 em porcentagem centenas de vezes maior do que existe na gua do mar; as clulas da tireide retiram o
 iodo do sangue por transporte ativo.




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 A fagocitose e a pinocitose
 A membrana plasmtica tem a capacidade de englobar material externo, levando-o para o interior das
 clulas. Protenas receptoras selecionam e se ligam s molculas que vo capturar. A membrana se
 eleva, envolvendo a partcula que  encerrada numa bolsa e despregada para o interior do citoplasma da
 clula. Qualquer processo de captura  chamado endocitose. H dois tipos de endocitose:
 a) Fagocitose (fago = comer):
 Neste processo a clula engloba partculas slidas, relativamente grandes. A clula, entrando em contato
 com a partcula, emite pseudpodos que a englobam, formando um vacolo alimentar (fagossomo).
 A fagocitose  observada principalmente em clulas isoladas como amebas e leuccitos. No caso da
 ameba, trata-se de um processo nutritivo; no caso dos leuccitos,  um processo de defesa contra
 bactrias que invadem o organismo.




 b) Pinocitose (pino = beber):
  um processo mais delicado do que a fagocitose, sendo difcil sua observao ao microscpio ptico.
 Partculas lquidas muito pequenas so capturadas por esse processo. A membrana plasmtica, na regio
 de contato com a partcula, se invagina, aprofundando-se no interior do citoplasma, forma-se um canal.
 Por fim, a partcula  envolvida por um pedao da membrana que solta-se, formando uma vescula de
 pinocitose (pinossomo).  provvel que a maioria das clulas seja capaz de realizar a pinocitose; esse
 processo  ento geral, enquanto a fagocitose se restringe a alguns tipos de clulas apenas.
 Tanto na fagocitose como na pinocitose, as vesculas ou vacolos produzidos podero receber enzimas
 digestivas, que degradaro o alimento englobado.




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 Certas clulas, para a expulso de materiais, empregam o mtodo inverso  endocitose. Uma vescula
 formada internamente se liga  membrana. Nesse ponto, o seu contedo  expelido. O processo  chamado
 clasmocitose.




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 c) Osmose em Clula Vegetal
 As clulas vegetais apresentam dois tipos de membranas:
    q Membrana celulsica (parede celular): permevel, composta por celulose (polissacardeo) e de
       grande resistncia mecnica. Aparece externamente  membrana plasmtica oferecendo proteo 
       clula (como se fosse uma armadura).
    q Membrana plasmtica (membrana celular): composio lipoprotica, elstica e semipermevel. 
       responsvel pela seletividade das substncias que podero entrar ou sair da clula.




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 O grande vacolo da clula vegetal adulta ocupa a maior parte do volume citoplasmtico e sua
 concentrao  o fator primordial para regular as trocas osmticas entre a clula (membrana
 plasmtica-semipermevel) e o ambiente que a cerca.
 As clulas com bom volume de gua tero a membrana plasmtica pressionada contra a parede celular
 rgida (celulsica), a qual vai oferecendo resistncia crescente  entrada de gua no vacolo (citoplasma),
 sempre que a clula (citoplasma hipertnico) estiver em contato com ambiente aquoso diludo
 (hipertnico).
 H uma equao que descreve essas trocas osmticas:
 Sc = Si - M

 Sc = Suco celular
 Si = Suco interna (Ser tanto maior quanto maior for a concentrao osmtica do vacolo e do
 citoplasma da clula).
 M = resistncia da membrana celulsica
 Outra forma de expressar as mesmas grandezas:
 D.P.D. = P.O. - P.T.
 D.P.D. = Dficit de presso de difuso
 P.O. = Presso osmtica
 P.T. = Presso de turgor
 Assim podem ocorrer as situaes:
 a) As clulas vegetais mergulhadas em ambiente hipotnico (por exemplo, gua destilada) estaro com
 seu volume mximo, ou seja, as clulas estaro trgidas e a resistncia da membrana celulsica (M)
 tambm ser mxima.
   Si = M        Sc = 0

 b) Nas clulas flcidas o volume de gua intracelular no chega a pressionar a membrana celulsica (M):
   M=0          Sc = Si

 c) As clulas plasmolisadas estiveram mergulhadas em soluo hipertnica e perderam tanta gua, que a
 membrana plasmtica "descolou" da celulsica (M) tendo citoplasma e vacolo muito reduzidos:



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   M=0          Sc = Si

 Se esta clula for colocada em gua destilada voltar a ganhar gua, realizando deplasmlise.
 d) Se a clula vegetal estiver exposta no ar e a ventilao promover lenta perda de gua, o vacolo reduz
 seu volume e a membrana celulsica acompanha essa retrao (fica com M negativo!):
  Sc = Si  (-M)             Sc = Si + M




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 Funes metablicas
 O Hialoplasma
 Tambm chamado citoplasma fundamental ou ciclosol. Trata-se de um material viscoso, amorfo, no qual
 ficam mergulhados os orgnulos. Quimicamente, o hialoplasma  formado por gua e molculas de
 protena, formando uma disperso que os qumicos denominam colide. A abundncia de gua no
 hialoplasma facilita a distribuio de substncias por difuso, como tambm a ocorrncia de inmeras
 reaes qumicas.
 Em algumas clulas vivas observadas ao microscpio ptico, percebe-se que a regio mais externa do
 hialoplasma (ectoplasma)  bastante viscosa (citogel). A parte interna (endoplasma) j  mais fluida
 (citosol). Certos movimentos do hialoplasma podem ser observados em clulas vivas, envolvendo
 principalmente o endoplasma:
 a) Ciclose
 A ciclose pode ser facilmente observada em clulas vivas, especialmente em clulas vegetais; trata-se de
 uma corrente citoplasmtica que afeta o endoplasma.
 A velocidade da ciclose  aumentada pela elevao da temperatura e pela luz. Anestsico,
 temperaturas baixas e ausncia de oxignio so fatores que retardam ou at anulam o movimento.




 b) Movimento amebide
 Em certas clulas as correntes citoplasmticas so orientadas de tal maneira que elas resultam na
 locomoo da prpria clula por meio de pseudpodos. Esse fenmeno  comum em amebas e leuccitos.
 Leia a descrio a seguir, observando simultaneamente a figura.


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 O endoplasma flui na direo do movimento; ao chegar na extremidade anterior, ele torna-se mais viscoso
 e se agrega s "paredes" de ectoplasma j existentes, ento o ectoplasma "cresce" na parte interior. Na
 extremidade posterior, ocorre o oposto: o ectoplasma (viscoso) transforma-se em endoplasma que flui para
 frente. Ento, na extremidade posterior, a parede de ectoplasma diminui constantemente.




 Em concluso, a clula se move por meio de um fluxo de endoplasma, enviado pela extremidade posterior,
 e que se transforma em ectoplasma na regio anterior da clula. Ainda no hialoplasma encontramos vrios
 orgnulos e algumas incluses.
 As incluses so estruturas sem vida no citoplasma da clula. Ao conjunto das incluses chamamos
 paraplasma: gotas de lipdios, grnulos de protenas e pigmentos, substncias cristalizadas (insolveis).




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 Organelas




 a) Retculo endoplasmtico
 Estrutura
 No citosol das clulas eucariotas existe uma grande rede de canais e bolsas formadas por membranas
 semelhantes  do plasmalema. Essa rede de canais e bolsas forma o retculo endoplasmtico. Existem dois
 tipos de retculos: rugoso ou granular e liso ou agranular.
 O retculo endoplasmtico rugoso (RER)  constitudo por um conjunto de bolsas membranosas que
 apresentam ribossomos aderidos  sua superfcie externa, da o aspecto granuloso. O retculo
 endoplasmtico liso (REL), por sua vez,  formado por um conjunto de tlulos membranosos que, como
 no apresenta ribossomos, apresenta um aspecto liso ao microscpio eletrnico. O RER e o REL so
 interligados e a transio de um para outro  gradual.
 Funes
 O RE funciona como uma grande rede de distribuio de substncias no interior da clula. Tais substncias
 podem percorrer o interior da clula sem se misturarem com o citosol.
 O REL  responsvel pela produo de lipdios e fosfolipdios como os glicerdeos a lecitina. A fabricao
 de hormnios esterides a partir do colesterol, tambm  feita no REL (estrgenos, testosterona). Outras


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 funes do REL esto ligadas a desintoxicao do organismo (clulas do fgado) e armazenamento de
 substncias: gua, acares, pigmentos e sais (regulao osmtica).
 O RER por possuir ribossomos  responsvel pela sntese de protenas da clula, alm de executar as
 funes do REL. As protenas produzidas pelo RER so transportadas at o complexo de Golgi pelo REL.




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 b) Ribossomos
 Estrutura
 O ribossomo  composto de RNA do tipo ribossmico e protenas. Cada ribossomo  formado por duas
 subunidades ligadas entre si, sendo uma delas maior que a outra. Os ribossomos podem ser encontrados
 soltos no citosol ou ligados ao RE.  comum a associao entre vrios ribossomos livres do citosol;
 quando isso acontece o conjunto formado chama-se polirribossomo. Os polirribossomos so formados
 sempre que est acontecendo sntese de protenas.




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 Funes
 Os ribossomos so responsveis pela sntese de protenas, tanto aqueles que esto livres no citosol quanto
 aqueles que esto associados ao RE.




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 c) Aparelho ou complexo de Golgi
 Estrutura
 O complexo de Golgi  formado por um conjunto de dictiossomos. Cada dictiossomo, por sua vez, 
 formado por um conjunto de bolsas membranosas empilhadas. Nas clulas animais os dictiossomos esto
 juntos prximos ao ncleo, enquanto que nas clulas vegetais eles esto espalhados pelo citoplasma.
 Funes
 No CG ocorre o armazenamento, transformao, empacotamento e remessa de substncias. Conforme o
 tipo de substncia e sua funo, elas podero ser eliminadas da clula para o organismo ou permanecer no
 interior da clula. As clulas glandulares possuem o CG bastante desenvolvido. O processo de eliminao
 de substncias que iro atuar fora da clula  chamado de secreo celular. O CG tambm elimina
 substncias que iro permanecer no interior da clula; estas so eliminadas no interior de bolsas
 membranosas e a estrutura formada recebe o nome de lisossomo.




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 Alm da secreo celular, o CG tem um papel importante na formao do espermatozide, pois este
 durante seu processo de formao perde quase todas as suas organelas, restando apenas o ncleo e o CG
 (acrossomo), que contm as enzimas digestivas necessrias para romper as membranas do vulo e
 permitir a sua fecundao.




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 O complexo de Golgi tambm pode ter outras funes bem especficas, dependendo do tipo de clula
 estudada, como a formao da lamela mdia durante a diviso da clula vegetal (fragmoplasto).




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 Exemplo:
 Secreo da clula de cino pancretico:
 Os cinos so pequenas estruturas glandulares que secretam as enzimas do suco pancretico. Na figura
 abaixo, est representado um cino em corte transversal, sendo que as clulas ficam ao redor de um
 espao, chamado luz ou lmen.




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 A secreo dos gros de zimgeno numa clula pancretica.




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 Esta  a representao esquemtica de uma das clulas do cino vista ao microscpio eletrnico. Existe
 bastante ergastoplasma, o que indica que a clula  eficiente produtora de protenas. Repare ainda que as
 vesculas brotando do complexo de Golgi, so os gros de zimgeno. Nestas vesculas ficam as enzimas
 que a clula secreta.
 Algumas das vesculas despejam seu contedo na luz do cino. Nesta clula ento, a sntese de protenas
 ocorre no ergastoplasma; o complexo de Golgi funciona como armazenador e empacotador da secreo,
 que acaba sendo lanada ao exterior.




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 Secreo do muco nas clulas caliciformes do intestino:
 Na mucosa intestinal, existem clulas especiais em forma de clice, que produzem uma soluo
 lubrificante e protetora, chamada muco. O muco  constitudo por protenas associadas a polissacardeos
 (glicoprotenas).
 A seguir, voc v o esquema de uma clula caliciforme.




 Uma clula caliciforme do intestino e a secreo de gros de muco.
 Observe que do complexo de Golgi brotam vesculas de muco que, ao chegarem na superfcie superior da
 clula, eliminam-no na luz intestinal. Isto ocorre porque a protena produzida no ergastoplasma passa para
 o complexo de Golgi, onde ela se associa ao polissacardeo pr- fabricado; o material  empacotado em
 vesculas ou gros de muco e lanado para fora da clula.




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 d) Lisossomo
 Estrutura
 Os lisossomos (lise = quebra destruio, soma = corpo) so estruturas compostas por bolsas membranosas
 que contm diversos tipos de enzimas digestivas.
 Funo
 Os lisossomos so responsveis pela digesto intracelular. As bolsas, com partculas, formadas pela
 fagocitose e pinocitose, fundem-se aos lisossomos dando origem aos vacolos digestivos, onde ocorrer a
 digesto intracelular. Conforme essas partculas vo sendo digeridas pelas enzimas presentes nos
 lisossomos, as pequenas molculas formadas que so teis  clula atravessam a membrana do lisossomo e
 passam para o citosol, onde sero aproveitadas. Ao final da digesto, resta no interior do vacolo somente
 resduos inteis que devero ser eliminados da clula. O vacolo contendo os resduos passa a se chamar
 vacolo residual. O processo de eliminao do contedo do vacolo residual para o meio extracelular
 chama-se clasmocitose ou defecao celular.
 O processo de digesto de substncias que entraram na clula por fagocitose ou pinocitose chama-se
 processo heterofgico.
 A clula pode usar os lisossomos para digerirem partes de si mesmas num processo de autofagia, para
 destruir organelas velhas e desgastadas ou quando a clula no recebe alimentos suficientes para se manter
 viva. O lisossomo se aproxima da estrutura a ser digerida ou eliminada e se funde com ela, formando o
 vacolo autofgico. Uma clula pode assim destruir e reconstruir seus componentes centenas de vezes.
 As enzimas lisossmicas so produzidas no ergastoplasma, da passam ao complexo de Golgi, no qual so
 empacotadas e liberadas sob a forma de vesculas (lisossomos primrios). Quando uma partcula de
 alimento  englobada, forma-se o vacolo alimentar (fagossomo). Observe a figura a seguir.




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 Um ou mais lisossomos se fundem ao fagossomo, despejando nele enzimas digestivas: est formado o
 vacolo digestivo ou lisossomo secundrio. As pequenas molculas provenientes da digesto so
 absorvidas pelo citoplasma. O vacolo, agora cheio de resduos,  chamado vacolo residual, que em
 certas clulas, por clasmocitose, expulsa os resduos para o meio externo.




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 e) Peroxissomos
 Vesculas membranosas assemelhadas aos lisossomos. Diferem destes nos tipos de enzimas que possuem,
 as quais digerem gorduras e degradam aminocidos. Armazenam grande quantidade de catalase, enzima
 que acelera a decomposio da gua oxigenada (H2O2) resultante do metabolismo celular. Essa  uma
 nobre funo protetora, pois a H2O2  mutagnica no interior das clulas, podendo danificar o DNA.

 f) Mitocndrias
 Estrutura
 As mitocndrias so estruturas delimitadas por duas membranas lipoproticas, sendo a mais externa lisa e
 a interna cheia de dobras denominadas cristas mitocondriais. O seu interior  preenchido por um fluido
 que contm diversas enzimas, pequenos ribossomos, DNA, RNA, etc. Esse fluido chama-se matriz
 mitocondrial.
 Funo
 As mitocndrias so responsveis pela respirao intracelular, isto , produo e liberao de energia
 (ATP) para todas as atividades celulares.
 A respirao intracelular consiste na quebra de molculas orgnicas (glicose) em presena de oxignio e
 liberao de energia, CO2 e gua. A energia liberada  armazenada em molculas de adenosina trifosfato
 (ATP).
 Devido  presena de DNA e RNA as mitocndrias so capazes de se autoduplicarem independentemente
 da duplicao celular, alm disso, so capazes de sintetizar muitas das protenas necessrias ao processo
 respiratrio.




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 g) Plastos
 Estrutura
 Os plastos so estruturas exclusivas de algas e vegetais. O seu nmero e forma varia muito conforme o
 organismo estudado.




 Existem basicamente dois tipos de plastos: cromoplastos e leucoplastos. Os cromoplastos apresentam
 pigmentos no seu interior (cromo = cor), os leucoplastos (leuco = branco), no contm pigmentos. O
 cromoplasto mais comum nos vegetais  o cloroplasto.
 Cloroplasto
 Os cloroplastos apresentam forma discoidal, so envolvidos por uma membrana externa e uma interna.
 Alm destas, os plastos apresentam muitas membranas internas que formam bolsas chatas em forma de
 disco chamadas tilacides. Estes, por sua vez, esto dispostos de modo a formar pilhas, semelhantes a uma
 pilha de moedas. A pilha de tilacides recebe o nome de granum (plural = grana) . O interior do
 cloroplasto  preenchido por uma matriz gelatinosa chamada estroma, onde se encontram DNA, RNA,
 ribossomos, enzimas, etc.
 Nos tilacides esto localizadas as molculas de clorofilas, as quais esto organizadas de modo a poderem
 captar a maior quantidade de luz possvel.




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 Funes
 Nos cloroplastos acontece a fotossntese, processo onde so fabricadas molculas orgnicas,
 principalmente glicose, usada pelas mitocndrias na respirao intracelular.
 Durante a fotossntese a clorofila capta a energia luminosa que ser transformada em energia
 qumica (ATP). Essa energia ser usada na fabricao de glicose a partir de gua e gs carbnico.
 Cloroplastos ou leucoplastos podem armazenar o excesso de glicose produzida em forma de amido
 (polissacardeo). Esses reservatrios so os amiloplastos.
 Como as mitocndrias, os cloroplastos so capazes de se autoduplicar independentemente da duplicao
 celular e sintetizar alguns tipos de protenas.
 ORIGEM DE CLOROPLASTOS E MITOCNDRIAS
 Algumas evidncias levaram alguns estudiosos a propor a Teoria da endossimbiose. Essa teoria diz que
 num passado distante cloroplastos e mitocndrias deveriam ser bactrias de vida livre, que passaram a
 viver no interior de clulas eucariotas em busca de proteo, dando em troca alimento e energia para a
 clula. A estrutura dessas organelas  muito semelhante  estrutura de algumas bactrias atuais, alm do
 fato dessas organelas apresentarem seu prprio DNA, RNA, ribossomos e poderem se autoduplicar.




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 h) Centrolos
 Os centrolos esto presentes na maioria dos organismos eucariontes, com exceo das plantas
 Angiospermas.
 Cada clula possui um par de centrolos (diplossomo) que ficam localizados em uma regio chamada
 centrossomo ou centro celular. Cada centrolo do par  formado por 9 triplas de microtbulos dispostos de
 modo a formar um cilindro. Os dois centrolos do par esto dispostos perpendicularmente um em relao
 ao outro.
 Possuem DNA prprio com capacidade de autoduplicao, a qual executam antes da diviso celular.Os
 centrolos originaro clios e flagelos responsveis por vrias formas de movimentao.
 Funes
 Esto envolvidos com a diviso celular.




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 i) Clios e Flagelos
 Estrutura
 So prolongamentos finssimos que crescem a partir da superfcie da clula. Sua estrutura interna
 chama-se axonema e  formada por 9 pares de microtbulos dispostos de forma cilndrica e um par central
 (haste). Embora tenham a mesma estrutura interna, clios e flagelos diferem entre si da seguinte forma ;
 clios so curtos e numerosos, flagelos so longos e pouco numerosos.
 Na base de cada clio e flagelo encontramos uma estrutura semelhante a um centrolo chamado
 cinetossomo ou corpo basal, pois essas estruturas crescem a partir do centrolo. No corpo basal,
 diferentemente da haste, h 9 tbulos triplos e no apresenta o par central.
 Funes
 Clios e flagelos tm funes de locomoo celular (algas, protozorios, espermatozides), captura de
 alimentos (esponjas), limpeza do organismo (epitlio traqueal nas vias respiratrias), etc.




 Citoesqueleto


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 O interior do citoplasma da clula eucariota possui uma rede de finssimos tubos e filamentos interligados
 chamada de citoesqueleto.
 Estrutura
 O citoesqueleto  formado por microtbulos, compostos de uma protena chamada tubulina e
 microfilamentos, constitudos de uma protena contrctil chamada actina. Existem outros tipos de
 filamentos, sendo os dois citados os principais.
 Funes
 O citoesqueleto  responsvel pela forma, organizao e movimentos da clula eucariota (pseudpodos),
 movimentos citoplasmticos (ciclose) alm de formar estruturas importantes para o funcionamento celular
 (deslocamento de orgnulos).




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 Ciclos Vitais, Mitose, Meiose e
 Microscopia
 MITOSE
 O ciclo celular
 Existem basicamente dois tipos de diviso celular: a mitose e a meiose. Uma clula, dividindo-se por
 mitose, d origem a duas novas clulas com o mesmo nmero de cromossomos da clula inicial.
 Como voc j sabe, cada espcie tem um nmero constante de cromossomos. Assim, na espcie humana,
 as clulas somticas apresentam 46 cromossomos ou 23 pares de cromossomos homlogos (2n = 46).
 Cada uma dessas clulas, ao sofrer mitose, d origem a duas outras tambm com 46 cromossomos.
 A mitose  um processo importante no crescimento dos organismos multicelulares e nos processos de
 regenerao de tecidos do corpo. Nos unicelulares,  um tipo de diviso que ocorre quando h
 reproduo assexuada.
 A meiose  um tipo de diviso em que uma clula d origem a quatro novas clulas com metade do
 nmero de cromossomos da clula inicial (diviso reducional) . Uma clula que apresenta 2n = 46
 cromossomos, ao sofrer meiose, d origem a quatro clulas com n = 23 cromossomos.
 A meiose  um processo importante para a variabilidade gnica dos organismos, sendo o tipo de
 diviso que ocorre no processo de formao de gametas nos indivduos que apresentam reproduo
 sexuada.




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 O ciclo celular corresponde a um ciclo regular de eventos que ocorrem desde a formao de uma clula
 at a sua prpria diviso em duas clulas-filhas. Esse ciclo  dividido em duas etapas bsicas: a interfase,
 etapa em que a clula no est em diviso, e a mitose, etapa em que a clula est em diviso.




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 Tanto a interfase como a mitose apresentam-se subdivididas em perodos ou fases. Os perodos da
 interfase so denominados G1, S e G2 e as fases da mitose so denominadas prfase, metfase, anfase e
 telfase.




 O grfico acima mostra a variao da quantidade de DNA durante o ciclo de vida da clula. A interfase 
 dividida em trs perodos:G1 (do ingls gap, intervalo), S e G2.

 A duplicao do DNA ocorre durante o perodo S (sntese). Ento, em G1, os cromossomos ainda esto


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 como fio simples; em S, cada cromossomo fica com duas cromtides, assim permanecendo durante o
 intervalo G2. No grfico, C representa a quantidade de DNA de uma clula haplide; 2C, de uma clula
 diplide antes da duplicao do DNA (no perodo G1, portanto), e 4C de uma clula em G2, aps a
 sntese.
 Observe que na anfase, a quantidade de DNA cai de novo para 2C: houve separao das cromtides -
 irms, que esto migrando em direo aos plos, para formar dois novos ncleos.
 Visualizao das etapas da mitose




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 Fases da mitose.
 Os cromossomos duplicados se espiralizam durante a prfase, ao mesmo tempo que o hialoplasma adquire
 uma estrutura fibrosa ao redor dos diplossomos.




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  Aps a ruptura da membrana nuclear, os cromossomos dispem-se na placa equatorial (metfase).




 A duplicao dos centrmeros marca o incio da anfase, durante a qual os cromossomos se dirigem para
 os plos.




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 Na telfase, os cromossomos se desespiralizam, ao mesmo tempo que se forma a membrana nuclear a
 partir do retculo endoplasmtico. Um sulco de diviso (estrangulamento)permite a separao das
 clulas-filhas.




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 Na diviso das clulas de vegetais superiores, pode-se observar que:
    q   no h centrolos - mitose acntrica;
    q   no h formao de fibras do ster - mitose anastral;
    q   citocinese - centrfuga (de dentro para fora)
 Na citocinese das clulas vegetais no ocorre invaginao da membrana plasmtica e sim formao
 centrfuga de uma placa celular, originada a partir de pequenas vesculas diferenciadas do complexo de
 Golgi, ricas em pectina. O conjunto dessas vesculas  denominado fragmoplasto. Essas vesculas se
 fundem e seu contedo origina a lamela mdia, iniciando a formao da parede celular.
 Mitose em clula vegetal.




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 MEIOSE
 A descrio das etapas da meiose
 No esquema adiante foi representada uma clula diplide, com dois pares de cromossomos homlogos.
 Nessa clula, ento, 2n= 4 cromossomos.
 Prfase I
 Leptteno - Os cromossomos, devido  sua espiralao, ficam visveis. Apesar de iniciarem a duplicao
 na interfase, aparecem ainda como filamentos simples, bem individualizados.




 Zigteno - Os cromossomos homlogos se atraem, emparelhando-se. Este pareamento  conhecido
 como sinapse e ocorre ponto por ponto. O pareamento de cromossomos homlogos no ocorre na
 mitose.




 Paquteno - Aqui, cada cromossomo aparece constitudo por duas cromtides, portanto terminou a
 duplicao. Os 2 homlogos pareados mostram ento 4 filamentos, cujo conjunto chamamos ttrade ou
 bivalentes.




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 Diplteno - Nesta fase podem ocorrer quebras em regies correspondentes das cromtides homlogas;
 em seguida, os pedaos quebrados soldam-se em posio trocada.
 Esse fenmeno  chamado crossing-over ou permuta. O crossing-over aumenta a variabilidade das
 clulas formadas. Os homlogos se afastam, permanecendo em contato em alguns pontos chamados
 quiasmas.
 Os quiasmas representam as regies observadas no microscpio, em que houve a troca de pedaos.




 Diacinese - Os pares de homlogos esto praticamente separados. Os quiasmas "deslizam" para as
 extremidades dos cromossomos (terminalizao dos quiasmas). Aumenta ainda mais a espiralao dos
 cromossomos.




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 Visualizao das etapas da meiose:




 Metfase I
 A membrana nuclear desapareceu no final da prfase. As fibras do fuso j esto formadas, desde a
 prfase I. Os pares de cromossomos homlogos se organizam no plano equatorial da clula. Os
 centrmeros dos cromossomos homlogos se ligam a fibras que emergem de centrolos opostos. Assim,
 cada componente do par ser puxado em direes opostas.




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 Anfase I
 No ocorre diviso dos centrmeros; cada componente do par de homlogos migra em direo a um dos
 plos, por encurtamento das fibras do fuso.




 Telfase I
 A carioteca se reorganiza; os cromossomos se desespiralam. s vezes, no entanto, isto no ocorre e os
 cromossomos sofrem diretamente a segunda diviso meitica. O citoplasma sofre diviso (citocinese).




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 Intercinese
  uma interfase que pode ou no existir, dependendo do tipo de clula que est sofrendo meiose.




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 Prfase II
  uma prfase semelhante  da mitose.  bem mais rpida do que a prfase I. Forma-se o fuso, s vezes
 perpendicular ao anterior.




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 Metfase II
 Os cromossomos se dispem na placa equatorial, e se ligam s fibras do fuso.
 Ao final da metfase os centrmeros se duplicam. As cromtides passam a ser, cada uma, um
 cromossomo (cromonema).




 Anfase II
 Os cromossomos - filhos (irmos) migram para plos opostos.




 Telfase II
 J nos plos, os cromossomos se desespiralam; os nuclolos reaparecem. O citoplasma se divide: temos
 agora quatro clulas n, originadas a partir da clula 2n, que iniciou o processo.


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 A importncia do crossing-over
 J vimos que no diplteno pode ocorrer quebras em cromtides homlogas, seguidas de soldadura de
 pedaos trocados. Este fenmeno, dito crossing - over ou permutao,  bem conhecido por observaes;
 no entanto, ainda permanecem desconhecidas as causas que o provocam.
 O crossing-over acontece de maneira casual, sem que se possa prever em que pontos e em quais
 cromossomos ele vai acontecer. Evidentemente, podem ocorrer vrias trocas ao longo do mesmo par de
 homlogos.
 Os esquemas A e B comparam os resultados da meiose com e sem ocorrncia de crossing, em uma clula
 com dois cromossomos. Foram representados somente dois pares de genes alelos A e a e B e b.
 Na figura A no houve troca de pedaos durante o pareamento. Como resultado final da meiose, temos
 quatro clulas (que podem ser gametas ou esporos); duas delas com constituio gentica AB e duas com
 constituio ab.
 Na figura B, ocorreu um crossing - over entre os genes A e B. As cromtides homlogas trocaram
 pedaos. O resultado final mostra quatro clulas de constituio gentica diferente, AB, Ab, aB e ab.


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 Voc percebeu ento que o crossing-over permitiu o aparecimento de dois cromossomos com combinaes
 gnicas totalmente diferentes. Ab e aB, que no existiam na clula-me.  como se o crossing tivesse
 "embaralhado" os genes dos cromossomos originais AB e ab. Dizemos ento que houve recombinao
 gentica. O fenmeno de crossing-over aumenta pois a variabilidade gentica dos gametas. Isto  um
 importantssimo fator no mecanismo da evoluo.




 Esquema A                                                    Esquema B


                                                                      6_4



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 Gametognese
 Gametognese  o processo de produo de gametas que so sempre clulas haplides (n), com a funo
 de reproduo sexuada dos seres vivos (animal ou vegetal).
 Nos animais essa produo  realizada no interior de rgos especializados: testculos (gnadas
 masculinas) produzem espermatozides (gametas masculinos) e ovrios (gnadas femininas) produzem
 vulos (gametas femininos). Nos vegetais, as estruturas especiais que tero essas funes so: anterdeos
 (gametngios masculinos) produziro os anterozides (gametas masculinos) e arquegnios ou oognios
 produziro oosferas (gametas femininos).
 Na gametognese animal, a espermatognese  responsvel pela produo de espermatozides e a
 ovulognese (ou ovognese) formar os vulos.




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   Principais diferenas
   1 Ovognia= fase de crescimento mais longa (= maior quantidade de vitelo) .
   2 N espermatozides e vulos.
   3 Ovcito II= est bloqueado em metfase II.
   4 Espermatognese 2 a 3 semanas, a vida inteira.

 Interpretando a tabela da gametognese, devemos entender:
     q No perodo de multiplicao, as gnias (clulas diplides  2n  indiferenciadas) proliferam
        intensamente atravs de mitoses sucessivas, no interior do testculo (espermatognias) e do ovrio
        (ovognias).

      q   O perodo de crescimento  caracterizado pelo aumento volumtrico das gnias que iro formar os
          citos I. As ovognias tero uma fase de crescimento mais longa, acumulando maior quantidade de
          vitelo (reserva alimentar do retculo endoplasmtico e do complexo de Golgi) do que as
          espermatognias, ficando bem maiores. Cada espermatognia (2n) forma um espermatcito
          primrio  2n (espermatcito I ou de primeira ordem), enquanto a ovognia (2n) produzir o
          ovcito primrio  2n (ovcito I ou de primeira ordem).

      q    no perodo de maturao que ocorrer a meiose (diviso celular reducional). Espermatcitos e
          ovcitos primrios (diplides  2n) duplicam seus cromossomos (DNA). Ao trmino da 1a diviso
          meitica (telfase I), cada espermatcito I (2n) produzir dois espermatcitos II (secundrios ou
          de segunda ordem  cada um deles ser "n").
      q   Na espcie humana as clulas sero: espermatcito I (2n = 46 cromossomos) e espermatcito II
          ("n" = 23 cromossomos, cada um deles ainda duplicado, por no ter ocorrido ruptura do
          centrmero na anfase I). Essa 1a diviso  reducional, pois cada clula (cito II) apresentar
          metade dos cromossomos da espcie.
      q   Na ovulognese, cada ovcito I (2n), ao trmino da meiose I, formar duas clulas
          volumetricamente diferentes: uma ser maior, o ovcito II ("n" = 23 cromossomos, ainda
          bivalentes) e a outra menor, o 1o corpsculo polar (ou polcito I: "n" = 23 cromossomos
          bivalentes).




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 Na meiose II ocorrero diferenas importantes na gametognese masculina e feminina, da espcie
 humana:
    q Cada espermatcito II ("n" = 23 cromossomos bivalentes), ao terminar a telfase II, formar duas
      novas clulas de igual tamanho: espermtides (n = 23 cromonemas). Assim, partindo de uma
      clula 2n (espermatcito I), ao fim da meiose sero produzidas quatro clulas haplides
      (espermtides).
          Na etapa seguinte, espermiognese, cada espermtide passa por importantes modificaes no
          tamanho, forma e organizao citoplasmtica, diferenciando o espermatozide (gameta
          masculino). Assim, estar completada a espermatognese.




          A interpretao seqencial das figuras mostra:
      q   o retculo endoplasmtico rugoso (ergastoplasma) produz grande quantidade de enzimas e as
          encaminha para o complexo de Golgi.
      q   ocorre fragmentao do complexo de Golgi que ir se reorganizar prximo do ncleo, formando o
          acrossomo, o qual armazena as enzimas que iro "abrir caminho" durante a fecundao, digerindo o
          espessamento celular protetor do ovcito II ("vulo").
      q   multiplicao das mitocndrias e migrao, juntamente com os centrolos, para a pea intermediria.
          As mitocndrias iro gerar a energia para o batimento do flagelo, formado a partir do centrolo.


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      q   importante reduo do volume do citoplasma da clula que estar diferenciada em espermatozide.
      q   O ovcito II, quando completar a telfase II, formar uma grande clula haplide (ovtide ou
          vulo: n = 23cromonemas) e o (pequeno) 2o corpsculo polar (n = 23 cromonemas). O 1o
          corpsculo polar poder ou nocompletar a meiose II, formando ou no dois outros corpsculos
          polares. Desta forma, atravs da ovulognse,de cada ovcito I (diplide  2n) que completar a
          meiose, sero produzidos um vulo e trs corpsculos polares.




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 ATENO !!!
   q Na espcie humana, cada ovcito II est contido num folculo de Graaf, dentro do ovrio, desde o
     nascimento das meninas. Estes ovcitos II esto com a meiose interrompida (bloqueada) em
     metfase II. Essa meiose s ser completada se o ovcito II, eliminado em cada ciclo menstrual
     ("ovulao"), for fecundado pelo espermatozide. Esse encontro entre espermatozide e ovcito II
     (fecundao) dever ocorrer no incio da tuba uterina (trompa), visto que o ovcito tem vida
     curtssima (aproximadamente 24 horas !).




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      q   Essa meiose para a produo de gametas ocorre na grande maioria dos animais e  chamada meiose
          gamtica. A meiose esprica ocorre no interior de esporngios de vegetais, produzindo os esporos
          haplides, que so clulas de reproduo assexuada.


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                                                                                                  Pgina 1


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 Cromatina- Cromossomos; DNA; RNA; Sntese de protenas; Nuclolo
 Ncleo-cidos nuclicos.
 Os cidos nuclicos so as molculas responsveis pela hereditariedade. Os seres vivos apresentam dois
 tipos de cidos nuclicos: o cido desoxirribonuclico (DNA) e o cido ribonuclico (RNA).
 Tanto o DNA como o RNA so macromolculas constitudas por algumas centenas ou milhares de
 unidades ligadas entre si. As unidades so chamadas nucleotdeos. Cada nucleotdeo  constitudo de 3
 partes, um grupo fosfato, ligado a uma pentose (acar de 5 carbonos), que por sua vez est ligado a uma
 base orgnica nitrogenada.
 Representao do nucleotdeo




 Uma molcula de cido nuclico  portanto uma longa cadeia de nucleotdeos ligados entre si pelos
 seus grupos fosfatos, sendo que o fosfato, de cada nucleotdeo se liga ao acar do nucleotdeo vizinho.




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 No nucleotdeo de DNA, o acar presente  a desoxirribose. J no nucleotdeo de RNA,  a ribose.
 Cinco so as bases nitrogenadas mais freqentes nos cidos nuclicos: Adenina, Guanina, Citosina,
 Timina e Uracila.
 Adenina e guanina so bases pricas. Citosina, timina e uracila so bases pirimdicas.
 Das cinco bases nitrogenadas, 3 delas so comuns ao DNA e ao RNA: so a adenina, a guanina e a
 citosina. J a timina  exclusiva do DNA, enquanto a uracila s se encontra no RNA.




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 Disso decorre que uma molcula de DNA, por maior que seja ter apenas 4 tipos de nucleotdeos, todos
 possuindo desoxirribose, no entanto diferindo quanto ao tipo de base. J numa molcula de RNA, os 4
 tipos de nucleotdeos tero a ribose, e uma das 4 bases nitrogenadas.




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 A ESTRUTURA DA MOLCULA DE DNA
 Watson e Crick propuseram em 1953 um modelo da molcula de DNA. Este modelo foi confirmado desde
 ento por muitos dados experimentais. Neste modelo, a molcula  constituda por duas cadeias de
 nucleotdeos. Cada cadeia  composta por vrios nucleotdeos ligados uns aos outros pelos fosfatos. Alm
 disso, as duas cadeias esto ligadas uma  outra, pelas suas bases nitrogenadas, atravs de pontes de
 hidrognio. Observe no esquema:




 Uma molcula de DNA se assemelha ento, a uma escada de corda: nela, fosfatos e pentoses representam
 os corrimes, enquanto que os degraus da escada so representados pelos pares de bases.No entanto, e
 ainda segundo Watson e Crick, a "escada de corda" se apresentaria torcida, e em forma de dupla hlice,
 como voc pode ver no esquema.




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 PAPEL BIOLGICO DO DNA
 AUTODUPLICAO
 As espcies biolgicas so muito estveis quanto s suas caractersticas bsicas: por exemplo, a espcie
 humana no mudou apreciavelmente nos ltimos milhares de anos. Essa estabilizao nas caractersticas
 fundamentais das espcies  conseguida pela transmisso de genes, de gerao  gerao. Os genes
 (segmentos da molcula de DNA) "ditam" as caractersticas dos organismos. Faz-se necessrio ento um
 mecanismo de duplicao dos genes, de tal forma que os destinados aos descendentes sejam idnticos aos
 dos pais. O DNA tem a capacidade de se autoduplicar (copiar o seu cdigo gentico).
 Nas divises celulares (mitoses) mesmo no relacionadas com a reproduo, as clulas filhas recebem um
 conjunto de genes idnticos aos da clula me; neste caso tambm, cada molcula de DNA produz uma
 cpia fiel, ou seja, se autoduplica.
 Alm de compor a cromatina (cromossomos) nuclear, o DNA aparece nos orgnulos celulares
 mitocndrias, cloroplastos e centrolos codificando suas atividades, produo de protenas e capacidade
 multiplicativa.
 SNTESE DE RNA.
 Outro papel do DNA  sua capacidade de controlar toda e qualquer atividade qumica da clula. As
 reaes qumicas celulares dependem sempre de enzimas. Os genes controlam a produo de enzimas
 celulares da seguinte maneira: O DNA produz molculas de RNA, que vo ao citoplasma. No citoplasma o
 RNA "comanda" a fabricao de uma certa protena (que por muitas vezes,  uma enzima). A seqncia de
 aminocidos na protena depende da seqncia do RNA; a seqncia do RNA depende da seqncia de
 bases do DNA que o fabricou. Ao pedao de DNA que contm a informao para a produo de uma
 protena chamamos de cstron, que  uma das maneiras de conceituar o gene.
 DUPLICAO DO DNA
 Para o DNA se duplicar, h necessidade de uma enzima especial, DNA polimerase. A enzima estando
 presente ocorrem as seguintes etapas:
             as pontes de hidrognio que ligam as bases nitrogenadas se rompem, as duas fitas se
          afastam.
             nucleotdeos livres de DNA, que j existem na clula, se encaixam nas duas fitas que se
          afastaram. O encaixe s ocorre se as bases forem complementares.
              quando as duas fitas originais tiverem sido completadas por nucleotdeos novos, estaremos
          em presena de duas molculas de DNA idnticas entre si. Em cada molcula, h um
          filamento antigo, que pertencia a molcula-me, e um novo, que se formou a partir do antigo
          (duplicao semi-conservativa).


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 COMO O DNA FABRICA RNA (TRANSCRIO)
 Aqui tambm,  a seqncia do DNA que condiciona a seqncia na molcula de RNA. Uma diferena
 importante com a duplicao  que apenas uma fita de DNA funciona como molde. O RNA produzido
 ser, portanto, fita simples e no fita dupla. Ocorrem as seguintes etapas:
               necessria a presena de uma enzima: a RNA polimerase.
              as pontes de hidrognio se desfazem; as duas fitas de DNA se afastam.
              encaixam-se nucleotdeos livres de RNA apenas numa das fitas de DNA (fita ativa).
              a molcula de RNA (fita nica), se destaca de seu molde de DNA e migra ao citoplasma.
              as duas fitas de DNA tornam a parear, reconstituindo a molcula original.




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 TIPOS DE RNA
 RNA-m (RNA mensageiro). Leva ao citoplasma a "mensagem" gentica do DNA, orientando a sntese
 de protenas.  a seqncia dos cdons do RNA-m que determina a seqncia dos aminocidos na
 protena. Para poder produzir protenas, o RNA-m se associa aos ribossomos existentes no citoplasma.
 RNA-t (RNA transportador). So molculas pequenas, de aproximadamente 80 nucleotdeos. O RNA
 transportador possui numa certa regio uma seqncia de 3 bases livres (anticdon).
 Existem vrios tipos de RNA transportadores, que variam quanto  seqncia das 3 bases. O papel dos
 RNA-t  de capturar aminocidos que se encontram dissolvidos no citoplasma e carreg-los ao local da
 sntese protica. Cada transportador  especfico em relao ao aminocido que ele transporta. Esta
 especificidade  condicionada pela seqncia de 3 bases (chamada anticdon); assim o transportador com
 anticdon CAA transporta o aminocido valina, o RNA-t UGU carrega o aminocido treonina, etc..
 RNA-r (RNA ribossmico).  o RNA de fita mais comprida. O papel do RNA-r, pelo que se conhece at
 hoje,  estrutural: serve como matria-prima para a construo dos ribossomos. Os ribossomos so
 indispensveis para a traduo: ou seja, sem ribossomos, aparentemente nunca ocorre sntese protica.




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 Cromatina- Cromossomos; DNA; RNA; Sntese de protenas; Nuclolo
 SNTESE DE PROTENAS (TRADUO)
                                                        Segunda letra
                   U                               C                         A                         G
            UUU                                                    UAU                         UGU
                Fenilalanina              UCU                                 Tirosina               Cistena
            UUC                                                                                UGC              U
                                          UCC                      UAC
                                                       Serina                                                   C
        U                                                                                     UGA Cdon de
                                          UCA                    UAA Cdon de                                   A
            UUA                                                                                     parada
                        Leucina           UCG                    UAG parada                                     G
            UUG                                                                               UGG Triptofano
          CUU                             CCU                     CAU           CGU                             U
                                                                             Histidina
          CUC                             CCC                     CAC           CGC                             C
        C                Leucina                    Prolina                         Arginina
          CUA                             CCA                     CAA           CGA                             A
          CUG                             CCG                         Glutamina CGG                             G
                                                                  CAG
          AUU
          AUC Isoleucina                 ACU                      AAU                          AGU         U
                                                                      Asparagina                      Serina
          AUA                            ACC                      AAC                          AGC         C
        A                                    Treonina
              Metionina e                ACA                        AAA                       AGA          A
          AUG cdon de                                                           Lisina           Arginina G
                                         ACG                        AAG                       AGG
               iniciao

              GUU                        GCU                     GAU         cido            GGU               U
              GUC                        GCC                     GAC        asprtico         GGC               C
        G                  Valina            Alanina                                                 Glicina
              GUA                        GCA                     GAA   cido                  GGA               A
              GUG                        GCG                     GAG glutmico                GGG               G




                                                                                                                    Pgina 6

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 Os esquemas abaixo so indispensveis para a compreenso do mecanismo da sntese proteca.
 1) Um ribossomo se associa a uma molcula de RNA-m, abrangendo 2 cdons. No cdon UUU se liga
 um RNA-t com anti-cdon AAA, trazendo o aminocido fenilalanina. No 2 cdon GAG, entra um
 transportador com anti-cdon CUC, trazendo o aminocido cido glutmico. Entre a fenilalanina e
 o cido glutmico se forma uma ligao peptdica.
 2) A 1 molcula de RNA-t se destaca do RNA-m, desligando-se tambm do aminocido que havia
 trazido; o RNA-t sai do ribossomo, podendo ir em busca de nova molcula de fenilalanina.
                        A correspondncia entre DNA, RNA e aminocidos.
                        - Cdigo Gentico -




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 3) O ribossomo se desloca ao longo do RNA-m, abrangendo agora um terceiro cdon (GUA). Entra o
 RNA-t (CAU) trazendo o aminocido valina. Forma-se uma ligao peptdica entre os dois aminoacidos, e
 simultaneamente,o 2 RNA-t se desliga do ribossomo.




 4) Aps percorrer a molcula, o ribossomo sair finalmente do RNA-m, ficando o polipeptdeo livre no
 citoplasma ou encaminhado para o retculo endoplasmtico, afim de ser transportado no interior da clula.
  claro que a mesma molcula de RNA-m pode ser "lida" (traduzida) por outro ribossomo, que seguir
 passo a passo o caminho percorrido pelo primeiro: o polipeptdeo formado ser, evidentemente, idntico
 ao primeiro.




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 Resumindo:




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 Observao: Modificaes (mutaes) no cdigo gentico podem levar  sntese de protenas modificadas,
 resultando em anomalia ou doenas, como por exemplo, a anemia falciforme (siclemia).




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 Estrutura do Ncleo
 Geralmente as clulas apresentam um ncleo nico aproximadamente esfrico e mais ou menos central.
 Entretanto, h aquelas que tm dois ou mais ncleos, alguns de formato iregular ou ainda deslocados para
 a periferia, junto da membrana plasmtica.
 O ncleo apresenta uma membrana nuclear ou carioteca, suco nuclear ou cariolinfa, cromatina e nuclolos.
 a) CARIOTECA
 A carioteca  dupla, sendo constituda por uma membrana interna e outra externa. Ribossomos podem
 estar presentes na carioteca, ao lado do hialoplasma.
 A carioteca  porosa, lipoprotica e a cada diviso celular ela se desorganiza e se reconstitui nas
 clulas-filhas.




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 b) Suco Nuclear
 Tambm chamado nucleoplasma e cariolinfa.  um gel protico no qual ficam mergulhados os
 componentes do ncleo. Nessa soluo as enzimas catalisam importantes reaes qumicas. Sabe-se que
 no suco nuclear pode ocorrer sntese de ATP, substncia "armazenadora" de energia, atravs da gliclise.
 c) Nuclolos
 O nuclolo tem um aspecto corpuscular esponjoso,sem membrana envoltria e cujas cavidades ficam
 preenchidas pelo suco nuclear.
 Pode haver mais de um nuclolo por ncleo. Quimicamente, o nuclolo  muito rico em RNA


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 ribossmico, que agregado  protena forma os ribossomos.
 No incio da diviso celular, os nuclolos se desintegram, provavelmente espalhando-se pelo citoplasma
 sendo distribudos para as clulas filhas. No fim da diviso, eles so novamente sintetizados nas
 clulas-filhas por um cromossomo especial (organizador do nuclolo).
 d) Cromatina
 Numa clula em intrfase (perodo anterior  diviso celular) a cromatina aparece como uma massa
 filamentosa emaranhada, mais ou menos homognea no interior do ncleo.
 Durante a intrfase cada cromossomo  constitudo por um filamento de DNA extremamente fino, e
 enrolado em grnulos de protenas histonas, chamado cromonema. A cromatina interfsica  ento
 constituda pelo conjunto de cromonemas emaranhadas no interior do ncleo.
 O filamento de cromatina (DNA + histonas) cromossmica, na intrfase, apresenta regies mais
 condensadas (heterocromatina) e menos espiralizadas (eucromatina). Antes da clula dividir-se o
 cromossomo vai ficando mais condensado e curto, devido ao frouxo enrolamento da eucromatina; cada
 cromossomo apresenta-se duplicado, porm os dois filamentos (cromtides) esto unidos num nico
 ponto: o centrmero, que  uma regio heterocromtica (constrico primria). Todas as outras
 constrices do mesmo cromossomo sero secundrias.




 O nmero de cromossomos  fixo dentro de uma mesma espcie: o homem possui 46 cromossomos, a
 drosphila 8, o milho 20. Na maioria dos organismos, apresentam-se aos pares, constituindo os
 cromossomos homlogos (caritipo). Assim, os 46 cromossomos so 23 pares de homlogos, cada ncleo
 tem dois conjuntos semelhantes de cromossomos (2 genomas), sendo por isso, diplide (2n = 46).




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 Ao longo de cada cromossomo, aos segmentos de DNA codificadores das diferentes protenas (enzimas,
 anticorpos, etc), chamaremos de genes. Lado a lado, em cromossomos homlogos, esto os genes alelos
 codificando cada caracterstica hereditria.




 A forma dos cromossomos depende da relao de tamanho entre seus braos, determinada pela posio
 dos centrmeros. Apresenta 4 tipos:
    q Metacntricos: o centrmero ocupa a posio mdia do cromossomo, deixando dois braos com
       mesmo comprimento.
    q Submetacntricos: tendo o centrmero um pouco deslocado para uma das extremidades, forma
       dois braos com diferentes tamanhos.
    q Acrocntricos: estando o centrmero bastante deslocado para uma das extremidades. Apresentar
       um dos braos bem mais comprido que o outro.
    q Telocntricos: o centrmero est numa das extremidades, deixando um s brao cromossmico.




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 O caritipo indica nmero, tamanho, forma e caractersticas dos cromossomos de uma espcie.
 Os cromossomos homlogos numa clula diplide.




 As clulas reprodutoras ou gametas dos organismos diplides, por sua vez, tm um nico conjunto de
 cromossomos (genoma) sendo, por isso haplides (n).




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                                                                                                            Pgina 1

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 IMUNOLOGIA: soros e vacinas
 Aos componentes qumicos estranhos ao nosso corpo chamamos de antgenos. Sua entrada no nosso
 organismo desencadeia um mecanismo de defesa, com a produo de anticorpos, que so protenas
 especficas para combater os antgenos recebidos. O mecanismo de reconhecimento entre
 antgeno-anticorpo  visualizado como fosse chave-fechadura.
 Nos mamferos, especialmente no homem, esse mecanismo imunolgico  bastante desenvolvido,
 podendo prevenir (proteger) o nosso organismo contra o parasitismo (doenas) provocado por
 microrganismos (vrus ou bactrias).
 O reconhecimento da presena dos antgenos  realizado por leuccitos especiais, os linfcitos T
 auxiliares. A partir destas clulas, sero ativados os linfcitos B (plasmcitos ) responsveis pela
 produo dos anticorpos.
 Esse mesmo mecanismo identificador de antgenos  responsvel pelas reaes alrgicas (rinites; crises
 de bronquite ou ama) e pelo processo de rejeio de rgos transplantados.
 Indivduos que j tiveram doenas como a caxumba ou a rubola costumam estar protegidos
 permanentemente, devido  formao de anticorpos duradouros. Evidentemente que adquirir a
 imunizao atravs da doena no  o melhor processo. Com essa finalidade so desenvolvidas as vacinas
 que devero ser aplicadas segundo um calendrio bem programado.
 As vacinas podem apresentar os microrganismos (vrus ou bactria) mortos ou vivos e "atenuados"
 (processos fsico-qumicos que impedem a manifestao da doena, reduzindo a virulncia do agente
 causador). As pessoas iro receb-las atravs de injeo ou por via oral (Sabin  gotculas contra a
 poliomielite). Assim, respeitado o calendrio que prev os intervalos de tempo e nmero de doses
 adequadas, o nosso organismo desenvolve a imunologia ativa (produo dos prprios anticorpos


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 especficos).
 H antgenos como os venenos de serpentes ou de aracndeos que podem agir muito rapidamente no nosso
 organismo, causando danos fisiolgicos com risco de serem fatais. Para essas situaes so indicadas as
 aplicaes de soros especficos, os quais j apresentaro os anticorpos prontos.
 Os soros so desenvolvidos da seguinte forma: pequenas doses de veneno (antgenos) so injetadas num
 animal (cavalo, por exemplo), sem lhe causar dano. Lentamente o animal fica imunizado contra esse tipo
 especfico de veneno, apresentando certa concentrao dos anticorpos respectivos na sua corrente
 sangnea. Do sangue desse animal  separado o soro (poro lqida), onde estaro os anticorpos. Este
 soro apresentar a propriedade de curar uma pessoa "picada" que tenha recebido o respectivo veneno. A
 esse processo chamamos de imunizao passiva.
  importante reconhecer que a me grvida (atravs da circulao placentria), alm da alimentao e
 oxigenao passa ao beb parte dos anticorpos que ela possui. Isso confere imunidade nos primeiros
 meses aps o nascimento. O mesmo processo ocorre atravs do leite durante o importantssimo perodo de
 amamentao.




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  Formas de imunizao:

                                  Caractersticas                                                        Exemplos
                                       q   o antgeno  introduzido,
                                           provocando a produo de
                                           anticorpos pelo prprio
                                           organismo que o recebeu.
                                       q   imunizao lenta, porm
                                           duradoura. Em geral requer
                                           diversas doses, com intervalos
                                           de tempo adequados, para                           q   pegar uma doena. Tomar
     Imunizao Ativa
                                           chegar  concentrao de                                vacina.
                                           imunizao desejvel.
                                       q   o organismo "aprende" 
                                           clulas (linfcitos T) de
                                           "memria imunolgica"  a
                                           produzir os prprios anticorpos
                                           especficos contra determinado
                                           antgeno.




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                                       q   os anticorpos so produzidos
                                           em um outro animal.
                                       q   ao receber o soro com os                           q   soro antiofdico; soro
                                           anticorpos j prontos, o                               antiaracndico; soro antitetnico.
   Imunizao Passiva                      organismo no participa da sua                     q   anticorpos da me para o beb
                                           produo; esses anticorpos so                         atravs da placenta ou da
                                           de efeito rpido na defesa do                          amamentao.
                                           corpo, porm pouco
                                           duradouros.

 Calendrio de vacinao:

      IDADE                        VACINA                          PREVENO (profilaxia)
                   BCG                                             tuberculose
   1 ms*
                   Anti Hepatite B                                 hepatite B (vrus)
                   DPT(trplice)                                   difteria,ttano,coqueluche
   2 meses         Sabin                                           poliomielite (vrus)
                   Anti-Haemophilus                                meningite
                   DPT                                             difteria, ttano, coqueluche
   4 meses         Sabin                                           poliomielite (vrus)
                   Anti Haemophilus                                meningite
                   DPT                                             difteria, ttano, coqueluche
                   Sabin                                           poliomielite (vrus)
   6 meses
                   Anti Hepatite B                                 hepatite B
                   Anti Haemophilus                                meningite por Haemophilus
   7-9 meses Sarampo                                               sarampo (vrus)
                   DPT                                             difteria, ttano, coqueluche
                   Sabin                                           poliomielite (vrus)
   15 meses
                   sarampo                                         sarampo
                   MMR                                             caxumba e rubola (vrus)
                   DPT                                             difteria, ttano, coqueluche
   18 meses        Sabin                                           poliomielite (vrus)
                   Anti Haemophilus                                meningite por Haemophilus



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                   Anti Hepatite A                                 Hepatite A (vrus)
   2 anos
                   Meningite meningoccica                         Meningite
                   DPT                                             difteria, ttano, coqueluche
   4 a 6 anos
                   Sabin                                           poliomielite (vrus)
   10 anos** DT ("repetida" de 5 em 5 anos)** difteria, ttano

      q   Pode ser aplicada desde o nascimento
      q   Reforo a cada 5 ou a cada 10 anos, por toda a vida !


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 Acelulares (vrus)
 INTRODUO
 Nos sistemas tradicionais de classificao dos seres vivos, os vrus no so includos por serem
 considerados partculas ou fragmentos que s adquirem manifestaes vitais quando parasitam clulas
 vivas.
 Apesar de at hoje ainda persistir a discusso em torno do tema, a tendncia  considerar os vrus como
 seres vivos.
 Os vrus so extremamente simples e diferem dos demais seres vivos pela inexistncia de organizao
 celular, por no possurem metabolismo prprio, e por no serem capazes de se reproduzir sem estar
 dentro de uma clula hospedeira. So, portanto, parasitas intracelulares obrigatrios; so em
 conseqncia, responsveis por vrias doenas infecciosas.
     q Geralmente inibem o funcionamento do material gentico da clula infectada e passam a
       comandar a sntese de protenas.
     q Os vrus atacam desde bactrias, at plantas e animais.

 Muitos retrovrus (vrus de RNA) possuem genes denominados oncogenes, que induzem as clulas
 hospedeiras  diviso descontrolada, com a formao de tumores cancerosos.
 ESTRUTURA DOS VRUS
 Os vrus so formados basicamente por um envoltrio ou cpsula protica, que abriga o material
 hereditrio. Este pode ser tanto o cido desoxirribonuclico (DNA) como o cido ribonuclico (RNA).
 Esses dois cidos nuclicos, no entanto, nunca ocorrem em um mesmo vrus. Existem, assim, vrus de
 DNA e vrus de RNA. Em todos os outros seres vivos, o cido desoxirribonuclico e o cido ribonuclico


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 ocorrem juntos dentro das clulas, sendo o DNA o "portador" das informaes genticas e o RNA o
 "tradutor" dessas informaes.
     q Formados por uma cpsula (capsdio) protica + cido nuclico: DNA ou RNA.

          O capsdio, alm de proteger o cido nuclico viral, tem a capacidade de se combinar
          quimicamente com substncias presentes na superfcie das clulas, o que permite ao vrus
          reconhecer e atacar o tipo de clula adequado a hosped-lo.
      q   A partcula viral, quando fora da clula hospedeira,  genericamente denominada vrion.
 Cada tipo de vrus possui uma forma caracterstica, mas todos eles so extremamente pequenos,
 geralmente muito menores do que as menores bactrias conhecidas, sendo visveis somente ao
 microscpio eletrnico.




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 REPRODUO DOS VRUS
 Os processos de reproduo viral mais bem estudados so os dos bacterifagos, ou simplesmente fagos,
 vrus que infectam a bactria intestinal Escherichia coli como os T2 e T4.
 Os vrus s se reproduzem no interior de clulas vivas.
 O fago adere  superfcie da clula bacteriana e injeta o DNA viral no interior da bactria. A cpsula
 protica vazia fica fora da clula hospedeira.
 Existem, entretanto, outros tipos de vrus, que infectam clulas eucariticas, como, por exemplo, o vrus da
 gripe e do herpes simples, que penetram inteiros na clula hospedeira, com a cpsula e o cido nuclico.
     q Existem basicamente dois tipos de ciclos reprodutivos.

     q ciclo lisognico = DNA viral incorpora-se ao DNA bacteriano e no interfere no metabolismo da
        bactria, que se reproduz normalmente, transmitindo o DNA viral aos seus descendentes.


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      q   ciclo ltico = DNA viral passa a comandar o metabolismo bacteriano e a formar vrios DNAs
          virais e cpsulas proticas, que se organizam formando novos vrus. Ocorre a lise da clula,
          liberando vrios vrus que podem infectar outras bactrias, reiniciando novamente o ciclo.




                                                                     10_2



                                                                                                  Pgina 1

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 Procariontes e Eucariontes
 Introduo
 Existem dois tipos de clulas: as clulas PROCARIOTAS, que embora tenham material gentico (DNA e
 RNA), no apresentam membrana nuclear (carioteca) e nem organelas citoplasmticas. A nica estrutura
 presente no citoplasma dessas clulas so os ribossomos, estruturas necessrias para a sntese de
 protenas. Organismos formados de clulas procariotas so os procariontes. Como exemplo temos todos
 os organismos pertencentes ao reino Monera, isto , bactrias e cianobactrias, antigas cianofceas.




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                                                            Clula bacteriana




                                                                                                  Pgina 2

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 O outro tipo de clula que existe so as clulas EUCARIOTAS. Estas, alm de terem carioteca,
 apresentam vrios tipos de organelas citoplasmticas. Os organismos eucariontes, so aqueles formados
 por clulas eucariotas. Todos os outros reinos de seres vivos so compostos por organismos eucariontes.




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                                                              Clula Vegetal




                                                               Clula animal
 Quando estudamos as clulas eucariotas, notamos que existe uma grande variedade de tipos, mas embora
 existam tipos muito diferentes, todas elas apresentam uma srie de estruturas em comum. Muitas vezes o


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 que torna uma clula diferente de outra  a quantidade de um certo tipo de estrutura ou a sua ausncia ou
 presena.


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 Sistemas: critrios
 Classificao dos seres vivos
 OS SISTEMAS DE CLASSIFICAO
 As primeiras classificaes do universo biolgico eram artificiais, pois utilizavam critrios arbitrrios que
 no refletiam possveis relaes de parentesco entre os seres vivos.
 As classificaes atuais procuram analisar um grande conjunto de caracteres, tentando estabelecer
 relaes de parentesco evolutivo entre os seres vivos.
     q Aristteles (384  322 a.C.) = "1 tentativa"  animais: com sangue  sem sangue/teis  nocivos.

     q Teofrasto  Vegetais: teis  nocivos/tamanho: rvores  arbustos  subarbustos  ervas.

 O grande marco na classificao dos seres vivos deveu-se a Lineu, em 1758 (sculo XVIII). Esse
 naturalista sueco, apesar de acreditar no princpio da imutabilidade das espcies (fixismo) e de no ter
 dado nfase s relaes de parentesco evolutivo entre os seres vivos, desenvolveu um sistema de
 classificao utilizando categorias hierrquicas, que  adotado at hoje, embora com algumas
 modificaes.
 O conceito biolgico de espcie passou a ser considerado em termos populacionais: agrupamento de
 populaes naturais, real ou potencialmente intercruzantes, produzindo descendentes frteis e
 reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos.
 Observao:
               Asno (burro)                                              gua
                                                    X
          (2n = 66 cromossomos)                                 (2n = 66 cromossomos)


                                        MULA
              (vigorosa; "estril", pois as clulas sexuais degeneram!)

 Portanto, asno e gua = espcies diferentes!
 Uma espcie pode dar origem a outras e esse conjunto de espcies  agrupado em um mesmo gnero.
 Gneros semelhantes so agrupados em uma mesma famlia; famlias semelhantes so agrupadas em uma


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 mesma ordem; ordens semelhantes so agrupadas em uma mesma classe; classes semelhantes so
 agrupadas em um mesmo filo ou diviso; filos ou divises semelhantes so agrupados em um mesmo
 reino.
 Espcies de um mesmo gnero so mais aparentadas entre si do que espcies de outro gnero;
 gneros diferentes, mas pertencentes a uma mesma famlia, so mais aparentados entre si do que gneros
 de outras famlias, e assim por diante.
 A espcie  a unidade de classificao. A hierarquia das diferentes categorias taxonmicas ou taxa (taxa
 = plural de txon) :
 Espcie            Gnero            Famlia            Ordem             Classe             Filo ou diviso   Reino
 Desse modo, o sistema de classificao de Lineu, utilizando categorias hierrquicas,  a base do atual
 sistema de classificao. Com a mudana de interpretao do significado das categorias taxonmicas, esse
 sistema passou a ser chamado sistema natural de classificao.




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 Como exerccio dos critrios usados no atual sistema de classificao, vamos analisar a classificao do
 co domstico desde a categoria taxonmica mais ampla que  o reino at a mais especfica, que  a
 espcie:




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 a) na passagem do nvel taxonmico reino para o filo dos Cordados foram excludas a minhoca e a
 estrela-do-mar, pois estes dois animais so os nicos que no apresentam notocorda ("basto" de
 sustentao) durante o desenvolvimento embrionrio.
 b) no subfilo dos vertebrados foram excludos o anfioxo e a ascdia, por serem os nicos que no
 substituiro a notocorda por uma coluna vertebral, durante o desenvolvimento embrionrio. Essa
 "incapacidade" de "produo anatmica" reflete o menor grau evolutivo, devido  inexistncia de genes
 para a sua diferenciao.
 c) na passagem seguinte esto excludos o peixe (classe dos peixes) e a cobra (classe dos rpteis), por no
 apresentarem as caractersticas de semelhanas encontradas na classe dos mamferos: desenvolvimento
 embrionrio no tero da me, que dar a luz (vivpara) ao filhote; placenta no tero materno para alimentar
 e garantir as trocas gasosas do embrio com a me; glndulas mamrias (me); plos no corpo; msculo
 diafragma (respirao); hemcias anucleadas; etc.
 d) considerando, assim, as caractersticas semelhantes e comparadas em morfologia, anatomia, fisiologia,
 embriologia, etc, chegaremos  unidade de classificao biolgica que  a espcie Canis familiaris,
 identificando o co domstico entre todos os outros do reino animal.



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 Matrias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Classificao dos seres vivos > Nomenclatura cientfica: 12_1-4

 Nomenclatura cientfica
 O SISTEMA ATUAL DE NOMENCLATURA DAS ESPCIES DE SERES VIVOS
 Analisa (leva em conta) critrios "evolutivos".
    q Morfologia (aspectos externos).

    q Anatomia (aspectos internos): estruturas "homlogas" comparveis.

    q Fisiologia (composio qumica): estruturas "homlogas" comparveis.

    q Embriologia (desenvolvimento).

    q Nvel celular:
            Ncleo: - cdigo gentico.
                    - n cromossmico.
            Citoplasma - orgnulos
    q Reproduo:
          "sexuada" - descendentes "frteis".
 Existem vrias regras internacionais de nomenclatura, que so de fundamental importncia na
 comunicao entre pesquisadores, pois o nome popular dos organismos varia de regio para regio. Dessa
 forma, atravs das regras internacionais, estabelece-se uma linguagem nica, facilitando a
 "comunicao" e a identificao dos seres vivos.
 O sistema atual de nomenclatura das espcies de seres vivos segue o sistema de Lineu:  binomial, isto ,
 composto de duas partes, com os nomes escritos em latim, grifados ou em itlico.
 Indica- se o nome do gnero, que geralmente  um substantivo, devendo ser escrito em latim com letra
 inicial maiscula; o epteto especfico, que geralmente  um adjetivo, devendo ser escrito em latim com a
 letra inicial minscula.
 Regras de Nomenclatura:
  "Mosquinha" das frutas = Drosophila melanogaster = ESPCIE




                                                  gnero + epteto especfico = ESPCIE

 Mosquito - Culex pipiens = ESPCIE.
 Mosquito "da malria"- Anopheles sp = gnero e "qualquer espcie"!
 Banana "nanica" - Musa cavendishii = ESPCIE
   (MUSA "s"  bananeira! Qual?)
 Milho  Zea mays = ESPCIE



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 Matrias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Classificao dos seres vivos > Nomenclatura cientfica: 12_2-4

 Em outros casos, as espcies podem apresentar variedades, raas ou subespcies. Nesses casos,
 acrescenta-se o nome da subespcie aps o epteto especfico, escrevendo-o em latim, grifado ou em
 itlico, com letra inicial minscula. O nome da subespcie tambm no deve ser escrito sozinho, j que por
 si s, no tem significado nenhum; deve vir sempre acompanhado pelo gnero e epteto especfico.
 Por exemplo:
    q Mosquito "da dengue" Aedes (Stegomya) aegypti
       ou "da febre amarela"

                             gnero subgnero nome especfico
      q   Homem  Homo sapiens sapiens = subespcie ou raa.
  q   Taricanus          (Microcanus)             trunquii mexicanus.


       gnero         subgnero             nome especfico

                           ESPCIE

                         SUBESPCIE
      q   Planta "maravilha"  Mirabilis jalapa alba = subespcie ou variedade.
 Ateno!
          Em Zoologia, famlia e subfamlia so indicadas, respectivamente, pelos sufixos idae e inae,
          acrescido ao nome do gnero mais representativo.
          Em Botnica o sufixo  aceae: famlia Rosaceae (ma, pssego, cereja).
 Exemplos:
    q Gnero Culex (mosquito "comum")  famlia Culicidae (Culicdeos) e subfamlia Culicinae
      (Culicneos).
    q Famlia Psychodidae e subfamlia Phlebotominae (insetos hematfagos, popularmente chamados
      mosquito-palha ou birigi  transmissores do protozorio flagelado Leishmania, causador da
      doena leishmaniose):
          Gnero Phlebotomus (Velho mundo).
          Gnero Lutzomyia (Americano).




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 Matrias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Classificao dos seres vivos > Nomenclatura cientfica: 12_3-4

 Critrios para a classificao dos seres vivos em Reinos:
     q Nmero de clulas;

     q Tipo de clula;

     q Forma de nutrio (metabolismo);

 1. Unicelular ou Pluricelular. Quando pluricelular: sem tecidos ou com tecidos.
 (Tecido: conjunto de clulas de mesma origem, que formam um grupo de trabalho.)
 2. Procarionte ou Eucarionte.
 Procarionte: indivduo cuja clula no tem carioteca e o nico tipo de organela  o ribossomo.
 Eucarionte: indivduo cuja clula tem carioteca e vrios tipos de organelas: mitocndrias, retculo
 endoplasmtico, complexo de Golgi, etc.
 3. Auttrofo ou Hetertrofo.
 Auttrofo: indivduo que produz seu alimento ("alimento" so as substncias orgnicas que o ser vivo
 necessita, como protenas, carboidratos etc.).
 O hetertrofo deve obter o alimento produzido por auttrofos (direta ou indiretamente).
 Os cinco Reinos (sistema mais usado = Wittaker)
 Caractersticas gerais dos 5 Reinos em que os seres vivos podem ser divididos:
   Reino                      Organizao                        Exemplos                        N de clulas                 Forma de nutrio
                                Celular
        Monera                 Procariontes                       Bactrias                    Unicelulares ou               Algumas auttrofas;
                                                                                                 coloniais                   maioria hetertrofas;e
                                                                                                                              "decompositoras"
                                                            Algas Cianofceas                  Unicelulares ou                   Todas auttrofas
                                                            (Cianobactrias)                    pluricelulares
        Protista                Eucariontes                     Protozorios                     Unicelulares                         Hetertrofos
                                                            Algas eucariontes                 Unicelulares ou                         Auttrofas
                                                                                             pluricelulares sem
                                                                                                   tecido
        Fungos                  Eucariontes                        Lvedos                       Unicelulares                    Hetertrofos; e
                                                                                                                                "decompositores"
                                                                 Cogumelos                   Pluricelulares, sem
                                                                                                   tecidos
                                                                                                verdadeiros



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        Metfita                Eucariontes                Plantas inferiores e              Pluricelulares com                       Auttrofas
      (Vegetal)                                                superiores                          tecidos
                                                                                                verdadeiros
       Metazoa                  Eucariontes               Animais inferiores e               Pluricelulares com                       Hetertrofos
       (Animal)                                               superiores                           tecidos
                                                                                                verdadeiros




 Matrias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Classificao dos seres vivos > Nomenclatura cientfica: 12_4-4

 CARACTERSTICAS DOS VRUS
 Ateno!!

   Caractersticas dos vrus, semelhantes aos seres vivos. Presena de material gentico (DNA ou RNA),
                                                                    com capacidade de mutao.
                                                                                                    Tm capacidade de reproduo
    Caractersticas dos vrus, que permitem consider-los                                     So acelulares (desprovidos de clulas)
                 seres no vivos (inanimados)
                                                                                            Tm capacidade de cristalizar-se como os
                                                                                                          minerais.
   Obseravao
   Os vrus so parasitas intracelulares obrigatrios.

 rvore filogentica (adaptao ao sistema de Wittaker)




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 Matrias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Algas: Unicelulares e Pluricelulares: 13_1-2

 Algas: Unicelulares e Pluricelulares
 Reino Protista
 Introduo
 Segundo a classificao do mundo vivo em cinco reinos (Whittaker  1969), um deles, o dos Protistas,
 agrupa organismos eucariontes, unicelulares, auttrofos e hetertrofos. Neste reino se colocam as
 algas inferiores: euglenfitas, pirrfitas (dinoflagelados) e crisfitas (diatomceas), que so Protistas
 auttrofos (fotossintetizantes). Os protozorios so Protistas hetertrofos.
 Ficologia  o estudo das algas !
 As algas eucariontes so estudadas no reino Protista ou no Reino Vegetal!
 Suas clulas possuem membrana celular, carioteca, plastos de diferentes tipos e em pequeno nmero, s
 vezes, apenas um em cada clula; possuem mitocndrias, alm de outras organelas celulares. Possuem
 membrana esqueltica.
 So unicelulares ou pluricelulares. Nestas, o corpo  um TALO, portanto, so vegetais TALFITOS.
 Muitas so microscpicas, enquanto, outras, podem apresentar talos com dezenas de metros de
 comprimento, como as Nereocystis e Macrocystis (= feofceas).
 No reino Vegetal, estaro as algas pluricelulares (vermelhas, pardas e verdes), que mostram todas as
 caractersticas bsicas dos vegetais. Assim como todos os vegetais, elas so eucariontes, pluricelulares
 e exclusivamente auttrofas. As clorofilas e outros pigmentos relacionados  fotossntese ficam no
 interior de plastos. A parede celular  de celulose, e o amido  a principal substncia de reserva
 armazenada na forma de gros insolveis.
      Diviso         Pigmentos              Parede celular                    Reserva             Locomoo                Reproduo


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               Clorofila a                                           Amido das
   Cyanophyta                            Glicoprotenas
               Ficocianina                                          cianofceas            No h      Bipartio simples
    ad,as,as,t                            Glicognio
               Ficoeritrina                                        (~ glicognio)



     Euglenophyta                                                                                         Bipartio
                           Clorofilas a,b         No h        Paramilo (~       Flagelos (1,2 ou
     (unicelulares)                                                                                        simples.
                             Caroteno             celulose      mido) e leo             3)
       ad,ab,as,t                                                                                        Sexuada,rara

      Pyrrophyta
                           Clorofilas a;c                                           Flagelos = 2          Bipartio
   (dinoflagelados)                                               Amido e
                             Caroteno              Placas                           morfologica/           simples.
    (unicelulares)                                                 leo
                            Xantofilas                                               desiguais           Sexuada,rara
      ad,ab,as, t

      Chrysophyta          Clorofilas a;c
       (douradas)            Caroteno            Pectina +                           Ativa, por           Bipartio e
                                                                    leo
     (diatomceas)         Fucoxantina            Slica                          expulso de gua         Sexuada
        ad,ab,as,t            (parda)



                                                                                        Talo fixo.         Zosporos
   Chlorophyta        Clorofilas a;b
                                             Celulose e                               Unicelulares-        Isogamia
     (verdes)           Caroteno                                    Amido
                                              Pectina                                 livres (2 ou 4      Heterogamia
    ad,ab,as,t         Xantofilas
                                                                                         flagelos)         Oogamia

                      Clorofilas a;c
    Phaeophyta
                        Caroteno             Celulose +          Laminarina e         Talos fixos e      Alternncia de
     (pardas)
                      Fucoxantina             Algina               Manitol             flutuantes           geraes
       ab,as
                         (parda)

    Rhodophyta        Clorofilas a;d        Celulose              Amido de
                                           Carragenina,                                                  Alternncia de
    (vermelhas)         Caroteno                                 Flordeas (~          Talos fixos
                                          gar e CaCO3                                                      geraes
      ab,as,ad         Ficoeritrina                              glicognio)

      q   ad = gua doce (~1% sais) ; as = gua salgada (~3,5-4% sais) ; ab = gua salobra.




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      q   PLNCTON - corresponde a um conjunto de seres que vivem em suspenso na gua dos rios,
          lagos e oceanos, carregados passivamente pelas ondas e correntes. No plncton distinguem-se dois
          grupos de organismos:
                    fitoplncton: organismos produtores (fotossintetizadores), representados
                    principalmente por dinoflagelados e diatomceas, constituem a base de
                    sustentao da cadeia alimentar nos mares e lagos . So responsveis por mais de
                    90% da fotossntese no planeta.
                zooplncton: organismos consumidores, isto , hetertrofos, representados
                principalmente por protozorios, pequenos crustceos e larvas de muitos
                invertebrados e de peixes.
      q   Crysophyta     as clulas das diatomceas possuem parede celular rgida denominada frstula ou
          carapaa, composta por duas valvas que se encaixam e podem apresentar grande diversidade de
          formas e de ornamentao. Existem depsitos seculares dessas carapaas, denominados terra de
          diatomceas ou diatomito. Essas carapaas so utilizadas na fabricao de cosmticos, filtros e
          produtos de polimento.




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                              Bipartio simples
                                   Euglena
                                                                                          Bipartio simples
                                                                                             Diatomcea
      q   Pyrrophyta "florao das guas" = "mar vermelha" (Gonyaulax = H2O doce). Forma
          populaes extraordinariamente grandes, que do origem a extensas manchas avermelhadas na
          superfcie do mar. O grande problema das "mars vermelhas" est na elevada toxicidade da
          neurotoxina produzida por Gonyaulax.
      q   Noctiluca = pirrfitas bioluminescentes (convertem energia qumica em luz) parecem
          minsculas "gotas de gelia transparente" na superfcie da gua.




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                                Noctiluca                                                           Ceratium
      q   fitoplncton emite para a atmosfera do planeta o gs dimetil- sulfeto (DMS), que reagindo com O2 e
          H2O forma gotculas de H2SO4. Essas gotculas de cido em suspenso condensam gua, formando
          90% das nuvens do planeta. Essas algas oferecem, ento, uma grande contribuio para o clima.



                                                                             14_5
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 Bactrias; Cianobactrias (Algas)
 REINO MONERA
 MORFOLOGIA DOS MONERA
 O Reino Monera  formado por organismos procariontes, representados pelas bactrias e algas azuis
 (cianoficeas ou cianobactrias). So unicelulares ou coloniais. Como em toda clula procaritica, nesses
 organismos no h organelas citoplasmticas delimitadas por membranas e o material nuclear no est
 envolto pela carioteca. Os nicos tipos de orgnulos so os ribossomos.
 As bactrias so encontradas no ar, na terra, na gua, nos organismos.
 Pequenas, em geral    . Possuem membrana plasmtica e membrana esqueltica (= mucocomplexa)
 e ainda podem ter uma cpsula protetora gelatinosa como nos pneumococos.
 Muitas bactrias apresentam movimentos usando estruturas semelhantes aos flagelos.
 Bactrias: Classificao (critrios)




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      q   cocos: bactrias arredondadas, mais ou menos globosas:
      q   bacilos: possuem a forma de bastonetes:
      q   espirilos: assemelham-se a uma espiral ou saca-rolha:
      q   vibrio:  um caso especial de espirilo, assemelhando-se a um segmento da espiral, ou a uma
          vrgula;




                                               Estrutura de uma bactria - bipartio




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   TCNICA DE                                     GRAM (+) = cor "roxa"                                 GRAM (-) = cor "rsea"
   GRAM(1884) :
                                                    q cido teicico +                                    q lipopolissacardeos
     q esfregao (30').
                                                      ribonucleato de Mg                                  q mucopolissacardeos (< de
     q violeta genciana (1')
                                                    q mucopolissacardeos (> de                             10%) (peptidoglicano)
       =corante.                                      60%) (peptidoglicano)                               q Presso osmtica 8 atm
     q lugol (1') =
                                                    q Presso osmtica 25 atm
       "mordente".
     q gua corrente.

        q    lcool 95 oG.L.
        q    fucsina diluda =
             corante.
        q    gua corrente = lavar
               secar.




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  Obs.: - os COCOS, em geral so GRAM (+) , com exceo de Neisseria.
        - os BACILOS, em geral so GRAM (-), com excees de Corynebacterium, Clostridium e
 Bacillus.
          - a tcnica de Gram  importante para indicar se a bactria  sensvel ou no s sulfas e penicilina.
 Cocos e bacilos podem, em alguns casos, formar colnias, tais como:
    q diplococos: colnias formadas por dois cocos:

    q estreptococos: colnias formadas por vrios cocos em fileira;

    q ttrades: quatro cocos;

    q estafilococos: colnias formadas por vrios cocos arranjados de modo semelhante a um cacho de
      uva;
    q sarcinas: colnias formadas por vrios cocos em arranjos cbicos;

    q diplobacilos: colnias formadas por dois bacilos;

    q estreptobacilos: colnias formadas por vrios bacilos em fileira.




 c) Tipo de nutrio (metabolismo):
          a) AUTTROFAS                    fotossntese ou quimiossntese



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          b) HETERTROFAS:
             q saprfitas = decomposio por enzimas, da matria orgnica "morta"
               (PUTREFAO): "reciclagem" de sais ...
                q   fermentao = ausncia de O2 : lcool; vinagre; coalhada; queijos ("cura")...
                q   mutualismo = "ndulos" de razes de leguminosas (feijo, ervilha)                                      (FIXADORAS
                    DE N2 NO2- ; NO3-)
                q   parasitas             patognicas (doenas)                 vide tabela!


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 BACTRIAS fotossintetizantes e quimiossintetizantes : - equao:




 Reproduo assexuada das bactrias
 As bactrias reproduzem-se mais freqentemente por um processo assexuado denominado diviso binria
 ou cissiparidade.
 Em uma clula inicial, ocorre a duplicao do material hereditrio, que est ligado ao mesossomo
 (reentrncia da membrana plasmtica). A clula comea a crescer e os mesossomos afastam-se, levando
 consigo um cromossomo. Logo aps, a clula se divide, dando origem a duas clulas-filhas com a mesma
 bagagem hereditria da clula-me. O processo dura aproximadamente 20 minutos.




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 Reproduo sexuada
 a) O mecanismo de recombinao gnica mais importante em bactrias  a conjugao bacteriana.
 Na conjugao bacteriana duas bactrias unem-se temporariamente atravs de uma ponte citoplasmtica.
 Em uma das clulas, denominada "doadora" ou "macho", ocorre a duplicao de parte do cromossomo.
 Essa parte duplicada separa-se e, atravs da ponte citoplasmtica, passa para outra clula, denominada
 "receptora" ou fmea", unindo-se ao cromossomo dessa clula receptora. Esta ficar, ento, com
 constituio gentica diferente daquela das duas clulas iniciais. Essa bactria "recombinante" pode
 apresentar diviso binria, dando origem a outras clulas iguais a ela.




 Como regra geral, em qualquer mecanismo de recombinao gnica nas bactrias, somente uma frao do
 cromossomo da bactria doadora  transferida para a bactria receptora. A frao doada corresponde a
 uma poro duplicada do cromossomo.
 b) TRANSFORMAO: Griffith (pneumococos) = de pedaos de DNA de "bactria estranha",
 dispersos no meio, algum  incorporado, em condies especiais e a bactria passa a exibir o fentipo
 (caracterstica) da "doadora". Os cientistas tm utilizado a transformao como uma tcnica de
 Engenharia Gentica, para introduzir genes de diferentes espcies em clulas bacterianas (bactrias
 transgnicas).




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 c) TRANSDUO : transferncia de material gentico de uma bactria para outra, atravs de vrus
 bacterifagos ou fago (= vetor).




 BACTRIAS : - importncia !
   q na farmacutica     produo de antibiticos :
            - tirotricina ; bacitracina ; subtilina ; polimixina B.
            -ACTINOMICETOS              a bactrias, mesmo lembrando fungos: estreptomicina;
          aureomicina; terramicina.
      q   na agricultura      fixao do nitrognio (razes de leguminosas: feijo, ervilha); parasitas
          (fitopatologia).
      q   na indstria     vinagre (fermentao actica); coalhadas (fermentao ltica); bebidas alcolicas
          (fermentao alcolica ou etlica); queijos ("cura"): "duros": Cheddar; parmeso; "moles":
          Limburger.
      q   na medicina e veterinria       doenas !
      q   em gentica e biologia molecular       estudos: mutao, reproduo, engenharia gentica, etc.
      q   decompositores       cadeias alimentares - reciclagem !




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 Algas azuis(= Cianobatrias)
 As algas azuis so unicelulares, mas formam freqentemente colnias laminares ou filamentosas. Apesar
 de estruturalmente semelhantes s bactrias, as algas azuis diferem delas por possurem clorofila,
 pigmento encontrado em todos os eucariontes fotossintetizantes. Existem algumas bactrias que realizam
 fotossntese, mas nesse caso, o pigmento  denominado bacterioclorofila.
 Estrutura celular:
  PAREDE CELULAR: glicoprotenas + glicognio.
                                                                - clorofila a
  "LAMELAS
                                                                -ficocianina (azul)       ficobilinas
  FOTOSSINTETIZANTES":
                                                                (tetrapirrlicos de cadeia aberta)
  (Pigmentos)
                                                                - ficoeritrina (vermelho)


 Os pigmentos nos Monera esto associados a um sistema de membranas internas na clula, porm no h
 formao de nenhuma organela citoplasmtica definida. Apresentam somente ribossomos.
 Reproduo nas Algas Azuis
 A reproduo das cianofceas no coloniais  assexuada, por diviso binria, semelhante  das
 bactrias.As formas filamentosas podem reproduzir-se assexuadamente por fragmentao ou
 hormognia: quebram-se em alguns pontos, dando origem a vrios fragmentos pequenos chamados
 hormognios, que, por diviso de suas clulas, daro origem a novas colnias filamentosas. Algumas
 formas coloniais filamentosas produzem esporos resistentes, denominados acinetos, que podem
 destacar-se e originar novos filamentos. Alm de acinetos, algumas espcies possuem uma clula especial
 denominada heterocisto, cuja funo ainda no est esclarecida, mas h indcios de que sejam clulas
 fixadoras de nitrognio e de que auxiliem na sobrevivncia e flutuao dos organismos sob condies
 desfavorveis.




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      Diviso         Pigmentos         Parede celular                  Reserva                 Locomoo     Reproduo
                      Clorofila a
   Cyanophyta                           Glicoprotenas         Amido das cianofceas
                      Ficocianina                                                                  No h   Bipartio simples
    ad,as,ab,t                           Glicognio               (~ glicognio)
                      Ficoeritrina

 ad = gua doce ( 1% sais) ; as = gua salgada ( 3,5 % sais) ; ab = gua salobra ; t = terrestre.




                                                                           15_7
 Matrias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Fungos - Liquens: 15_1-7

 Fungos- Liquens
 CARACTERSTICAS GERAIS
   q MICOLOGIA         estudo dos fungos (= mikas ; myketos).
   q Os fungos ou seus esporos so encontrados praticamente em todos os ambientes: gua, terra, ar e
     nos organismos (como parasitas ou mutualsticos).
   q Suas clulas eucariticas possuem membrana esqueltica de quitina (polissacardeo que aparece
     no exoesqueleto de artrpodos). Apresentam tambm outras caractersticas de animais, como
     glicognio (reserva de acar) e centrolos.

      q   CLASSIFICAO: - critrios:
 1. Tipo de clula = eucariontes:
     q parede celular:

          r quitina (polissacardeo nitrogenado).




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              r celulose ou hemicelulose (raro!)
      q   citoplasma = grnulos de glicognio (reserva).
 2. Nmero de clulas : - unicelulares = leveduras.




 3. Tipo de nutrio: - todos so HETERTROFOS.
     q Decompositores       absoro aps digesto por enzimas lanadas "externamente" sobre o alimento
       (SAPRFITAS).
      q
                                               micorrizas (fungos + razes)!
          Mutualismo (simbiose)
                                               liquens = fungos + algas (verdes ou azuis).
      q   Predadores           "vermes" terrestres.




                                      Clulas vegetais (raiz) com micorriza (mutualismo)




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                                           Verme aprisionado por um fungo (predador)




      q   Parasitas (patognicos)                micoses (externas ; internas = micetomas ou tumores).




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 REPRODUO: - sexuada                  "plasmogamia" (fuso de hifas monocariticas).
                                        Alternncia de geraes (metagnese)!
                            - assexuada   brotamento ; esporos (muitos tipos e formas);
                                         "sordios" liquens.




 ESTRUTURA
 Os fungos podem ser divididos em Mixomicetos e Eumicetos.
 I. Mixomicetos
 Fungos primitivos, saprfitos e constituem grandes massas citoplasmticas pluricelulares.
 Locomovem-se atravs de pseudpodos.
 II. Eumicetos
 So os fungos verdadeiros.

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 O corpo dos fungos  formado por numerosos filamentos denominados hifas. A hifas formam um
 emaranhado que se chama miclio.




                                                            Da clula ao talo




                                                               tipos de hifas




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 Os miclios desenvolvem-se geralmente dentro do substrato onde o fungo se fixa. Os miclios dos
 ascomicetos e dos basidiomicetos podem desenvolver formaes que emergem do substrato, tornando-se
 visveis: so os corpos de frutificao, popularmente conhecidos por cogumelos.  no corpo de
 frutificao, ou cogumelo, que se desenvolvem os ascos ou os basdios. Os ficomicetos e alguns
 ascomicetos no desenvolvem corpos de frutificao.




 Esses fungos podem desenvolver dois tipos de estruturas, relacionadas com o processo de reproduo: o
 asco e o basdio.
 Com base na formao ou no formao dessas estruturas, podem ser classificados em trs grupos:
 a) FICOMICETOS: (alguns bolores): possuem hifas cenocticas (sem septos transversais).
 Desenvolvem-se sobre matria orgnica mida, constituindo o bolor que pode ser branco ou preto (Mucor
 e Rhizopus). O miclio  ramificado e desorganizado. Saprolegnia tambm  ficomiceto, aqutico, que
 decompe animais mortos. Pilobolus  saprfita encontrado sobre fezes recentes de herbvoros (cavalos,
 capivaras, antas, etc.).




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   Ciclo reprodutivo (alternncia de geraes) do bolor negro do po Rhizopus nigricans


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b) ASCOMICETOS: os pluricelulares formam hifas septadas. Possuem hifas haplides e hifas dicariticas
com dois ncleos n em cada clula. Estas hifas formam os ASCOS, onde haver fuso dos ncleos n
(cariogamia), seguindo-se a meiose esprica e formando 8 ascsporos; cada um destes produzir hifa n
(monocaritica) e o ciclo reprodutivo continuar.
    q Neurospora = bolor rseo, muito usado em pesquisas genticas.

    q Tuber e Morchella: usados na alimentao. As trufas (brancas  amadurecidas, ou escuras  no
      amadurecidas) so corpos de frutificao (= ascocarpos) do gnero Tuber.
    q Saccharomyces (lvedo) ou fermento usado em fermentao alcolica (cerveja) e nas panificadoras.

    q Aspergillus e Penicillium: bolor "azul-esverdeado" em cascas de laranja. Do Penicillium, Alexander
      Fleming, 1929, descobriu o antibitico penicilina.




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O fungo Penicilium notatum  um exemplo de ascomiceto que no desenvolve corpo de frutificao. 
conhecido como "fungo da penicilina", pois  dele que se produz a penicilina (o primeiro antibitico
descoberto) industrialmente.
A penicilina  um antibitico poderoso e representa importante auxiliar da medicina no combate s infeces
bacterianas. Embora produzida por um fungo, no atua sobre as micoses, doenas causadas por fungos, nem
sobre infeces causadas
por vrus.
Obs.: As leveduras, como  o caso de Saccharomyces cerevisae, podem-se reproduzir assexuadamente por
brotamento.Saccharomyces cerevisae  outro ascomiceto que no desenvolve corpo de frutificao; forma o
asco, no interior do qual desenvolvem-se quatro ascsporos, e no oito, como  regra geral nos ascomicetos.


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  C) BASIDIOMICETOS: as hifas so septadas, portanto celulares. As hifas constituem o miclio
  subterrneo que pode formar corpos de frutificao (= basidiocarpos), fora do substrato e com forma de
  "guarda-chuva", como os champignons (comestveis !).
     q Amanita  um cogumelo venenoso semelhante ao champignon (Amrica do Norte, Europa).

     q Polyporus (orelha-de-pau) cresce no interior de troncos mortos.

  H espcies parasitas que atacam o centeio (= Claviceps purpurea),o amendoim (= Aspergillus flavus =
  aflatoxinas) alm de outras que produzem substncias alucingenas (= Psilocybe).
      q Agaricus (champignons)  comestveis.

  A reproduo sexuada se d por plasmogamia que  a fuso de duas hifas (n) formando uma hifa
  dicaritica
  (com dois ncleos). Quando estas hifas formam os basdios, ocorre a fuso dos ncleos n (cariogamia),
  organizando o ncleo 2n, que sofre meiose esprica, produzindo 4 basidisporos n. Cada um destes se
  desenvolve em hifa n (monocaritica), reiniciando o ciclo.

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 Alternncia de geraes em basidiomicetos




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 D) Deuteromicetos (causam doenas no homem - micoses, sapinho, frieiras)
 OS LIQUENS
    q Alguns fungos podem associar-se de forma muito ntima a certas algas, constituindo uma associao
      denominada lquen.
    q Embora existam liquens nos quais a relao  de parasitismo, a relao ecolgica neste caso  o
      mutualismo, ou seja, uma associao em que os dois seres recebem benefcios.
    q Resultam da associao entre ALGAS unicelulares (verdes ou azuis) + FUNGOS
      (principalmente ascomicetos).
    q Esse perfeito "casamento " (= mutualismo) permite aos liquens sobreviver em regies onde poucos
      seres vivos sobreviveriam. De fato, os liquens podem ser encontrados, por exemplo, sob a neve nas
      tundras rticas, onde so importantes fontes nutritivas para animais diversos, como a rena e o
      caribu.
    q Sobre rochas nuas, os liquens so, com freqncia, os primeiros colonizadores (= pioneiros),
      desagregando o material rochoso e propiciando nas condies fsicas do ambiente uma melhoria tal
      que permite a instalao, naquele lugar, de futuras comunidades de musgos e outras plantas
      (herbceas, arbustos, rvores)     SUCESSO ECOLGICA !
    q Apesar de capazes de sobreviver nos mais variados tipos de habitat, os liquens so muito sensveis a
      substncias txicas, particularmente o SO2 (dixido de enxofre). Por isso, so utilizados como
      indicadores da poluio do ar atmosfrico pelo SO2. Como esse gs  um poluente muito comum
      nas zonas urbanas, entende-se porque os liquens so relativamente escassos nas cidades.
    q Os liquens so capazes de absorver e concentrar substncias radiativas, como o estrncio 90
      (pode se alojar nos ossos, provocando anemia). Constatou-se, que esquims, no Alasca,
      apresentavam taxas elevadas desse elemento no organismo: haviam-no adquirido pela ingesto de
      carne de rena e caribu; os animais, por sua vez, obtiveram o elemento ao comerem liquens
      contaminados.


 Matrias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Fungos - Liquens: 15_7-7

 SORDIOS
 A reproduo dos liquens faz-se principalmente atravs de fragmentos vegetativos denominados sordios.
 Cada sordio contm algumas poucas algas envolvidas por algumas hifas dos fungos.




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Matrias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Reino Vegetal (Metfita) > Diviso Algas ( Pluricelulares ): 16_1-5

Diviso algas (pluricelulares)




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 Matrias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composio Qumica e Bioqumica - Metabolismo

Ficologia  o estudo das algas !
As algas eucariontes so estudadas no reino Protista ou no Reino Vegetal !
Suas clulas possuem membrana celular, carioteca, plastos de diferentes tipos e em pequeno nmero, s vezes,
apenas um em
cada clula; possuem mitocndrias, alm de outras organelas celulares. Possuem membrana esqueltica.
So unicelulares ou pluricelulares. Nestas, o corpo  um TALO, portanto, so vegetais TALFITOS.
Muitas so microscpicas, enquanto, outras, podem apresentar talos com dezenas de metros de comprimento,
como as
Nereocystis e Macrocystis (= feofceas).




De acordo com a classificao do mundo vivo em cinco reinos (Whittaker  1969), um deles, o dos Protistas,
agrupa organismos eucariontes, unicelulares, auttrofos e hetertrofos. Neste reino se colocam as algas
inferiores: euglenfitas, pirrfitas (dinoflagelados) e crisfitas (diatomceas).
No reino Vegetal, estaro as algas pluricelulares (vermelhas, pardas e verdes), que mostram todas as
caractersticas bsicas dos vegetais. Assim como todos os vegetais, elas so eucariontes, pluricelulares e
exclusivamente auttrofas. As clorofilas e outros pigmentos relacionados  fotossntese ficam no interior de
plastos. A parede celular  de celulose, e o amido  a principal substncia de reserva armazenada na forma de
gros insolveis.
     Diviso           Pigmentos          Parede celular           Reserva            Locomoo       Reproduo
                                                                                       Talo fixo.      Zosporos
  Chlorophyta         Clorofilas a;b
                                            Celulose e                               Unicelulares-     Isogamia
    (verdes)            Caroteno                                    Amido
                                             Pectina                                 livres (2 ou 4   Heterogamia
   ad,ab,as,t          Xantofilas
                                                                                        flagelos)      Oogamia

                      Clorofilas a;c
   Phaeophyta
                         Caroteno           Celulose +          Laminarina e         Talos fixos e     Alternncia
    (pardas)
                       Fucoxantina            Algina              Manitol             flutuantes      de geraes
      ab,as
                         (parda)



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                                                 Celulose,
 Rhodophyta           Clorofilas a;d            Carragenina,             Amido de
                                                                                                                       Alternncia de
 (vermelhas)            Caroteno                  gar e                 Flordeas                Talos fixos
                                                                                                                           geraes
   ab,as,ad            Ficoeritrina               CaCO3                (~glicognio)


  q   ad = gua doce (~1% sais) ; as = gua salgada (~ 3,5-4% sais) ; ab = gua salobra.


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      q   PLNCTON - corresponde a um conjunto de seres que vivem em suspenso na gua dos rios,
          lagos e oceanos, carregados passivamente pelas ondas e correntes. No plncton distinguem-se dois
          grupos de organismos:
             r fitoplncton: organismos produtores, representados principalmente por dinoflagelados e
                diatomceas.
             r zooplncton: organismos consumidores, isto , hetertrofos, representados principalmente
                por protozorios, pequenos crustceos e larvas de muitos invertebrados e de peixes.
      q   CARRAGENINA = polissacardeo da galactose. GAR = polissacardeo (galactose).
      q   ALGINA = polissacardeo da manose. Os sais do cido manurnico so utilizados na fabricao de
          sorvetes tipo "italiano" ; juntamente com a carragenina e o gar, so utilizadas como estabilizadores
          em doces, sorvetes, dentifrcios e placas de cultura de bactrias.
      q   SARGAOS = feofceas; flutuam livremente em determinadas regies do Atlntico (Mar dos
          Sargaos), podendo acarretar problemas para a navegao. Sob essas espessas camadas de talos
          amontoados, criam-se condies de fixao e proteo para um grande nmero de espcies animais.
                    Os sargaos (gnero Sargassum) so algas que chegam a atingir mais de 50
                    metros de comprimento; depois de ressecadas e modas, elas fornecem um
                    adubo muito rico em sais de nitrognio, fsforo, potssio e iodo.




      q   Nereocystis ; Macrocystis = algas feofceas, cujos talos chegam a dezenas de metros de
          comprimento. Nestas algas, popularmente conhecidas como laminrias, h nos talos longos tubos
          com placas crivadas, semelhantes s das plantas superiores (tm, comprovadamente, a funo de
          conduzir solues no sentido longitudinal).




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 No Japo, as laminrias so consumidas (milhares de toneladas anuais) como verdura cozida ou em
 sopas.
 No Brasil ocorre no litoral do Esprito Santo, em local de guas de temperaturas baixas. Tais algas
 atingem at cerca de 4 m de comprimento.
 KELPS = laminrias          conjunto de grandes (complexas ; > 50 m) algas pardas marinhas, de regies
 frias.
     q Acetabularia = clorofcea (= sombrinha-de-sereia ; taa-de-vinho-de-sereia) ; marinha, cada
        "chapu"  uma nica grande clula, com cerca de 5 cm de altura, mantendo o ncleo no seu
        p. O talo  preso com impregnao calcrea em guas tropicais e sub-tropicais.



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  REPRODUO.
 Uma caracterstica fundamental do ser vivo  a capacidade de reproduzir-se, isto , dar origem a outro
 ser vivo semelhante (deixar descendentes).
 Sem reproduo as espcies desapareceriam.
 Nos seres unicelulares, como bactrias, a simples diviso da clula j significa reproduo.
 H dois tipos principais de reproduo: assexuada ou agmica e sexuada ou gmica.




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 Reproduo assexuada ou agmica.
 Em geral  mais rpida e mais simples que a reproduo sexuada.
 Poder ser feita por um nico organismo do qual separam-se clulas ou partes que daro novos
 indivduos.
 Na reproduo assexuada os descendentes so geneticamente iguais ao organismo do qual se originaram
    no ocorrem recombinaes genticas.
 Nas espcies unicelulares a reproduo pode ser por simples diviso ou cissiparidade. Nas pluricelulares
 podem se formar clulas especiais (= ESPOROS) que podem ser aplansporos (sem motilidade) ou
 zosporos (mveis  aquticos) com dois ou mais flagelos.
 Reproduo sexuada ou gmica:
 De acordo com a morfologia e fisiologia dos gametas temos:
     - ISOGAMIA  gametas iguais morfolgica e fisiologicamente.
     - HETEROGAMIA  gametas diferentes em tamanho, porm ambos com flagelos.
    - OOGAMIA  o gameta feminino, oosfera,  grande e imvel. O gameta masculino, anterozide, 
 pequeno e move-se com seus flagelos.




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 Os gametas so formados em estruturas especiais, os gametngios. As oosferas so produzidas nos
 oognios (gametngio )e os anterozides, nos anterdeos (gametngio).



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 Tipos de ciclos reprodutivos:
           a) HAPLONTES (Haplobiontes) = os organismos so sempre haplides (n).
          Ocorre meiose inicial ou zigtica.
          Exemplo: algas verdes conjugadas, Zygnema, que tambm apresenta reproduo por
          conjugao; alga Spirogyra etc.




          b) DIPLONTES (Diplobiontes) = os organismos so sempre diplides (2n).


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          A meiose ocorre na formao dos gametas = meiose gamtica.
          Exemplo: algas verdes Siphonaples.
          Este tipo de meiose ocorre tambm nos animais !




          c) HAPLODIPLOBIONTES (Haplonte-diplonte) = existem dois tipos de organimos:
          haplides (n) ou Gametfito e diplide (2n) ou Esporfito, que se alternam (= alternncia
          de geraes ou METAGNESE).




 O indivduo diplide (esporfito) (2n) reproduz-se assexuadamente por esporos (n)   ocorre meiose
 esprica. Os esporos (n) se desenvolvem atravs de mitoses e do origem a organismos haplides
 pluricelulares (= gametfitos) e o ciclo continua !




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 Importncia das algas:
    q Renovao do oxignio na atmosfera.

    q O fitoplncton  o produtor (base) das cadeias alimentares aquticas.

    q Fornecem substncias como gar, celulose, iodo, alginato etc, com importantes aplicaes
      industriais.
    q As carapaas de diatomceas formam o diatomito ou terra de diatomceas, usada como abrasivo,
      filtros e na fabricao de explosivos.
    q Determinadas algas como as pirrfitas, podem formar as "mars vermelhas" eliminando
      substncias txicas que matam outros seres.
    q Formam associaes com fungos, ou seja, os liquens.




                                                                              17_2



                                                                                                                                          Pgina 1

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 Diviso Brifita
 EMBRIFITAS ou CORMFITAS
 Podemos dividir o Reino vegetal em dois sub-reinos: Talfitas, como as algas e Cormfitas ou
 Embrifitas, que incluem as Brifitas, Pteridfitas e Espermatfitas (Gimnospermas e Angiospermas).
 As embrifitas so predominantemente terrestres e apresentam alternncia de geraes ou metagnese. A
 meiose  esprica, sempre formando esporos (n). Uma gerao  a gametoftica, haplide (n) e se
 reproduz sexuadamente formando gametas. A outra  a gerao esporoftica, diplide (2n), que se
 reproduz assexuadamente formando esporos (n); estes se desenvolvem, dando origem aos gametfitos.
 Diviso Brifitas (G > E).
 So plantas criptgamas, isto , no produzem flores.
 Correspondem ao grupo de "transio" entre Talfitas e Embrifitas.
 J possuem tecidos organizados, porm no possuem vasos condutores da seiva = avasculares.
 Como a maioria das espcies vive fora d'gua, no atingem mais que 15 cm de altura (pequeno porte),
 pois a seiva  transportada de clula para clula. Precisam de muita umidade e na reproduo o gameta
 masculino, anterozide, deve nadar, atrado pelas substncias qumicas da oosfera, feminina (=
 quimiotactismo +).


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 Os gametngios so: arquegnios, onde se formam oosferas e anterdios, que formam anterozides.
 Como todas as embrifitas, apresentam alternncia de geraes, sendo a gerao gametoftica (n) a
 mais duradoura, autotrfica e independente (G > E).
 As brifitas se dividem em Musgos e Hepticas:
    q MUSGOS: so considerados brifitas mais evoludas que as Hepticas. J possuem rizides,
       caulide e filides.




                                                                   Musgo
 Os musgos dos gneros Funaria, Sphagnum (turfa = melhora textura e reteno de gua no solo) e
 Polytrichum so muitos comuns.



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 Na alternncia de geraes temos as seguintes caractersticas:
    q Gametfito (n) desenvolvido com rizides, caulide e filides. Nos gametfitos esto arquegnio
       (formador de oosfera) e anterdio (formardor de anterozides). Aps a fecundao forma-se um
       zigoto, que ao desenvolver-se, forma o esporfito (2 n).
    q Esporfito (2n), constitudo por um haustrio, fixando-o no gametfito (n). Uma seta e a cpsula
       com esporngio, onde ocorre a meiose esprica, para a formao dos esporos (n). O esporo, em
       condies favorveis, desenvolve-se, dando inicialmente o protonema, que se transformar no
       gametfito (n) adulto.




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      q   HEPTICAS: so as brifitas menos evoludas, apresentando ainda algumas caractersticas de
          talfitas, como a Marchantia. O gametfito de talo rastejante, com ramificaes dicotmicas,
          apresenta estruturas chamadas de chapus onde se formam arquegnios e anterdios, produzindo os
          gametas oosferas e anterozides.




                                                                                               Hepticas

 Aps a fecundao, origina-se o esporfito (2n), dependente do gametfito (n). O esporfito, por meiose
 esprica, formar esporos (n), que daro novamente gametfitos.
 Nas Hepticas (Marchantia) ocorre tambm outro tipo de reproduo, assexuada, por meio de
 propgulos, formados no interior de conceptculos.




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 Alm das Hepticas e dos Musgos, as Antoceros tambm so brifitas, porm, um grupo muito pequeno e
 com caractersticas entre talfitas e embrifitas, como as Hepticas.




                                                                     18_4



                                                                                                  Pgina 1

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 Diviso Pteridfita

 Traquefitas                E > G.


 So plantas criptgamas (no produzem flores).
 As Pteridfitas mais conhecidas pertencem  classe das FILICNEAS, como as samambaias e avencas.
 As folhas do esporfito so bem desenvolvidas, compostas e pinadas. As folhas novas apresentam-se
 enroladas na forma de bculos.




       Samambaiau                                          Samambaia




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 Apresentam alternncia de geraes ou metagnese. A gerao esporoftica (2n)  a mais desenvolvida. A
 gerao gametoftica (n)  independente, porm, reduzida e constituda pelo protalo.
 O esporfito possui xilema e floema   VASCULARES, portanto so traquefitas ! Podem atingir
 vrios metros de altura, como a samambaiau, com at 15 m.
 O esporfito (2n)  auttrofo e independente, apresentando raiz, caule e folhas. Nas folhas podem
 apresentar SOROS (= conjunto de esporngios).
 Nos esporngios, por meiose esprica, formam-se os ESPOROS (n). Estes, em condies normais,
 desenvolvem-se formando o PROTALO (n), que  a gerao gametoftica.




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 No protalo desenvolvem-se os gametngios arquegnio e anterdio, que produzem os gametas oosfera e
 anterozides, respectivamente.
 Para a fecundao, o anterozide biflagelado ou pluriflagelado, depende da gua do solo para
 locomoo at a oosfera (= quimiotactismo +).




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 Ciclo das samambaias (pteridfitas isosporadas) :




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  Alm da reproduo por alternncia de geraes, tambm se reproduz por rizomas (caule)
    propagao vegetativa !
 Existem outras Pteridfitas, como as classes das Licopodneas (gneros Licopodium, Selaginella) e
 Equissetneas (Equissetum).




                                     Lycopodium                                            Selaginella.


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 As Selaginellas so pteridfitas heterosporadas. No interior de estrbilos aparecem dois tipos de
 esporngios: microsporngios (2n), que por meiose esprica, produziro numerosos micrsporos (n), de
 pequeno tamanho; e, megasporngios (2n), que atravs da meiose esprica, cada um produzir 4
 megsporos (n), com tamanho maior que os micrsporos.
 Micrsporos (n), lanados ao solo, crescero, produzindo microprotalos (n); estes sero os gametfitos
 masculinos, visto s possuirem anterdios, produzindo somente anterozides (n).
 Megsporos (n), lanados ao solo, crescero, produzindo megaprotalos (n); estes sero os gametfitos
 femininos, visto s possuirem arquegnios, produzindo somente oosferas (n).
 Os anterozides (n) , nadando na gua do solo, chegaro ao megaprotalo, onde fecundaro a oosfera (n),
 produzindo o zigoto (2n); a partir desse, crescer a planta adulta (com raiz, caule e folhas), isto , o novo
 esporfito (2n).




                                                        Estrbilo de Selaginella


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 Ciclos reprodutivos comparados.

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                                                                                                 Pgina 1

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                                                           Espermatfita (Gimnospermas e Angiospermas)


 Diviso Espermatfita (Gimnospermas e Angiospermas)
 Fanergamas (flor "atpica" = estrbilo)
 Gimnospermas (sementes "nuas")
  So plantas superiores que formam embries (embrifitas); produzem "flores" (= ESTRBILOS) e
 sementes. Possuem vasos condutores da seiva (= traquefitas).




 As Gimnospermas no produzem frutos, portanto, as sementes so "nuas" (Gimno = nua; espermato =
 semente).
 Os esporfitos so desenvolvidos e algumas espcies apresentam os indivduos vivos mais antigos, com
 alguns milhares de anos (= plantas milenares).
 So plantas comuns em climas temperados, especialmente no hemisfrio norte (florestas de
 Conferas):Sequias, pinheiros, ciprestes, Cycas etc.
 A gerao gametoftica  totalmente dependente da esporoftica, alm de apresentar-se extremamente
 reduzida (gametfito masculino = tubo polnico; gametfito feminino = saco embrionrio).     (E > G).




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  Podemos separar as Gimnospermas em dois grupos, de acordo com as caractersticas evolutivas:
      q   1o grupo: Ginkgoneas (Ginkgo biloba - nica espcie atual) e Cicadneas (gneros Cycas,
          Zamia, Dioon)    assifongamas (= "ausncia" de tubo polnico).




                                   Cycas                                              Ginkgo biloba



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      q   Gnero Cycas: - so semelhantes s palmeiras. So plantas diicas, isto , existe planta feminina e
          planta masculina. A reproduo sexuada  por oogamia, pois o gameta masculino (anterozide,
          trazido pelo gro-de-plen)  mvel, enquanto que o feminino  grande (oosfera) e imvel.
      q   Planta masculina:- produz estrbilos masculinos. Nos microsporngios (2n)           anteras, so
          produzidos os micrsporos (n)     gros-de-plen, que so transportados pelo vento (anemofilia)
          para a planta feminina.




      q   Planta feminina:- produz estrbilos femininos com vulo      megasporngio (2n). O vulo
          apresenta um integumento e sua abertura de entrada  a micrpila. Na entrada da micrpila h uma
          cmara polnica com lquido.




 Cada megasporngio (2n) produz 4 megsporos (n), sendo que 3 atrofiam. O megsporo (n) resultante
 se desenvolve, formando o megaprotalo ou saco embrionrio. Este possui arquegnios que produzem
 gametas femininos, as oosferas (n).
 Fecundao: o gro-de-plen ou micrsporo (n) origina o gametfito masculino ("curtssimo tubo
 polnico" = assifongamas !); este deposita os anterozides (n) ciliados na cmara polnica com lquido,
 que nadaro (quimiotactismo +) ao encontro da oosfera (n), fecundando-a.
 Assim sendo, nas Cicadneas e tambm Ginkgoneas, a fecundao  semelhante  das Brifitas e

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 Pteridfitas, por ainda haver dependncia da gua !




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      q   2o grupo: Gnetneas (Welwitschia mirabilis) e Conferas (gneros Pinus, Cupressus, Araucaria,
          Cedrus, Sequoia, Taxodium)     sifongamas. So as mais evoludas e mais importantes
          atualmente.




                                                                                               Taiga
                         Welwitschia




                                                                 Araucaria
  O gametfito masculino  o tubo polnico (sifonogamia), que cresce (= quimiotropismo +) em direo
 ao saco embrionrio, que contm a oosfera. Este tambm  o processo que ocorre nas Angiospermas !




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 Reproduo nas Conferas:
    q no esporfito (2n) encontramos estrbilos masculinos ou cones masculinos, onde so produzidos
      os gros-de-plen ou micrsporos (n); estes formaro os gametfitos masculinos (microprotalos
      ou tubos polnicos). H tambm os estrbilos femininos ou cones germinativos ("pinha"), onde
      esto os vulos ou megasporngios (2n):




 Fecundao: o gro-de-plen (micrsporo n)  transportado pelo vento (anemofilia) e poder cair na
 micrpila do vulo desenvolvendo-se e formando o tubo polnico (gametfito masculino) que transporta o
 gameta masculino ou ncleo gamtico (n) at a oosfera (n), por quimiotropismo +. Portanto, no h
 mais dependncia da gua para a fecundao (= sifonogamia).




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 Araucaria - ciclo reprodutivo
 O megasporngio ou vulo, como nas Cycas,  envolvido por um integumento com micrpila.
 Em cada megasporngio desenvolve-se um megsporo (n) que dar o gametfito feminino ou
 megaprotalo (= saco embrionrio), com 2 arquegnios, cada um dos quais produz uma oosfera (n). O
 embrio, resultante do crescimento do zigoto, usa as substncias alimentares contidas no endosperma
 primrio (n), para seu crescimento.
 Aps a fecundao, formam-se vrios embries (= poliembrionia), mas s h alimento disponvel para o
 crescimento de um ! Este embrio possui vrios cotildones, diferenciados a partir do zigoto.
 vulo com integumento e o embrio no seu interior, constituem a SEMENTE. Na Araucaria, esta
 semente comestvel,  o pinho !
 Nas Gimnospermas no h ovrio, portanto, no ser formado o fruto !




  Estrbilo        com sementes (pinhes)                    Sementes (pinhes) da Araucaria



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 Fanergamas (flor completa)
 Angiospermas (sementes contidas nos frutos)
 So plantas superiores, embrifitas, fanergamas, traquefitas, espermatfitas cujas sementes so
 envolvidas pelo FRUTO (angio = estojo, cpsula).
 Os rgos da reproduo sexuada encontram-se nas FLORES: androceu (masculino) e gineceu
 (feminino).
 Tipos de flores ou indivduos quanto ao sexo:
    q Monico ou hermafrodita:  o indivduo que produz gametas masculinos e femininos.As
       Angiospermas, em geral, so monicas ou hermafroditas, pois cada flor apresenta aparelho
       reprodutor masculino (androceu, formado pelo conjunto dos estames) e aparelho reprodutor
       feminino (gineceu ou pistilo, formado a partir das folhas carpelares ou carpelos).




          H plantas diicas, que produzem flores masculinas separadas das flores femininas (= flores
          dclinas), como: abbora, melancia, mamona,etc.


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      q   Diicas: so espcies onde um indivduo s produz um tipo de gameta (= sexos separados). H
          uma planta masculina e outra planta feminina, como em Cycas.
  A gerao esporoftica corresponde s plantas que conhecemos. A gerao gametoftica  microscpica,
 reduzida e totalmente dependente da esporoftica. (E > G).




                                                                                                 Pgina 6

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 A flor liga-se ao caule atravs do pednculo e quando completa, apresenta 4 verticilos (folhas
 modificadas): clice (conjunto das spalas), corola (ptalas), ANDROCEU (= conjunto dos estames, isto
 , filete + antera) e GINECEU ou PISTILO (formado por estigma, estilete e ovrio).




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 Na antera ou microsporngio, existem os sacos polnicos onde (por meiose esprica) se formam os
 gros-de-plen ou micrsporos (n), que produziro o tubo polnico (microprotalo) ou gametfito
 masculino.
 Gineceu ou pistilo  o aparelho reprodutor feminino e seu ovrio (formado das folhas carpelares ou
 carpelos) contm um ou mais vulos (megasporngios). Cada vulo  constitudo por 2 integumentos
 (primina e secundina) e saco embrionrio ou gametfito feminino (= 1 clula, contendo 8 ncleos n: trs
 antpodas, duas sinrgides, dois ncleos polares e o gameta feminino oosfera).




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 Fecundao:
    q o gro-de-plen  levado at o estigma do gineceu (polinizao: anemofilia - vento, ornitofilia 
      pssaros, entomofilia  insetos); ali ele germina (cresce em direo ao vulo = quimiotropismo
      +), formando o tubo polnico (gametfito masculino) que penetra pela micrpila do vulo e entrega
      2 ncleos gamticos (gametas masculinos) no saco embrionrio.
    q o primeiro gameta masculino (n) se une com a oosfera (n), originando o zigoto (2n), que depois
      cresce e forma o embrio e o(s) cotildone(s). O segundo gameta masculino (n) se une aos dois
      ncleos polares (n), formando uma clula triplide (3n); esta, quando crescer, formar o
      endosperma secundrio ou albmen (3n), que  uma reserva alimentar.




      q   aps a dupla fecundao, o vulo se desenvolve em semente, que  constituda por: casca (formada
          dos tegumentos do vulo) + amndoa (embrio + cotildone e/ou albmen). O cotildone poder
          ser nico (= monocotiledneas) ou duplo (= dicotiledneas).




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      q   enquanto o vulo forma semente, as paredes do ovrio se desenvolvem (por estmulo hormonal 
          auxinas), formando o fruto. As sementes so protegidas pelo fruto, que tambm tem como funo
          disseminar as sementes (anemocoria  vento; entomocoria  insetos; ornitocoria  pssaros;
          hidrocoria  gua).




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      q   o fruto apresenta trs partes: epicarpo, mesocarpo e endocarpo.
  fruto carnoso, quando suas paredes so "suculentas" (ex. pssego, uva), ou fruto seco (ex. milho, arroz).




                                                                Frutos secos




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                                               Frutos carnosos
      q   caso, alm do ovrio, se desenvolvam outras partes da flor, que se tornem comestveis,
          chamaremos de PSEUDOFRUTOS !
  Estes podem ser:
      q    simples  ma (parte comestvel  o receptculo floral), caju (parte comestvel  o pednculo da
          flor);
      q    composto  morango (o receptculo floral se torna suculento e comestvel; cada pequeno
          frutinho seco, o aqnio, foi um ovrio da flor e contm uma semente);
      q    mltiplo  amora, figo, abacaxi (desenvolvem-se de uma inflorescncia e podem ser chamados
          de infrutescncia).




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 Propagao vegetativa  processo de reproduo assexuada em vegetais superiores (Angiospermas). 
 muito usada pelo homem na propagao (reproduo) de plantas cultivadas.
 Apresentam como caractersticas e vantagens:
          a) Dependendo da espcie, pode-se usar a raiz, o caule ou a folha. O rgo mais usado  o
          caule, pois possui gemas que, facilmente podero desenvolver-se e dar novos indivduos.
          b) Permite a reproduo de plantas que no produzem sementes como: bananeiras,
          laranja-baa, Hibiscus, etc.
          c) Pode-se obter um grande nmero de descendentes geneticamente iguais a partir de um
          nico indivduo, garantindo a manuteno de caractersticas genticas selecionadas.
          d) A produo de flores, frutos e sementes, em geral  mais rpida do que a reproduo por
          sementes.
          e) Na propagao por enxertia pode-se usar um porta-enxerto (= cavalo) mais resistente.
 A propagao vegetativa pode-se dar por: estacas, tubrculos, rizomas, bulbos, enxertia.
    q Estacas: so ramos caulinares cortados e contendo algumas gemas ou brotos. Colocadas no solo
      podero desenvolver razes e novos indivduos. So processos muito usados para reproduo
      artificial de: videiras, cana-de-acar, mandioca, batata-doce, amoreira, azleas, gernios, roseiras,
      figueiras, Hibiscus,etc.
          Podem-se usar hormnios vegetais (auxinas) para acelerar a formao de razes nas estacas.




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      q   Tubrculos: usa-se o caule subterrneo (contm gemas !) para a reproduo: batata-inglesa ou
          "batatinha".
      q   Rizomas: tambm se usa o caule subterrneo para reproduo: bananeiras, ris, gengibre.
      q   Bulbo: tipo de caule usado para reproduo de cebola, alho, palma, lrio, tulipa.
      q   ENXERTIA: usam-se duas espcies (caules) semelhantes ou variedades da mesma espcie. Ex.
          limoeiro, laranjeira.
          Uma planta, geralmente mais resistente,  usada como porta-enxerto ou cavalo (p.ex. o
          limoeiro ). Da outra espcie (cavaleiro), que se deseja explorar economicamente, retira-se
          uma gema axial ou um ramo e enxerta-se no cavalo (porta-enxerto).
 Se o enxerto "pega" ir desenvolver-se um indivduo geneticamente igual ao que forneceu a gema ou
 ramo.
 Vantagens da enxertia: veja itens b, c, d e e das vantagens da propagao vegetativa.




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                                                           Espermatfita (Gimnospermas e Angiospermas)




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 As Angiospermas podem ser divididas em Monocotiledneas e Dicotiledneas:

                                           MONOCOTILEDNEAS                                          DICOTILEDNEAS
              raiz              fasciculada ("cabeleira")                                      pivotante ou axial (principal)
                                em geral, sem crescimento em espessura                         em geral, com crescimento em
             caule
                                (colmo, rizoma, bulbo)                                         espessura (tronco)
                                feixes lbero-lenhosos                                         feixes lbero-lenhosos dispostos em
      distribuio de
                                "espalhados"(distribuio atactostlica =                      crculo (distribuio eustlica =
      vasos no caule
                                irregular)                                                     regular)
                                                                                               peciolada: bainha reduzida;
                                invaginante: bainha desenvolvida;
             folha                                                                             pecolo; nervuras reticuladas ou
                                uninrvia ou paralelinrvia.
                                                                                               peninrvias.
              Flor              trmera (3 elementos ou mltiplos)                             dmera, tetrmera ou pentmera
           embrio              um cotildone                                                  2 cotildones




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                                bambu; cana-de-acar; grama; milho;
          exemplos                                                                             pera; feijo; ervilha; mamona;
                                arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras.
                                                                                               jacarand; batata.



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 Tecido Vegetal
 A origem dos tecidos.
 Os tecidos dos vegetais superiores podem originar-se a partir de meristemas primrios e secundrios (do
 grego, merizein = repartir, dividir-se).
 Os meristemas primrios so aqueles originados a partir das clulas embrionrias e recebem nomes de
 acordo com os futuros tecidos a que daro origem:
    Meristemas primrios:
     q Protoderme (dermatognio)  origina a epiderme.

     q Meristema fundamental: pleroma, que ser empregado para a formao do cilindro central. Da
       camada que fica    entre o pleroma e o dermatognio, isto , o periblema, resultar, mais tarde, a
       casca.
     q Procmbio  origina os tecidos condutores secundrios.




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    Meristemas secundrios: so originados a partir da desdiferenciao de clulas adultas.
     q Felognio  ocorre no crtex, originando o sber para fora e a feloderme para dentro.

     q Cmbio interfascicular  ocorre no cilindro central, originando o floema para fora e o xilema para
       dentro.




          Os meristemas.
 As clulas meristemticas caracterizam-se por serem pequenas, de paredes finas, com vacolos
 minsculos ou ausentes, ncleos relativamente grandes e muito protoplasma. Elas tm a capacidade de
 efetuar mitoses.
 As novas clulas resultantes dessas mitoses aumentam em volume (elongamento ou distenso) e
 proporcionam o crescimento dos rgos onde se encontram.




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 Crescimento primrio da planta.
  o resultado da atividade dos meristemas primrios localizados nas extremidades da planta (meristemas
 apicais). So eles: protoderme, meristema fundamental e procmbio.
 Crescimento secundrio da planta.
 Resulta da atividade do felognio, do cmbio fascicular (que  meristema primrio) e do cmbio
 interfascicular (que  meristema secundrio).
 O crescimento secundrio aumenta a espessura (dimetro). Ocorre nas gimnospermas e na maioria das
 dicotiledneas.




 Quando a expanso do caule em espessura  acentuada, as camadas suberificadas (cortia), que ficam
 voltadas para fora, rompem-se e descamam.  o ritidoma.




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                                               Caule com crescimento em espessura




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          Os parnquimas.
 Nos vegetais, h vrios tecidos funcionalmente comparveis aos tecidos conjuntivos dos animais. Em
 todos os rgos das plantas pode ser encontrado um tecido que desempenha as funes de preenchimento,
 conexo e reserva.  o chamado parnquima.
 Suas clulas tm normalmente forma polidrica e so isodiamtricas, isto , possuem o mesmo dimetro
 nas vrias direes. So vivas e tm paredes mais ou menos finas, sem reforos. Sabemos que essas
 paredes so formadas por uma lamela mdia de pectatos de clcio e magnsio, situada entre duas camadas
 de celulose.




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 Tipos de parnquimas.
    q Com funo de preenchimento:

           r parnquima cortical.

           r parnquima medular.

    q Com funo de assimilao:

           r parnquima clorofiliano ou clornquima: parnquima palidico e parnquima lacunoso.




      q   Com funo de reserva:


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              r   parnquimas com funo de reservas nutritivas. Exemplos: parnquima amilfero;
                  parnquima com funo de reserva de gua: aqfero; parnquima com funo de reserva de
                  ar: aerfero ou aernquima.




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 Plasmodesmos (do latim plasmodesma  singular e plasmodesmata  plural).
 Graas aos plasmodesmos h uma continuidade de protoplasma entre as muitas clulas do parnquima,
 facilitando as trocas metablicas e, portanto, a atividade do tecido.
 Esse protoplasma contnuo forma um conjunto s aparentemente interrompido por paredes celulares que
 constitui uma unidade funcional mais ampla do que a clula.  o chamado simplasto.




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 Sistema tegumentar (drmico ou de proteo)
 Epiderme: tecido primrio, geralmente uniestratificado, formado por clulas justapostas, achatadas, sem
 cloroplastos e com grande vacolo. As clulas da epiderme podem apresentar modificaes, tais como
 plos, escamas, papilas, acleos e estmatos.
 Periderme: formado pela atividade do felognio, meristema secundrio que produz para o exterior da
 planta o sber, tecido morto, e para o interior da planta o feloderme, tecido vivo.
 O conjunto sber-felognio-feloderme  a periderme, que substitui a epiderme nos caules e razes de
 plantas com crescimento secundrio.  ausente nas folhas.
 As estruturas anexas mais comuns na epiderme so:
    q Papilas

 Pequenas salincias das clulas epidrmicas que do um aspecto aveludado s ptalas. Por exemplo:
 violetas, amor-perfeito.




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      q   Plos e tricomas.
 So formaes epidermais largamente distribudas nas folhas, caules, frutos, sementes e razes. Mostram
 uma grande diversidade de formas, especialmente nas folhas. Os plos podem ser vivos ou mortos (com ou
 sem protoplasma); unicelulares ou pluricelulares; secretores ou no-secretores; filamentares, estrelados,
 escamosos e capitados.
 Nas folhas a sua principal funo  proteger contra o excesso de transpirao, da serem abundantes nas
 plantas de climas quentes, como gernio, tomate, fumo. Nesses vegetais, os plos elaboram secrees
 oleosas, volteis.




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      q   Acleos.
 So formaes epidrmicas rgidas e pontiagudas. So os "espinhos" da roseira, do fruto da mamona, etc.
    q Hidatdios.

 So semelhantes aos estmatos e situados nas margens de certas folhas onde terminam algumas nervuras
 (feixes condutores de seiva). Atravs deles a planta elimina gua na forma lquida, sob condies especiais
 de temperatura e umidade relativa do ar.  o fenmeno da gutao.




                                                 Gotas de gua - superfcie da folha




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      q   Lenticelas.
 Ocorrem especialmente em certos caules, sob a forma de pequenas fendas no tecido suberificado. Sob
 essas fendas h clulas tambm suberificadas e clulas de preenchimento (parnquima), com grandes
 espaos entre elas. Isso garante a troca de gases com o meio.




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      q   Estmatos.
 So estruturas epidrmicas que garantem as trocas gasosas entre os tecidos internos das folhas e o meio.
  tambm atravs deles que ocorre a transpirao. Normalmente, eles se distribuem na epiderme inferior
 das folhas, chegando at 300 ou mais por mm2 de superfcie.
 Cada estmato  formado por duas clulas estomticas (clulas-guarda), alongadas e recurvadas, com
 um espao ou fenda entre elas, chamado ostolo. O ostolo pode variar seu grau de abertura de acordo
 com o estado de turgescncia celular.




 A planta pode regular o grau de abertura dos estmatos atravs de dois mecanismos: fotoativo e hdrico.
 O mecanismo fotoativo depende da fotossntese realizada pelas clulas estomticas (nicas, na epiderme,
 a apresentarem cloroplastos), que ao produzirem matria orgnica, aumentam seu valor osmtico e
 absorvem gua das clulas epidrmicas vizinhas. Tornando-se trgidas, as clulas estomticas abrem o
 ostolo, permitindo as trocas gasosas. Na ausncia de luz, o processo ser inverso!
 O solo estando bem irrigado, a absoro de gua pelas razes e a eficiente conduo atravs do caule,
 fornecem muita gua s folhas. Os estmatos, que se encontram na epiderme das folhas, tornando-se
 trgidos, abrem o ostolo.




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      q   Plos absorventes.
          So modificaes de clulas da epiderme da raiz. Aumentam muito a capacidade de
          absoro de gua e sais minerais.
          Feita a absoro ao nvel da epiderme da raiz, na zona pilfera ou no, as solues com os
          solutos minerais podem seguir dois caminhos at chegar no lenho, onde iniciam um
          deslocamento vertical para chegar  copa:
              q Trajeto A: atravs de espaos intercelulares (meatos), as solues atingem as clulas
                 de passagem da endoderme e da o lenho. Esse trajeto  mais rpido e direto.
              q Trajeto B: pela passagem de clula para clula at a endoderme e da ao lenho. Esse
                 trajeto  mais demorado, dependendo de osmose e transporte ativo.




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 Poderia parecer vantajoso que a planta tivesse apenas tecidos mortos superficiais para absorver mais
 rapidamente. No entanto, o trajeto B garante uma melhor filtragem e, portanto, maior seletividade em
 relao s substncias que podem chegar aos demais tecidos da planta.
 Alm de O2, CO2 e temperatura, outros fatores tambm influem na absoro de gua e sais. O excesso
 de fertilizantes no solo, aumentando-lhe os valores osmticos, ou ainda substncias txicas, dificultam
 ou impedem a absoro.
 Em orqudeas epfitas, h finas razes brancas ou esverdeadas, as razes areas, que ficam pendentes no
 ar. A camada mais externa dela  o velame, tecido morto, com grande capacidade de absoro de gua.
 Quando  alta a umidade relativa do ar, o velame funciona como uma espcie de mata-borro, garantindo
 o suprimento de gua para a planta.
 Como essas razes no penetram na planta-suporte, esta no  prejudicada, e no se pode falar em
 parasitismo.
 Muitas bromeliceas, tambm epfitas, tm em suas folhas estruturas mortas, permeveis e em forma de
 escamas microscpicas, para a absoro da gua da chuva.
 As escamas so modificaes de plos. So geralmente discides e unidas  epiderme por um pednculo.
 Sua funo  principalmente a proteo contra a perda de gua. Nas plantas epfitas, essas escamas
 funcionam como elementos de absoro de gua e de nutrientes minerais, recebendo o nome de escamas
 absorventes.




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          Os tecidos secretores.
 Os tecidos secretores dos animais originam-se dos epitlios. Nos vegetais h tambm estruturas
 secretoras, embora apenas algumas sejam de origem epidermal, como por exemplo, os plos secretores.
  comum nas plantas a ocorrncia de vrias estruturas secretoras localizadas em regies internas das
 folhas ou em tecidos perifricos de caules e razes.
 O termo secreo  usado para produtos que possuem uma determinada importncia fisiolgica no
 organismo. J a palavra excreo  usada para designar a eliminao de resduos do metabolismo. Nos
 animais, podemos dizer, ento, que o produto de uma glndula sudorpara, o suor,  uma "excreo" e que
 as lgrimas, os sucos digestivos e os hormnios so secrees. Nos vegetais, no entanto, nem sempre 
 fcil a distino entre secrees e excrees.
  verdade que uma forma de as plantas neutralizarem o efeito de determinadas substncias de excreo,
 txicas,  transform-las em produtos insolveis, como cristais e granulaes, que permanecem inertes
 nos vacolos.
 Certos produtos finais do metabolismo, solveis ou no, podem ter importante papel de proteo de
 determinadas espcies de plantas.  o caso de resinas, taninos, alcalides e cristais de oxalato de clcio
 que tornam desagradvel o sabor do vegetal, dificultando o seu consumo pelos herbvoros.
 Alm dos plos, as estruturas secretoras mais comuns so:
 a) Nectrios.
 Formaes glandulares, abertas, geralmente associadas s flores, que elaboram uma soluo aucarada, o
 nctar. As aves que buscam o nctar podem efetuar a polinizao de tais flores (ornitofilia). No maracuj,
 os nectrios so extraflorais, localizando-se nos pecolos das folhas.
 b) Tubos laticferos.
 Conjuntos de canais ramificados por onde circula uma secreo branco-leitosa, o ltex. Em contato com
 o ar, o ltex coagula rapidamente, facilitando o fechamento e a cicatrizao de ferimentos no corpo da
 planta.
 Os tubos laticferos ocorrem em vrias famlias de plantas, como Euforbiceas (Hevea brasiliensis =
 seringueira), Morceas (figueiras) e Apocinceas (Nerium oleander = espirradeira).




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 c) Canais resinferos.
 Tubos longos, cujas clulas parietais eliminam resinas para o seu interior. Estas substncias resinosas
 tm funo semelhante ao ltex e so tpicas dos pinheiros, sendo responsveis pelo odor caracterstico
 destas plantas.
 As resinas tambm protegem os tecidos contra o ataque de bactrias e fungos nos locais de ferimentos
 em cicatrizao.




 d) Bolsas secretoras.
 Formaes globosas que acumulam secrees, geralmente oleosas ou perfumadas, num espao central.
 Se este espao se origina por afastamento das clulas secretoras, fala-se em bolsa esquizgena (esquizo
 = fender). Elas ocorrem nas folhas de Mirtceas, como os eucaliptos.
 Se o espao resulta de dissoluo das membranas celulares e, portanto, da fuso das clulas secretoras
 centrais, fala-se em bolsa lisgena (lise = destruio). So encontradas no fruto (pericarpo) de plantas

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 ctricas, como laranjas e limes.




 e) Cristais.
 Os cristais podem se apresentar sob diferentes formas e composies qumicas. Os mais comuns so os de
 carbonato de clcio (CaCO3) e oxalato de clcio (CaC2O4).

 Nas folhas de certas figueiras (Ficus), sob a epiderme, h grandes cristais de carbonato de clcio (CaCO3),
 os cistlitos. Muito difundidos so os cristais de oxalato de clcio (CaC2O4 ), dos tipos drusas e rfides.
 Estas ltimas so conjuntos de cristais aciculares (em forma de agulha), dispostos em feixes.




                                                                a- cristal isolado
                                                                b- drusas
                                                                c- granulaes
                                                                r-pacotes de rfides




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 Tecidos de sustentao (mecnicos).
    q Colnquima.

          Clulas vivas e alongadas, geralmente com cloroplastos. As paredes so espessas, sem
          lignina. Ocorre espessamento caracterstico: angular ou lamelar. Aparece logo abaixo da
          epiderme.




      q   Esclernquima.
 Composto por clulas mortas. As paredes so espessas, apresentanto lignina. Destacam-se dois tipos de
 clulas: escleredeos e fibras. Ocorre logo abaixo do colnquima e/ou ao redor de feixes vasculares.




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                                                    Vg- bainha esclerenquimatosa
                                                    V- floema
                                                    C- cmbio
                                                    M- traquia
                                                    S- traquia do protoxilema




                                                                                                                    Pgina 13

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 Sistema vascular.
 O sistema vascular das plantas  formado pelo xilema e pelo floema, tecidos cuja funo  o transporte
 de seiva. O xilema ou lenho  um tecido responsvel pelo transporte de seiva bruta (gua e sais
 minerais), enquanto o floema ou lber  um tecido condutor da seiva elaborada (rica em substncias
 orgnicas derivadas da fotossntese).
 O xilema tem, alm da funo de transporte, a funo de sustentao nas plantas com crescimento
 secundrio.
 Tanto no xilema como no floema existem vrios tipos de clulas, que podem ter origem de meristemas
 primrios ou secundrios.
 Considerando o xilema e floema secundrios j formados, as clulas que ocorrem nesses tecidos so dos
 seguintes tipos:

                              tipos de clulas                                                 principais funes
               elementos traqueais (clulas mortas)
                  q traquedeos

                  q elementos de vasos

   xilema fibras (clulas mortas)                                                              conduo de seiva bruta

               clulas de parnquima (vivas)




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               elementos crivados (clulas vivas)
                  q clulas crivadas
                                                                                               conduo de seiva elaborada
                  q elementos de tubos crivados (com clulas
                    companheiras)
   floema fibras (clulas mortas)                                                                      sustentao
               clulas de parnquimas (vivas)                                                   reserva e translocao de
                                                                                                  substncias de reserva




 No floema, as nicas clulas condutoras so os vasos liberianos ou vasos crivados. Eles se formam pela
 superposio de clulas vivas, alongadas, de paredes finas, sem lignificao. Os septos ou membranas
 transversais, entre essas clulas, no so completamente dissolvidos, ficando com um aspecto
 caracterstico de crivos (placas crivadas). Uma placa crivada permite a total continuidade de matria
 viva entre duas clulas superpostas, uma vez que, pelos seus poros, o protoplasma emite filamentos de
 ligao entre elas.




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 Enquanto a planta cresce em dimetro, os vasos liberianos que sofrerem depsito do acar calose, tero
 as placas crivadas obliteradas. Em conseqncia disso, a conduo de seiva elaborada deixa de ocorrer
 nesses vasos, que passam a ter funo de sustentao mecnica.




 As clulas do parnquima que ocorrem no xilema, alm de atuar como clulas de reserva de nutrientes,

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 podem emitir expanses protoplasmticas que penetram nos vasos xilemticos velhos ou que sofreram
 ferimentos, provocando obstruo desses vasos. Essas expanses so denominadas tilas ou tilos e
 inativam os vasos quanto  funo de transporte, que passam a atuar apenas como elementos de
 sustentao mecnica.




 A parte central de um caule de rvores velhas pode apresentar morte das clulas, que antes de morrer,
 formam as tilas e tambm secretam substncias corantes. Essa parte central, morta,  mais escura, sendo
 denominada cerne. A parte mais externa desse caule apresenta lenho e xilema ativos e clulas vivas de
 parnquimas, apresentando colorao mais clara. Essa regio  denominada alburno.




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  As pontuaes que existem nas paredes celulares dos elementos traqueais podem ser simples ou
 areoladas, sendo que esta ltima  caracterstica desse tecido condutor e muito desenvolvida nos
 traquedeos das gimnospermas.
 As pontuaes simples correspondem a locais onde no ocorre deposio de celulose. As pontuaes
 areoladas distinguem-se das simples por apresentar uma salincia da parede celular secundria que se
 curva sobre a cavidade da pontuao, formando uma arola. A abertura deixada por essa arola 
 denominada poro. Na membrana de pontuao forma-se um espessamento na altura do poro, denominado
 toro.




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 Nos vasos j velhos ou temporariamente no-funcionais (durante o inverno rigoroso), a seiva elaborada
 no pode circular, uma vez que os poros das placas crivadas so obturados pelo acmulo de um
 carboidrato especial, a calose.
 Cada vaso liberiano tem, em toda a sua extenso, uma ou mais clulas companheiras, vivas, que de
 alguma forma esto relacionadas  funo condutora.
 Convm ainda lembrar que a seiva elaborada  o prprio contedo dos vacolos dos vasos liberianos.
 Trata-se de uma soluo orgnica, onde predominam acares solveis.


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 rgos vegetais.
          RAIZ.
 Na maioria das plantas vasculares, as razes constituem a poro subterrnea do esporfito e so
 especializadas para fixao e absoro. As duas outras funes desempenhadas pelas razes so o
 armazenamento e a conduo.
 As razes, em sua maioria, constituem importantes rgos de armazenamento, e algumas, como as da
 cenoura, beterraba e batata-doce, so especialmente adaptadas para armazenar substncias alimentares.
 As substncias orgnicas sintetizadas nas pores areas e fotossintetizantes da planta so transportadas,
 atravs do floema, para os tecidos de reserva da raiz. Uma grande parte deste alimento pode ser utilizada
 subseqentemente pela prpria raiz, mas, normalmente, o alimento armazenado  digerido e transportado
 novamente, atravs do floema, para as partes areas.
 Nas plantas bienais (vegetais que completam seu ciclo de vida num perodo de 2 anos), como a beterraba,
 grandes reservas de alimento so acumuladas nas regies de armazenamento da raiz durante o primeiro

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 ano e, a seguir, utilizadas durante o segundo ano para produzir flores, frutos e sementes.
 A gua e minerais absorvidos pelas razes so transportados, atravs do xilema, para as partes areas da
 planta.




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          Os sistemas radiculares e sua extenso.
 A primeira raiz da planta se origina no embrio e  geralmente denominada raiz primria.
 Nas gimnospermas e dicotiledneas, esta raiz, tambm chamada de raiz axial (pivotante ou principal),
 cresce em direo ao solo, originando razes secundrias, tambm denominadas razes laterais, ao longo
 de seu eixo. As razes mais velhas so encontradas prximas ao colo da raiz (regio de transio entre a
 raiz e o caule), e as mais jovens, prximas ao pice da raiz. Este tipo de sistema radicular  isto , aquele
 que desenvolve uma raiz principal e suas ramificaes -  denominado sistema axial.




 Nas monocotiledneas, a raiz primria tem geralmente vida curta, e o sistema radicular se desenvolve a
 partir de razes adventcias que se originam do caule. Estas razes adventcias e suas ramificaes, ou
 razes laterais, do origem a um sistema fasciculado, no qual no existe predomnio de uma raiz sobre as
 outras.




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 Os sistemas de raiz axial penetram geralmente mais no solo que os sistemas de raiz fasciculada. A pouca
 profundidade dos sistemas fasciculados e a firmeza com a qual se aderem s partculas do solo as
 tornam especialmente bem adaptadas para a preveno da eroso do solo.




 A extenso de um sistema radicular - isto , a profundidade com a qual penetra no solo e se estende
 lateralmente - depende de vrios fatores, incluindo umidade, temperatura e composio do solo. A maior
 parte das razes absorventes (razes ativamente envolvidas na absoro de gua e minerais) localiza-se no
 primeiro metro de solo, e a massa das razes absorventes da maioria das rvores ocorre nos primeiros 15
 centmetros de solo, a regio do solo normalmente mais rica em matria orgnica.
 Algumas rvores, como os carvalhos e muitos pinheiros, produzem comumente razes axiais
 relativamente profundas, tornando estas rvores bastante difceis de ser removidas. A mais profunda raiz
 conhecida foi a de um pinheiro que crescia em solo arenoso, altamente poroso; penetrou no solo at cerca
 de 6,5 metros. De modo geral, a extenso lateral das razes das rvores  maior que a extenso da copa.
 Os sistemas radiculares do milho (Zea mays) alcanam freqentemente uma profundidade de 1,5 metro e
 uma extenso lateral de cerca de um metro em todas as direes do vegetal. As razes da alfafa (Medicago
 sativa) podem atingir profundidades de at 6 metros ou mais.
  medida que a planta cresce, ela precisa manter um equilbrio entre a superfcie total que fabrica
 alimentos (fotossintetizante) e a superfcie total que absorve gua e minerais. O equilbrio entre o caule
 e a raiz  invariavelmente alterado quando as plantas so removidas. A maioria das razes finas,
 absorventes, perde-se quando a planta  removida do solo; a poda do sistema caulinar ajuda a
 restabelecer o equilbrio entre este e o sistema radicular. Os fungos e insetos que atacam os caules e as
 razes das plantas provocam freqentemente um desequilbrio na razo caule-raiz.



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          Razes areas.
 As razes areas so razes adventcias produzidas pelas partes areas. As razes areas de algumas
 plantas servem de razes-escora para a sustentao, como, por exemplo, no milho. Quando entram em
 contato com o solo ramificam-se e funcionam tambm na absoro de gua e minerais.
 As razes-escora so produzidas pelos caules e ramos de muitas plantas tropicais, como o
 mangue-vermelho (Rhizophora mangle), a figueira-de-bengala (Ficus bengalensis) e algumas
 palmeiras. Outras razes areas, como na hera (Hereda helix), aderem  superfcie de objetos e fornecem
 sustentao para o caule trepador.




 As razes necessitam de oxignio para a respirao, sendo este o motivo pelo qual as plantas so
 incapazes de viver em solos onde no existe drenagem adequada, carecendo, conseqentemente, de
 espaos arejados. Algumas rvores que crescem em habitats pantanosos desenvolvem razes que crescem
 para fora da gua, servindo no apenas para fixar o vegetal, como tambm para arej-lo. Por exemplo, o
 sistema radicular de Avicennia tomentosa desenvolve extenses de geotropismo negativo, denominadas
 pneumatforos, que crescem para cima e para fora do lodo, fornecendo assim uma aerao adequada.




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 O aguap apresenta razes aquticas com muitas ramificaes e uma coifa bem desenvolvida.
          Adaptaes especiais.
 Muitas adaptaes so encontradas entre as epfitas, plantas que crescem sobre outras plantas, contudo,
 sem parasit-la. A epiderme da raiz da orqudea, por exemplo,  pluriestratificada e, em algumas
 espcies, constitui o nico rgo fotossinttico da planta. Estruturas especiais na epiderme proporcionam
 aparentemente o intercmbio de gases quando a epiderme est saturada de gua (velame).
 Dentre as epfitas, a Dischidia rafflesiana possui uma modificao extremamente notvel. Algumas de
 suas folhas so estruturas achatadas e suculentas, ao passo que outras formam tubos que coletam detritos e
 gua pluvial.




 Colnias de formigas vivem no interior das urnas e ajudam no suprimento de nitrognio da planta.
 Razes formadas no n situado acima da folha modificada, crescem para baixo e penetram no interior
 da urna, onde absorvem gua e sais minerais.
 As plantas verdadeiramente parasitas desenvolvem razes sugadoras (haustrios) que crescem para o
 interior do caule da hospedeira, indo buscar no floema, a seiva elaborada com os alimentos orgnicos que
 necessita. Isso ocorre com o cip-chumbo.




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 Cip-chumbo (Cuscuta europaea, com as vrias Cuscutas sul-americanas), parasitando Lpulo; vista geral
 e corte transversal da hospedeira, mostrando a penetrao dos haustrios.
 Adaptaes para o armazenamento de alimentos.
 As razes, em sua maioria, so rgos de armazenamento e, em algumas plantas, so especializadas para
 esta funo. Estas razes tornam-se carnosas devido  grande quantidade de parnquima de reserva, no
 qual se acha o tecido vascular. Esse desenvolvimento de razes de reserva (tuberosas)  evidente em
 cenoura (Daucus carota), batata-doce (Ipomoea batatas), beterraba (Beta sp).




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          Crescimento e origem dos tecidos primrios.
 Aparentemente, o crescimento de muitas razes  um processo quase contnuo, que cessa apenas sob
 condies adversas, tais como seca e baixas temperaturas. As razes, durante o crescimento atravs do
 solo, seguem o caminho de menor resistncia e, freqentemente, ocupam os espaos deixados por razes
 mais antigas que morreram e apodreceram.
 A extremidade da raiz encontra-se recoberta por uma coifa, uma massa de clulas semelhante a um
 capuz, que protege o meristema apical e auxilia a raiz na sua penetrao atravs do solo.




  medida que a raiz cresce em comprimento e a coifa  empurrada para diante, as clulas da periferia da
 coifa sofrem descamao. Esta clulas descamadas formam uma capa mucilaginosa ao redor da raiz e
 lubrificam sua passagem atravs do solo. As clulas descamadas da coifa so imediatamente substitudas
 por outras formadas pelo meristema apical.
          Regies de crescimento da raiz.
 O meristema apical e a poro prxima da raiz onde ocorre a diviso celular so denominados regio
 meristemtica.




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 Acima da regio meristemtica, mas no claramente delimitada a partir dela, encontra-se a regio de
 crescimento, que mede geralmente apenas alguns milmetros de comprimento. O alongamento das
 clulas desta regio resulta na maior parte do crescimento longitudinal da raiz. Acima desta regio, a
 raiz no aumenta de comprimento.
 Seguindo-se  regio de crescimento, encontra-se a regio de maturao, onde a maioria das clulas dos
 tecidos primrios sofre maturao. Algumas clulas comeam a se alongar e se diferenciar na regio
 meristemtica, ao passo que outras alcanam a maturidade na regio de crescimento. Por exemplo, os
 primeiros elementos formados do floema e xilema sofrem maturao na regio de crescimento, sendo
 freqentemente distendidos e destrudos durante o alongamento da raiz.
 A protoderme, o procmbio e o meristema fundamental podem ser distinguidos prximo ao meristema
 apical (vide figura anterior). Estes so os meristemas primrios que se diferenciam na epiderme, nos
 tecidos vasculares primrios e no crtex, respectivamente.




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 Estrutura primria.
 A estrutura primria da raiz  relativamente simples quando comparada com a do caule, o que  devido,
 em grande parte,  ausncia de folhas na raiz e  ausncia correspondente de ns e entrens.
 A epiderme (sistema de tecido de revestimento), o crtex (sistema de tecido fundamental) e os tecidos
 vasculares (sistema de tecidos vasculares) esto claramente separados uns dos outros. Na maioria das
 razes, os tecidos vasculares formam um cilindro slido.




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 Epiderme.
 A funo da epiderme das razes jovens  de absorver gua e minerais, sendo facilitada por plos
 absorventes, que so extenses tubulares das clulas epidrmicas.




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 Os plos absorventes possuem uma vida relativamente curta e esto limitados, em grande parte,  regio
 de maturao da raiz. A produo de novos plos absorventes ocorre logo acima da regio de crescimento.
 Crtex.
 O crtex ocupa, sem dvida alguma, a maior rea do corpo primrio da maioria das razes. As clulas do
 crtex armazenam amilo e outras substncias, mas comumente, no possuem cloroplastos. As razes que
 sofrem crescimento secundrio  que incluem as razes das gimnospermas e da maioria das
 dicotiledneas  perdem seu crtex precocemente. Nestas razes, as clulas corticais permanecem
 parenquimatosas.
 Nas monocotiledneas, o crtex  mantido durante toda a vida da raiz, e muitas clulas corticais
 desenvolvem paredes secundrias e tornam-se lignificadas. Independente do grau de diferenciao, o
 tecido cortical possui numerosos espaos intercelulares  espaos cheios de ar, essenciais para a
 aerao das clulas da raiz.




 As clulas corticais tm numerosos contatos entre si e seus protoplasmas encontram-se ligados por
 plasmodesmos. Em conseqncia disso, as substncias que transitam pelo crtex podem atravessar as
 clulas por intermdio do protoplasma e dos plasmodesmos ou das paredes celulares.
 Ao contrrio do resto do crtex, a camada mais interna deste se encontra disposta de modo compacto e
 carece de espaos aerferos. Esta camada, a endoderme, se caracteriza pela presena das fitas de Caspary
 em suas paredes anticlinais (isto , as paredes perpendiculares  superfcie da raiz).



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 A fita de Caspary  uma poro filamentosa da parede primria, impregnada de uma substncia
 gordurosa denominada suberina, e, algumas vezes, lignificada. O protoplasma das clulas endodrmicas
 est firmemente fixado s fitas de Caspary e adere muito a elas. Tendo em vista que a endoderme 
 compacta e que as fitas de Caspary so impermeveis  gua, todas as substncias que penetram e
 abandonam o cilindro vascular atravs da endoderme devem atravessar o protoplasma vivo das clulas
 endodrmicas.




 Muitas clulas endodrmicas no sofrem estas modificaes, permanecendo com paredes delgadas e
 retendo as fitas de Caspary. Estas clulas so denominadas clulas de passagem.
 Veja a figura abaixo, que visualiza o processo, comparativamente, nas razes de monocotiledneas e
 dicotiledneas:

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 Cilindro central.
 O cilindro central da raiz  formado pelos tecidos vasculares e por uma ou mais camadas de clulas, o
 periciclo, que circunda totalmente os tecidos vasculares.




 O periciclo desempenha vrios papis importantes. Na maioria das fanergamas (plantas com flor), as
 razes se originam no periciclo. Nas plantas que sofrem crescimento secundrio, o periciclo contribui
 para o cmbio vascular e, geralmente, origina o primeiro cmbio da casca. Alm disso, o periciclo
 prolifera freqentemente, isto , origina mais periciclo.
 O centro do cilindro central da maioria das razes  ocupado por uma medula slida de xilema
 primrio, a partir da qual se estendem projees semelhantes a estrias em direo ao periciclo.




 Os primeiros elementos do (proto) xilema a sofrer maturao nas razes localizam-se prximos ao
 periciclo, e as extremidades das sries so comumente denominadas de protoxilema. O metaxilema (meta,
 depois) ocupa as pores internas das sries e o centro do cilindro central, diferenciando-se depois do
 protoxilema. As razes de algumas monocotiledneas (por exemplo, centeio) possuem uma medula, que 
 interpretada por alguns botnicos como um tecido vascular potencial.




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 CAULE e as FOLHAS
 O caule e as folhas comeam a formar-se durante o desenvolvimento do embrio (semente), onde so
 representados pela plmula. A plmula pode ser considerada como a primeira gema, consistindo de um
 rmulo (o epictilo), uma ou mais folhas rudimentares (primrdios foliares) e um meristema apical.




 Com o reincio do crescimento do embrio durante a germinao da semente, desenvolvem-se novas
 folhas a partir dos flancos do meristema apical, e o eixo se alonga e se diferencia em ns e entrens.
 Gradualmente forma-se os primrdios das gemas nas axilas das folhas que, mais cedo ou mais tarde,
 seguem uma seqncia de crescimento e diferenciao mais ou menos semelhante quela da primeira
 gema.




 Este padro  repetido muitas vezes  medida que os sistemas caulinar e foliar das plantas seguem o seu
 desenvolvimento.
 Com freqncia, o meristema apical de um caule inibe o desenvolvimento das gemas laterais, sendo este
 fenmeno conhecido como dominncia apical.  medida que aumenta a distncia entre o pice do caule e

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 as gemas laterais, a influncia retardadora do pice diminui e as gemas laterais continuam seu
 desenvolvimento. Em conseqncia, a poda de pices caulinares com suas folhas, que constitui uma
 prtica comum dos jardineiros, resulta em plantas mais cerradas e mais ramificadas.
  As duas principais funes associadas ao caule so conduo e sustentao. As substncias fabricadas
 nas folhas so transportadas atravs dos caules, por intermdio do floema, a locais de utilizao,
 incluindo folhas, caules e razes em crescimento e flores, sementes e frutos em desenvolvimento. Uma
 grande parte da substncia alimentar  armazenada nas clulas parenquimatosas de razes, sementes e
 frutos, mas os caules tambm constituem importantes rgos de reserva, sendo que alguns, como a
 batatinha (Solanum tuberosum), so especialmente adaptados  funo de reserva.
  Plantas dicotiledneas podem apresentar caule do tipo haste (fino, flexvel e verde; aparece no cravo);
 tronco (mangueira),  lenhoso e muito ramificado. As monocotiledneas apresentam caule do tipo colmo
 (cheio, na cana-de-acar; oco, no bambu), com ns e entrens e grandes bainhas foliares protegendo as
 gemas; caule estipe (palmeiras), no tem ramificao e as folhas s persistem no pice.
 As folhas, principais rgos fotossintticos da planta, so sustentadas pelos caules, que as colocam em
 posies favorveis para a captao de luz, essencial  fotossntese. Alm disso, a maior parte da perda de
 vapor d'gua pela planta ocorre atravs das folhas.




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          Crescimento e origem dos tecidos primrios do caule.
 A organizao do meristema apical do caule mostra-se mais complexa que a da raiz. O meristema
 apical do caule, alm de produzir clulas para o corpo primrio da planta, est tambm envolvido na
 formao de primrdios foliares e, muitas vezes, de primrdios de gemas, os quais formam ramos
 laterais. O meristema apical do caule diferem tambm do meristema apical da raiz pela ausncia de um
 revestimento protetor comparvel  coifa.




 Os pices caulinares vegetativos da maioria das fanergamas possuem um tipo de organizao
 denominado tunica-corpus ou tnica e corpo. A camada externa da tnica origina sempre a protoderme,
 ao passo que o procmbio e o meristema fundamental derivam do corpo ou de uma combinao das
 camadas remanescentes da tnica e do corpo.
  Embora os tecidos primrios do caule passem por perodos de crescimento semelhantes queles da raiz, o
 eixo do caule no pode ser dividido em regies de diviso, alongamento e maturao como o das razes.
  Os meristema apical do caule, quando ativo, origina primrdios foliares em sucesso to estreita que os
 ns e entrens no podem ser distinguidos a princpio. O aumento de comprimento do caule ocorre, em
 grande parte, por alongamento dos entrens.
  Como na raiz, o meristema apical do caule origina os meristemas primrios  protoderme, meristema
 fundamental e procmbio, os quais, por sua vez, daro origem  epiderme, tecido fundamental e tecidos
 vasculares primrios, respectivamente.
           Estrutura primria.
           Podem ser reconhecidos trs tipos bsicos de organizao:
                  1. Em algumas conferas e dicotiledneas, as clulas estreitas e alongadas do
                  procmbio  e, conseqentemente, os tecidos vasculares primrios que se
                  desenvolvem a partir delas  aparecem sob a forma de um cilindro oco mais ou
                  menos contnuo dentro do tecido fundamental ou parenquimatoso (distribuio
                  eustlica ou regular). A regio externa de tecido fundamental  denominada
                  crtex, e a regio interna, medula.




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                  2. Em outras conferas e dicotiledneas, os tecidos vasculares primrios
                  desenvolvem-se sob a forma de um cilindro composto de cordes conectados,
                  separados por tecido fundamental. O parnquima, que separa os cordes ou
                  sries de procmbio e, mais tarde, os feixes vasculares maduros, continua-se
                  com o crtex e a medula, sendo denominado parnquima interfascicular (entre
                  os feixes). As regies interfasciculares so freqentemente denominadas raios
                  medulares.




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                  3. Nos caules da maioria das monocotiledneas e de algumas dicotiledneas
                  herbceas, os tecidos vasculares no aparecem sob a forma de um nico anel
                  de feixes entre o crtex e a medula, mas se desenvolvem comumente sob a forma
                  de mais de um anel ou de um sistema anastomosado (interligado e ramificado)
                  de feixes espalhados atravs do tecido fundamental (distribuio atactostlica
                  ou irregular), o que, muitas vezes, no pode ser diferenciado em crtex e
                  medula.




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 FOLHA
 As folhas espermatfitas, em seu desenvolvimento e disposio, possuem uma influncia profunda sobre
 a estrutura do caule. A posio das folhas determina, em grande parte o padro do sistema vascular no
 caule. A ntima associao da folha e do caule mostra-se claramente visvel se seguirmos os feixes
 vasculares desde a folha at o caule.
          Morfologia da folha.
 As folhas variam enormemente quanto  forma e estrutura interna. Nas dicotiledneas, a folha consiste
 comumente em uma poro laminar, o limbo, e de uma poro semelhante a um pednculo, o pecolo.
 Pequenas estruturas escamiformes ou foliceas, denominadas estpulas, desenvolvem-se na base de
 algumas folhas. Muitas folhas no possuem pecolos, sendo denominadas ssseis.




 Na maioria das monocotiledneas e em certas dicotiledneas, a base da folha se expande em uma
 bainha, que envolve o caule (folha invaginante). Em algumas gramneas, a bainha ocupa o comprimento
 de um entren.




 A disposio das folhas no caule pode ser alternada (espiralada), oposta (aos pares) ou verticilada (trs
 ou mais folhas em cada n).




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 As folhas das dicotiledneas so simples ou compostas. Nas folhas simples, os limbos no so
 subdivididos em partes distintas, embora possam ser profundamente lobados. Os limbos das folhas
 compostas so divididos em fololos, cada qual geralmente com seu prprio pequeno pecolo.
 Podem ser distinguidos dois tipos de folhas compostas: as folhas compostas penadas e as folhas
 compostas digitadas (vide figura anterior). Nas folhas compostas penadas, os fololos surgem de ambos
 os lados de um eixo, a raque, como as barbas de uma pena. (A raque  uma extenso do pecolo !). Os
 fololos de uma folha composta digitada se dispem na extremidade do pecolo, no havendo raque.




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          Estrutura da folha.
 As variaes na estrutura das folhas de angiospermas esto relacionadas, em grande parte, ao habitat e
 so freqentemente utilizadas para caracterizar os denominados tipos ecolgicos de planta: mesfitas
 (plantas que crescem em locais no muito midos e nem muito secos), higrfitas (plantas que crescem
 total ou parcialmente submersas na gua) e xerfitas (plantas que crescem em habitats secos ou ridos).
 Independente de sua forma e tamanho, todas as folhas so formadas pelos mesmos tecidos: epiderme,
 mesfilo e feixes vasculares ou nervuras.
          Epiderme.
 As clulas epidrmicas comuns da folha, como as do caule, encontram-se dispostas de modo compacto e
 so recobertas por uma cutcula que reduz a perda de gua. Os estmatos podem ocorrer em ambos os
 lados da folha, porm so geralmente mais numerosos na superfcie inferior.




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 Nas folhas higrfitas que flutuam, sobre a superfcie da gua, os estmatos podem ocorrer apenas na
 epiderme inferior. As folhas imersas carecem geralmente de estmatos.




 De modo geral, as folhas das xerfitas contm um nmero maior de estmatos que as de outras plantas.
 Presumivelmente, estes numerosos estmatos permitem uma taxa mais alta de trocas gasosas em
 condies de suprimento favorvel de gua.
 Em muitas xerfitas, os estmatos se encontram mergulhados em depresses na superfcie inferior da

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 folha (criptas). Estas depresses podem possuir tambm muitos plos epidrmicos. Os plos epidrmicos
 ou tricomas podem ocorrer em uma superfcie ou em ambas as superfcies da folha. A existncia de
 camadas espessas de plos epidrmicos pode retardar a perda de gua das folhas.




          Mesfilo.
 O mesfilo  tecido fundamental da folha   especializado para a fotossntese. Contm um grande
 sistema de espaos intercelulares, que se comunicam com a atmosfera atravs dos estmatos. Os espaos
 intercelulares facilitam a rpida troca de gases, constituindo importante fator na eficincia da
 fotossntese.
 Nas plantas mesfitas, o mesfilo  diferenciado em parnquima palidico e parnquima esponjoso
 (lacunoso). As clulas do tecido palidico tm forma cilndrica, com os eixos maiores orientados
 perpendicularmente  epiderme, e as clulas do parnquima esponjoso possuem forma irregular.




  Folha de "Saia branca" corte transvesal ep.s., epiderme superior; p., parnquima palidico; l.,
  parnquima lacunoso; v., elementos condutores do xilema; ep.i., epiderme inferior; pl., plo; est.,
  estoma; d, drusa de oxalato de clcio.

 Os cloroplastos so mais numerosos nas clulas em paliada do que nas esponjosas. Em conseqncia, a
 maior parte da fotossntese na folha ocorre aparentemente no parnquima palidico.



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 Comumente, o parnquima palidico encontra-se localizado no lado superior da folha, e o parnquima
 esponjoso, no lado inferior. Nas folhas das xerfitas, o parnquima em paliada ocorre freqentemente em
 ambos os lados da folha.
 Alm disso, em algumas plantas, como o milho e outras, as clulas do mesfilo possuem forma mais ou
 menos semelhante, e no existe distino entre parnquimas palidico e esponjoso.




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          Feixes vasculares.
 O mesfilo da folha  totalmente percorrido por um sistema de feixes vasculares ou nervuras, ligados
 ao sistema vascular do caule. Na maioria das dicotiledenas, as nervuras se encontram dispostas de
 modo ramificado, com nervuras sucessivamente menores surgindo de nervuras um pouco maiores. Este
 tipo de disposio das nervuras  denominado nervao peninrvia.




 Em contraposio, a maioria das folhas de monocotiledneas possui muitas nervuras de tamanho
 bastante semelhante, orientadas paralelamente entre si ao longo da folha, que  paralelinrvia. Nestas
 folhas paralelinrvias, as nervuras longitudinais esto interligadas por nervuras bem mais finas, formando
 uma complexa rede.




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 As nervuras contm xilema e floema que, em geral, so totalmente de origem primria. Comumente, o
 xilema ocorre no lado superior da folha, e o floema, no lado inferior.




 A epiderme, devido  estrutura compacta e  cutcula, proporciona uma considervel resistncia para a
 folha. Alm disso, as nervuras maiores das folhas de dicotiledneas so freqentemente ladeadas por
 clulas do colnquima, que fornecem sustentao para a folha. Clulas e fibras colenquimatosas podem
 ser tambm encontradas ao longo das margens das folhas de dicotiledneas e monocotiledneas,
 respectivamente.
          Absciso da folha.
 Em muitas plantas, a separao normal da folha do caule  o processo de absciso   precedida por
 certas alteraes estruturais e qumicas perto da base do pecolo, resultando na formao de uma zona de
 absciso. Esse processo  regulado pela reduo do nvel de auxinas circulantes.




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 Modificaes do caule e da folha
 Os caules de algumas plantas escandentes se enrolam ao redor da estrutura onde esto crescendo
 (caules volveis). Outros produzem ramos modificados, denominados gavinhas. Na hera, as gavinhas
 produzem, nos pices, grandes estruturas em forma de taa, denominadas grampos.




 As gavinhas da videira (Vitis sp) e do maracuj (Passiflora sp) so tambm caules modificados que se
 enrolam ao redor do suporte. Na videira, as gavinhas produzem algumas vezes pequenas folhas ou flores.




 As gavinhas, em sua maioria, so modificaes de folhas. Nas leguminosas, como a ervilha (Pisum
 sativum), as gavinhas constituem a parte terminal da folha composta penada.




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 Nem todas as leguminosas formam gavinhas. Uma destas, o amendoim (Arachis hipogaea) possui outra
 adaptao interessante. Aps a fertilizao, os estames e a corola da flor caem e o entren entre o ovrio e
 o receptculo (ou ginforo) comea a alongar-se. Atravs de alongamento contnuo, o pednculo se
 curva para baixo e enterra o fruto em desenvolvimento vrios centmetros abaixo do solo, onde
 amadurece. Se o ovrio no for enterrado, murcha e no cresce.
 Os ramos (clados) que assumem a forma de folhas e se assemelham estreitamente a elas so
 denominados claddios ou filocldios. Ambos apresentam a cor esverdeada e realizam fotossntese. Nos
 claddios o crescimento  ilimitado e nos filocldios, limitado. O claddio aparece nas cactceas (onde as
 folhas esto transformadas em espinhos, garantindo grande economia de gua) e o filocldio ocorre no
 aspargo (Asparagus officinalis). Os caules areos espessos e carnosos (turio) do aspargo so a parte
 comestvel da planta. As escamas encontradas sobre os turies so folhas verdadeiras. Se o aspargo
 continua a crescer, desenvolvem-se lminas nas axilas das pequeninas escamas as quais funcionam como
 rgos fotossintetizadores.




 Em algumas plantas, as folhas modificam-se em espinhos, que so duros, secos e no assimiladores.




 As expresses espinho caulinar e espinho foliar so, freqentemente, confundidos na linguagem comum


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 como "espinho" da roseira. Na roseira ocorrem acleos, que so anexos da epiderme modificada,
 facilmente destacveis ! Do ponto de vista tcnico, os espinhos caulinares so ramos modificados que
 surgem nas axilas das folhas, a partir das gemas, com grande dureza e difceis de serem destacados
 (laranjeiras, limoeiros).
 Dentre as mais espetaculares folhas modificadas ou especializadas, esto as folhas das plantas
 carnvoras, tais como as plantas insetvoras, Nepenthes, Drosera e Dionaea, que capturam insetos e os
 digerem com enzimas secretadas pela planta. Os nutrientes so absorvidos em seguida pela planta.




  Nepenthes                                           Sarracenia




  Dionaea                                             Drosera

 A Nephentes rajah (Borne  Indonsia) captura e digere passarinhos, lagartos, sapos arborcolas,
 pequenos roedores. A Sarracenia purpura apresenta uma "aba" para coleta de gua que represa no fundo
 da folha, onde bactrias decompem as carapaas dos insetos afogados; o "tubo" pode chegar a 1 metro de
 comprimento. Todas essas plantas so fotossintetizantes e portanto auttrofas, porm dependem de uma
 dieta extra de nutrientes nitrogenados (proticos).




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          Armazenagem de alimento.
 Os caules, como as razes, desempenham funes de reserva de substncias nutritivas. Provavelmente, o
 tipo mais familiar de caule especializado no armazenamento  o tubrculo, exemplificado pela
 batatinha. Nesta, os tubrculos (caules subterrneos) desenvolvem-se nos pices de estolhos (ramos
 rastejantes do caule areo) de plantas que cresceram a partir de sementes.




 No entanto, quando so utilizados segmentos de tubrculos para a propagao, os tubrculos surgem nas
 extremidades de longos e delgados rizomas, ou ramos subterrneos.




 Um bulbo  uma grande gema que consiste de um pequeno caule cnico ("prato") no qual se inserem
 numerosas folhas modificadas (catfilos). As folhas so escamosas e possuem bases espessadas onde o
 alimento  armazenado. As razes adventcias nascem na base do caule. Exemplos familiares de plantas
 com bulbos so a cebola, o alho e o lrio.




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 Embora superficialmente semelhantes aos bulbos, os cormos consistem principalmente de tecido
 fundamental. Suas folhas so geralmente finas e bem menores que as dos bulbos; em conseqncia, o
 alimento armazenado do cormo  encontrado no caule carnoso. Plantas bem conhecidas, como a
 palma-de-santa-rita, o aafro e o ciclame, produzem cormos.




 A couve-rbano (Brassica oleracea caulorapa) constitui um exemplo de uma planta comestvel com
 caule de reserva carnoso. O caule curto e espesso ergue-se acima do solo e possui vrias folhas com bases
 muito largas. A couve comum (Brassica oleracea capitata)  estreitamente relacionada  couve-rbano. A
 denominada "cabea" da couve consiste de um caule curto com numerosas folhas espessas e
 imbricadas. Alm de uma gema terminal, podem ser encontradas vrias gemas axilares bem desenvolvidas
 dentro da cabea.




 Os pecolos de algumas plantas tornam-se bastante espessos e carnosos. O aipo (Aipum graveolens) e o
 ruibarbo (Rheum rhaponticum) so dois exemplos familiares.




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          Armazenagem de gua: suculncia.
 As plantas suculentas possuem tecidos aqferos, isto , tecidos especializados no armazenamento de
 gua. A maioria destas plantas, tais como os cactos dos desertos americanos; a Euphorbia, cujo aspecto 
 semelhante, dos desertos da frica; e a piteira (Agave), crescem normalmente em regies ridas, onde a
 capacidade de armazenar gua se torna necessria para sua sobrevivncia. Os caules verdes e carnosos
 (claddios) dos cactos servem de rgos fotossintticos e de armazenamento.
 O tecido de reserva de gua  formado de grandes clulas parenquimatosas com paredes delgadas,
 destitudas de cloroplastos.
 Na piteira, as folhas so suculentas. Como nos caules suculentos, as clulas parenquimatosas no
 fotossintticas do tecido fundamental constituem o tecido de armazenagem de gua. Outros exemplos de
 plantas com folhas suculentas so a "planta de gelo" (Mesembrysanthemum crystallinum), o saio
 (Sedum) e algumas espcies de Peperomia. Na "planta de gelo", grandes clulas epidrmicas,
 denominadas vesculas aqferas, que se assemelham superficialmente a cristais de gelo, servem paara
 armazenamento de gua. As clulas que reservam gua da folha de Peperomia so partes de uma epiderme
 pluriestratificada (vrias camadas).




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          Crescimento secundrio
 Em muitas plantas  a maioria das monocotiledneas e as dicotiledneas muito herbceas  o
 crescimento em uma determinada regio do corpo da planta cessa com a maturao dos tecidos
 primrios. No outro extremo encontram-se as gimnospermas e dicotiledneas lenhosas, nas quais as
 razes e caules continuam a crescer em circunferncia em regies que no sofrem alongamento. Este
 aumento em espessura ou circunferncia do corpo da planta  crescimento secundrio  resulta da
 atividade de dois meristemas laterais, o cmbio vascular e o cmbio da casca (felognio).
 As ervas, ou plantas herbceas, so plantas com caules e razes que sofrem pouco ou nenhum
 crescimento secundrio. As plantas lenhosas  rvores e arbustos  vivem durante alguns ou muitos
 anos. A cada ano, ocorre novo crescimento primrio, e tecidos secundrios adicionais so acrescentados
 s partes mais velhas da planta por intermdio de reativao dos meristemas laterais.
 As plantas so freqentemente classificadas, de acordo com seus ciclos de crescimento estacional, em
 anuais, bienais ou perenes. Nas plantas anuais, que incluem muitas flores silvestres, flores de jardim e
 verduras, todo o ciclo, desde a semente, passando pela planta vegetativa e pela planta florescente, at o
 estdio de semente de novo, ocorre dentro de uma nica estao  que pode ter uma durao de apenas
 algumas semanas. Nas plantas anuais, apenas a semente dormente transpe o intervalo entre uma estao e
 a que se segue.
 Nas plantas bienais, so necessrias duas estaes desde a germinao da semente at nova formao
 de semente. A primeira estao de crescimento termina com a formao da raiz, de um caule curto e de

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 uma roseta de folhas prxima  superfcie do solo. Na segunda estao de crescimento, ocorrem florao,
 frutificao, formao de sementes e morte do vegetal, completando o ciclo de vida.
 As plantas perenes so plantas nas quais as estruturas vegetativas vivem anos aps anos. As plantas
 herbceas perenes atravessam as estaes desfavorveis mediante razes, rizomas, bulbos ou tubrculos,
 todos subterrneos e dormentes. As plantas perenes lenhosas, que incluem as trepadeiras, os arbustos e as
 rvores, sobrevivem acima do solo, mas, em geral, param de crescer durante as estaes desfavorveis.
 As plantas perenes lenhosas florescem apenas quando se tornam adultas, o que pode levar muitos anos.
 O castanheiro-da-ndia, Aesculus hipocastanum, por exemplo, s floresce por volta dos 25 anos de
 idade. Puya raimondii, uma grande parente (at 10 metros de altura) do ananaseiro, encontrado nos
 Andes, leva cerca de 150 anos para florescer.
 Muitas plantas lenhosas so decduas, perdendo todas suas folhas ao mesmo tempo e desenvolvendo
 novas folhas a partir de gemas quando a estao se torna novamente favorvel ao crescimento. Nas
 rvores e arbustos sempre verdes, as folhas so tambm perdidas e repostas, mas no de modo simultneo.
          O cmbio vascular.
  por meio de divises das clulas cambiais e de suas derivadas que so produzidos o xilema e floema
 secundrios. Se a clula-filha de uma clula inicial cambial for dividida em direo  parte externa do
 caule, torna-se subseqentemente uma clula floemtica, e se for dividida em direo  parte interna do
 caule, torna-se uma clula xilemtica. Deste modo, forma-se uma longa fileira radial contnua de
 clulas, estendendo-se a partir da clula inicial cambial para fora at o floema e para dentro at o xilema.




  medida que o cmbio vascular acrescenta clulas ao xilema secundrio e o centro do xilema aumenta
 de largura, o cmbio  deslocado para fora. A fim de resolver este problema, o cmbio vascular sofre um
 aumento de circunferncia.




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 Nas regies temperadas, o cmbio vascular entra em dormncia durante o inverno, sofrendo reativao
 na primavera. Novos incrementos, ou camadas de crescimento, de xilema secundrio e floema secundrio
 depositam-se durante a estao de crescimento.




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          Periderme e sber.
 Na maioria das razes e caules lenhosos, a formao do sber segue-se geralmente ao incio da produo
 de xilema e floema secundrios, e o tecido suberoso substitui a epiderme, formando um revestimento
 protetor sobre a planta. O sber ou felema, como  tecnicamente denominado,  formado por um cmbio
 da casca, ou felognio, que pode tambm formar a feloderme ("pele de sber"). O sber  formado em
 direo  superfcie externa, e a feloderme, em direo  superfcie interna do cmbio da casca. O
 conjunto destes trs tecidos  sber, cmbio da casca e feloderme  forma a periderme.




 Na maioria das dicotiledneas e gimnospermas a primeira periderme aparece comumente durante o
 primeiro ano de crescimento da raiz ou do caule, em regies da planta que no sofrem mais alongamento.
 Durante a diferenciao da clulas suberosas, suas paredes internas so revestidas por uma camada
 relativamente espessa de uma substncia lipdica, a suberina, que torna o tecido altamente impermevel 
 gua e aos gases. As paredes das clulas suberosas podem tornar-se tambm lignificadas. Na maturidade,
 as clulas suberosas morrem.
 As clulas da feloderme permanecem vivas na maturidade, carecem de suberina e assemelham-se a
 clulas parenquimatosas corticais.
          Lenticelas.
 As clulas suberosas se encontram agrupadas de modo compacto, representando, como tecido, uma
 barreira impermevel  gua e aos gases. No entanto, os tecidos internos do caule, como todos os tecidos
 metabolicamente ativos, necessitam realizar um intercmbio de gases com o ar circundante. Nos caules e
 nas razes que contm peridermes, este intercmbio gasoso  efetuado por intermdio de lenticelas,
 pores de periderme nas quais o felognio (cmbio da casca)  mais ativo que em qualquer outra parte,
 resultando na formao de um tecido com numerosos espaos intercelulares. Alm disso, o prprio
 felognio contm espaos intercelulares na regio das lenticelas.




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          Casca.
 O termo casca refere-se a todos os tecidos externos ao cmbio vascular, inclusive a periderme quando
 presente. Quando o cmbio vascular aparece pela primeira vez e o floema secundrio no est ainda
 formado, a casca consiste inteiramente de tecidos primrios. No final do primeiro ano de crescimento, a
 casca inclui quaisquer tecidos primrios ainda presentes, o floema secundrio, a periderme e quaisquer
 tecidos mortos permanecendo fora da periderme. A cada estao de crescimento, o cmbio vascular
 acrescenta floema secundrio  casca e xilema secundrio, ou madeira, ao centro do caule ou da raiz.




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  medida que o caule ou raiz aumenta de circunferncia, uma considervel presso se exerce sobre os
 tecidos mais velhos da casca. Em algumas plantas, a eliminao destes tecidos resulta na formao de
 grandes espaos de ar.
 A cortia comercial  obtida da casca do sobreiro (Quercus suber), originrio da regio mediterrnea.
 Quando a rvore atinge cerca de 20 anos de idade, a periderme original  removida, e forma-se um novo
 cmbio da casca no crtex, alguns milmetros abaixo do local do primeiro cmbio. A casca produzida
 pelo novo cmbio da casca acumula-se rapidamente; depois de cerca de 10 anos, apresenta-se bastante
 espessa para ser separada da rvore.
          Anis de crescimento.
 A atividade peridica do cmbio vascular  um fenmeno relacionado s estaes nas regies
 temperadas   responsvel pela produo de anis de crescimento tanto no xilema secundrio quanto no
 floema secundrio. Se uma camada de crescimento representa o crescimento efetuado em uma estao,
 recebe o nome de anel anual. Alteraes repentinas na gua disponvel ou em outros fatores ambientais
 podem ser responsveis pela produo de mais de um anel de crescimento em um certo ano; tais anis so
 denominados falsos anis anuais.
 Por conseguinte, a idade de uma determinada poro do caule velho pode ser estimada pela contagem
 dos anis de crescimento, mas a estimativa pode no ser precisa se forem includos os falsos anis anuais.
          Alburno e cerne.
  medida que a madeira envelhece e deixa de funcionar como tecido de conduo, suas clulas
 parenquimatosas morrem. Contudo, antes que isto acontea, o lenho sofre muitas vezes alteraes
 visveis, que envolvem a perda de substncias de reserva e a infiltrao do lenho por vrias substncias
 (tais como leos, gomas, resinas e tanino), que o colorem e algumas vezes o tornam aromtico. Este lenho
 freqentemente mais escuro e no condutor  denominado cerne, e o lenho condutor, geralmente mais
 claro, alburno.
 Em muitas madeiras, formam-se tilos nos vasos quando estes j no funcionam. Os tilos so excrescncias
 das clulas parenquimatosas dos raios que crescem atravs da cavidade das pontuaes na parede do
 vaso. Os tilos podem obstruir completamente a luz (espao delimitado pela parede celular) do vaso.
 Freqentemente so induzidos a se formarem de modo prematuro ou no natural por agentes patognicos
 vegetais, resultando na morte da planta. Muitas das doenas denominadas "murchas" exercem seus efeitos

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 desta maneira.




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 CLULA VEGETAL - ABSORO
 ABSORO - A GUA NA PLANTA
 Clima e solo so dois fatores ambientais de grande importncia na fisiologia do vegetal.
 Os processos erosivos (variaes de temperatura, ventos, chuvas), ao decomporem a rocha-me,
 promovem a formao de partculas de solo com granulaes de diversos dimetros. Nos solos que se
 apresentam bem afofados, tanto a aerao quanto a entrada e reteno de gua oferecem as condies
 favorveis para a fixao das razes. Em umidade e temperatura adequadas, os sais minerais sero
 absorvidos em soluo aquosa (seiva bruta) e conduzidos atravs do caule at as folhas, onde
 participaro das reaes de fotossntese.
 Boa diversidade de seres vivos partilham a formao e utilizao desse ambiente do solo: artrpodos
 (larvas e adultos), vermes, moluscos, fungos, algas, Moneras e Protistas. Destaque especial merecem
 bactrias e fungos decompositores (saprfitas), reciclando (sais) a matria orgnica morta (hmus).
 Essa interdependncia toda faz do solo um grande "sistema vivo".




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 Importantes adaptaes na morfologia externa e na anatomia interna de raiz, caule e folhas contribuem
 para a excelncia dinmica na absoro, conduo e transformao dos nutrientes minerais.




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 O solo  um complexo sistema fsico-qumico, composto de partculas minerais que se originaram por
 decomposio de rochas. Apresentam composio qumica mineral, orgnica e pH que podem ser bastante
 variados. A esse complexo esto associados microrganismos vivos ou mortos, havendo ainda uma
 extensa rede de canalculos e cmaras de ar. Suas partculas, com capacidade de reteno de gua,
 constituem um substrato no s para a fixao das plantas (razes), mas tambm para a absoro de uma
 soluo nutritiva pelos sistemas de razes.

       dos grnulos               SOLOS :
           entre 2 e 0,02 mm = areia.
           entre 0,02 e 0,002 mm = silte.
           < 0,002 mm = argila.

 A gua do solo forma uma fina pelcula em torno das partculas slidas:  a gua de adsoro. A gua
 capilar  aquela que ocupa os espaos capilares entre partculas, deixando o solo saturado quando ocupar
 todos esses espaos. A gua gravitacional  a que penetra mais profundamente no solo, fazendo um
 escoamento rpido. A capacidade de campo do solo  dado pela sua capacidade de reter gua, aps a
 drenagem da gua gravitacional. Fala-se em lixiviao quando houver uma circulao excessiva
 (percolao) da gua gravitacional. Nessa situao so arrastados os sais solveis Ca2+, Mg2+, K+ que so
 substitudos pelos ctions H+ (solo cido).
 Esse solo cido precisar ter seu pH corrigido com a aplicao de calcrios; esse  o processo de
 calagem. Quando a lixiviao est muito intensa  formada uma camada compacta e impermevel, o
 laterito, rico em xidos de ferro e alumnio, estril e que  utilizado para a produo de tijolos.


                                                                     23_3



                                                                                                  Pgina 1

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                                                              > Transporte, Transpirao e Trocas gasosas




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 Transporte, Transpirao e Trocas Gasosas
 Um solo frtil apresentar boas condies de umidade, aerao, granulao, agregao e concentrao de
 nutrientes minerais (sais).
 As clulas da epiderme das razes apresentam porosidade que permite absoro de gua. Alm disso, os
 plos absorventes, que so clulas epidrmicas modificadas, aumentam o poder de absoro das razes.
 Este ltimo processo ocorre com seletividade dos nutrientes, visto que a membrana plasmtica das clulas
  semipermevel.




 As clulas das razes apresentando boa concentrao nos seus vacolos (soluo hipertnica) iro
 absorver osmoticamente a gua do solo mido (soluo hipotnica).
 Na regio medular das razes estaro os vasos condutores; a aparecem os vasos lenhosos (xilema) para a
 conduo dessa seiva bruta at as folhas.


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 Subir na direo das folhas implica em vencer a fora de gravidade. Um conjunto de componentes
 contribui para isso:
          a) presso positiva da raiz, que absorvendo osmoticamente a gua do solo, "empurra" a seiva
          bruta xilema acima.
          b) a capilaridade dos vasos lenhosos que permite a adeso da gua com suas paredes
          internas, somada  coeso das molculas d'gua que so polarizadas, tambm colaboraro
          para a ascenso da seiva bruta.
          c) a transpirao das folhas que funciona como "potente aspirador osmtico" da seiva
          mineral. Na epiderme das folhas h numerosos estmatos (clulas-guarda) que permitem a
          sada da gua no estado gasoso (vapor). Com a perda de solvente (gua) a soluo interna
          das milhares de clulas da folha tero "fora osmtica competente" para "succionar" a
          seiva bruta a dezenas de metros de altura.




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 Diversos fatores ambientais contribuiro para facilitar a transpirao das folhas e regular a conduo
 ascendente da seiva mineral:
          1. baixa umidade relativa ambiental.
          2. temperatura ambiente relativamente alta.
          3. boa ventilao atmosfrica.
          4. baixa presso atmosfrica.
          5. grande superfcie de exposio (limbo) das folhas.
 A observao externa do limbo foliar exibe bom nmero de nervuras que histologicamente so os vasos
 condutores xilema e floema. Realizada a fotossntese no mesfilo foliar, a seiva orgnica ou elaborada
 (composta por nutrientes orgnicos e enriquecida com O2) ser transportada atravs do floema (vasos
 liberianos) para todas as clulas (caule e raiz) que iro queim-la no processo respiratrio fabricador de
 energia. Desta forma as clulas se mantero vivas e tambm tero energia para crescimento ou
 regenerao tecidual.




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                                                                                                    Pgina 1




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 FOTOSSNTESE
 Os vegetais clorofilados tm o equipamento bioqumico necessrio para transformar substncias pouco
 energticas (CO2 e H2O) em substncia rica em energia (glicose). Na fotossntese, a energia luminosa
 absorvida pela clorofila  transformada em energia qumica de ligao, que fica armazenada no
 carboidrato.
 A luz utilizada nessa formao  absorvida por uma srie de pigmentos. Cada pigmento absorve
 determinados comprimentos de ondas, refletindo os que no absorve. A cor do pigmento  dada pelo
 comprimento de onda refletido, podendo-se determinar o espectro de absoro de cada pigmento atravs
 de um espectrofotmetro.
 Os tipos de pigmentos utilizados na fotossntese variam nos diferentes grupos de organismo
 fotossintetisantes. Nos vegetais superiores, os pigmentos mais importantes so a clorofila a e a clorofila
 b, pigmentos verdes que absorvem a luz no violeta, no azul e no vermelho, refletindo no verde; por isso,
 so verdes.
 Colocando-se em um grfico os diferentes comprimentos de onda em funo da taxa em que se processa a
 fotossntese, pode-se verificar o espectro de ao da luz na fotossntese:




 Observando-se os grficos apresentados, pode-se notar que os picos do espectro de ao da luz na
 fotossntese e os dos espectros de absoro da luz pela clorofila tm padro semelhante, evidenciando
 que a clorofila  o pigmento mais importante na recepo da luz na fotossntese.
 A absoro da luz pela clorofila se faz com intensidade mxima nas faixas de comprimento de onda de
 450 nm (nanometros), que  correspondente  luz azul, e 700 nm que corresponde,  luz vermelha. O
 nanometro ainda  muito conhecido como milimcron. A absoro da luz verde  quase nula. A clorofila
 reflete-a quase integralmente. E  por isso que ns a vemos dessa cor.




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 As curvas indicam:
 A) espectro de absoro da luz pela clorofila a;
 B) espectro de absoro da luz pela clorofila b;
 O espectro de ao da fotossntese no corresponde rigorosamente ao espectro de absoro da luz pelas
 clorofilas. Considerando o fenmeno fotossntese em termos gerais, a resposta  luz vermelha  maior
 do que  luz azul. Isso se explica porque os pigmentos acessrios (xantofila, licopeno e caroteno)
 absorvem intensamente certas radiaes de forma mais eficiente que as clorofilas, transferindo depois a
 elas a energia absorvida.
 Em certas plantas aquticas, outros pigmentos, com ficoeritrina e a ficoxantina, tambm absorvem a luz
 eficientemente. Nesses casos, o espectro de ao da luz na fotossntese  diferente daquele apresentado
 anteriormente, estando os picos de maior taxa de fotossntese praticamente coincidentes com os de
 absoro pelos pigmentos citados.
 A equao tradicional da fotossntese :




 Essa reao, no entanto, no pode mais ser aceita como correta, tendo em vista que o oxignio liberado
 na fotossntese provm da gua e no do gs carbnico. Isto foi confirmado por um experimento
 clssico (dcada de 40), no qual o oxignio da gua foi marcado com o istopo O18, verificando-se que
 todo o oxignio liberado na fotossntese era istopo 18.
 Dessa forma, a reao aceita :




 Essa equao mostra o processo de sntese de compostos orgnicos a partir de substncias inorgnicas,
 utilizando-se a energia luminosa e com liberao de oxignio.




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 Hoje, sabemos que a fotossntese se processa em duas etapas. Na primeira, a luz cede energia para a
 clorofila. Portanto, essa etapa no ocorre sem a presena de luz. Ela  conhecida com fase luminosa da
 fotossntese ou reaes de claro. Na segunda etapa, a energia retida por certos compostos, vai permitir
 uma srie de reaes que vo levar ao aparecimento da glicose. Essa etapa pode ocorrer mesmo na
 ausncia da luz.  a fase escura ou reaes de escuro da fotossntese.




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 Sabemos que a luz branca resulta da combinao de diversas radiaes: vermelha, alaranjada, amarela,
 verde, azul, anil e violeta. Mas nem todas essas radiaes tm o mesmo efeito sobre a clorofila. E portanto,
 nem todas agem igualmente, estimulando a fotossntese.




 A fotossntese se processa em duas etapas. A primeira  a fotlise de Hill ou fase fotoqumica. Nela 
 liberado o O2 da gua, e os hidrognios so incorporadas a um aceptor de hidrognio, no caso, o NADP
 (nicotinamida  adenina dinucleotdeo  fosfato).
 A reao da primeira etapa :




 Alm disso, ocorre a formao de ATP pela utilizao direta da energia luminosa (fotofosforilao).
 A segunda etapa  chamada puramente qumica ou fase de escuro, proposta por Blackman, na qual o
 NADPH2, reduz o CO2, formando-se acar.

 Essa reao :




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 Somando-se as duas reaes:




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 1. Fase luminosa
 A fase luminosa caracteriza-se por um conjunto de reaes fotoqumicas que executam a fotlise da
 gua, e simultaneamente, originam dois transportadores de energia, o NADPH2 e o ATP, que, em
 seguida, so utilizados para a reduo do CO2 na fase obscura (estroma).

 O NADPH2  produzido por reduo do NADP e o ATP por fosforilizao do ADP em presena de
 fosfato inorgnico Pi, fenmeno tambm chamado fotofosforilizao. As equaes gerais dessas reaes
 podem ser assim escritas:




                                                                                                 Pgina 5

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 2.Fase Obscura
 Durante a fase obscura, o NADPH2 e o ATP produzidos durante as reaes fotoqumicas so utilizados
 para reduzir o CO2. Ocorrem no estroma do cloroplasto.Foram os trabalhos de Calvin, Bassham e
 Benson, empreendidos desde 1946, que permitiram conhecer as diversas etapas da reduo do gs
 carbnico a glicdios. Esses pesquisadores trabalharam com culturas de algas verdes unicelulares
 (Chlorella ou Scenedesmus), s quais forneceram CO2 marcado com 14C.

 Com tais mtodos, combinando a auto-radiografia e a cromatografia, Calvin e seus alunos mostraram que
 o primeiro composto estvel que aparece, aps somente alguns segundos de fotossntese, em presena de
 CO2 marcado,  uma substncia em C3 o cido fosfoglicrico (PGA) do qual um dos carbonos, o do
 grupamento carboxila  radioativo.
 A frmula do PGA  a seguinte:




 Contrariamente ao que se pensava ,o CO2 no se fixa numa substncia em C2 para dar o PGA, mas num
 acar em C5 fosforilado: a ribulose 1,5  difosfato (RuDP). Fixando-se na ribulose o CO2 d origem
 a um composto de seis carbonos muito instvel, que se decompe imediatamente em duas molculas de
 cido fosfoglicrico, conforme a reao seguinte:




 A partir de duas molculas de cido fosfoglicrico (PGA) forma-se glicose, por uma srie de reaes cujo
 desenrolar  o inverso da gliclise.  durante essa fase que so utilizados uma parte do NADPH2 e uma
 parte do ATP, formados na fase luminosa. A oxidao do NADPH2 em NADP e a hidrlise do ATP em
 ADP mais P inorgnico permitem a formao de triosefosfato. No s acares se formam a partir do
 PGA mas tambm aminocidos, cidos orgnicos, cidos graxos e glicerol.
 Nos compostos radioativos que podem ser evidenciados por cromatografia, por exemplo, verifica-se que
 30% do carbono marcado passa para os aminocidos e que a alanina, em particular, forma-se to
 rapidamente quanto os glicdios. Durante a fase obscura da fotossntese h, pois, sntese de glicdios, mas
 tambm de outros compostos necessrios  vida das plantas.



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 O cido fosfoglicrico serve tambm para regenerar a ribulose difosfato que  gasta para formar o
 PGA. Por uma srie de reaes (ciclo de Calvin), durante as quais se formam compostos fosforilados
 intermedirios em C3, C4, C6 e C7, molculas de ribulose so reconstitudas a partir de molculas de PGA.




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 O balano da reaes e o seguinte:




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 3. Acumulao dos produtos de sntese
 Diversas substncias sintetizadas pelos cloroplastos podem ficar em estoque no estroma, como  o
 caso da glicose que se acumula sob a forma de um polmero, o amido, que forma ento gros mais ou
 menos volumosos. Esse amido acumulado durante o dia e hidrolisado  noite, caminha na planta sob a
 forma de glicose.
 Pigmentos carotenides podem tambm se acumular no estroma, mas, esse caso, verifica-se que seu
 aparecimento  acompanhado do desaparecimento da clorofila: o plasto carregado de carotenide no 
 mais fotossinttico, ele se transforma em cromoplasto.
 Visualizao geral:




 Poderamos, ento, nos perguntar se o cloroplasto ntegro contm clorofila, por que motivo no fluoresce
 (emite luz vermelha), quando iluminado?




 A anlise qumica do cloroplasto demonstrou a presena de vrias substncias aceptoras de eltrons,
 entre as quais alguns citocromos. Determinou-se ento que, no cloroplasto iluminado, deve ocorrer
 algo semelhante ao esquema abaixo.




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 Note que tambm aqui o eltron da clorofila a iluminada ganha energia; porm este eltron  removido da
 clorofila pelo primeiro receptor. Em seguida, o eltron "desce" a nveis energticos menores, sendo
 capturado por aceptores intermedirios ("degraus energticos") antes de retornar  clorofila. Nesta
 "descida", a energia perdida pelo eltron  capturada, resultando na produo de ATP.
 Compare agora os esquemas anteriores da fluorescncia e da fotofosforilizao: na fluorescncia, j que
 o eltron voltou diretamente  clorofila toda energia absorvida por ele foi devolvida de uma vez s, sob a
 forma de luz (vermelha). Na fotofosforilizao, o eltron perdido tambm acaba voltando  clorofila;
 porm no diretamente, e sim passando por substncias intermedirias.
 Neste caso, a energia do eltron  "perdida" aos poucos, o que permite sua captura pelo sistema ADP 
 ATP.
 Voc notou que o caminho do eltron  cclico, j que ele sai da clorofila e acaba voltando a ela. Por este
 motivo, o processo  chamado fotofosforilao cclica.
 No percamos de vista que o ATP produzido na fase de claro ser utilizado na produo de glicose, na fase
 de escuro.
 Resumindo:

    Sabe-se hoje que o cloroplasto iluminado  capaz de fabricar ATP. Nele, a clorofila a excitada pela
    luz, perde um de seus eltrons, que ganha energia, sai da molcula, e  capturado por um aceptor. O
    eltron passa por aceptores intermedirios e acaba voltando  clorofila, perdendo aos poucos a energia
    adquirida. Esta energia  utilizada na produo de ATP. J que o caminho do eltron  "fechado", o
    processo  chamado fotofosforilao cclica.




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 Os fotossistemas I e II
 Foi dito anteriormente que as molculas de clorofila no esto sozinhas no cloroplasto mas sim associadas
 a uma srie de outras substncias. Modernamente tem se falado em fotossistemas, para designar unidades
 funcionais presentes nas membranas dos tilacides constitudas por molculas de pigmentos, associadas
 entre si. Nesses fotossistemas, h dois tipos de clorofilas (a e b) e pigmentos amarelos e laranjas, os
 carotenides. So conhecidos dois tipos de fotossistemas, I e II que, absorvem comprimentos de onda
 luminosa ligeiramente diferentes e agem juntos na fotossntese. Em ambos, a clorofila a parece ser a
 molcula fundamental.
 A fotlise da gua est associada  fotofosforilao acclica
 Sabe-se hoje que no cloroplasto, alm da produo cclica de ATP, que j conhecemos, h produo de
 ATP acoplada  "quebra"da gua . O processo  razoavelmente complexo:
 1.O fotossistema II (clorofila b) recebe luz. Eltrons ganham energia e so capturados por aceptor. A
 gua perde eltrons, que so cedidos ao fotossistema II, e origina ons H+ que ficam no meio e
 O2 liberado da planta.

 2. Os eltrons que saram do fotossistema II so transferidos a uma cadeia de aceptores, alguns dos quais
 so citocromos. Na sua passagem "ladeira abaixo" eles perdem energia, usada na produo de ATP.
 3. O fotossistema I (clorofila a)tambm foi iluminado e perdeu seus prprios eltrons para uma molcula
 aceptora. Por essa razo, ele se torna aceptor e recebe os eltrons provenientes do fotossistema II.
 4. Os eltrons provenientes do fotossistema I, junto com ons H+ provenientes da gua, so cedidos ao
 NADP, que se transforma em NADPH2.




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 Voc ento percebe que, juntamente com a fotlise da gua, ocorreu produo de ATP. Dizemos que esta
 produo  acclica, porque os eltrons que a permitiram provieram da gua e terminaram nos NADPH2.

 A fosforilao cclica tambm pode ser enxergada nesse esquema. Ela  representada pela linha
 pontilhada. Em alguns casos, os eltrons do fotossistema I , ao invs de seguirem para o NADP, so
 entregues  cadeia de transportadores e voltam ao prprio fotossistema I. Tanto o ATP feito ciclicamente
 como aquele que  produzido simultaneamente  quebra da gua sero usados na fase de "escuro" .
 Resumindo

    O fotossistema II, estimulado pela luz, solta eltrons ricos em energia que passam por aceptores e
    permitem produo acclica de ATP. O fotossistema II  regenerado ganhando eltrons da gua. O
    fotossistema I, quando iluminado, cede eltrons de alta energia ao NADP que, junto com ons 2H+ da
    gua, se transforma em NADPH2. Os eltrons do fotossistema II regeneram o fotossistema I. Um
    caminho alternativo dos eltrons entre o fotossistema I e os aceptores gera produo (cclica) de
    ATP.




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 Os resultados da fase fotoqumica (ou fase de claro)
 Retomando o que vimos nos itens anteriores, o que de fundamental acontece na fase de claro pode ser
 resumido assim:
 I-Produo de ATP, de dois modos: pela fotofosforilizao cclica, auto-suficiente e dependente apenas
 da luz e pela fotofosforilizao acclica, paralela a fotlise da gua. Certos clculos da energia necessria
 s reaes de escuro para a produo de glicose mostram que a quantidade de ATP produzida na
 fotofosforilizao acclica no  sulficiente para sustentar o processo; haveria ento necessidade dos dois
 tipos de fotofosforilizao, que ocorrem simultaneamente para haver produo sulficiente de ATP.
 II-Produo de NADPH2, a partir da fotlise da gua. No esqueamos do papel da clorofila, que doa
 eltrons altamente energticos ao NADP, permitindo sua reduo. A gua participa do processo cedendo
 2H+ ao NADP e liberando O2.

 O NADPH2 na fase de escuro, "hidrogenar" (reduzir) o CO2, formando o carboidrato glicose.

 As reaes de "escuro" (a fase enzimtica)
 Uma simplificao extrema do que ocorre na fase de "escuro" pode ser esquematizada assim:




 Em outras palavras, o NADPH2 e o ATP produzidos na fase de claro so indispensveis para a
 transformao de CO2 em glicose.




                                                                                                    Pgina 10

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 A fotossntese bacteriana.
 H certos grupos de bactrias, as sulfobactrias, que so capazes de realizar o processo fotossinttico em
 condies totalmente anaerbicas. S que nessa fotossntese bacteriana a fonte de hidrognios no  a
 gua, mas sim o gs sulfdrico (H2S).

 A equao do processo pode ser resumida assim:




 Analisando esta reao, podemos ver que tais bactrias no liberam O2 na fotossntese. J que, ao ser
 desdobrada a substncia H2S, surgem no citoplasma grnulos residuais de enxofre. Tal reao, j
 conhecida a algum tempo, foi o primeiro indcio de que, na fotossntese vegetal, o O2 liberado no
 provinha do CO2, mas sim do H2S. A gua ento corresponde, na fotossntese das plantas, ao H2S da
 fotossntese das sulfobactrias.
 As bactrias fotossintticas no apresentam clorofila a, mas sim tipos especiais de clorofila
 (bacterioclorofila), alm de outros pigmentos. Enquanto a clorofila a absorve luz principalmente nas
 regies vermelha e azul do espectro, as clorofilas bacterianas parecem ter maior eficincia nos
 comprimentos de onda miores que              , ou seja, no infravermelho. Neste caso, as bactrias
 fotossintetizantes conseguem o processo no "escuro", ou melhor, na regio do espectro invisvel ao olho
 humano.
 A quimiossntese
 Diversos tipos de bactrias no clorofiladas conseguem fabricar alimento orgnico a partir de CO2 e H2O,
 porm, na ausncia de luz. A energia usada  obtida por meio da oxidao de compostos inorgnicos
 reduzidos. Esse processo  chamado quimiossntese. Compare  fotossntese, no esquema abaixo:




 Dependendo da espcie, as bactrias quimiossintetizantes podem oxidar substncias como gs sulfdrico,
 enxofre, amnia, nitritos, compostos de ferro, etc. Elas necessitam, ento, como matrias-primas, de
 substncias inorgnicas, oxignio, CO2 e H2O, fabricando glicose na ausncia de luz.




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 FATORES LIMITANTES
 H uma srie de fatores ambientais fsico-qumicos, que estando em proporo inadequada, impediro
 que as reaes da fotossntese tenham seu melhor rendimento: sero os fatores limitantes da
 fotossntese. Dentre eles podemos lembrar: insuficincia de gua ou sais minerais no solo; concentrao
 insuficiente de CO2; fraca luminosidade; temperatura inadequada.

  Analisaremos trs deles:
 a) Importncia da temperatura.




 Qualquer temperatura abaixo ou acima da "tima" resulta em condio limitante para as reaes de
 fotossntese. Abaixo da temperatura "tima" a energia cintica das molculas reagentes (CO2, H2O) 
 insuficiente para conseguir o rendimento qumico. Acima da "temperatura tima" as enzimas vo se
 desnaturando, podendo at parar as reaes.
  b)Influncia da concentrao de CO2.




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 No ar atmosfrico h uma mistura de gases: N2                     78% ; O2        21% ; CO2   0,035%.

 A construo do grfico acima utiliza dados obtidos em condies experimentais de laboratrio.
 Observa-se que a concentrao tima  atingida em 0,2% de CO2, pois acima dessa concentrao a taxa
 de fotossntese j no poder melhorar. Conseqentemente, qualquer concentrao abaixo desse timo
 (0,2%) est funcionando como limitante para o melhor rendimento do processo.
 A concentrao do CO2 no ar atmosfrico exerce contribuo importante para a temperatura ambiente.
 Os estudiosos estimam que se essa concentrao chegar em torno de 0,05% o calor ser suficiente para
 descongelar parcela das calotas polares, fazendo subir o nvel dos mares, o que provocaria inundaes
 catastrficas.
 c) Intensidade luminosa.




 Sendo a energia luminosa de natureza ondulatria eletromagntica, a freqncia (ou comprimento de
 onda) determina as diferenas de cores no espectro visvel, enquanto a amplitude  responsvel pela
 intensidade luminosa forte ou fraca.
  Durante o dia, entre 11 horas e 14 horas a intensidade luminosa  muito forte, enquanto ao amanhecer ou
 ao entardecer essa intensidade  fraca.
  A observao do grfico acima demonstra que as intensidades luminosas abaixo do ponto de saturao
 luminosa so valores limitantes do processo fotossinttico. Acima dessa "intensidade tima" j no
 haver mais melhoria na taxa de rendimento.
  Os fatores analisados esto todos presentes ao mesmo tempo no ambiente e os componentes limitantes
 podem ser dois ou mais concomitantemente. O que se procura analisar, nas condies naturais,  qual
 deles estar influindo de maneira mais decisiva como fator limitante da fotossntese.




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 PONTO DE COMPENSAO FTICA (P.C.F.).
 O processo fotossinttico  exclusivo das clulas com pigmentos (clorofilas, carotenides, etc), os quais
 se encontram no interior dos cloroplastos dos seres eucariontes.
 As clulas executam suas atividades biolgicas dispondo da energia do ATP que produzem atravs da
 respirao. Assim, na presena de luz, as clulas que fazem fotossntese (produo da matria orgnica)
 no deixam de respirar (queimar a matria orgnica):
 Fotossntese:




 Respirao:



 Se considerarmos somente os reagentes e os produtos finais, sem levar em conta as etapas intermedirias,
 as reaes de fotossntese e respirao so inversas: o que  produzido na fotossntese ser gasto na
 respirao e vice-versa !
 Em condies experimentais, podemos analisar graficamente, fotossntese comparada com a respirao
 da planta.




     intensidade luminosa em que a fotossntese se iguala  respirao, chamaremos de ponto de
    compensao ftica (P.C.F.).

  Nesse ponto, o que a planta produz na fotossntese empata com o que ela queima atravs da prpria
 respirao.
 Em intensidade luminosa acima do P.C.F. haver uma produo fotossinttica superior ao que  gasto na
 respirao. O excesso de produo poder ser armazenado em parnqumias de raiz, caule e folhas. Essa
 reserva ser queimada naquela horas do dia ou do ano em que a planta est abaixo do P.C.F. ou mesmo
 no estiver realizando a fotossntese. Essa mesma reserva dever ser utilizada para os processos de
 crescimento, regenerao e reproduo.



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 Algumas consideraes ambientais importantes:
          1.Nas plantas aquticas e vegetais dos extratos mais baixos de florestas tropicais,
          geralmente a luz  o principal fator limitante.
          2. Nas plantas do deserto a gua pode ser fator limitante para crescimento ou germinao.
          3. Em plantas terrestres geralmente o CO2  o maior responsvel pela limitao.

 Observao:
 Alm das grandes florestas tropicais (Amaznica, Mata Atlntica), ocorre no Brasil uma outra formao
 de vegetao, cuja principal caracterstica  a presena de rvores baixas e espaadas, com o
 predomnio dos arbustos na paisagem:
         - CERRADOS                aspecto seco, pela falta de nutrientes no solo.
          - CAATINGA               aspecto seco, devido  carncia de gua.
 Quem "IMPEDE"o desenvolvimento do CERRADO para que ele NO se torne "mais denso"?!
 HIPTESES:
          1) o fogo (em geral provocado por descargas eltricas !).
          2)o cerrado  vegetao clmax (= hiptese mais aceita !), que no se torna floresta devido
          s condies de clima e solo (falta de nutrientes essenciais e a grande presena de


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          alumnio seriam as responsveis pela fisionomia caracterstica dos cerrados) existentes,
          tendo o fogo um papel secundrio.
 Consideraes anatmicas (evolutivas) importantes:
    q As folhas precisam da luz para fazer fotossntese, mas o excesso de luz pode destruir a clorofila.
      Para isso elas contam com "defesas" contra o excesso de iluminao: parnquima palidico,
      epiderme sem cloroplastos e cutcula brilhante.
    q Os raios solares de cores azul e vermelha chegam atenuados  superfcie do solo.

          O azul  desviado por partculas da atmosfera e espalhado por ela (nossa atmosfera  azul) e o
          vermelho  absorvido e refletido por gotculas de gua da atmosfera.
      q   Os raios solares de cor verde e amarela so radiaes diretas e no so desviados na atmosfera
          tanto quanto o azul e o vermelho.
                  HIPTESE (anlise evolutiva !):
                  Os principais pigmentos fotossintetizantes (= clorofilas) "foram selecionados"
                  ao longo dos tempos como os mais aptos (eficientes), j que:
                  1) refletem muito as cores verde e amarela, que poderiam danificar (destruir) as
                  clorofilas.
                  2) realizam o mximo de absoro para as cores que chegam mais atenuadas:
                  vermelho e azul.


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 Hormnios - Crescimento
 Desenvolvimento vegetal
 Os seres vivos em condies de desenvolvimento executam diversos processos biolgicos:
          a) multiplicao celular: atravs das mitoses que fazem o nmero de clulas proliferar.
          b) crescimento: acontece pelo aumento no nmero das clulas, assim como pelo
          elongamento (aumento volumtrico de cada clula).
          c) diferenciao: representa o conjunto de modificaes que o cdigo gentico determina
          nas clulas que vo se especializando e formando os diferentes tecidos que estaro nos
          rgos e sistemas do organismo animal ou vegetal.
 Esse complexo de processos biolgicos precisa ser regulado dinamicamente para que ocorram ou sejam


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 inibidos em tempo e velocidade adequados.

 Nos vegetais, o controle  exercido por fatores externos ou extrnsecos (luz, calor, temperatura, umidade,
 concentrao de O2) e internos ou intrnsecos (cdigo gentico, enzimas, hormnios).

 Os fitormnios exercem relevante papel, ao longo da vida, em todo o complexo processo de
 desenvolvimento vegetal. Sua funo reguladora depende:
          a) da concentrao dos diferentes tipos de hormnios, que ora podero estimular ora
          podero inibir os processos metablicos.
          b) do local da produo ou sntese: meristemas de raiz e caule (jovens ou adultos); folhas
          (jovens ou envelhecidas); flor (aparelho reprodutor feminino); frutos e sementes.
          c) dos tipos de hormnios, diferenciados pelas respectivas composies qumicas: auxinas;
          giberelinas; citocininas; gs etileno; cido abscsico; vitaminas do complexo B: B1 
          tiamina; B2  riboflavina; B6  piridoxina; cido nicotnico; cido pantotnico.

 DESENVOLVIMENTO VEGETAL:




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 AUXINAS.
 As auxinas naturais ou sintticas participam de mltiplos processos:




 a) Tropismos.
 As auxinas determinam crescimento das extremidades do caule (geotropismo negativo  afasta-se do
 centro de gravidade da Terra, enquanto cresce verticalmente para cima) e da raiz (geotropismo positivo 
 cresce se aprofundando na Terra).
 O crescimento pode ser diferenciado ou at inibido, dependendo da concentrao das auxinas e do
 rgo vegetal (raiz ou caule).
 Veja a anlise grfica (efeito do AIA na raiz e no caule):




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 O fototropismo mostra uma aplicao imediata: o lado iluminado tem pequena parcela das auxinas que 
 destruda pela luz (fotolbil) e grande parte do hormnio migrando para o lado oposto que  menos
 iluminado.

 Assim, na extremidade das coleptiles (primeiras folhas na germinao de monocotiledneas), do lado
 mais iluminado, onde a concentrao de auxinas est menor o crescimento  mais lento. Do lado menos
 iluminado, a concentrao  maior e o crescimento  mais rpido.

 Como resultado desse crescimento desigual ocorre a curvatura da coleptile na direo da luz
 (fototropismo positivo).




 Processos semelhantes de curvatura ocorrem com o pecolo da folha e o pednculo da flor.
 Uma planta colocada em posio horizontal ter, por ao da gravidade, grande deposio de auxinas
 na parte inferior. A raiz ter crescimento mais rpido do lado superior, onde a concentrao de auxinas
  menor, curvando-se e aprofundando-se no solo (geotropismo positivo). O caule ter crescimento mais
 rpido do lado inferior, onde a concentrao de auxinas  maior, curvando-se para cima e crescendo
 verticalmente (geotropismo negativo).




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 b) Enraizamento de estacas.
 Estacas so segmentos de caule contendo gemas (meristemas) que podem fazer a reproduo vegetativa.
 Antes de serem implantados no solo elas devem permanecer certo tempo mergulhadas em soluo de
 auxinas. Como resultado, o enraizamento  mais intenso e rpido aumentando a probabilidade de as
 estacas vingarem.




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 c) Dominncia apical.
 A gema do pice (extremidade) do caule produz grande quantidade de auxinas, que enquanto for mantida
 em alta concentrao impede as gemas laterais de promoverem as ramificaes.

 O hbito da "poda peridica" , retirando a gema apical, interrompe a inibio das gemas laterais que
 estaro liberadas para realizarem as ramificaes, tornando o caule mais frondoso (carregado de ramos e
 folhas).




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 d) Absciso das folhas.
  medida que a planta vai envelhecendo as gemas apicais produzem menos auxinas. Essa queda do teor
 de auxina circulante  "sinal" para a construo de camadas de clulas transversais ao pecolo das
 folhas.

 O processo  freqente, para determinadas espcies de plantas no outono, causando ruptura nesse ponto,
 com queda das folhas.




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 e) Formao de frutos.
 Os gros de plen, sobre o estigma do gineceu, so estimulados por auxinas produzidas no ovrio a
 desenvolverem o tubo polnico (quimiotropismo +).

 No interior deste tubo estaro dois gametas masculinos que realizaro dupla fecundao no interior do
 saco embrionrio contido no vulo.

 Do vulo ser desenvolvida a semente, a qual produz auxinas que estimulam a transformao do ovrio
 em fruto.
 H flores em que mesmo no tendo ocorrido a polinizao, as auxinas do ovrio promovem o
 desenvolvimento do fruto. Estes frutos que no tero sementes so partenocrpicos (parteno, virgem;
 carpo, fruto). Em condies naturais isso ocorre com a banana e artificialmente  provocado no
 limo-taiti e laranja-baa.

 No morango, a partenocarpia provocada pela aplicao de auxinas desenvolve inclusive o receptculo
 floral, juntamente com os pequeninos frutinhos secos, formando um pseudofruto.




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 Giberelinas.
 Dentre as muitas variaes qumicas conhecidas, o GA3 (cido giberlico A3)  o mais comum e mais
 estudado, sendo obtido a partir do fungo Giberella fujikuroi.
 Nas plantas geneticamente ans h deficincia na produo desses hormnios.
 Aplicadas artificialmente as giberelinas promovem a formao de frutos partenocrpicos.
 Nas sementes, as giberelinas estimulam a produo de enzimas que quebram o amido, interrompendo a
 dormncia e promovendo a germinao.
 Citocininas e vitaminas do complexo B.
 So hormnios que estimulam as mitoses, principalmente em clulas de raiz, fazendo o crescimento ser
 mais rpido.

 As citocininas aplicadas sozinhas promovem a diviso celular. Quando misturadas s giberelinas, em
 concentrao adequada, orientam o elongamento celular.




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 Em meio de cultura, misturadas s auxinas em propores variadas, estimulam s crescimento ou
 crescimento com diferenciao de rgos: s de raiz; s caules e folhas.




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 GS ETILENO.
  produzido por todos os rgos vegetais em condies naturais (endgeno). Artificialmente pode ser
 fabricado (exgeno) pela queima do querosene, da palha e da serragem.
 Algumas das suas funes biolgicas:
 Induo da absciso.
 Nas folhas envelhecidas, com a queda do teor auxnico circulante, o gs etileno  produzido e estimula a
 formao das camadas de absciso, com a conseqente queda das folhas.

 Fisiologicamente o etileno induz a produo da enzima celulase que digere as paredes celulares. Pelo
 mesmo processo cairo as flores e frutos,ou seja, pela formao de camadas de abciso no pednculo.
 Induo da florao.
  A florao e a formao dos frutos pode ser estimulada (antecipada) com a aplicao do etileno. Isso
 ocorre, por exemplo, em manga, abacaxi, ma, oferecendo alternativas importantes para os cultivadores e
 a comercializao dos vegetais.
 Amadurecimento dos frutos.
 Quando inicia o amadurecimento de uma banana pertencente a um cacho ou de uma ma dentro de um
 grupo delas, pode-se envolv-las em jornal ou acondicion-las em saco plstico. O primeiro fruto que
 iniciar a processo de maturao  responsvel pela produo do gs etileno. Aprisionado com os
 demais, haver amadurecimento de todos os frutos ao mesmo tempo.
 No transporte  distncia ou no armazenamento por determinado tempo antes da comercializao,
 cuidados devem ser tomados para que os frutos "no amaduream", ou seja, para que eles no produzam
 o gs etileno: mant-los em cmaras com temperatura baixa (prximo de 5 oC), atmosfera pobre em O2 e
 rica em CO2.




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 cido abscsico.
 cido abscsico, cumarinas e cido cinmino so inibidores pelo fato de atuarem como antagonistas dos
 outros fitormnios.

 Esses hormnios inibem a germinao de sementes, o brotamento de gemas, o alongamento de razes e
 estimulam a queda de folhas e frutos (formao da camada de absciso).
  Importantes aplicaes dos fitormnios.
          1.Aumentar o tempo de armazenamento de vegetais: batatas, mas, bananas, etc.
          2.Induzir a florao simultnea e antes da "poca": abacaxi, ma, manga, morango.
          3.Impedir a queda prematura do fruto, permanecendo mais tempo no p e adquirindo maior
          tamanho: laranjas, uvas, mas.
          4.Estimular formao de frutos partenocrpicos: uvas, morango, laranja-baa, limo-taiti.
          5.Aplicao de auxinas sintticas que funcionaro como herbicida seletivo para parasitas. A
          auxina sinttica 2,4-D; (cido dicloro-fenoxiactico) no causa danos s gramneas (arroz,
          trigo, centeio), porm mata ervas daninhas que apresentam folhas largas (carrapichos,
          pices, dentes-de-leo).
          6.Cultura de tecidos em soluo nutritiva, obtendo-se "calos" (tecido indiferenciado) e
          depois plantas inteiras, isentas de parasitas: cenoura, batata, pra, ma, morango, etc.




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 REPRODUO
  Raiz, caule e folhas so rgos vegetativos das plantas em geral. As angiospermas (monocotiledneas e
 dicotiledneas) so os grupos vegetais mais evoludos na atualidade. So classificadas como fanergamas
 devido  formao de flores como rgos de reproduo que j no dependem da gua para efetivar a
 fecundao entre gametas.
  As plantas anuais florescem uma vez no ano e as bianuais florescem a cada dois anos. Excepcionalmente
 h aquelas que florescem a "cada dezenas de anos" (bambu, por exemplo, a cada 40 anos), utilizando,
 portanto, processos assexuados de reproduo (pedaos de caule com gemas).
  As gemas apicais e axilares (laterais) so estruturas do caule que contm meristemas. A partir desses
 tecidos indiferenciados podero crescer e diferenciar-se diferentes estruturas adultas: razes adventcias,
 ramos caulinares, novas folhas, espinhos, gavinhas, flores. O controle para cada uma dessas
 diferenciaes em tempo e velocidade adequadas ocorre com a contribuio de fatores internos e
 externos ao vegetal.




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  Plantas de dia curto = florescem quando a durao do dia claro (fotoperodo)  igual ou menor que o
 fotoperodo crtico da planta. Portanto, florescem na poca em que os dias so curtos e as noites so
 longas (sem interrupo !).
 Plantas de dia longo = florescem quando a durao do dia claro  igual ou maior que o fotoperodo
 crtico da planta. Portanto,florescem na poca do ano em que os dias so longos e as noites so curtas.
  O quadro anterior mostra que os botes florais so diferenciados a partir das gemas caulinares. Os
 fatores internos so orientados pelo cdigo gentico a fim de formarem hormnios e enzimas especficas.
 Os fatores externos dependem de componentes fsico-qumicos sem os quais a gentica no pode efetivar
 a reproduo com flores.
  O complexo processo metablico no interior dos meristemas  estimulado, como regra geral, pela
 presena de O2, temperatura ambiente "tima" (em torno dos 25 oC) e energia luminosa por perodo
 adequado (semanas ou meses).
 No so muitas as espcies de plantas que precisam passar antes por um perodo (semanas ou meses) de
 frio (vernalizao) antes de florescerem. Assim ocorre, por exemplo, com a variedade conhecida como
 trigo de inverno.
 Ao perodo de exposio  luz (ciclos dia / noite) indispensvel para que a planta floresa chamaremos
 de fotoperiodismo.
 As plantas de crisntemo, em condies naturais, florescem no final do vero, no outono ou no inverno.
 Nesse perodo os dias so curtos e as noites so longas. Elas so plantas de dia curto porque s
 florescem se a durao da noite (perodo de escuro) for igual ou maior que determinado valor,
 denominado fotoperodo crtico.
 O fotoperodo crtico do crisntemo  de 16 horas. Assim, para florescer ela precisa de 16 horas ou mais
 de escuro por dia.
 Se o perodo de escuro for inferior a 16 horas, no florescer.
 Se um nico lampejo interromper o perodo de escuro, a florao  inibida.




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 As plantas de dia longo s florescem se forem submetidas a perodo de escurido inferior ao fotoperodo
 crtico.
 Essas plantas, como a ris e o alface, florescem no fim da primavera ou no vero. As noites so curtas e os
 dias longos.
 Se houver um nico lampejo no perodo de escuro, no iro florescer.
 quelas plantas que independentemente da durao do fotoperodo sempre florescem, chamaremos de
 plantas indiferentes.
 A sensibilidade ao fotoperodo  realizado por fitocromos que se encontram nas folhas. Esses pigmentos
 so protenas de cor azul-esverdeada.
 Os fitocromos se apresentam em duas formas interconversveis: fitocormo R ou FV (forma inativa) e
 fitocromo F ou FVe (forma ativa). O fitocromo R (do ingls, red, vermelho) transforma-se em fitocromo


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 F (do ingls, far red, vermelho longo) ao absorver luz vermelha com o comprimento de onda na faixa de
 660 nanometros (nm). O fitocromo F se converter em fitocromo R ao absorver luz vermelha na faixa
 dos 730 nm (vermelho de onda mais longa). Ambos os comprimentos de onda vermelhos esto presentes
 na luz solar.
 Durante o dia as plantas apresentam as duas formas de fitocromos.  noite, por ser mais instvel o
 fitocromo F (ativo) se converte em fitocromo R (inativo), total ou parcialmente, dependendo do perodo
 de escurido.
 Nas plantas de dia curto o fitocromo F  inibidor da florao. Nessas plantas as noites longas
 acumulam muito fitocromo R, deixando o fitocromo F (forma ativa) em baixa concentrao, o que
 provoca como resposta biolgica, a florao . Nas plantas de dia longo, por ter noites curtas, os
 fitocromos F (forma ativa) sero mantidos em maior concentrao, funcionando como indutores da
 florao.
 Nas folhas, a absoro da energia luminosa atravs dos fitocromos estimula a formao de florgenos
 (um ou mais tipos) que so hormnios especficos. Os florgenos migram atravs do floema e vo induzir
 a formao dos botes florais a partir das gemas vegetativas.
 Os fitocromos esto presentes tambm nas sementes. H sementes fotoblsticas positivas que s
 germinam, induzidas pelo fitocromo F (forma ativa), se receberem luz (alface). As fotoblsticas
 negativas so sementes que s germinaro se estiverem "escondidas" da luz (melancia).


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 MOVIMENTOS
 MOVIMENTOS NAS PLANTAS
 Como propriedade de seres vivos que so, os vegetais apresentam deslocamentos de variados tipos e
 intensidades.
 Esses movimentos sero respostas biolgicas s diferentes formas de estmulos que o vegetal ou parte
 dele recebe.
 Os estmulos podem ser provocados pela luz, temperatura, gravidade, substncias qumicas, abalos
 mecnicos, etc.
 As respostas, na forma de movimentos, podero ser orientadas a favor ou contra (sentido contrrio) o
 estmulo recebido. Ou ainda, as respostas podero ser indiferentes  direo ou sentido dos estmulos
 recebidos.
 Os movimentos orientados sero do tipo tropismo (com crescimento) ou do tipo tactismo (sem


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 crescimento), sendo portanto, positivos (a favor do estmulo) ou negativos (sentido contrrio ao estmulo).
 Os movimentos sem orientao sero do tipo nastismo, sendo respostas padronizadas ou estereotipadas,
 ocorrendo de uma nica forma.




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                              tropismo                       tactismo                           nastismo
   Definio movimento orientado                    movimento orientado     movimento no
             de curvatura ou                        de deslocamento de      orientado(independente da posio do
             crescimento                            uma organela celular ou estmulo externo)
                                                    de um ser unicelular
            fototropismo                            Fototactismo                       fotonastismo (abertura de flores em
            (curvatura do caule                     (deslocamento de                   resposta  presena ou ausncia de luz);
   exemplos em direo  luz e da                   Euglenas em direo               tigmonastismo (fechamento das follhas
            raiz em direo oposta                  luz; deslocamento de               de plantas carnvoras ou da dormideira
             luz); geotropismo                     cloroplastos dentro da             em resposta ao toque)
            (curvatura do caule                     clula em direo  luz)
            em direo oposta 
            gravidade e da raiz na
            mesma direo da
            gravidade)

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 Analisemos algumas das muitas situaes desses movimentos, com a ajuda das tabelas anteriores:
          1. O caule que cresce no sentido da luz que ilumina um dos seus lados executa fototropismo
          positivo. Em condies semelhantes, os mesmos movimentos sero realizados pelo pecolo
          das folhas e pelo pednculo das flores.




          2. A raiz que cresce se aprofundando no solo est realizando geotropismo positivo, enquanto
          o caule crescendo em sentido oposto realiza geotropismo negativo.
          3. O tubo polnico que cresce do alto do estigma, para o interior do gineceu, at a entrada do
          vulo, realiza quimiotropismo positivo (estmulo qumico de substncias produzidas pelo
          ovrio).
          4. As clulas anterozides que so gametas masculinos (algas, brifitas, pteridfitas) nadam
          ativamente ao encontro da oosfera (gameta feminino) que se encontra dentro do arquegnio.
          Esse movimento  quimiotactismo positivo.
          5. As bactrias aerbicas que nadam ativamente ao encontro da maior concentrao de O2
          realizam aerotactismo positivo.




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          6. Os cloroplastos que migram (ciclose) no interior do citoplasma da clula, "fugindo" da luz
          muito intensa que danificaria as clorofilas, realizam fototactismo negativo.




          7. Os fololos das folhas da planta sensitiva (Mimosa pudica) que reagem sempre da mesma
          forma, seja qual for a direo do estmulo, esto realizando nastismo. Por exemplo,
          tigmonastismo, quando tocamos os fololos com o dedo.




                                                              Antes do toque




                                                               Aps o toque


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           8. O crescimento das gavinhas (ramos caulinares finos e delicados) das uvas ou do maracuj
          apoiadas num suporte realizam tigmotropismo positivo.
           9. As ptalas das flores do dente-de-leo que abrem ou fecham com as variaes de luz nos
          perodos dia / noite realizam fotonastismo.
          10. As plantas carnvoras que fecham rapidamente suas folhas e capturam insetos realizam
          seismonastismo.




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 Protozorios: Protistas, Hetertrofos e Patogenia
 Generalidades
 Protozorios so seres microscpicos, eucariontes e unicelulares. Quando dividimos os seres vivos em
 Animais e Vegetais, os protozorios so estudados no Reino Animal e os fitoflagelados  que so
 protozorios  so estudados no Reino Vegetal. Os protozorios constituem um grupo de eucariontes com
 cerca de 20 mil espcies.  um grupo diversificado, heterogneo, que evoluiu a partir de algas
 unicelulares.
 Em alguns casos essa origem torna-se bem clara, como por exemplo no grupo de flagelados. H registro
 fssil de protozorios com carapaas (foraminferos), que viveram h mais de 1,5 bilho de anos, na Era
 Proterozica. Grandes extenses do fundo dos mares apresentam espessas camadas de depsitos de
 carapaas de certas espcies de radiolrios e foraminferos. So as chamadas vasas.




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 Os protozorios so, na grande maioria, aquticos, vivendo nos mares, rios, tanques, aqurios, poas, lodo
 e terra mida. H espcies mutualsticas e muitas so parasitas de invertebrados e vertebrados. Eles so
 organismos microscpicos, mas h espcies de 2 a 3 mm. Alguns formam colnias livres ou ssseis.
 Muitos protozorios apresentam orgnulos especializados em determinadas funes, da serem
 funcionalmente, semelhantes aos rgos. Suas clulas, no entanto, podem ser consideradas "pouco
 especializadas", j que realizam, sozinhas, todas as funes vitais dos organismos mais complexos, como
 locomoo, obteno do alimento, digesto, excreo, reproduo. Nos seres pluricelulares, h diviso de
 trabalho e as clulas tornaram-se muito especializadas, podendo at perder certas capacidades como
 digesto, reproduo e locomoo.




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 A classificao dos protozorios baseia-se fundamentalmente nos tipos de reproduo e de organelas
 locomotoras. A locomoo se faz por batimento ciliar, flagelar, por emisso de pseudpodos e at por
 simples deslizamento de todo o corpo celular. Em alguns ciliados h, no lugar do citoplasma, filamentos
 contrteis, os mionemas. Os pseudpodos, embora sendo expanses variveis do citoplasma, podem se
 apresentar sob diferentes formas.
 Os protozorios so organismos hetertrofos, alimentando-se geralmente de detritos orgnicos,
 bactrias e outros microorganismos incorporados em vacolos digestivos. As muitas espcies parasitas
 (patognicas) aproveitam substncias orgnicas solveis absorvidas dos tecidos dos hospedeiros.
 Caractersticas
 a) Estrutura
 A clula do protozorio tem uma membrana simples ou reforada por capas externas proticas ou, ainda,
 por carapaas minerais, como certas amebas (tecamebas) e foraminferos. H estruturas de sustentao,
 como raios de sulfato de estrncio, carapaas calcreas ou eixos proticos internos, os axstilos, como em
 muitos flagelados.




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 O citoplasma est diferenciado em duas zonas, uma externa, hialina, o ectoplasma, e outra interna,
 granular, o endoplasma. Nesta, existem vacolos digestivos e incluses.
 b) Digesto
 Nas espcies de vida livre h formao de vacolos digestivos.As partculas alimentares so englobadas
 por pseudpodos ou penetram por uma abertura pr-existente na membrana, o citstoma. J no interior da
 clula ocorre digesto, e os resduos slidos no digeridos so expelidos em qualquer ponto da periferia,
 por extruso do vacolo, ou num ponto determinado da membrana, o citopgio ou citoprocto.




 c) Respirao
 A troca de gases respiratrios se processa em toda a superfcie celular.
 d) Excreo
 Os produtos solveis de excreo podem ser eliminados em toda a superfcie da clula. Nos protozorios
 de gua doce h um vacolo contrtil, que recolhe o excesso de gua absorvido pela clula, expulsando-a
 de tempos em tempos por uma contrao brusca. O vacolo  portanto osmorregulador.




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 Classificao dos protozorios
 Na tendncia moderna, os protozorios esto includos no Reino Protista, subdivididos em quatro filos:
 a) Rizpodes ou sarcondeos
 So marinhos, de gua doce ou parasitas. Tm um ou mais ncleos, vacolos digestivos e vacolos
 contrteis (apenas nos de gua doce).
 So amebas ("nus"); radiolrios e foraminferos (tm carapaas com formas bastante vistosas, feitas
 de calcrio ou de slica - importantes indicadores da existncia de jazidas de petrleo).
 Os Rizpodes caracterizam-se por apresentarem pseudpodes como estrutura de locomoo e captura de
 alimentos.
 Podem ser de vida livre ou parasitas (Entamoeba histolytica).
 As amebas de vida livre que vivem em gua doce apresentam vacolo contrtil ou pulstil para
 osmorregulao, eliminando o excesso de gua que vai entrando no seu citoplasma (hipertnico), vindo
 do ambiente mais diludo (hipotnico).




 Em condies desfavorveis, por exemplo sujeita  desidratao, a Entamoeba produz formas de
 resistncia, os cistos, com quatro ncleos no seu interior (partio mltipla).
 A reproduo assexuada  por bipartio simples ou cissiparidade.
 Dentre as amebas  importante a Entamoeba histolytica, que parasita o intestino humano, causando a
 disenteria amebiana ou amebase.




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 b) Flagelados
 Existem flagelados de vida livre (Euglena  possuem clorofila e realizam fotossntese; podem, tambm,
 nutrir-se de forma hetertrofa = zooflagelados), mutualsticos (Trichonympha, no intestino de cupins
  fornecem a enzima celulase) e parasitas (Trypanosoma cruzi). Nos coanoflagelados, h uma espcie
 de colarinho que serve para a captura de partculas alimentares; tm estrutura muito semelhante
 aos coancitos, clulas tpicas das esponjas.
 Devido a isso, h teorias que sugerem uma relao filogentica entre coanoflagelados e esponjas.




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 A reproduo  sexuada ou assexuada por diviso longitudinal.Por exemplo, em Trypanosoma:




 Podem ter um ou mais flagelos e em alguns h tambm pseudpodos. No gnero Trypanosoma h uma
 membrana ondulante que auxilia na locomoo. Este filo tem muitos importantes parasitas humanos:
          Leishmania braziliensis, Causa a leishmaniose tegumentar.
          Trypanosoma cruzi. Causa a doena de Chagas.
          Giardia lamblia. Causa a giardase (intestinal).
          Trichomonas vaginalis. Causa a tricomonase (no aparelho genital).




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 c) Esporozorios
 No possuem orgnulos para locomoo.
 So todos parasitas e apresentam um tipo de reproduo assexuada especial chamada de esporulao:
 uma clula divide seu ncleo numerosas vezes; depois, cada ncleo com um pouco de citoplasma  isolado
 por uma membrana, formando assim vrios esporos a partir de uma clula.




                                                               Esquizogonia
 No ciclo vital apresentam alternncia de reproduo assexuada e sexuada.
 O principal gnero  o Plasmodium, com vrias espcies causadoras da malria.  importante tambm o
 Toxoplasma gondii, causador da doena toxoplasmose, de grande seriedade em mulheres grvidas at o
 terceiro ms.




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 d) Ciliados
  o grupo mais altamente especializado. Apresentam clios, cirros e membranelas. Estas duas ltimas
 estruturas resultam da concrescncia de muitos clios. Entre eles esto os protozorios "gigantes" como os
 paramcios (Paramecium) muito usados em estudos; aqui esto os protozorios de organizao mais
 complexa. A maioria  de vida livre.
 Alm de orgnulos especializados, possuem dois ncleos: macroncleo (funes vegetativas) e
 microncleo (funes genticas: hereditariedade e reproduo); apresentam extremidades anterior e
 posterior; na membrana, a entrada do alimento se d pelo citstoma e a sada de resduos pelo citopgio
 (= citoprocto).




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 O Balantidium coli  a nica espcie ciliada parasita do homem (intestino).
 A reproduo sexuada por conjugao consiste no pareamento de dois paramcios, com fuso das
 membranas e em seguida troca de material gentico dos microncleos. Depois os paramcios se
 separam e se reproduzem assexuadamente por cissiparidade.




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 CLASSIFICAO EMBRIOLGICA - ASPECTOS EVOLUTIVOS
 REINO metazorios (Animais): - principais filos
      1. Porferos (Espongirios)                4.000 espcies .......... 9o
      2. Celenterados (Cnidrios) 11.000 espcies ............... 6o
      3. Platielmintes           15.000 espcies ........................................ 5o
      4. Asquielmintes (Nematelmintes)                     80.000 espcies ............... 3o
      5. Aneldeos          9.000 espcies ...................................... 7o
      6. Artrpodos 1.000.000 de espcies ................................................... 1o
      7. Moluscos           110.000 espcies ....................................................... 2o
      8. Equinodermos               6.000 espcies .......................... 8o
      9. Cordados           54.000 espcies .............................................. 4o
 Caractersticas para classificao dos animais pluricelulares
 1) SIMETRIA          radial ou bilateral. Simetrial radial: podemos dividir o animal em duas partes
 simtricas, por diferentes planos, como no caso da estrela-do-mar       caracterstica dos animais
 "ssseis".
 Nestes animais no h parte anterior ou posterior, nem lado esquerdo ou direito. Alm das estrelas
 (equinodermos), assim tambm so os cnidrios (plipos e medusas) e espongirios.
 Simetria bilateral: h um s plano (SAGITAL) que divide o animal em duas partes simtricas (=
 especulares !). Eles possuem um lado esquerdo e um direito, uma parte anterior e outra posterior, uma
 regio ventral e outra dorsal.  a simetria encontrada na maioria dos animais e facilita a locomoo,
 visto que na parte anterior esto os "sentidos"!




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 2) SEGMENTAO: o corpo se apresenta dividido em segmentos ou metmeros. Ocorre nos aneldeos
 (minhoca...) e artrpodos (insetos...).




 3) NMERO DE FOLHETOS EMBRIONRIOS:
          a) diblsticos no desenvolvimento do embrio s se formam ectoderme e endoderme.
          Apresenta-se assim nos animais porferos (esponjas) e cnidrios (celenterados).
          b) triblsticos alm da ectoderme e da endoderme, o embrio apresenta um 3o folheto,
          que  a mesoderme. Assim sero todos os animais, de platielmintes em diante !




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 4) Presena ou no de cavidade corporal                        so sempre animais triblsticos:
          - ACELOMADOS                 no apresentam celoma (= cavidade), pois a mesoderme  compacta.
          Exemplo:
          platielmintes.
          - PSEUDOCELOMADOS                       h cavidade, a qual, porm, est s parcialmente revestida por
          mesoderme.
          Exemplo:
          asquielmintes.
          - CELOMADOS          a cavidade corporal  completamente revestida por mesoderme. Assim
          so todos os animais de aneldeos em diante.




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 Nos esquizocelomados (aneldeos, moluscos, artrpodos), o celoma se forma a partir de fendas internas
 surgidas nas massas mesodrmicas do embrio. Nos enterocelomados, o celoma se forma a partir de
 bolsas que brotam do teto do intestino primitivo (equinodermos, cordados).




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  5) Destino (evoluo) do BLASTPORO:
          - PROTOSTMIOS: so os animais em que o blastporo vai originar a boca do embrio,
          sendo que o nus (que vai se formar s a partir dos asquielmintes !) ir abrir-se
          posteriormente. Todos os metazorios, exceto equinodermos e cordados.
          - DEUTEROSTMIOS: o blastporo ir originar o nus, sendo que a boca abrir
          posteriormente. Assim so os equinodermos e os cordados.
 Outras estruturas importantes no desenvolvimento embrionrio e que so usadas na classificao dos
 metazorios do filo dos Cordados: tubo nervoso (dorsal), notocorda, fendas farngeas (branquiais).




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                                Matrias > Biologia > Reino Animal (Metazoa) > Filos > Porferos ou Espongirios


 Porferos ou espongirios
 Pluricelulares simples, sem organizao em tecidos verdadeiros; poros em toda a superfcie do corpo,
 sem cavidade digestiva; exclusivamente aquticos, ssseis, filtradores; coancitos promovem corrente de
 gua dentro do corpo; reproduo sexuada com desenvolvimento indireto; larva; anfiblstula.
 A grande maioria  marinho. Uma s famlia de H20 doce (Demospongeae).

 Fixos (ssseis) quando adultos. Isolados ou coloniais. Coloraes vrias, devido a associaes com algas:
 acinzentadas, avermelhadas, amareladas, transparentes.
 As esponjas menores e simples mostram simetria radial, enquanto a maioria  assimtrica !
 Algumas so de grande valor comercial, pois o esqueleto inteiramente protico  usado como esponja
 (Demospongeae - subgrupo Keratosa), aps decomposio de todas as clulas vivas.
 Os porferos, ou espongirios, constituem o filo mais primitivo dos metazorios: embora sejam
 pluricelulares, suas clulas formam agregados frouxos, no constituindo tecidos verdadeiros.
 Caractersticas gerais
 Corpo com forma semelhante a um vaso.
 O revestimento se faz pela epiderme constituda por fina camada de clulas achatadas, os pinaccitos.
 Fixa num substrato, a gua entra por numerosos poros (porcitos) na superfcie do seu corpo e aps
 circular na cavidade do trio ou espongiocele (paragster) sair pelo sculo, que  a abertura no plo
 superior. Esse sentido de movimentao da gua  determinado pelo batimento unidirecional (direo


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 oposta ao corpo celular) de flagelos dos coancitos. Outra funo destas "clulas em colarinho" 
 fagocitar os alimentos que esto em suspenso na gua e realizarem a nica forma de digesto desses
 animais: intracelular.
 A sustentao  garantida por mesnquima gelatinoso, interno  camada de pinaccitos: no mesnquima
 esto mergulhadas espculas de calcrio ou silcio, clulas indiferenciadas ou amebcitos.O endoesqueleto
  formado por espculas minerais (calcrias ou silicosas, secretadas pelas clulas escleroblastos) e por
 filamentos da protena espongina. Os amebcitos so clulas mveis que participam da digesto, alm de
 desempenharem funo de transporte de alimentos; podem tambm se diferenciar em gametas.
 Os amebcitos so clulas indiferenciadas que podero repor (regenerar) todos os demais tipos celulares.




 A circulao da gua pelo interior do trio garante aos porferos a realizao das funes de nutrio,
 respirao, excreo e reproduo.




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 Os variados agregados celulares frouxos tm funes especiais, mas no h tecidos, isto , conjunto de
 clulas semelhantes que executam funes especficas. Faltam, ainda, clulas nervosas e uma cavidade
 digestiva (no h digesto extracelular ?!). Da, muitos autores considerarem as esponjas "um grupo 
 parte dos demais metazorios"      PARAZORIOS.
 Tipos de esponjas, com crescente grau de complexidade: Ascon, Sycon, Leucon.




 Reproduo
 Assexuada:
    q Por brotamento, dando origem a colnias com numerosos indivduos. As espcies de gua doce
      podero formar gmulas (estruturas de resistncia contendo numerosos amebcitos) que
      permanecero em estado de vida latente at terminar o perodo desfavorvel do ambiente, quando
      passaro a desenvolver novos indivduos.
    q Regenerao  uma caracterstica de todos os seres vivos, porm aqui ocorre facilmente, pois de
      uma esponja dividida em vrios fragmentos, cada parte (contendo amebcitos) poder reconstituir
      um novo indivduo.
 Sexuada:
    q Os porferos so hermafroditas, porm no possuem gnadas. Os gametas, que se formam a partir de
      amebcitos que sofrem meiose, so lanados no trio, onde ocorre a fecundao. Cada indivduo
      apresenta maturao de vulos e espermatozides em pocas diferentes, o que evita a
      autofecundao.
    q O desenvolvimento  indireto: aps a fecundao o zigoto se desenvolve em uma larva ciliada




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          tpica, livre-natante - anfiblstula - que sai pelo sculo, fixa-se em um substrato e cresce,
          originando novo indivduo.
 O zigoto desenvolve-se at blstula flagelada mvel; a gastrulao ser diferente dos outros metazorios
 !




                                                                     31_5



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 Celenterados ou cnidrios
 Pluricelulares, enterozarios (com cavidade gstrica), diblsticos - exclusivamente aquticos; dotados de
 clulas urticantes (cnidoblastos); duas formas bsicas; plipo (fixo) e medusa (livre-natante); isolados ou
 coloniais; sistema nervoso difuso; pode apresentar reproduo por metagnese.
 Animais aquticos, principalmente marinhos. Poucas espcies vivem em gua doce.
 As medusas ou guas-vivas constituem uma ameaa para banhistas e pescadores, podendo ocasionar
 "queimaduras srias".
 As colnias de corais enfeitam os fundos dos oceanos e servem de abrigo para muitas outras espcies de
 seres vivos. Os recifes de corais podem proteger algumas ilhas !
 Numerosas pessoas usam os exoesqueletos dos corais para confeccionarem bijouterias.


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 Caractersticas gerais
 Os celenterados, ou cnidrios, so os primeiros metazorios a exibir uma cavidade digestiva ou cavidade
 gastrovascular (1a ocorrncia nos animais), com uma abertura nica que funciona como boca e nus,
 portanto o tubo digestivo  incompleto. Todos os membros do filo possuem, ao redor da boca, tentculos
 dotados de clulas urticantes (cnidoblastos) que auxiliam na captura de alimentos. A digesto enzimtica
 do alimento comea nessa cavidade extracelularmente e termina no interior (intracelularmente) das
 clulas muscular-digestivas, que fazem parte da gastroderme.
 So animais de corpo mole e aquticos.
 Os cnidoblastos, exclusivos dos celenterados, so clulas especiais, dotadas de uma cpsula - nematocisto
 - contendo toxinas e um filamento inoculador enovelado. Na superfcie externa do cnidoblasto h um
 cnidoclio que, quando estimulado, provoca a abertura do nematocisto; o filamento inoculador  evertido,
 descarregando suas toxinas sobre a presa.




 Os cnidoblastos se distribuem pela epiderme e degeneram aps serem disparados. A sua regenerao,
 assim como dos outros tipos celulares, ser feita por clulas intersticiais indiferenciadas.




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 O sistema nervoso  difuso (1a ocorrncia nos animais) e formado por neurnios que se interligam da
 mesoglia para a gastroderme e epiderme. No apresentam crebro ou centro coordenador dos impulsos
 nervosos.
 Os celenterados apresentam respirao e excreo por difuso simples e em qualquer parte da superfcie
 corporal.
 H dois tipos morfolgicos bsicos de celenterados:
    q plipo: sssil, forma cilndrica, base presa a substrato; boca superior, rodeada por tentculos; vivem
       isolados ou formando grandes colnias (brotamento), unidos uns aos outros por seu exoesqueleto
       (corais). Existem ainda, as colnias flutuantes ou superorganismos, como as caravelas (Physalia
       sp), que possuem vrias formas de plipos (= polimrficas): gastrozides (nutrio), gonozides
       (reproduo), dactilozides (defesa = muitos cnidoblastos).




                                                        Plipo
      q   medusa: livre-natante, forma semelhante a "guarda-chuva"  livre natante. A boca fica voltada
          para baixo e pode estar circulada por longos tentculos onde se concentram numerosos
          cnidoblastos: clulas tpicas desse filo, que "disparam e injetam" um lquido urticante e de efeito
          paralisante nos animais (funes de captura e defesa !).




                                                                   Medusa
 A Cyanea capilata  medusa de mares frios ( 3 m; 40 m de extenso dos tentculos !).



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 Em diversas espcies, as formas de plipo e medusa se alternam dentro do mesmo ciclo vital. H outras
 espcies em que s ocorre um dos dois tipos morfolgicos.




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 O corpo dos celenterados apresenta duas camadas celulares, separadas por uma mesoglia gelatinosa: a
 epiderme (externa) e a gastroderme (interna), que possuem clulas contrteis e sensoriais.




 A locomoo ocorre graas a fibrilas contrcteis das clulas epiteliais gastrodrmicas que permitem aos
 celenterados movimentos de contrao e distenso do corpo e tentculos. Nas formas medusides, a
 contrao do corpo provoca a expulso de jatos de gua atravs da boca; a medusa se desloca no sentido
 oposto ao jato de gua, alternando contraes e distenses. Algumas formas polipides (Hydra)
 deslocam-se por meio de verdadeiras cambalhotas: fixando a regio oral soltam a regio basal do substrato
 para novamente fix-la em outro ponto.
 Nas formas medusides existem os roplios, estrutura sensoriais formados por clulas fotorreceptoras, e
 os estatlitos, relacionados ao equilbrio do corpo.




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                                                           Hidra - brotamento




                                                                                                      Pgina 4

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 Diversidade
 O filo dos celenterados compreende formas de vida isoladas e coloniais, representadas pelas guas-vivas
 (medusas), hidras, corais e anmonas.
  possvel agrupar as diferentes espcies de celenterados em trs classes: Hidrozoa, Cifozoa e Antozoa.
 Classe Hidrozoa
 Marinhos e dulccolas; h espcies coloniais e isoladas, com polimorfismo.
   q medusas de pequeno tamanho (com vu).

   q apresentam alternncia de geraes (metagnese): Obelia.

   q reproduo: assexuada nos plipos (brotamento) e sexuada nas medusas.

 Exemplo:
 hidra (plipo isolado), Obelia (colonial), caravela (Physalia).




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 Classe Cifozoa
 Exclusivamente marinhos, geralmente polimrficos. As medusas (guas-vivas)sem vu, so
 predominantes no ciclo (metagnese), chegando a atingir at 2 metros de dimetro; os plipos so
 diminutos, reproduzindo- se por estrobilizao. Durante a metagnese o desenvolvimento  indireto
 (larva plnula). Exemplo: Aurelia.




 Classe Antozoa
 Representada exclusivamente por formas polipides isoladas como as anmonas-do-mar (Actnia sp ou
 rosa-do-mar) , ou coloniais como os corais. Estes ltimos secretam esqueleto calcrio e formam os recifes
 de corais.


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      q    reproduo assexuada por bipartio ou brotamento.
      q    reproduo sexuada com formao de larva plnula.




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 Reproduo
 A maioria dos celenterados apresenta reproduo sexuada e assexuada, sendo grande o nmero de espcies
 que apresenta alternncia de geraes (metagnese). Nesse caso, a forma polipide produz
 assexuadamente pequenas medusas que, aps um perodo de desenvolvimento, produzem gametas de cuja
 fuso resulta o zigoto.
 A fecundao  externa na maioria dos celenterados, havendo espcies em que o encontro dos gametas
 ocorre dentro da cavidade gstrica. Nos casos em que o desenvolvimento  indireto (todas as espcies
 marinhas) o zigoto formado d origem a uma larva ciliada (plnula). Aps algum tempo a larva se fixa ao
 substrato dando origem a um novo organismo (plipo).
 Nas espcies que apresentam apenas a forma de plipo, esse se reproduz sexuadamente originando novos
 plipos. Os espermatozides so liberados na gua, nadando ao encontro do vulo. A fecundao e as
 primeiras divises ocorrem com o zigoto ainda preso ao organismo materno. Como sequncia do processo,
 o embrio se destaca e transforma-se em um plipo jovem que na maturidade repete o ciclo.


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 Platielmintes: Patogenia
 Vermes achatados
 Os platelmintos so metazorios triblsticos, protostmios, acelomados. Seu corpo achatado
 dorsiventralmente, com diferenciao ntero-posterior, exibe simetria bilateral. Princpio de cefalizao,
 evidenciado por regio ceflica anterior, onde se concentram gnglios nervosos e rgos sensoriais.
 Excreo por clulas-flama. H representantes de vida livre (planria) e parasitas de importncia
 epidemiolgica (Schistosoma; Taenia).
 Platielmintes + Asquielmintes + Aneldeos = VERMES, pois so invertebrados de corpo longo e sem
 membros locomotores.
 O corpo  recoberto por epiderme simples e pode apresentar cutcula (parasitas) ou clios (vida livre).
 O tubo digestivo  incompleto (ausncia de nus) ou inexistente (parasitas).
 A troca de gases (respirao)  feita por difuso simples atravs da epiderme.
 So de vida livre nos mares, rios (Dugesia sp), lagos (Planaria sp) , terra mida (Geoplana sp). Podem ser

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 parasitas, como as solitrias (tnias), esquistossomo, Fasciola, etc.
 A regenerao  muito intensa. Nas planrias, da fragmentao de um indivduo pode-se obter vrios.
 Caractersticas gerais
 O filo dos Platelmintos  considerado de grande importncia filogentica. Seus representantes
 exibem caractersticas que aparecem pela primeira vez na escala zoolgica:
    q  possvel reconhecer metade direita e esquerda (simetria bilateral), regio dorsal e ventral, e
        anterior e posterior;




                                                                                         Planria




      q   diferenciao do terceiro folheto germinativo (mesoderme) - so triblsticos;




 A mesoderme d origem aos rgos dos tecidos conjuntivo, muscular e excretor.
    q sistema nervoso com gnglios anteriores, dos quais partem cordes nervosos para todo o corpo,




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          indicando um incio de centralizao da coordenao; rgos sensoriais especializados para
          fotorrecepo (olhos simples ou ocelos).




      q   presena de sistema excretor dotado de estruturas especializadas, as clulas-flama (solencitos),
          que drenam o espao intercelular.




      q   gnadas internas e dutos reprodutores permanentes, alm de rgos copuladores. Os platelmintos
          em geral so hermafroditas, apresentando fecundao interna cruzada.




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 Diversidade
 O filo dos Platelmintos possui, entre os seus representantes, formas de vida livre e parasitas de grande
 interesse mdico e veterinrio. Os platelmintos de vida livre esto reunidos na classe Turbellaria, enquanto
 as classes Trematoda e Cestoda agrupam as formas parasitas.
 Classificao e reproduo:
             Classe Turbelrios: - vida livre, epitlio ciliado, sistema digestivo incompleto e
          ramificado, "olhos" (ocelos), aurculas (quimiorreceptoras).
          Exemplo:
          Planaria, Geoplana (terra mida). So hermafroditas (monicos), com fecundao cruzada
          e desenvolvimento direto. Podem tambm fazer regenerao.




                                                                                Planrias




             Classe Tremtodos: - ecto ou endoparasitas, epitlio com cutcula protetora, tubo
          digestivo incompleto. Podem ser hermafroditas ou diicos (sexos separados e dimorfismo
          sexual Schistosoma). O desenvolvimento indireto apresenta vrios tipos de larvas.
 Exemplo
 Schistosoma mansoni     tamanho 1,5 cm; a fmea fica alojada no canal ginecforo do macho.
 Fasciola hepatica   doena fasciolose (fgado de carneiros, bois).


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 Classe Cestides
            Endoparasitas. Cabea (esclex) com ganchos e ventosas + segmentos (proglotes).
          Epitlio com cutcula protetora e assimiladora. Tubo digestivo ausente.
          Exemplo:
          solitrias (tnias).




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 Asquielmintes: Patogenia
 Vermes cilndricos
 Os asquelmintos so triblsticos, protostmios, pseudocelomados (cavidade s parcialmente revestida pela
 mesoderme) . Seu corpo cilndrico, alongado, exibe simetria bilateral. Possuem sistema digestivo
 completo, sistemas circulatrio e respiratrio ausentes; sistema excretor composto por dois canais
 longitudinais (renetes-formato de H) ; sistema nervoso parcialmente centralizado, com anel nervoso ao
 redor da faringe. Todas as espcies so diicas (fecundao interna), ocorrendo em algumas ntido
 dimorfismo sexual. H muitas espcies parasitas do homem e outros vertebrados. Apresentam cerca de 10
 mil espcies.




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 Caractersticas gerais
 Os asquelmintos destacam-se dos demais filos por serem pseudocelomados esta cavidade  preenchida por
 lquido que funciona como um "esqueleto hidrosttico", alm de favorecer a distribuio de nutrientes
 e recolher excretas. Algumas espcies so microscpicas, enquanto outras chegam a mais de um metro de
 comprimento. Tambm so caractersticas exclusivas dos asquelmintos a ausncia de clulas ciliadas e os
 espermatozides amebides, sem flagelo, deslocando-se por pseudpodos. Outro aspecto importante deste
 filo  a ocorrncia de tubo digestivo completo (boca e nus) pela primeira vez na escala zoolgica.




 A maioria dos asquelmintos  de vida livre, habitantes de solo mido, areia, de guas estagnadas e at
 mesmo do mar. Entre os parasitas, alm daqueles que tm o homem como seu hospedeiro, h espcies que
 infestam outros animais ou plantas (razes, frutos).
 Entre os asquelmintos, o grupo mais numeroso e de maior importncia para o homem  a classe Nematoda,
  qual muitos autores atribuem a categoria de filo (filo Nematelminthes).
 Reproduo
 A reproduo dos asquelmintos  sexuada. So todos diicos, havendo ntido dimorfismo sexual na
 maioria das espcies. Os rgos reprodutores tubulares ficam mergulhados no lquido do pseudoceloma,
 fixando-se  parede do corpo somente na regio do poro genital.


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                                                                                                            Pgina 1

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 ANELDEOS
 Vermes segmentados
 Os aneldeos so triblsticos, protostmios, celomados. Tm o corpo cilndrico segmentado, dotado de
 apndices quitinosos (cerdas), exibindo simetria bilateral. Possuem sistema digestivo completo; sistema
 circulatrio fechado (vasos + "coraes" contrteis; possuem hemoglobina); sistema excretor constitudo
 por nefrdios (1 par por segmento); sistema nervoso ganglionar ventral.




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 Algumas espcies apresentam respirao branquial, embora a maioria tenha respirao cutnea. H
 espcies monicas e diicas; a maioria  de vida livre, ocorrendo tambm formas parasitas.
 Caractersticas gerais
 Destacando-se dos grupos estudados anteriormente, os aneldeos so animais celomados;  a primeira
 ocorrncia evolutiva de um celoma verdadeiro (cavidade completamente revestida por mesoderme). H
 uma outra caracterstica marcante - a segmentao do corpo em anis (metmeros) que no se restringe ao
 aspecto externo: a maioria das estruturas internas acompanha a segmentao, inclusive o celoma.
 Corpo revestido por cutcula (escleroprotena e colgeno) lisa e permevel.




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 Alguns aneldeos possuem pequenos apndices filiformes: as cerdas quitinosas, que podem ser movidas
 em qualquer direo por ao de feixes musculares. O nmero e a disposio das cerdas so utilizados
 como critrio de classificao dos representantes deste filo.
 A locomoo  feita pela ao alternada de feixes musculares. Quando uma minhoca contrai os feixes
 musculares circulares de uma regio do corpo, o lquido do celoma  pressionado e transmite essa tenso
 aos msculos longitudinais, que se distendem; essa regio do corpo se torna fina e longa. Logo depois as
 fibras longitudinais se contraem enquanto as circulares se relaxam, encurtando a regio e puxando para
 frente a parte imediatamente posterior. Esse deslocamento  facilitado pelo apoio fornecido pelas cerdas,
 que no permitem que o corpo da minhoca escorregue para trs.




                                                                                                            Pgina 2

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 Diversidade
 Os aneldeos de vida livre so encontrados no solo, na gua doce ou em ambientes marinhos. Algumas
 espcies marinhas so fixas, habitando no interior de tubos calcrios secretados pelo prprio verme.
 Outros se locomovem ativamente, explorando o ambiente  procura de alimento.
 De acordo com o nmero e a distribuio das cerdas na superfcie do corpo, os aneldeos so
 classificados em trs classes: Oligochaeta (poucas cerdas), Polychaeta (muitas cerdas) e Hirudinea (sem
 cerdas).
 Classe Oligochaeta
 Seus representantes vivem em ambientes de gua doce ou em solo mido. Os mais conhecidos so as
 minhocas - Lumbricus terrestris (Europa e Amrica do norte), Pheretima hawaiana (Brasil). So animais
 hermafroditas, mas apresentam fecundao cruzada e externa. Os vulos so fecundados no interior do
 casulo (produzidos pelo clitelo), onde ficam protegidos. O desenvolvimento  direto.




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 As minhocas alimentam-se de folhas mortas e pequenos animais; vivem enterradas, cavando tneis,
 atividade que promove aerao, drenagem e fertilidade do solo. So animais de hbitos noturnos,
 permanecendo dentro de tocas durante o dia.


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 Classe Polychaeta
 A maioria dos poliquetos  de ambiente marinho. Possuem vrios apndices sensoriais em sua extremidade
 anterior. Suas cerdas, numerosas, esto implantadas nos parapdios - expanses laterais do corpo. Podem
 nadar graas aos parapdios que funcionam como remos. Tem no Nereis o representante tpico. A
 espcie Eunice virides (palolo) serve de alimento para nativos das ilhas Samoa e Fiji. Alguns poliquetas
 podem atingir at 3 m de comprimento.
 Reproduo: em geral so diicos (unissexuados). Forma-se uma larva ciliada (trocfora). Podem, ainda,
 reproduzir-se assexuadamente por esquizognese (desprendem partes do corpo que regeneram novo
 indivduo).




                                                                                     Eunice virens




 Alguns poliquetos so predadores que se locomovem ativamente no ambiente  procura de alimento, como
 o Neanthes. H tambm poliquetos que vivem no interior de tubos, que ele prprio fabrica, unindo com
 suas secrees gros de areia ou ento secretando substncias ricas em clcio. Neste caso o alimento 
 trazido para dentro do tubo por correntes de gua, provocadas por movimentos dos parapdios e cerdas.




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 Classe Hirudinea
 Animais aquticos (lagos, rios e at gua salgada) ou terrestres. H alguns ectoparasitas de vertebrados,
 como a sanguessuga (Hirudo medicinalis).
 A sanguessuga possui duas ventosas, uma na regio anterior e outra na posterior. Desprovida de cerdas e
 parapdios, pode locomover-se por fixao das ventosas e alongamento do corpo. Encontrando um
 hospedeiro, fixa-se com as ventosas e perfura a pele. A ao da musculatura faringeana promove a suco
 do sangue do hospedeiro, que no coagula graas a uma substncia anticoagulante (hirudina) presente na
 saliva do parasita (foi usada, no passado para provocar sangrias).




                                                                                                              Pgina 3

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 Reproduo: so hermafroditas, mas a fecundao  cruzada. No h formas larvais.
 Reproduo
 Assexuada: entre os poliquetos pode ocorrer reproduo assexuada por esquizognese: pequenas pores
 da regio posterior do corpo se destacam, diferenciando novos indivduos.
 Sexuada: h aneldeos diicos (poliquetos), e muitas espcies monicas (oligoquetos e hirudneos).
 Quando monicas, a fecundao  interna, sendo o desenvolvimento direto.




 Entre os poliquetos a fecundao  externa, e o zigoto passa por um estgio de larva - trocfora - antes de
 se transformar em um verme jovem.




                                                                                          Trocfora




 Reproduo da minhoca
 A minhoca  monica: em cada indivduo h um aparelho reprodutor masculino e um feminino completos,


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 localizados ventralmente na regio anterior do corpo.
 O acasalamento ocorre com a unio da superfcie ventral de duas minhocas com suas extremidades
 anteriores opostas. Cada animal elimina seus espermatozides nos receptculos seminais do outro e o casal
 se separa em seguida. Os vulos maduros, eliminados atravs dos poros genitais, so envoltos em um
 casulo secretado pelo clitelo. Este casulo, que envolve o corpo como um anel, desloca-se para a regio
 anterior; quando passa pelos receptculos seminais, os espermatozides a armazenados fecundam os
 vulos (fecundao externa). O casulo continua seu deslocamento, e ao ser liberado do corpo do animal
 contm os ovos que daro origem a minhocas jovens, sem estgio larval (desenvolvimento direito).




                                                                     35_8



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 ARTRPODOS
  o filo que apresenta o maior nmero de espcies atuais (1 milho). Existem em todos os ambientes:
 gua doce ou salgada (microcrustceos  planctnicos; camares, lagostas  bentnicos livres; cracas -
 fixos), no solo (formigas, pulgas, tatuzinho ou "tatu-bola", aranhas, centopia, escorpies), no ar (voam =
 borboletas, abelhas, besouros, moscas).
 Os artrpodos tm estreitas relaes de parentesco com os aneldeos, sendo que a maior evidncia  a
 segmentao metamrica do corpo. Artrpodos primitivos (trilobitas  entre 600 e 250 milhes de anos
 atrs), hoje extintos, apresentavam, nas fases adultas, o corpo nitidamente dividido em segmentos
 semelhantes.




 Apesar de no ser to evidente nos artrpodos adultos atuais, devido  fuso e especializao dos
 segmentos (tagmas), a organizao metamrica est presente nas fases embrionrias de todas as
 espcies do grupo.




      q   Filo Onycophora - onychos, unha, garra ; phoros, portador.
      q   Os onicforos apresentam caractersticas intermedirias de aneldeos e de artrpodos. A
          espcie nativa do Brasil  o Peripatus acacioi. Os registros fsseis indicam pouca mudana na
          organizao bsica nos ltimos 500 milhes de anos.
      q   Corpo alongado, entre 5 e 10 cm de comprimento, pele aveludada e numerosos pares de patas
          curtas e grossas, terminadas em pequenas garras afiadas.

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      q   Na cabea h um par de antenas e um par de papilas secretoras de muco (jatos que imobilizam as
          presas). Vivem em ambientes muito particulares e midos (cutcula com pouca quitina), em
          florestas tropicais da frica, sia, Austrlia e Amrica do Sul.
      q   As semelhanas entre onicforos e aneldeos aparecem na organizao muscular, em camadas
          sob a pele, no sistema excretor (nefrdeos) e na estrutura dos rgos reprodutivos.
      q   As semelhanas com os artrpodos so o sistema circulatrio aberto e o sistema respiratrio
          traqueal.




                                                                                               Peripatus




                                                                                                           Pgina 2

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 Os artrpodes so animais triblsticos, protostmios e celomados. So metamericamente segmentados,
 bilateralmente e simtricos, com o corpo organizado em cabea, trax e abdome ou cefalotrax e
 abdmen. Apresentam apndices ou patas articuladas e exoesqueleto quitinoso; sistema digestivo
 completo, sistema circulatrio aberto e lacunar sistema nervoso formado por gnglio cerebral e cadeia
 ganglionar ventral.
 Os artrpodes constituem o maior grupo de organismos quanto ao nmero de espcies; estas so
 extremamente bem-sucedidas na explorao dos mais variados ambientes terrestres, areos, de gua doce e
 marinhos. Trata-se de um grupo muito diversificado, incluindo-se entre seus representantes os insetos,
 aranhas, escorpies, caranguejos, camares, alm das centopias, lacraias e piolhos-de-cobra.
 Caractersticas gerais
 Apesar de sua grande diversidade, todos os artrpodes exibem, em comum, as seguintes caractersticas:


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      q   Exoesqueleto: constitudo principalmente por quitina, podendo apresentar impregnao por sais de
          clcio. Somente nas regies de articulao de patas e antenas, ou entre as diferentes regies do
          corpo, a cutcula  fina e flexvel, permitindo a movimentao.




 Por possurem revestimento externo rgido, os artrpodes apresentam crescimento descontnuo, por meio
 de mudas ou ecdises (induzidas por hormnio: a ecdisona). Periodicamente, um novo esqueleto mole
 forma-se sob o mais antigo; a velha cutcula se rompe e o animal se solta, abandonando o revestimento
 anterior. Ocorre rpido aumento de volume do corpo, enquanto a nova cutcula ainda no se impregnou de
 quitina, continuando portanto mole e elstica.




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      q   Segmentao: os artrpodes so, alm dos aneldeos, os nicos invertebrados segmentados,
          diferindo deles por no apresentarem septos intersegmentares internamente. Tambm no h
          repetio dos rgos internos como nos aneldeos. Durante o desenvolvimento embrionrio pode
          ocorrer, nos artrpodes, fuso entre os metmeros, tornando menos evidente sua segmentao. 
          possvel entretanto identificar a diviso do corpo em trs grandes segmentos, distintos ou fundidos:
          cabea, trax e abdome.
      q   Apndices articulados: caracterstica que d nome ao grupo, os apndices dos artrpodes so
          formados por articulaes mveis. Os apndices so de vrios tipos, estando sua forma relacionada
           funo que realizam. Entre essas funes podemos citar as de locomoo (patas); captura, suco
          e triturao de alimentos (peas bucais variadas, pinas); limpeza do corpo e percepo de estmulos
          (patas, antenas).




                                                                                                           Pgina 3

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 DIVERSIDADE
    q Subfilo Uniramia  apresentam mandbulas, maxilas e outros apndices bucais. Tm um par de
      antenas.
 Classe Insecta
          a) Corpo com trs partes distintas: cabea, trax e abdmen.
          b) No trax esto trs pares de patas articuladas = hexpodos.
          c) Muitas espcies possuem asas, pelo menos numa fase (adulta). As asas so articuladas ao
          trax (dorsalmente) e podem ser em nmero de 4 ou 2 (Dpteros). So os nicos artrpodos
          ou invertebrados que podem voar.




          d) Na cabea esto os rgos dos sentidos como olhos (simples ou compostos - omatdeos),

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          um par de antenas (dceros) e o aparelho bucal, que pode ser: mastigador ou triturador 
          forte mandbula (gafanhoto, barata, formiga), lambedor  "espcie de lngua" (abelha,
          mosca), sugador  longa tromba tubulosa enrolada (borboleta), picador  estilete perfurante
          (mosquito).




          e) Como em todos os artrpodos, o exoesqueleto no permite o crescimento do inseto.
          Assim, ele precisa trocar o esqueleto periodicamente.  o processo de muda ou ecdise. f) A
          maioria apresenta dimorfismo sexual, reproduo sexuada com fecundao interna. Os
          insetos encontram-se em diversos ambientes, exceto o marinho.




                                                                                                           Pgina 4

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 Reproduo
 So diicos, com dimorfismo sexual e fecundao interna. O desenvolvimento pode ser direto ou indireto
 com metamorfose completa ou incompleta. De acordo com o tipo de desenvolvimento os insetos podem
 ser classificados em:
     q ametbolos: insetos com desenvolvimento direto.

 Exemplo:
 traa de livros;
     q hemimetbolos: desenvolvimento indireto, com metamorfose incompleta: as formas jovens
        (ninfas), que eclodem dos ovos, so semelhantes ao adulto (imago); a metamorfose de jovem a
        adulto ocorre atravs de mudas sucessivas.


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 Exemplo:
 gafanhoto, barata, percevejo, piolho.
    q holometbolos: desenvolvimento indireto, com metamorfose completa. Dos ovos eclodem formas
       vermiformes (larvas), que passam por mudas sucessivas, transformando-se em pupas. As pupas
       passam por modificaes profundas: h substituio dos tecidos larvais por tecidos caractersticos
       do adulto. O adulto formado rompe a cutcula pupal, emergindo para o ambiente: no ocorrem
       novas mudas.
              ovo        larva        pupa ou crislida             imago ou forma adulta.
 Exemplo:
 mosca, mosquito, borboleta, mariposa, pulga, formiga, abelha.




 Apresentam tubo digestivo completo, a respirao  traqueal e o sistema circulatrio  do tipo aberto ou
 lacunoso (seu sangue no tem funo no transporte de CO2 e O2). A excreo  feita por tbulos de
 Malpighi. O sistema nervoso apresenta vrios gnglios cerebrides; h uma cadeia ganglionar ventral e
 uma rede nervosa perifrica.




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                                                          Respirao traqueal




  Principais ordens dos insetos:
          1 - Tisanuros - ametbolos, no possuem asas: traas (alimenta-se da cola usada na
          encadernao de livros).
          2 - Ortpteros - hemimetbolos, possuem 4 asas na forma adulta: gafanhoto, grilo, barata,
          bicho-pau, louva-a-deus.
          3 - Hompteros - hemimetbolos, possuem 4 asas: cigarra, pulges (alimentam-se da seiva).
          4 - Hempteros - hemimetbolos, possuem 4 asas: percevejos - barbeiro (Triatoma), barata
          d'gua.
          5 - Dpteros - holometbolos, possuem duas asas (o 2o par est modificado em "balancins"
          = estruturas de equilbrio): mosca, mosquito, borrachudo, drosfila (mosquinha das frutas).
          6 - Lepidpteros - holometbolos, possuem 4 asas: borboleta, mariposa.


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          7 - Himenpteros - holometbolos, possuem 4 asas: formigas, abelhas, vespas (= insetos
          sociais).
          8 - Colepteros - holometbolos, possuem 4 asas: besouros, vaga-lumes, joaninhas.
          9 - Sifonpteros - holometbolos, no possuem asas (= "vestigiais"): pulgas (alimentam-se
          de sangue de aves e mamferos), "bicho-do-p" (= Tunga penetrans).
          10 - Anoplura - hemimetbolos, no possuem asas: piolhos (ovos = lndeas).




                                                                                                           Pgina 5

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 Importncia dos insetos para o homem:
          a) Transmissores (vetores) de doenas: barbeiro ("fezes" do percevejo Triatoma - doena
          de Chagas), pernilongos (malria  Anopheles; leishmaniose  Lutzomyia ou Phlebotomus;
          febre amarela, dengue  Aedes; filariose - Culex), ts-ts (mosca Glossina - doena do sono),
          mosca do berne (= Dermatobia; disenterias), piolho humano (Pediculus), etc. Os insetos
          que sugam sangue so hematfagos.
          b) Transmissores de doenas para animais domsticos como a vaca, cavalo, etc.
          c) Atacam as plantaes: larvas de Lepidpteros, Colepteros, pulges, formigas, etc.
          d) Destroem casas e mveis: cupins (insetos sociais).
          e) Podem ser peonhentos (= injetam veneno !): abelhas.
          f) Produzem alimento, como o mel.
          g) Produzem o fio da seda (bicho-da-seda = mariposa Bombyx mori ).
          h) Usados em experincias de gentica: drosfilas.
          i) Polinizam as plantas (entomofilia): abelhas, etc.
 Classe dos Diplpodos.
 So artrpodos que possuem o corpo alongado, cilndrico e dividido em cabea e tronco com muitas
 patas locomotoras.
          a) Na cabea esto os olhos e um par de antenas curtas, alm da boca.
          b) No tronco, formado por segmentos, apresentam 2 pares de patas por segmento
          (Miripodes).
          c) So lentos e se alimentam de matria orgnica em decomposio (vegetarianos).
          d) No so venenosos.


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          e) A respirao  traqueal. A excreo  feita por tbulos de Malpighi como nos insetos.
          f) A reproduo  sexuada, com fecundao interna e o desenvolvimento  direto.
 So encontrados em lugares onde h matria vegetal em decomposio, como troncos, folhas, etc.
 Conhecidos popularmente por piolho-de-cobra (embu) ou gongol.




 Classe dos Quilpodos.
 Apresentam muitas semelhanas com os piolhos-de-cobra, porm so de corpo achatado, geis e possuem
 um par de patas por segmento (Miripodes): centopias e lacraias (at 25 cm).
 Junto  cabea o 1o par de apndices so as forcpulas com ferres inoculadores de veneno, portanto so
 animais peonhentos e carnvoros.




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      q   Subfilo Crustceos - apresentam mandbulas, maxilas e outros apndices bucais. Tm dois pares
          de antenas e corpo geralmente dividido em cefalotrax e abdome.
          a) O exoesqueleto, em geral,  muito duro ("crosta") devido  impregnao calcria.
          b) A cabea e o trax esto fundidos formando o cefalotrax que se distingue facilmente do
          abdome.
          c) No cefalotrax esto: boca, dois pares de antenas, olhos simples ou compostos, ssseis ou
          pedunculados e ainda de      5 a 12 (ou mais) patas (torcicas, abdominais).
          d) A respirao  do tipo branquial, pois em geral vivem na gua.
          e) A circulao  do tipo aberta ou lacunosa. Possui a protena hemocianina.
          f) A excreo  feita, nos crustceos superiores (malacostrceos), por glndulas antenais ou
          glndulas verdes, cujos     poros se abrem na base das antenas.




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          g) O sistema nervoso apresenta gnglios cerebrais e uma cadeia ganglionar ventral.
 H crustceos marinhos (camaro, lagosta), dulccolas (pitu), terrestres (tatuzinho-de-jardim) e litorneos
 (caranguejos), alm de alguns representantes parasitas.
 Reproduo
 A maioria dos crustceos  diica, havendo poucos representantes monicos; ocorre tanto fecundao
 interna quanto externa. Nas espcies com fecundao interna, os pereipodos (patas torxicas) so
 utilizados como rgos copuladores, depositando os espermatozides no oviduto da fmea. Exemplo:
 camaro. Ocorrendo a fecundao, os ovos so eliminados pelo poro genital. Quando h fecundao
 externa, os espermatozides so depositados entre os pereipodes da fmea - nos receptculos seminais; a
 fmea ovula e a fecundao ocorre na superfcie do corpo. Exemplo: lagostim. O desenvolvimento pode
 ser direto ou indireto, com vrias fases larvais: nuplius, zo, mysis, meglopa, etc  (desenvolvimento
 indireto). Possuem grande capacidade de regenerao.




 Os Crustceos podem ser divididos em dois grandes grupos:
          1) Entomostrceos ou crustceos inferiores, como os Coppodos (Calamus, Cyclops,
          Daphnia), so microcrustceos muito importantes na formao do zooplncton marinho.
          2) Malacostrceos ou crustceos superiores, como lagostas, camares, siris, caranguejos,


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          lagostim, pitus, de grande interesse econmico.
 Os crustceos vivem, principalmente, na gua salgada ou doce, mas h espcie terrestre como o
 "tatu-bola" ou tatuzinho de jardim. Espcies aquticas podem ser ssseis (fixas) na forma adulta, como as
 cracas (Balanus) e lepas.




 Importncia dos crustceos:
 a) Os microcrustceos constituem parte fundamental do zooplncton marinho.
 b) Na alimentao humana .




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      q    Subfilo Quelicerados - apresentam quelceras e palpos. No tm antenas e o corpo  geralmente
          dividido em cefalotrax e abdome.
 Classe Merostomados:
 Rene apenas cinco espcies de um nico gnero. O ilustre representante atual  o Limulus, o
 caranguejo-ferradura: apresenta semelhanas morfolgicas com os crustceos; testes bioqumicos
 tambm mostram grandes semelhanas com aracndeos; encontra-se no Atlntico Norte e Costas da
 frica; carapaa em "ferradura", entre 20 e 30 cm; 5 a 6 pares de apndices abdominais modificados,
 com brnquias; tlson em forma de "espiga" para orientar o movimento; alimentam-se de moluscos,
 vermes e algas; desenvolvem larva achatada, de abdome segmentado e sem cauda; excreo: "glndulas
 coxais".




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 Classe Arachnida
 Os aracndeos so em sua maioria terrestres, vivendo em buracos no solo, sob pedras ou troncos.
          a) Corpo dividido em cefalotrax e abdmen; no h apndices.
          b) No cefalotrax esto os rgos dos sentidos (olhos, boca, pedipalpos = 2o par de
          apndices) e as oito patas locomotoras. No possuem antenas.
          c) As quelceras (1o par de apndices), nas aranhas, possuem ferres (aguilhes)
          inoculadores de veneno, portanto, so animais peonhentos.
          d) Os (pedi)palpos, nas aranhas so rgos sensoriais ou copuladores (no macho) e, nos
          escorpies, os palpos so grandes pinas preensoras.
          e) Nas aranhas o abdmen apresenta as aberturas das filotraquias (respirao), o poro
          genital, nus e as glndulas fiandeiras (teia).
          f) A respirao  por filotraquias. A circulao  do tipo aberta ou lacunosa. A excreo
           feita por tubos de Malpighi ou por glndulas coxais. O sistema nervoso apresenta gnglios
          cerebrides, cadeia ganglionar ventral, semelhante aos insetos.
 Reproduo
 Os aracndeos so diicos, havendo ntido dimorfismo sexual em muitas espcies. A fecundao 
 interna: o macho, com auxlio dos palpos, deposita o esperma na abertura genital da fmea. Os
 espermatozides ficam alojados nos receptculos seminais, fecundando os vulos que descem pelos
 ovdutos.
 As aranhas so ovparas: aps a fecundao a fmea tece um casulo (ovissaco) onde os ovos so postos e
 permanecem at a ecloso. Algumas aranhas carregam o ovissaco sobre o abdome, outras depositam-no
 sobre a teia.

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 Os escorpies so ovovivparos: os embries completam seu desenvolvimento dentro de ovos que
 permanecem no interior do organismo materno; a fmea expele pequenos escorpies totalmente
 desenvolvidos.
 Tanto em aranhas como em escorpies, o desenvolvimento  direto, no ocorrendo fases larvais. Nos
 caros (carrapatos) o desenvolvimento  indireto, sendo que em alguns ocorre partenognese.
 Ordens dos Aracndeos:
 1) Aranedeos:- aranhas, com quelceras e h espcies peonhentas. As mais perigosas so: armadeira
 (Phoneutria), viva-negra (Latrodectus), aranha-de-grama (Lycosa - "seta negra" no dorso) e
 aranha-marron (Loxosceles). Venenos: neurotxico, proteoltico, hemoltico.




 2) Escorpiondeos:- todas as espcies de escorpies so venenosas e peonhentas. O veneno
 (neurotxico)  injetado pelo ferro (tlson), na extremidade do ps-abdome (cauda).
 Tityus bahiensis, cor vermelho-amarronzado,  o escorpio mais comum em So Paulo.




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 3) caros:- carrapatos e outros tipos que tambm parasitam a pele de mamferos: sarna (Sarcoptes
 scabiei = escabiose), cravo da pele (Demodex foliculorum).




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 REPRODUO
 Caractersticas especiais !
    q   PARTENOGNESE:- parthenos = virgem; gnesis = origem.
 Forma de desenvolvimento em que o vulo (n) se desenvolve, formando um animal adulto (n), sem ter
 sido fecundado pelo espermatozide. A partenognese pode ser considerada um caso particular de
 reproduo sexuada, pois envolve gametas: o feminino.
 As abelhas melferas formam colnias altamente organizadas denominadas colmias. Nestas existem trs
 classes sociais, ou castas: a rainha, os zanges e as operrias. A rainha  a nica fmea frtil da colmia
 e sua funo  a postura dos ovos, dos quais se originam todos os indivduos. Os zanges so machos
 cuja funo  fecundar a rainha. As operrias so fmeas estreis cuja funo  construir a colmia e
 cuidar de sua manuteno, fornecendo alimento e segurana a todos os seus moradores.
 A rainha, ao se tornar sexualmente madura, voa e se acasala no ar com diversos zanges, armazenando o
 esperma em sua espermateca. A seguir retorna  colnia e comea a pr ovos dentro de clulas hexagonais
 de cera, construdas pelas operrias especialmente para essa finalidade.
 A rainha pode colocar dois tipos de "ovos", dependendo do tamanho da clula de cera: fecundados e
 no-fecundados. Os ovos fecundados originam fmeas diplides. Os "ovos" no-fecundados (= vulos)
 desenvolvem-se por um processo denominado partenognese e originam machos haplides (=
 partenognese arrentoca).
 Uma fmea ser operria ou rainha dependendo da qualidade da alimentao que recebe na fase larval,
 alm da influncia do ferormnio exalado pela rainha. Larvas de operrias e de zanges so alimentadas
 principalmente com mel, enquanto as larvas que originaro as rainhas so alimentadas com (maior
 quantidade de) uma substncia rica em hormnios, a gelia real, produzida pelas operrias adultas.
 Certas populaes de lagartos da regio amaznica, Cnemidophorus leminiscatus, so constitudos
 exclusivamente por fmeas, que se reproduzem por partenognese (= partenognese teltoca). Outras
 populaes, no entanto, tm machos e fmeas que se cruzam normalmente.

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 A partenognese  processo freqente em invertebrados: pulges (onde se observou pela 1a vez  1740),
 crustceos (dfnias), insetos himenpteros (abelhas, vespas, formigas), vermes (nemtodos, aneldeos);
 rpteis (lagartos).
 Pulges apresentam partenognese cclica:
    q Ovos de resistncia (2n), com casca especial, so botados no inverno e esto aptos para atravessar
      esse perodo.
    q Em fins do inverno e incio da primavera, rompe-se a dormncia e os ovos (2n) se desenvolvem,
      formando sempre fmeas (2n) adultas.
    q Durante todo o vero, essas fmeas (2n), atravs da meiose produzem vulos (n). Cada um desses
      vulos (n) desenvolve-se partenogeneticamente, formando sempre fmeas (n) adultas (=
      partenognese teltoca).
    q Em fins de vero e no outono, os vulos (n), que continuam a desenvolver-se por partenognese,
      formam s vezes adultos machos (n) e outras vezes fmeas (n), caracterizando a partenognese
      deutertoca.Esses machos e fmeas adultos e haplides, acasalam-se durante o outono, e a fmea
      ir botar os seus ovos (2n) de resistncia, para atravessar o inverno.


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 Moluscos
 Animais de corpo mole
 Os moluscos so animais triblsticos, celomados, protostmios e bilateralmente simtricos. Seu corpo,
 organizado em trs partes bsicas- - cabea, p e massa visceral -  coberto por um fino manto calcrio,
 geralmente externo. Possuem sistema digestivo completo, sistema circulatrio aberto e sistema nervoso
 formado por trs ou quatro pares de gnglios. A excreo  feita por rins. A respirao  pulmonar
 (terrestres) ou por brnquias (aquticos).
 Caractersticas gerais
  Neste filo esto includos caracis, caramujos, lesmas, ostras, lulas, polvos. Nele esto os maiores
 invertebrados que se conhece, como a concha do Pacfico com 1,2 m ou a lula gigante (Architeutis =
 cefalpodo do Atlntico Norte; at 15 m de comprimento de tentculos; circunferncia do corpo 3,5 m;
 vive de 300 a 600 m de profundidade; so nadadores no rpidos).  o 2o maior filo do reino Animal em
 nmero de espcies (cerca de 110 mil).
 Caractersticas comuns a todos os representantes:
          a) No apresentam corpo segmentado, possuem simetria bilateral, so triblsticos,
          celomados esquizoclicos e protostmios.


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          b) O corpo  macio e flexvel e pode apresentar uma forte concha calcria que serve para
          proteg-lo. A maioria vive no mar (em geral, nas guas rasas ao longo do litoral), mas h
          diversas espcies de gua doce e terrestres.
          c) O organismo pode ser dividido em trs partes: cabea, p e massa (saco) visceral.




          d) Na massa visceral esto os rgos da digesto, excreo (nefrdios) e reproduo.
          e) Abaixo da concha est uma dobra da pele que  o manto ou plio, o qual secreta a concha.




          f) Entre o manto e a massa visceral h um espao ou cavidade do manto (paleal), onde se
          acha o aparelho respiratrio (brnquias ou "pulmes").
          g) A reproduo  sempre sexuada, mas apresenta particularidades em cada classe.
          h) O sistema nervoso  composto por vrios pares de gnglios, unidos entre si atravs de
          cordes nervosos. Os gnglios cerebrides esto na cabea e deles partem nervos para os

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          principais rgos dos sentidos (olhos, tentculos, etc). Os gnglios pedais inervam a
          musculatura desse rgo, enquanto os gnglios viscerais inervam os rgos viscerais e o
          manto.




                                                                                                           Pgina 2

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 Diversidade
 O filo dos moluscos pode ser dividido em trs classes principais, segundo o formato e estrutura de sua
 concha e as adaptaes das diferentes partes do corpo: Gastropoda, Pelecypoda e Cephalopoda.
 Classe Gastropoda
 Caramujos (gua doce ou no mar) e caracis e lesmas (ambiente terrestre). Possuem p, cabea e massa
 visceral, estando na cabea dois pares de tentculos, sendo que um dos pares tem olhos na extremidade.
 O p  bem desenvolvido e desliza sobre um muco escorregadio secretado por glndula do p.
 Na boca h a rdula que serve para raspar o alimento. Nos terrestres a respirao  "pulmonar" a
 cavidade do manto  vascularizada, semelhante a pulmes. Nos aquticos a respirao  branquial.
 A concha  formada por uma pea, da serem univalvos.
 A reproduo  sexuada e, em geral, so hermafroditas. Os terrestres tm desenvolvimento direto e
 os aquticos tero dois estgios larvais: trocfora, que evolui a vliger.




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 Classe Lamelibrnquios ou Pelecpodos ou Bivalvos
 Os pelecpodes so moluscos exclusivamente aquticos, cujo corpo mole  abrigado por uma concha
 bivalve articulada. Possuem p bastante desenvolvido e massa visceral volumosa, no havendo cabea
 diferenciada.
 A concha  formada por duas peas e a cabea  muito reduzida. O p  muito desenvolvido. So animais
 filtradores. Tm estilete cristalino que facilita a digesto estomacal. Muitos so fixos na fase adulta, como
 mexilho e ostras (= bisso penacho). Outros conseguem locomover-se, como o Pecten (vieira).




 Certas espcies de ostras podem produzir a prola entre o manto e a concha. Antigamente as conchas de
 grandes bivalves de gua doce eram usadas para fabricar botes de madreprola.
 Nesta classe esto as conchas gigantes, com quase 2 metros de tamanho (Tridacna).
 Na reproduo so diicos, a fecundao  externa e formam larvas: trocfora que evolui a vliger (vida
 livre); e gloqudio (larva parasita de brnquias de peixes na gua doce).




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 Classe Cephalopoda
 O nome refere-se ao fato de terem os tentculos (modificao do p muscular !), com ventosas, como se
 sassem da cabea.
 So moluscos bem desenvolvidos, com olhos semelhantes aos dos vertebrados, sistema circulatrio
 fechado e sistema nervoso bem desenvolvido.
 Nesta classe esto as lulas e os polvos (= sem concha). Possuem rdula e mandbula em forma de bico. O
 manto recobre a massa visceral. Lulas e spias tm concha interna !
 Nautilus e Argonauta so representantes que apresentam concha externa !
 Na reproduo so diicos. O desenvolvimento  direto. So todos marinhos.




 Reproduo
 Os cefalpodes so diicos, com fecundao interna e desenvolvimento direto. O macho deposita um
 espermatforo na cavidade do manto da fmea, utilizando-se de seus tentculos. Aps a fecundao, os


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 ovos, ricos em vitelo, so postos agrupados em cpsulas gelatinosas. Ao eclodirem os ovos, emergem
 jovens cefalpodes capazes de nadar e capturar alimento.




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 H outras classes:
    q Monoplacforos (Neopilina)  concha em forma de placa; vivem exclusivamente no mar, em
       geral de 2 a 7 mil metros de profundidade; so filtradores, alimentando-se de microrganismos.




                                                                                                    Neopilina




      q   Anfineuros ou Poliplacforos (Chiton)  a concha tem grande semelhana entre as regies
          anterior e posterior e  formada por oito placas encaixadas  mede entre 5 e 8 cm de comprimento.;
          vivem exclusivamente no mar, em gua rasas, deslizando sobre rochas submersas, das quais raspa as
          algas de que se alimenta.




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      q   Escafpodos (Dentalium)  a concha lembra uma pequena presa de elefante, oca e aberta nas
          duas extremidades; exclusivamente marinhos, vivem enterrados na areia ou no lodo e possuem um
          p afilado, especializado em cavar.




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 H muitas espcies de moluscos de grande importncia para o homem: na alimentao (ostras, mariscos,
 mexilhes, polvos, lulas); o gnero Teredo  bivalve perfurador, que causa estragos em cascos de
 embarcaes de madeiras; podem ser hospedeiros intermedirios de doenas (esquistossomose =
 caramujo Biomphalaria; fasciolose = caramujo Lymnaea).


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 Equinodermos
 So animais triblsticos, enterocelomados e deuterostmios como os Cordados. Portanto, o nus se
 origina do blastporo. Nos outros invertebrados (protostmios) o blastporo d origem  boca. So os
 invertebrados mais evoludos. Invertebrados exclusivamente marinhos. Na fase adulta podem ser fixos
 como os "lrios-do-mar" ou podem locomover-se como as estrelas-do-mar, os ourios-do-mar, as
 serpentes-do-mar e os pepinos-do-mar.
 As larvas (plteus; bipinria, etc) apresentam simetria bilateral. Os adultos, simetria radial.
 O tubo digestivo  simples, podendo apresentar cecos (estrelas-do-mar) que se originam no estmago. Na
 boca do ourio-do-mar h a lanterna-de-aristteles ("raladora"). Os Ofiuros, s vezes algumas estrelas,
 no apresentam nus.
 A respirao e a excreo ocorrem por difuso pela superfcie do sistema ambulacrrio ou pelas
 brnquias (ourio-do-mar; estrela-do-mar). No h sistema circulatrio como nos outros animais. O
 sistema hemal (= conjunto de canais e lacunas) faz, parcialmente, as funes de sistema circulatrio.
 O endoesqueleto  constitudo por placas calcrias, distribudas em cinco zonas ambulacrais alternadas
 com cinco zonas interambulacrais. As zonas ambulacrais possuem numerosos orifcios, por onde se


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 projetam os ps ambulacrais, estruturas relacionadas com a locomoo. Na face dorsal do esqueleto h
 uma placa central ou disco (onde se abre o nus), rodeada por cinco placas, cada uma com um orifcio
 genital. Uma dessas placas exibe, alm do orifcio genital, numerosos poros ligados ao sistema ambulacral:
 trata-se da placa madreprica.
 Esqueletos calcrios: vista dorsal  esquerda, vista vental  direita.




 Assentados sobre as placas esto os espinhos, dotados de mobilidade graas aos msculos presentes em
 sua base. Entre os espinhos, pequenas estruturas com a extremidade em forma de pina, as pedicelrias,
 constitudas por dois ou trs artculos, com funes de defesa e limpeza da superfcie corporal.




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 Os equinodermos possuem um sistema de locomoo constitudo por canais, o sistema ambulacral. Este
 sistema abre-se para o exterior atravs dos poros da placa madreprica. Segue-se o canal madreprico,
 que se liga ao canal circular que circunda o tubo digestivo. Deste partem cinco canais radiais que
 percorrem o corpo do animal, emitindo expanses pares - as ampolas - ligadas aos ps ambulacrais
 tubulares, que se projetam para a superfcie externa do corpo. Os ps ambulacrais se contraem ou
 distendem conforme as variaes de presso promovidas no lquido que os preenche. Essas variaes
 devem-se aos msculos que envolvem as ampolas. A coordenao dos movimentos dos ps ambulacrais
 promove o lento deslocamento desses animais sobre os substratos marinhos.




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 O sistema nervoso  formado por nervo anelar ao redor da faringe e nervos radiais. H clulas tteis e
 olfativas em toda a superfcie do corpo. As estrelas-do-mar possuem clulas fotorreceptoras nas
 extremidades dos braos.
 O esqueleto  interno (endoesqueleto mesodermal), recoberto pela epiderme. O esqueleto  formado por
 placas calcrias fixas ou articuladas (mveis). As placas podem ter espinhos (da o nome do filo) que se
 movem por meio de msculos e ainda pedicelrias que fazem a limpeza e defesa do corpo.




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 Na reproduo sexuada os animais so diicos e de fecundao externa. Nos ourios-do-mar a larva 
 equinoplteus, enquanto nas estrelas-do-mar as larvas so bipinria e braquiolria. So animais muito
 usados para estudos do desenvolvimento embrionrio e partenognese.
 Desenvolvimento embrionrio de uma estrela-do-mar. Nas figuras A e B, as larvas so planctnicas.




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 Larvas de ourio-do-mar (planctnicas).




 A regenerao  muito intensa. Na estrela-do-mar, alm de regenerar os braos, se dividida em vrias
 partes, cada parte dar um novo indivduo e podemos ento falar em reproduo assexuada. Os
 pepinos-do-mar, quando perseguidos, podem eliminar parte de suas vsceras e depois regener-las.




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 Os equinodermos podem ser divididos em vrias classes:
    q   Equinides:
          r ourios-do-mar; bolachas-da-praia (= corrupio = ourio irregular).

          r corpo circular, abaulado (ourio) ou achatado (corrupios), sem braos. Locomovem-se pelo
            movimento dos espinhos e dos ps ambulacrais.




 Bolacha-da-praia.




      q    Asterides:
             r estrelas-do-mar.

             r corpo achatado, em forma de estrela, com 5 a 50 braos. Locomoo por ps ambulacrais,
                localizados na face ventral do corpo.




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      q    Holoturides:
            r pepinos-do-mar".

            r corpo alongado, em forma de salsicha, sem braos. Locomoo por ps ambulacrais
               localizados em fileiras ao longo do corpo.




      q    Ofiurides:
             r serpentes-do-mar.

             r corpo achatado, com cinco braos finos e flexveis, separados uns dos outros, ligados a um
                disco central. Locomoo por movimentos ondulantes dos braos.




      q    Crinides:
             r lrios-do-mar".

             r corpo em forma de taa, com cinco braos ramificados, finos e flexveis, que lembram
                plumas. Alguns so fixos ao fundo do mar por meio de pednculos; outros nadam
                movimentando os braos.




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 CORDADOS: PROTOCORDADOS E
 VERTEBRADOS
 ETAPAS EVOLUTIVAS
 Animais de simetria bilateral, triblsticos, enterocelomados, deuterostmios. Apresentam, com
 exclusividade, durante seu desenvolvimento:
          1)Fendas na faringe ou fendas branquiais.
          2)Notocorda ou Chorda dorsalis que poder ser substituda pela coluna vertebral.
          3)Tubo nervoso dorsal. Nos invertebrados h cordes nervosos, no tubo !
          4)Cauda (regio do corpo, prolongada alm do nus). O filo dos cordados  dividido em
          sub-filos: Protocordados e Vertebrados.
 Verifique na anlise comparada a seguir, a "passagem evolutiva" de invertebrados para cordados, onde so
 considerados:
    q forma de alimentao (filtrao branquial).

    q caractersticas embriolgicas (celoma; evoluo do blastporo; formas larvais, etc).

    q aspectos bioqumicos (protenas; creatina - fosfato  cordados; etc).
    q registro fssil.




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 Filogenia do reino animal, proposto por Hanson.




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 Filogenia do reino animal, de acordo com Hyman.




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 Os cordados constituem um filo extremamente diversificado quanto ao tamanho e ao aspecto geral de seus
 representantes. Entre estes se incluem a ascdia e o anfioxo (cordados primitivos), alm dos diferentes
 grupos de animais vertebrados: peixes, anfibios, rpteis, aves e mamferos.
 O agrupamento de organismos to diversos em um nico filo baseia-se principalmente em aspectos do
 desenvolvimento embrionrio. Na fase de nurula todos os cordados exibem o mesmo padro bsico de
 organizao do corpo, sendo possvel identificar as trs estruturas que caracterizam o grupo: notocorda,
 fendas branquias e tubo nervoso dorsal.
    q Notocorda: eixo longitudinal de sustentao do corpo, constitudo por tecido conjuntivo frouxo
       revestido por tecido conjuntivo fibroso. Forma-se dorsalmente, acima do tubo digestivo e abaixo do
       tubo neural (ou nervoso), ao qual serve de sustentao. Pode persistir por toda a vida nos
       protocordados (cordados primitivos), enquanto que nos adultos de cordados superiores (vertebrados)
        substituda pela coluna vertebral;
    q Tubo neural: tubo de origem ectodrmica localizado na regio dorsal do embrio, acima da
       notocorda. A partir do tubo neural desenvolve-se o sistema nervoso central dos cordados adultos;
    q Fendas branquiais: aberturas laterais da faringe; origem embrionria do sistema respiratrio. Nos




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          cordados aquticos estas fendas do origem s brnquias dos adultos. Nos demais cordados, cujos
          adultos possuem respirao pulmonar, as fendas branquiais se fecham durante o desenvolvimento.




 A notocorda, o tubo neural e as fendas branquiais so estruturas que no se mantm em todos os
 adultos: formadas nos estgios mais jovens, so substitudas por outras durante o desenvolvimento da
 maioria dos cordados.
 Classificao
 PROTOCORDADOS (Cordados invertebrados):
          a) No h formao da coluna vertebral, permanecendo a notocorda, pelo menos em parte
          do organismo, durante a fase adulta.
          b) So exclusivamente marinhos, como os equinodermos.
          c) A reproduo  sexuada, podendo formar larvas planctnicas que sofrem metamorfose.
          d) O tubo nervoso no forma encfalo e nem h crnio. Da serem acrnios.
 Um dos critrios utilizados para classificar os cordados refere-se  substituio do tecido conjuntivo, que
 forma a notocorda, por tecido sseo. Em alguns cordados no ocorre esta substituio, sendo a notocorda a
 nica estrutura de sustentao do corpo: so considerados cordados primitivos e reunidos no subfilo
 protochordata. Os cordados em que ocorre esta substituio - a notocorda ser substituda pela coluna
 vertebral - esto reunidos no subfilo Vertebrata. Os vertebrados so tambm denominados craniados,
 pois a poro anterior do sistema nervoso central - encfalo - fica abrigada no interior de uma caixa ssea
 denominada crnio. Em oposio, os protocordados que no possuem crnio so chamados de
 acraniados.




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 Os protocordados so representados pelos seguintes grupos:-
    q Urocordados ou Tunicados - o nome significa "notocorda na cauda" (s no estgio larval!) e
       possuem uma tnica ou espcie de exoesqueleto formado por tunicina, semelhante  celulose. So
       marinhos e fixos na fase adulta. Ascdia negra  o representante (hermafrodita) mais conhecido
       desse grupo.




      q   Cefalocordados - o nome diz "notocorda na cabea". Na realidade a notocorda existe em todo o
          corpo. So os protocordados que se assemelham a peixes e so fundamentais para o estudo das
          caractersticas do filo Cordados.
          O representante anfioxo (extremidades em forma de seta ou lana) ou Branquiostoma (brnquias na
          boca) tem apenas alguns centmetros. No possuem nadadeiras. Vivem parcialmente enterrados na
          areia e no nadam, deslocando-se aos saltos. Em certas partes da China  usado como alimento. So
          marinhos, diicos, de reproduo sexuada, fecundao externa e desenvolvimento direto. A
          circulao  aberta (lacunar) e a excreo  feita por clulas semelhantes s clulas-flama
          (nefrdios).




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 Observao:
 ''Filo'' Hemicordados - que significa "meia corda". Estrutura "semelhante"  notocorda, existente
 apenas na parte anterior do adulto. So representados pelo Saccoglossum e Balanoglossus = corpo
 vermiforme, formado por: probscide ou tromba, colarinho e tronco alongado; podem ter mais de 1 m e
 vivem em galerias escavadas na areia do fundo do mar. Sua larva tornria  muito semelhante s larvas de
 equinodermos! Importante caracterstica para a anlise evolutiva!




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 Subfilo Vertebrata
 Assim como os protocordados, os vertebrados pertencem ao filo dos Cordados e portanto tero as
 caractersticas gerais do filo. Possuem, porm, caractersticas que os diferenciam dos protocordados:
          a) Coluna vertebral formada por vrtebras que so "ossos" que giram e que envolvem e
          substituem a notocorda do embrio.
          b) O tubo nervoso dilata-se na extremidade dando origem ao encfalo, onde esto ligados os
          rgos dos sentidos.
          c) O crnio  uma caixa cartilaginosa ou ssea que envolve e protege o encfalo. Da a
          denominao de Craniados.




          d) A pele dos vertebrados  formada por duas camadas: epiderme e derme. A epiderme 
          sempre pluriestratificada. Nos protocordados e invertebrados a epiderme  um epitlio
          simples.
          e) Na pele podem estar anexos como: plos, penas, escamas, etc.
          f) No embrio aparecem os anexos embrionrios: saco vitelino, crion, mnion e alantide.
 A caracterstica fundamental dos vertebrados  a presena de um eixo longitudinal de sustentao do
 corpo: a coluna vertebral. A coluna que substitui a notocorda do embrio  formada por numerosas
 vrtebras - peas sseas ou cartilaginosas, superpostas e articuladas. Alm de dar sustentao ao corpo, a
 coluna vertebral serve como suporte do tubo nervoso.
 Os vertebrados, inicialmente so divididos em dois grupos: AGNATOS (sem mandbula), como os
 ciclstomos, e, GNATOSTOMADOS (com mandbulas), como Peixes, Anfbios, Rpteis, Aves e
 Mamferos.




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 Embora exibam grande diversidade de formas, os vertebrados apresentam padres estruturais
 relativamente homogneos: o revestimento do corpo  estratificado, dotado de anexos como escamas,
 plos, penas e glndulas. Todos os vertebrados possuem sistema digestivo completo, com glndulas
 anexas (salivares, fgado, pncreas) secretando enzimas digestivas em seu interior. O sistema circulatrio
  fechado, com o corao composto por duas ou mais cmaras. A respirao  pulmonar (terrestres) ou
 branquial (aquticos), ocorrendo tambm respirao cutnea. A excreo  realizada por rgos altamente
 especializados, os rins resultantes do agrupamento de unidades excretoras que so nefrdios modificados
 (nfrons).
 O sistema nervoso dos vertebrados mostra grande centralizao, sendo constitudo por:
    q encfalo: poro anterior dilatada, contida na caixa craniana - onde se concentram os centros de
        coordenao nervosa das diferentes funes vitais:
    q medula espinal: regio no dilatada do tubo nervoso, localizada dentro de um canal que percorre
        toda a coluna vertebral. Veja a sntese evolutiva dos vertebrados:




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 Sntese evolutiva:
 1as formas de vida PR-CAMBRIANO ("janeiro").
     q poucos fsseis conhecidos h mais de 1 bilho de anos!
   HEMICORDADOS (Pterobrnquios): CAMBRIANO ("fevereiro")                                       600
               milhes de anos!



                 Praticamente todos os invertebrados esto presentes



   AGNATA: ORDOVICIANO ("maro"                               1os agnatos)

                   Ostracodermos = agnatos primitivos (500 milhes de anos).
                      q pequenos (10 a 20 cm); corpo achatado, recoberto por armadura com
                         placas sseas; a notocorda era desenvolvida nos adultos (no existia
                         ainda coluna vertebral!); viviam no fundo dos mares, alimentando-se por
                         filtrao do lodo.
                      q a maioria se extinguiu, mas uma de suas linhagens evoluiu e originou as
                         lamprias - e os peixes-bruxas (feiticeiras) atuais.
   PLACODERMOS (mandibulados) SILURIANO ("abril")                                      440 milhes de
              anos!
                        q   peixes dotados de duas aquisies evolutivas importantes:
                            MANDBULA (gnatostmios) e NADADEIRAS PARES!
                        q   pela sua habilidade de movimentao e mandbula mvel, tornaram-se
                            predadores eficientes e puderam atingir grandes tamanhos (chegavam a
                            10 m de comprimento).
                        q   foram eles os ancestrais de todos os vertebrados!
                   OSTECITIES: incio do DEVONIANO ("maio").

                        q     400 milhes de anos       muito mais antigos que os tubares.
                        q   no incio predominavam em H2O doce; mais tarde invadiram o mar, onde
                            se tornaram o grupo dominante.
                        q   os primeiros ostecities respiravam tanto por meio de brnquias como
                            atravs de uma bolsa ligada  faringe, que atuava como um espcie de
                            pulmo.
                        q   no incio do Devoniano j estavam diversificados em trs
                            grupos:actinoptergeos ou peixes com nadadeiras radiais,
                            crossoptergeos ou peixes com nadadeiras lobadas e dipnicos ou peixes
                            pulmonados.
                        q   os actinoptergeos tiveram enorme sucesso evolutivo e deram origem 
                            absoluta maioria dos peixes sseos atuais. O primitivo pulmo se
                            desligou da faringe e deu origem  bexiga natatria.

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                        q   os dipnicos permaneceram em ambientes de gua doce, utilizando seu
                            pulmo primitivo como rgo respiratrio acessrio das brnquias.
                        q   Hoje, s 3 gneros vivem: na Amrica do Sul (Lepidosiren - nossa
                            pirambia, da Amaznia), frica e Austrlia.
                        q   os crossoptergeos foram considerados extintos at 1939, quando um
                            exemplar vivo do grupo, o celacanto (= fssil vivo!), Latimeria, foi
                            capturado por pescadores no sudeste da frica; hoje, so prximo de 200.

                   CONDRCTIES: - final do DEVONIANO!




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 ANFBIOS
   q evoluram dos crossoptergeos = ostectios de nadadeiras lobadas, muito provavelmente, peixes
     aparentados aos dipnicos atuais.
   q CARBONFERO ("junho")              350 milhes anos!
   q PERMIANO ("julho") = verdadeiros vertebrados terrestres!

   q os fsseis mais antigos datam de 350 milhes de anos.

   q a semelhana desses fsseis com os de um peixe de nadadeiras lobadas, chamado Eusthenopteron,
     sugere que este deve ter sido o ancestral dos anfbios e de todos os demais tetrpodos!
 RPTEIS
   q evoluram de anfbios primitivos, h   300 milhes de anos!
   q eram animais de pequeno porte, com o aspecto de um lagarto atual e que se alimentavam de insetos.

   q dos diversos grupos de rpteis que surgiram posteriormente, destacaram-se os terapsidas, que
     deram origem aos mamferos, e os tecodontes, que deram origem aos dinossauros, hoje extintos,
     s aves e crocodilos atuais.
   q PERMIANO ("julho")        280 milhes de anos!
   q TRISSICO ("agosto")       230 milhes de anos!


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      q   JURSSICO ("setembro") 180 milhes de anos! Idade dos Rpteis, cujo declnio ocorreu de
          200 milhes de anos passados a 80 milhes de anos.
      q   a partir de ancestrais tecodontes, surgiram os dinossauros (terrestres) e os pterossauros (voadores).
          Esse animais dominaram o ambiente terrestre por quase 150 milhes de anos.
      q   CRETCEO ("outubro") 140 milhes de anos! Primeiros primatas!
      q   Esses trs ltimos perodos esto na Era Mesozica.




             h 65 milhes de anos, houve uma onda de extines que atingiu um grande nmero de
          espcies terrestres, talvez provocada pelo impacto de um grande meteoro. Nessa poca
          ocorreu o desaparecimento dos dinossauros.
 Os cientistas acreditam que cerca de 25% das famlias de animais marinhos se extinguiram!
    q o desaparecimento da maioria das espcies de rpteis abriu caminho para a expanso e
       diversificao de aves e mamferos.
    q caractersticas marcantes dos rpteis: pele seca e ovo com casca + anexos!

 AVES
   q evoluram de rpteis tecodontes primitivos     JURSSICO ("setembro").
   q o Archaeopteryx lithografica  um famoso fssil de ave datado do Jurssico(150 milhes de
     anos!); esse animal era pouco maior que um pombo, tinha ossos compactos e pesados, dentes e uma
     longa cauda de lagarto, com penas. J era voador, embora suas asas mostrem trs pequenos dedos
     livres, com garras e uma longa cauda lembrando muito mais um rptil.
   q os cientistas acreditam que o Archaeopteryx teve um ancestral comum com as aves atuais!



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 MAMFEROS
   q evoluram de rpteis terapsidas, h    200 milhes de anos!
   q JURSSICO ("setembro").

   q os primeiros mamferos eram animais pequenos, aos camundongos; alimentavam-se de insetos e
     possuam dentio diferenciada.
         r os cientistas concluram que o ancestral dos mamferos tinha plos no corpo e sangue quente,
           mas no se sabe se punham ovos, se davam  luz os filhotes e se amamentavam os
           recm-nascidos.
         r acredita-se que esses primitivos mamferos viviam sobre as rvores e tinham hbitos
           noturnos, saindo  procura de alimento  noite, e quando os rpteis carnvoros estavam
           inativos.
         r os mamferos comearam a se expandir h cerca de 65 milhes de anos, aps a extino
           dos grandes rpteis. Desde ento, o grupo teve grande diversificao, passando a habitar
           todos os ambientes do planeta.




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 Os vertebrados so animais diicos, com fecundao interna ou externa, havendo espcies com
 desenvolvimento direto e outras com desenvolvimento indireto. Os mecanismos e estruturas
 reprodutivas dos diferentes vertebrados refletem a tendncia evolutiva do grupo no sentido de
 conquistar o ambiente terrestre. Tal tendncia se revela especialmente nas adaptaes representadas
 pela fecundao interna e anexos embrionrios, relacionados  proteo, nutrio, respirao e excreo
 do embrio.
 Podemos dividir os vertebrados em 7 classes: ciclstomos, condrctios (peixes cartilaginosos), ostectios
 (peixes sseos), anfbios, rpteis, aves e mamferos.
 Classe Cyclostomata
          a) No possuem mandbulas (= Agnatos). A boca tem forma circular (= ciclstomos).
          b) O corpo  cilndrico. A boca apresenta dentes crneos que servem para raspar e depois o
          animal suga seu hospedeiro (sangue do peixe). So, portanto, ectoparasitas aquticos como as
          lamprias (Petromyzon) e feiticeiras (Myxine).




          c) As lamprias so diicas. A reproduo  sexuada, com fecundao externa e ocorre nos
          rios (sobem do mar = andromos) e no mar. As larvas "cegas" (= amocetes, semelhantes ao
          anfioxo) podem permanecer enterradas na lama dos rios de 1 a 6 anos e depois vo para o
          mar. Portanto, so migradores. A feiticeira desova no mar; tem desenvolvimento direto;
          parasita brnquias de peixes ou se alimenta de poliquetas.



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          d) Os ciclstomos tm esqueleto cartilaginoso. Formam uma coluna vertebral incompleta,
          assim como o encfalo e o crnio so rudimentares. No possuem nadadeiras pares, nem
          escamas (pele lisa).
      q   Caractersticas de primitividade:
              r Cyclostomata (do latim cyclo, "circular", e do grego stoma, "boca"), pertencentes ao
                subfilo Agnatha (agnatos), por no terem mandbulas, possuem boca circular.
              r O esqueleto  basicamente a notocorda.

              r Vrtebras atpicas    "arcos cartilaginosos" em torno da medula espinhal, mas no a
                envolvem.
              r Crnio incompleto.

              r No possuem nadadeiras pares e nem escamas.




    Lamprias, parasitando peixe sseo.                Lampria, funil bucal.



    LAMPRIA (Petromyzon)                                                       FEITICEIRA (Myxine)




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         q   vivem na gua doce e no mar.                                            q   s no mar - vivem a mais de 25
         q   andromo todos desovam nos rios, onde                                       metrosde profundidade.
             ficam de 1 a 6 anos at crescer fim da fase                             q   peixe das bruxas desova no mar.
             larval.                                                                 q   hermafroditas; em geral, s uma
         q   sexos separados.                                                            das gnadas  funcional no adulto.
         q   fecundao externa.                                                     q   ovos encontrados no fundo do mar
         q   larvas amocetes (aos Anfioxus).                                             ?! no se sabe como ocorre a
                                                                                         fecundao.
         q   cegas, enterradas na lama, filtrando
             partculas.                                                             q   desenvolvimento direto.
         q   preenso/perfurao ectoparasitas -                                     q   boca com tentculos e dentes - come
             suco de sangue de peixes e baleias.                                       poliquetos e corta brnquias de
                                                                                         peixes, abrigando-se nela acaba
                                                                                         matando o hospedeiro.




                                                                                                                      Pgina 7

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 Superclasse Pisces
 Os peixes so vertebrados gnatostmios, dotados de nadadeiras pares e recoberta por escamas.
 Exclusivamente aquticos, possuem respirao branquial. O corao possui duas cmaras, a circulao
  fechada; rins do tipo mesonefro. So pecilotrmicos.
 Com numerosos representantes marinhos e dulccolas, a superclasse dos peixes subdivide-se em duas
 grandes classes: Chondrichtyes-peixes cartilaginosos e Osteichthyes-peixes sseos.
 Classe Chondrichtyes (peixes cartilaginosos)
          a)So cordados, vertebrados, gnatostmios que possuem esqueleto formado por cartilagem.
          So pecilotrmicos (poiquilotrmicos) ou heterotrmicos.




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          b) So aquticos, respiram por brnquias, possuem 5 ou 7 fendas branquiais, mas no
          apresentam oprculo.
          c) Diferem dos peixes sseos por apresentarem a boca na posio ventral, a nadadeira
          caudal heterocerca e no tubo digestivo a vlvula espiral.




                                                                                Trajeto da gua, na
                                                                                  respirao dos
                                                                                    condrcties




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          d) As escamas so do tipo placides, de origem dermo-epidrmicas, semelhantes aos dentes.




          e) Os rgos dos sentidos so: olhos, sistema olfativo, ouvido interno e linha lateral (=
          fonorreceptora: percebe a distncia dos centros transmissores de sons, direo e velocidade
          de correntes de gua, localizao de objetos fixos ou mveis na gua).
          f) So diicos. A reproduo  sexuada, com fecundao interna. Nos machos as
          nadadeiras plvicas so modificadas em rgos de cpula (= clspers). H espcies ovparas
          e vivparas. Apresentam como anexo embrionrio apenas o saco vitelino.




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          g) A circulao  do tipo fechada e simples, em todos os peixes. Pelo corao passa apenas
          sangue venoso.




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 So peixes cartilaginosos: tubares, raias, caes.




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 Classe Osteichthyes (peixes sseos)
 So ostectios da ordem telosteos a maioria dos peixes conhecidos: pescada, bagre, sardinha, carpa,
 corvina, piranha, truta, cavalo-marinho, pirambia, poraqu (peixe-eltrico), enguia e vrios outros
 exemplos. As caractersticas comuns a todos os peixes sseos, com aproximadamente 21.000 espcies
 atuais, so:
          a) So cordados, vertebrados, gnatostmios que possuem esqueleto formado principalmente
          por tecido sseo. So pecilotrmicos.
          b) Aquticos e respirao por brnquias, que esto protegidas pelo oprculo (placa articulada
          e flexvel). H peixes que podem usar a bexiga natatria para respirar = pirambia
          (Lepidosiren - Dipnicos).


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          c) A boca fica localizada anteriormente.Cecos pilricos do estmago produzem enzimas
          digestivas, melhorando a capacidade digestria. A nadadeira caudal  homocerca ou
          dificerca.




          d) A bexiga natatria  um rgo hidrosttico (regula a densidade do peixe).




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 Em algumas espcies a bexiga natatria no est ligada ao tubo digestivo (peixes fisoclistos). Quando a
 bexiga natatria est ligada ao tubo digestivo os peixes so do tipo fisstomos.
          e) As escamas so de origem drmica e dos tipos ciclide e ctenide.




          f) A forma do corpo em geral  hidrodinmica, contendo glndulas que secretam muco na
          pele, facilitando a locomoo no meio aqutico.
          g) Possuem rgos dos sentidos e linha lateral.




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          h) So diicos e muitas vezes apresentam dimorfismo sexual. A reproduo  sexuada e em
          geral com fecundao externa. Nas espcies de fecundao interna a nadadeira caudal
          modificada atua como rgo de cpula. A maioria  ovpara. H porm, espcies vivparas.
          Possuem apenas o anexo saco vitelino. A forma jovem (larval)  o alevino. Muitos peixes de
          gua doce realizam o fenmeno da piracema, isto , sobem os rios na poca da reproduo (=
          andromos).




                                                               Saco vitelino




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                                               Condrctios                                               Ostectios
             Grupos
                                          Ordem (elasmobrnquios)                                       (telesteos)
   Caractersticas
   Escamas                          Placides                                            Ciclides e ctenides
   Nadadeira caudal                 Heterocerca                                          Homocerca
   Nadadeiras plvicas              Copuladoras (clspers)                               "No-copuladoras"; "nadadeira anal"
   Oprculo                         Ausente                                              Presente
   Arcos branquiais                 Cinco a sete pares                                   Quatro pares
   Prega espiral                    Presente                                             Ausente
   Cecos pilricos                  Ausentes                                             Presentes, um ou mais
   Bexiga natatria                 Ausente                                              Presente
                                    Fecundao interna.                                  Fecundao externa.
   Reproduo
                                    Ovparos, ovovivparos e vivparos.                  Ovparos
   Boca                             Ampla e vental                                       Voltada para frente = extremidade




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 Classe Amphibia
 Os anfibios so vertebrados gnatostmios, tetrpodes, pecilotrmicos. Seu corpo  revestido por pele nua,
 sem escamas ou outros anexos.
 Adaptados para viverem fora da gua na fase adulta, porm, dependem da gua para a reproduo, pois
 so de reproduo sexuada, com fecundao externa e a forma larval (girino dos anuros) s respira por
 brnquias. Aps sofrerem a metamorfose, passam a respirar pelos pulmes e principalmente pela pele
 (respirao cutnea) e assim precisam da gua para manterem a pele sempre mida.
 O esqueleto  predominantemente sseo.
 Os anfbios:
          a) So cordados, vertebrados, gnatstomos, que no possuem escamas, penas ou plos como
          anexos da pele (= pele lisa). Pecilotrmicos e tetrpodas.




          b) No vivem em gua salgada (mar).
          c) A metamorfose  caracterstica desses vertebrados, pois a forma larval ou girino  bem
          diferente da forma adulta. O nico anexo embrionrio  o saco vitelino.




          d) A circulao  do tipo fechada e o corao tem trs cavidades: duas aurculas e um


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          ventrculo. No ventrculo ocorre mistura de sangue venoso com arterial (circulao dupla e
          incompleta).




          e) A articulao do crnio com a 1a vrtebra da coluna  feita por dois cndilos ou salincias
          do crnio que possibilitam a movimentao da cabea para cima e para baixo, mas no
          lateralmente.




          f) Na boca possuem pequenos dentculos para defesa e apreenso das vtimas; a lngua 
          muito desenvolvida e presa na parte anterior.




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          g) Os sistemas digestivo, excretor e reprodutor terminam na cloaca.
 Os anfibios representam um importante passo na histria evolutiva dos vertebrados. Foram os primeiros
 a conquistar o ambiente terrestre, sendo que parte de seu desenvolvimento ocorre na gua, da qual
 dependem para a reproduo. Alm disso, sua pele nua, desprovida de anexos que evitam a dessecao,
 restringe sua distribuio a ambientes muitos midos, prximos  gua. Como adaptaes  vida terrestre
 os anfibios possuem quatro membros locomotores, alm de respirao pulmonar nos adultos, embora esta
 ltima seja pouco eficiente.




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 Diversidade
 Embora os anfbios mais conhecidos sejam os sapos e rs, h trs ordens atuais que contam com
 aproximadamente 3.000 espcies:
 1) ANUROS que incluem sapos (com duas glndulas de veneno = paratides), rs (no possuem
 glndulas de veneno), pererecas (com ventosas adesivas nas pontas dos dedos). No possuem cauda na
 forma adulta.




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 2) URODELOS, com cauda na forma adulta. No so conhecidos popularmente no Brasil. A
 salamandra e o trito existem nos EUA, Japo, China, Amrica Central. A salamandra mexicana
 Ambystoma (Axolotl),  uma forma larval que se reproduz sexuadamente (= neotenia).
 Observao
 NEOTENIA
 Algumas espcies de salamandras (anfbios com cauda = Urodelos) no completam a metamorfose,
 permanecendo com as caractersticas morfolgicas da larva, mas tornando-se sexualmente maduras,
 em condies de se reproduzir. Esses organismos vivem toda a sua vida no ambiente aqutico e respiram
 por brnquias externas.
  o caso do axolotle ou Axolotl (Ambystoma), que no completa a metamorfose e torna-se sexualmente
 maduro. O Axolotl vive em lagoas frias nas montanhas do oeste dos Estados Unidos. Em outras
 localidades onde o clima  mais quente, essas salamandras completam a metamorfose antes de atingir a
 maturidade sexual, dando origem a adultos terrestres: a salamandra-tigre. Neste caso,  a condio
 climtica mais fria que inibe a metamorfose e estimula o amadurecimento sexual da larva.
 Em outras espcies de salamandras, a metamorfose nunca se completa mesmo que se alterem as
 condies ambientais. As larvas tornam-se sexualmente maduras, reproduzindo-se normalmente.  o
 caso do Necturus e do Pseudobranchus.

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                     Necturus                                         Salamandra




                     Axolotle                                      Pseudobranchus

 3) PODES ou GIMNOFIONOS ("cobras nuas"), que no possuem patas locomotoras. Vivem
 normalmente enterrados no solo, como as cobras - cegas ou ceclias.




 Os anfbios so muito usados em experincias biolgicas.
 Reproduo
 Os anfibios so diicos, ocorrendo dimorfismo sexual em algumas espcies. A fecundao  externa e o
 desenvolvimento indireto. Uma falsa cpula, com o macho sobre as costas da fmea,  realizada dentro da
 gua; a fmea elimina um cordo gelatinoso com milhares de vulos sobre os quais o macho elimina os
 espermatozides. Dos ovos emergem larvas com brnquias, cauda e um grande saco vitelnico preso 
 regio ventral.
 A larva dos anuros - girino - sofre metamorfose completa, com regresso da cauda e substituio das
 brnquias por pulmes, alm do desenvolvimento das quatro patas. Nos podes, as patas no se
 desenvolvem, permanecendo atrofiadas. Entre os urodelos a larva de certas espcies de salamandras no
 completa a metamorfose, permanecendo, no adulto, as brnquias externas.




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 Classe Reptilia
 Vertebrados que conquistaram efetivamente o meio terrestre, pois so de fecundao interna, ovparos
 (ovos com casca) na maioria, vivparos (sucuri) ou ovovivparos (Crotalus - cascavel; Bothrops - jararaca;
 urutu). Possuem anexos embrionrios: saco vitelino, crion, mnion, alantide. Excretam cido rico.
 No sofrem metamorfose e a pele  seca e impermevel, protegida por escamas ou placas de queratina
 (protena). A respirao  sempre pulmonar, desde o nascimento, inclusive nos aquticos.




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          a) So cordados, vertebrados, deuterostmios, tetrpodes, celomados, amniotas,
          alantoidianos, pecilotrmicos. O esqueleto  predominantemente sseo.
          So diicos, exceto a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) da ilha da Queimada Grande, que 
          monica (hermafrodita).
          b) Esto adaptados para viverem na gua (tartaruga, jacars) ou na terra (cobras, lagartos,
          lagartixas), mas todos respiram por pulmes.
          c) Dentio dos ofdios: glifas (jibia, sucuri), opistglifas (muurana, falsa coral) ,
          proterglifas (Micrurus  famlia Elapidae), solenglifas (Crotalus, Bothrops).



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          d) O aparelho circulatrio apresenta um corao com duas aurculas e dois ventrculos, mas
          h mistura de sangue venoso com arterial nos ventrculos (circulao dupla e incompleta).
          Apenas nos Crocodilianos no h mistura dos sangues (circulao dupla e completa).




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          e) A articulao do crnio com a 1a vrtebra  feita por um cndilo ocipital, o que permite
          movimentos da cabea mais amplos, quando comparados com os anfbios.
          f) Possuem boca com dentes, exceto as tartarugas que possuem bico. O tubo digestivo 
          completo e termina na cloaca, juntamente com os aparelhos reprodutor e excretor.
          g) Enquanto peixes e anfbios apresentam rins mesonefros (torcicos), de rpteis em diante os
          rins sero metanefros (abdominais), melhorando muito a capacidade filtradora do sangue.




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 Diversidade
 Existem cerca de 6.000 espcies atuais que esto divididas em 4 ordens:
 1) Rincocfalos: tem apenas uma espcie atual, o tuatara (Sphenodon punctatum) da Nova Zelndia,
 com at 60 cm de comprimento  apresentam ainda o 3 olho na cabea, que evolutivamente formar a
 glndula pineal!




 2) Quelnios: tartarugas (mar e gua doce), jabutis (terrestres), cgados (gua doce). Possuem carapaa
 protetora dorsal e plastro ventral, resultantes da soldadura das placas com os ossos.




                Chelonia mydas                                           Cgado
               (tartaruga - verde)




                                                 Jabuti

 3) Escamados: aqui esto contidas a maioria das espcies de rpteis. Possuem escamas, como cobras e
 lagartos:
             Lacertlios:- em geral com 4 patas locomotoras e desprovidos de dentes: lagartos,
          lagartixas, camalees, teis, iguanas, cobras-de-duas-cabeas, Heloderma (venenoso).




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                 Drago-voador                                         Camaleo




            Cobra-de-duas-cabeas                                        Iguana




             Ofdios:- podos, representados pelas cobras. Possuem dentes e no possuem o osso
          esterno. Apresentam estreptostilia (abertura bucal de quase 180o). As venenosas tm dentes
          inoculadores de veneno produzido em glndulas salivares modificadas, alm de fosseta
          loreal termorreceptora. Os venenos podem ser neurotxicos (cascavel, coral verdadeira),
          proteolticos (Bothrops), hemolticos (cascavel), coagulantes (Bothrops).




                                                                      Fosseta loreal, entre as narinas e os
                                                                      olhos.




                      Gnero                          Neurotxico Hemoltico Proteoltico Coagulante


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             Crotalus (cascavel)
                                                              +                 +
         (locais secos e pedregosos)
       Brothrops (urutu, jararaca)
                                                                                               +   +
   (tambm: rios, lagos e sobre rvores)
               Micrurus (coral)
                                                              +
        (preferentemente subterrnea)

 4) Crocodilianos:- possuem placas crneas, patas e uma cauda musculosa. So os jacars e crocodilos. 
 um grupo com poucas espcies (23) atuais.




 Reproduo
 Os rpteis so diicos e a fecundao  interna, havendo um ou dois rgos copuladores que
 desinvaginam da cloaca durante a cpula. A maioria dos rpteis  ovpara; os ovos ricos em vitelo, tm
 casca que os protege contra a dessecao e so incubados em buracos cavados no cho (mesmo os rpteis
 de hbitos aquticos desovam em terra). Algumas espcies de ofidios so ovovivparas: o embrio se
 desenvolve dentro do ovo, no interior do organismo materno; h tambm espcies vivparas.
 O desenvolvimento  direto: dos ovos eclodem pequenos rpteis semelhantes aos adultos, na forma e
 atividades.




                                                                                                       Pgina 13

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 Classe Aves
 Cordados, vertebrados, bpides, craniados, amniotas, alantoidianos, deuterostmios, celomados,
 homeotrmicos e possuem penas.




          a) As aves e os mamferos so homeotrmicos, isto , mantm a temperatura do corpo
          constante. Mecanismo termorregulador: reduo do dimetro dos vasos sangneos
          superficiais (menor irradiao de calor - controle do SNC), tremores, plos, penas, camada
          adiposa, suor, etc.
          b) As aves so vertebrados que, em geral, possuem os membros anteriores transformados em
          asas para voar. Assim sendo, conquistaram o meio terrestre e o meio areo. As adaptaes
          para o vo incluem, alm das asas: penas, membrana nictitante, cerebelo desenvolvido,
          sacos areos, esterno com quilha, msculo peitoral desenvolvido, ossos pneumticos,
          esqueleto rgido (coluna vertebral, cinturas plvica e escapular fundidas).




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          c) So animais diicos, ovparos com casca calcria. A reproduo  sexuada, com
          fecundao interna. A unio dos gametas ocorre no oviduto, antes da formao da clara e
          casca do ovo.
          d) A pele  seca, sem glndulas, com exceo da glndula uropigiana que existe em muitas
          espcies. Esta glndula produz secreo que impermeabiliza as penas.
          e) As penas so de trs tipos bsicos:
                  1) Rmiges das asas (propulso);


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                  2) Retrizes da cauda (direcionamento do vo);
                  3) Tectrizes de revestimento (cobertura que mantm camada de ar). H ainda a
                  penugem que  comum nas aves jovens.




          f) O tubo digestivo tem como particularidades: o bico sem dentes, o papo, a moela e termina
          na cloaca.




          g) No possuem bexiga e o excreta nitrogenado  o cido rico, eliminado junto com as
          fezes.

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          h) A respirao  sempre pulmonar e o aparelho respiratrio est associado ao rgo do
          canto ou siringe.




          i) Na circulao, que  dupla e fechada, o corao apresenta duas aurculas ou trios e
          dois ventrculos. No h mistura de sangue venoso e arterial no corao (dupla e
          completa). A artria aorta que sai do ventrculo esquerdo tem uma curvatura (crossa) para a
          direita, ao contrrio dos mamferos que tm esta curvatura para a esquerda.




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          j) Para proteo dos olhos, possuem sob as plpebras a membrana nictitante.
 O principal avano das aves em relao aos rpteis reside em sua capacidade de controlar a temperatura do
 corpo, mantendo-a constante, independente de variaes ambientais: so vertebrados homeotrmicos. A
 homeotermia garante s aves fcil adaptao aos mais variados ambientes terrestres, tornando possvel sua
 larga distribuio geogrfica. Alm disso, a capacidade de voar permitiu a explorao do meio areo,
 ampliando sua distribuio a praticamente todas as regies da Terra.




                                                                                                Pgina 14

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 Diversidade
 A classe das aves possui numerosos representantes, que podem ser reunidos em dois grupos, segundo a
 forma do esterno.As aves ratitas possuem esterno achatado, asas reduzidas ou ausentes, no sendo
 capazes de voar; entre seus representantes esto o Kiwi da Nova Zelndia, as emas sul-americanas e o
 avestruz africano.




 As aves carinatas possuem o esterno com uma quilha ou carena, onde se inserem os fortes msculos
 peitorais que acionam as asas, permitindo o vo. Este grupo rene a maioria das aves, distribudas em
 muitas ordens, exibindo grande diversidade de forma do corpo, bico e patas, alm da colorao das penas.




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 Reproduo
 As aves so animais diicos, com fecundao interna e ovparos. Geralmente h acentuado dimorfismo
 sexual, manifestado principalmente pela plumagem mais colorida e desenvolvida e pela emisso de canto
 mais rico dos machos. As fmeas tm um s ovrio, ao qual se segue uma trompa, um oviduto e um tero
 que se abre na cloaca. Do ovrio sai a gema (vulo) que cai na trompa e recebe camadas de albumina
 (clara) enquanto passa pelo oviduto. A casca calcrea  formada enquanto o vulo permanece no tero. O
 ovo eliminado pelas aves pode ser um vulo, ou um zigoto, caso haja fecundao.




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 Entre as aves evidencia-se um aspecto bastante interessante do comportamento: o cuidado  prole. Os
 ovos so chocados pela fmea em ninhos especialmente preparados para este fim; os filhotes so
 alimentados pelos pais at conseguirem voar e capturar seu prprio alimento.




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 Classe Mamalia
 Cordados, vertebrados, tetrpodos, craniados, amniotas, alantoidianos, deuterostmios, celomados,
 homeotrmicos que possuem plos e amamentam seus filhotes. Plos dos mamferos, penas de aves e
 escamas de rpteis so anexos da pele formadas por queratina.
          a) H espcies que vivem na terra, outras na gua doce ou salgada e ainda os morcegos que
          voam.
          b) So animais diicos e podem ser ovparos como o ornitorrinco e equidna ou vivparos e
          placentrios.
          c) Alm dos plos podem ter ainda glndulas de vrios tipos (sudorparas, sebceas) e
          principalmente glndulas mamrias (amamentao dos filhotes).
          d) Com exceo dos monotremados, todos os mamferos possuem tubo digestivo completo

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          que termina no nus, independente dos sistemas reprodutor e excretor.
          e) A articulao do crnio com a primeira vrtebra  feita por dois cndilos ocipitais, o que
          limita os movimentos da cabea, quando comparados com o das aves.
          f) So heterodontes, pois os dentes so diferenciados em incisivos, caninos, pr-molares e
          molares.




          g) A respirao  sempre pulmonar e os movimentos respiratrios dependem de msculos
          intercostais e principalmente do diafragma que separa o trax do abdome.




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          h) O corao tem dois trios e dois ventrculos (circulao dupla e completa). A curvatura
          (crossa) da artria aorta  para a esquerda. A circulao  dupla e completa.
          i) As hemcias adultas em circulao so anucleadas.
          j) Possuem bexiga urinria e a excreo da uria  feita dissolvida na gua, constituindo a
          urina.
          l) O encfalo dos mamferos  relativamente mais desenvolvido do que os outros grupos de
          vertebrados.
 Os mamferos so os vertebrados mais evoludos, com inmeras caractersticas adaptativas que lhes
 permite ampla distribuio geogrfica. Seus representantes so numerosos e diversificados, ocupando os
 mais diversos ambientes.
 As principais caractersticas dos mamferos, que os diferenciam de todos os outros vertebrados, so:
    q plos: recobrindo total ou parcialmente a superfcie do corpo, contribuem para a manuteno da
       temperatura corporal;
    q glndulas mamrias: presentes em todas as fmeas de mamferos, secretam leite, que serve de
       alimento aos filhotes;
    q crebro e sentidos bem desenvolvidos, o que lhes confere grande agilidade para captura de presas
       e fuga;
    q viviparidade: o desenvolvimento do embrio ocorre sempre dentro do organismo materno, no




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          interior do tero, o que confere ao embrio proteo e alimento, fornecido atravs da placenta,
          anexo embrionrio exclusivo dos mamferos;
      q   diafragma: msculo que atua nos movimentos respiratrios, localizado entre a cavidade torcica e
          abdominal;
      q   hemcias anucleadas;
      q   dentes adaptados  captura de alimentos e mastigao eficiente; diferenciados em incisivos, caninos
          e molares, tm importncia sistemtica.
 Reproduo
 Os mamferos so todos diicos, havendo ntido dimorfismo sexual na maioria das espcies: os machos
 apresentam genitlia externa e as fmeas possuem glndulas mamrias na regio abdominal ou peitoral. A
 fecundao  interna e o desenvolvimento  direto, tambm interno. Como anexos embrionrios, os
 mamferos possuem mnio, alantide e placenta. Algumas caractersticas do processo reprodutivo so
 utilizadas na classificao dos mamferos.




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 Diversidade
 Os mamferos podem ser subdivididos em trs grandes grupos: Monotremados, Marsupiais e Placentrios.
 1) Monotremados (Prototrios) - os mamferos mais primitivos (Austrlia e Tasmnia), nicos mamferos
 ovparos, possuem cloaca e bico, mas produzem leite para amamentar seus filhotes. No h mamilos.
 Neles no h placenta, tero e vagina (adelfos).
 Exemplo:
 Ornitorrinco (bico-de-pato) e eqidna (corpo coberto de espinhos).




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                                                                Ornitorrinco
 2) Marsupiais (Metatrios) - possuem o marspio ou bolsa marsupial, onde o embrio est protegido,
 "mama" e termina o seu desenvolvimento.
 Exemplo:
 Canguru, gamb e cuca (Brasil), coalas e o lobo-da-tasmnia.
 Esse grupo predomina na Austrlia. As fmeas possuem dois teros reduzidos e duas vaginas (didelfos).




                                                                           Canguru


                       Coala




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                       Cuca                                               Gamb

 3) Placentrios (Eutrios ou monodelfos - possuem tero desenvolvido e uma s vagina). Esto neste
 grupo a maioria das ordens dos mamferos atuais:
     q insetvoros: pequenos, bastante primitivos.

          Exemplo:
          Toupeira.




      q   quirpteros: nicos mamferos voadores (4 dedos unidos pelo patgio); espcies frugvoras,
          insetvoras e hematfagas; hibernam durante o dia.
          Exemplo:
          Morcego.




      q   desdentados ou xenartros: sem dentes ou com dentes homogneos; tpicos da fauna sul-americana.
          Exemplo:
          Tamandu, tatu, preguia.




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      q   roedores: com dentes incisivos de crescimento contnuo.  o maior grupo dos mamferos.
          Exemplo:
          Coelho, capivara, paca, cotia, rato, castor.




      q   lagomorfos: 2 pares de incisivos desenvolvidos, para roer e 1 par adicional de incisivos superiores
          pequenos, atrs do 1 par.
          Exemplo:
          Coelho, lebre.




      q   cetceos: mamferos marinhos, com membros anteriores transformados em nadadeiras e membros
          posteriores ausentes.
          Exemplo:
          Cachalote, orca, golfinho, boto marinho.




      q   sirnios: mamferos aquticos, corpo fusiforme, cauda longa e achatada; membros posteriores
          ausentes.

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          Exemplo:
          Peixe-boi (boto),na Amaznia e na Flrida.




      q   carnvoros: com garras e dentes caninos adaptados para rasgar a presa;dentes carniceiros =
          pr-molares e molares.
          Exemplo:
          Co, gato, ona, urso, foca, lontra, hiena, leo- marinho, leo.




      q   proboscdeos: mamferos com nariz e lbio superior transformados em tromba; incisivos bem
          desenvolvidos (presas de marfim).
          Exemplo:
          Elefantes indianos e africanos.




      q   perissodctilos: herbvoros com nmero mpar de dedos em forma de casco.

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          Exemplo:
          Anta, zebra, cavalo, rinoceronte.




      q   artiodctilos: herbvoros com casco e dedos em nmero par; muitos possuem chifres e cornos.
          Exemplo:
          Porco, javali e hipoptamo = no ruminantes; veado, girafa, camelo, dromedrio, boi = ruminantes.




      q   primatas: crnio grande, olhos frontais, em rbitas voltadas para frente, geralmente capazes de
          postura ereta, polegar oponvel em relao aos outros dedos.
          Exemplo:
          Macaco e homem.




      q   Normatros: corpo coberto por placas crneas.
          Exemplo:


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          Pangolim na frica e sia.




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                                                                                                      Pgina 1

                            Matrias > Biologia > Parasitologia - Programas de Sade > Doenas por Protozorios


 Doenas por Protozorios
 Protozorios parasitas do homem




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           Espcie                  Classe              Doena                      Sintomas              Transmisso
         Entamoeba                Rizpode             amebase           Ulceraes intestinais,    ingesto de gua ou
          histolytica                                                     diarria, colite,          alimentos
         (monoxeno)                                                       enfraquecimento.           contaminados com
                                                                                                     cistos, eliminados com
                                                                                                     fezes humanas.
    Trypanosoma cruzi             Flagelado           doena de           miocardite, leses da      fezes do inseto
       (heteroxeno)                                    Chagas             musculatura do tubo        percevejo Triatoma
                                                                          digestivo (esfago).       (barbeiro), atravs de
                                                                                                     leses na pele.
       Trypanosoma                Flagelado           doena do           Leses meningo             picada da mosca
         gambiensi                                      sono              enceflicas,               ts-ts (Glossina).
        (heteroxeno)                                                      ingurgitamento de          Ocorre na frica.
                                                                          gnglios cervicais.
         Leishmania               Flagelado         leishmaniose          ulceraes no rosto        picada do
         brasiliensis                                tegumentar           (nariz, boca, faringe),    mosquito-palha ou
         (heteroxeno)                                 americana           braos e pernas. Necrose   birigi (Lutzomyia ou
                                                  (lcera de Bauru)       de tecidos conjuntivos.    Phlebotomus).
        Trichomonas               Flagelado          tricomonase         prurido, vaginite,         relao sexual;
          vaginalis                                      (D.S.T.)         uretrite, corrimento.      gua, toalha e objetos
         (monoxeno)                                                                                  midos contaminados.
           Giardia                Flagelado            giardase          colite, com dores          ingesto de gua ou
           lamblia                                                        intestinais; diarria.     alimentos
         (monoxeno)                                                                                  contaminados com
                                                                                                     cistos, eliminados com
                                                                                                     fezes humanas.
        Balantidium                 Ciliado          balantidase         diarria, febre,           ingesto de gua ou
            coli                                                          anorexia, clicas          alimentos contaminados
        (monoxeno)                                                        abdominais, cefalia,      com
                                                                          fraqueza.                  cistos, eliminados
                                                                                                     com fezes humanas.




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        Plasmodium              Esporozorio             malria          febres, anemia, leses no picada da fmea do
           vivax                                      (febre ter        bao, fgado e medula     mosquito-prego
        (heteroxeno)                                    benigna)          ssea.                    (Anopheles).
    Toxoplasma gondii Esporozorio                  toxoplasmose          alterao no volume       gua contaminada com
       (heteroxeno)                                 (congnita ou         craniano; calcificaes   cistos eliminados
                                                      adquirida)          cerebrais; corio-         com as fezes do gato.
                                                                          retinite; retardamento    Ingesto de carne crua
                                                                          mental.                   (porco, boi) com cistos.




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 Outras Leishmanias do homem:
          a) Leishmania donovani               leishmanioses viscerais: calazar indiano; leishmaniose visceral
          americana.
          b) Leishmania tropica              leishmaniose cutnea ou boto do Oriente.




                                                                                                             Pgina 2

                            Matrias > Biologia > Parasitologia - Programas de Sade > Doenas por Protozorios

 Plasmodium vivax - esporozorio que causa a maleita ou malria. Ele  transmitido pelo mosquito-prego
 (pernilongo) Anopheles.




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 Ciclo do Plasmodium vivax, agente causador da malria ter benigna.
 Das glndulas salivares da fmea do anfeles contaminada, as formas infectantes do plasmdio
 (esporozotos) passam para o sangue da pessoa. Nas clulas do fgado e do bao os esporozotos se
 reproduzem assexuadamente, evoluindo para merozotos. Da passam para as hemcias circulantes, onde
 tambm se reproduzem assexuadamente, formando novos merozotos. Cada vez que os parasitas
 rompem as hemcias, ocorre a liberao de toxinas e acontecem os tremores, febres e outros
 sintomas dos ataques da malria (de 48 em 48 horas).
 A reproduo do parasita, no interior do organismo humano,  sempre assexuada. Isso caracteriza o
 homem como H.I. (= hospedeiro intermedirio) do Plasmodium.
 H merozotos que se reproduzem na medula ssea, e formam gametas masculinos e femininos, que
 se mantm imaturos. Essas clulas, se forem sugadas por outro anfeles, iro fecundar-se no estmago
 do mosquito (= H.D. = hospedeiro definitivo reproduo sexuada do Plasmodium). O zigoto
 atravessa a parede do tubo digestivo e se encista (oocisto = esporocisto), onde atravs de reproduo
 assexuada (esporulao) sero formados numerosos esporozotos. Estes migram pela corrente sangnea
 do mosquito, at as glndulas salivares, podendo ser injetados em novos hospedeiros, reiniciando o
 ciclo.
 O Plasmodium falciparum causa a febre ter maligna (ciclos de 48 horas), que  mais perigosa, pois as
 hemcias parasitadas se aglutinam, obstruindo vasos sangneos no crebro e levando  morte.
 O Plasmodium malariae causa a febre quart, com ciclos a cada 72 horas.


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 Profilaxia:
            a) medidas de saneamento para erradicao do inseto Anopheles.
            b) uso preventivo de quinino e derivados, por via oral,pelas pessoas que vivem em zonas
            malargenas.




                                                                                                               Pgina 3

                            Matrias > Biologia > Parasitologia - Programas de Sade > Doenas por Protozorios


                                                              PARASITAS
        q    Monoxenos (monogenticos)                 utilizam um nico tipo de hospedeiro para alimentao e ciclo
             de reproduo.
             Exemplo:
             Ascaris; Entamoeba; Giardia; Ancylostoma; etc.
        q    Heteroxenos (digenticos) utilizam dois ou mais hospedeiros para alimentao e realizao
             do ciclo reprodutor:
                r Hospedeiro intermedirio (H.I.)    indivduo onde o parasita se reproduz
                    assexuadamente. Em geral,  um invertebrado.
                    Exemplo:
                    Trypanosoma (no percevejo Triatoma); Leishmania (no mosquito Lutzomyia);
                    Schistosoma (no caramujo Biomphalaria); Taenia solium (no porco); Wuchereria (no
                    mosquito Culex); Toxoplasma (no homem); Plasmodium (no homem).
                r   Hospedeiro definitivo (H.D.) indivduo onde o parasita se reproduz sexuadamente. Em
                    geral,  um vertebrado.
                    Exemplo:
                    Trypanosoma (homem); Leishmania (homem); Toxoplasma (gato); Plasmodium
                    (mosquito Anopheles); Schistosoma (homem); Taenia solium (homem); Wuchereria
                    (homem).



                                                                     40_1



                                                                                                               Pgina 1

                                      Matrias > Biologia > Parasitologia - Programas de Sade > Fungos: patogenia

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 Fungos Patogenia
 Importncia
    q Nas cadeias alimentares, atuam como decompositores, juntamente com as bactrias      promovem
      a reciclagem da matria orgnica em sais minerais!
    q Substncias orgnicas como substrato, umidade e ausncia de luz ou luz fraca so as condies
      requeridas para um bom desenvolvimento da maioria das espcies.
    q NA INDSTRIA         "CURA" = processo pelo qual microrganismos (bactrias ou fungos) agem na
      composio do leite. Alteram aroma, sabor e riqueza nutritiva (produzem AA essenciais,
      vitaminas). Atuam na produo de queijos: Camembert (leite de ovelha); Roquefort e Gorgonzola.
      O Saccharomyces, da fermentao alcolica, tambm  usado no preparo de massas de pes e
      bolos.




                A capa aveludada do queijo camembert (A) e os veios azul-esverdeados dos
                queijos roquefort (B) e gorgonzola (D) so produzidos por fungos do gnero
                Penicillium (C).
      q   ALIMENTOS Agaricus (Basidiomiceto  champignon  chega a 18 kg); Tuber (Ascomiceto 
          trufas); Morchella (Ascomiceto - ~10 cm comprimento).
      q   DOENAS
             r micoses;

             r sapinho (Candida albicans  saprfita da mucosa bucal);

             r esporos de Penicillium e Aspergillus provocam alergias (rinites, bronquites e asma);

             r micoses graves (tumores = micetomas);

             r blastomicoses e actinomicoses (ulceraes em partes do corpo), etc.

      q   FARMACOLOGIA
             r penicilina (Penicillium);

             r psilocibina (Psilocybe  alucingeno psicodislptico: usado em rituais religiosos de nativos
                de Oaxaca - Mxico);
             r ergotamina (ergotismo - Claviceps purpurea - intoxicao entre camponeses que trabalham



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                  com o centeio; o fungo se desenvolve nas espigas do cereal e pode contaminar a farinha,
                  matando pessoas que a comem); LSD-25 (Hofmann / 1943  sintetizado a partir da
                  ergotamina alucingeno) no provoca dependncia fsica, mas induz mutaes
                  cromossmicas com anomalias nos fetos);
              r   aflatoxinas (Aspergillus flavus  esse bolor ataca sementes de leguminosas (feijo, soja,
                  amendoim) e gramneas (milho, arroz, trigo): leses hepticas e at "morte"!


                                                                     41_2



                                                                                                                        Pgina 1

                                 Matrias > Biologia > Parasitologia - Programas de Sade > Infeces Bacterianas

 Infeces Bacterianas
 Algumas doenas bacterianas
                                                                                                          Sintomas -
            Doena                       Agente etiolgico                  Via de transmisso
                                                                                                        particularidades
                                                                          ingesto de alimento     a doena  causada pela
                                                                          no qual houve            toxina presente no
                                      Clostridium botulinum               desenvolvimento da       alimento ingerido e no
          botulismo
                                      (anaerbicos estritos)              bactria com liberao   pela bactria, uma vez que
                                                                          de toxina; geralmente    esta no sobrevive no
                                                                          alimentos enlatados.     corpo.
                                                                                                  os agentes causadores so
                                                                                                  germes que normalmente
                                                                          contaminao            habitam o solo. Em geral
                                      Clostridium perfringes
      gangrena gasosa                                                     acidental de ferimentos no so parasitas, s
                                      (anaerbicos estritos)
                                                                          profundos.              causando doena quando
                                                                                                  acidentalmente penetram
                                                                                                  em um ferimento.
                                                                                                 intoxicao aguda, com
                                        Clostridium tetani                Ferimentos profundos,
                                                                                                 enrijecimento muscular;
             ttano                          (bacilo)                     provocados por objetos
                                                                                                 serssimos riscos de vida;
                                      (anaerbicos estritos)              contaminados.
                                                                                                 vacinao.
                                                                                                   acessos de tosse forte e
                                                                          inalao de ar
                                                                                                   prolongada; afeta,
         coqueluche                  Haemophilus pertussis                contaminado (saliva;
                                                                                                   geralmente, crianas  a
      (tosse comprida)                     (bacilo)                       secrees da laringe e
                                                                                                   vacinao proporciona
                                                                          brnquios).
                                                                                                   controle eficaz.
                                  Corynebacterium diphteriae secrees do nariz                    placas na faringe (laringe);
            difteria
                                          (bacilo)           garganta.                             febre alta; vacinao.




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                                                                                                   aps o desaparecimento
                                                                                                   dos sintomas da doena,
                                                                                                   continuar portando
                                                                                                   indefinidamente alguns
                                                                                                   germes, isto , tornar-se
                                                                                                   um portador crnico. Suas
                                                                          contaminao fecal e
                                          Salmonella typhi                                         fezes constituiro um
         febre tifide                                                    urinria de gua ou
                                              (bacilo)                                             perigo constante para a
                                                                          alimentos; moscas.
                                                                                                   populao, pois delas
                                                                                                   podero advir epidemias. O
                                                                                                   controle dessa doena
                                                                                                   reside fundamentalmente
                                                                                                   na identificao e
                                                                                                   fiscalizao dos portadores
                                                                                                   crnicos.
                                                                                                   tosse, expectorao; esses
                                                                                                   germes atacam
                                                                                                   normalmente os pulmes,
                                                             inalao de ar
                                  Mycobacterium tuberculosis                                       mas podem se localizar em
         tuberculose                                         contaminado (saliva,
                                       (bacilo de Koch)                                            outras partes do corpo,
                                                             catarro).
                                                                                                   tais como as meninges, os
                                                                                                   ossos, o nervo ptico, os
                                                                                                   rins.
                                                                          secrees em contato     leses cutneas, perda da
            lepra                     Mycobacterium leprae
                                                                          com narinas, boca e      sensibilidade, manchas na
        (hansenase)                   (bacilo de Hansen)
                                                                          pele.                    pele.
                                                                          inalao de ar
                                                                                                   febre alta e fortes dores
                                                                          contaminado
          pneumonia                 Diplococcus pneumoniae                                         pulmonares na regio
                                                                          (secrees
                                                                                                   dorsal.
                                                                          nasobucais).
                                                                                                   Inflamao e ruptura de
                                           Yersinia pestis                do rato para o homem,
       peste bubnica                                                                              gnglios linfticos
                                              (bacilo)                    pela picada de pulgas.
                                                                                                   (bubes).
                                                                          ferimentos e mucosas
                                             Leptospira
                                                                          em contato com guas     febre, dores musculares,
         leptospirose                  icterohemorrhagieae
                                                                          contaminadas por         leso heptica.
                                           (espiroqueta)
                                                                          urina de ratos.
                                                                                                   febre, prostrao,
                                                                     contato direto com
                                                                                                   exantema (erupo
           erisipela              Streptococcus         - hemoltico secrees, saliva e
                                                                                                   cutnea com vermelhido),
                                                                     pele com exantema.
                                                                                                   faringite.
                                                                                                   o germe produz uma
                                                                                                   infeco intestinal grave,
                                           Vibrio cholerae                contaminao fecal de    que pode levar o indivduo
       clera asitica
                                              (vibrio)                   gua ou alimentos.        morte por perda de
                                                                                                   lquido (forte diarria, com
                                                                                                   desidratao).
                                                                                                   febre, clicas e diarria; em
                                                                                                   conseqncia,
                                        Shigella disenteriae              contaminao fecal de
      disenteria bacilar                                                                           desidratao; a mais grave
                                              (bacilo)                    gua ou alimentos.
                                                                                                   das infeces
                                                                                                   disentricas.



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                                                                                                  Salmonella pode produzir
                                                                          contaminao fecal de   um ou outro tipo de
       gastroenterites                      Salmonela sp
                                                                          gua ou alimentos.      infeco, erroneamente
                                                                                                  chamada de intoxicao
                                                                                                  alimentar.
                                                                          ingesto de alimento    os sintomas da doena
                                                                          no qual houve           so causados pela toxina
          intoxicao                Micrococcus pyogenes
                                                                          desenvolvimento         presente no alimento e no
           alimentar                        aureus
                                                                          bacteriano com          pela proliferao das
                                                                          liberao de toxinas.   bactrias.
                                                                                                  febre alta, vmito em jato,
                                                                          inalao de ar
         meningite                                                                                rigidez da nuca; os germes
                                      Neisseria meningitidis              contaminado
       meningoccica                                                                              instalam-se nas
                                         (meningococo)                    (secrees
         epidmica                                                                                meninges, conduzidos
                                                                          nasobucais).
                                                                                                  pelo sangue.
                                                                                                  uretrite, com corrimento,
                                                                                                  que se propaga para outros
                                      Neisseria gonorrhoeae               doena sexualmente      rgos do sistema genital;
           gonorria
                                           (gonococo)                     transmissvel (DST).    doena venrea  a me
                                                                                                  portadora pode infectar a
                                                                                                  criana ao nascer.
                                                                                                  evoluo lenta; inicialmente
                                                                                                  leso primria, o cancro
                                                                                                  duro.Generalizao no
                                                                                                  sangue e tardiamente
                                       Treponema pallidum                 doena sexualmente
             Sfilis                                                                              graves leses no sistema
                                          (espiroqueta)                   transmissvel (DST).
                                                                                                  nervoso central; doena
                                                                                                  venrea a me portadora
                                                                                                  pode transmitir a doena
                                                                                                  ao feto durante a gravidez.

      q   ANAERBICAS:
            r estritas: no vivero na presena de O2.

              r   facultativas: vivero tanto na presena quanto na ausncia de O2.




                                                                                                                      Pgina 2

                                 Matrias > Biologia > Parasitologia - Programas de Sade > Infeces Bacterianas




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Matrias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composio Qumica e Bioqumica - Metabolismo

 Preveno (profilaxia)
    q VACINAS = antgenos controlados ("mortos" ou "atenuados"), que iro provocar a produo de
       anticorpos (= IMUNIZAO ARTIFICIAL ATIVA). Tem efeito preventivo.




      q   SOROS = preparaes ricas em anticorpos (= IMUNIZAO ARTIFICIAL PASSIVA). Tem
          efeito "curativo". Picadas de cobras, escorpies; antitetnicos, etc.
      q   ''VACINAO NATURAL'' = pessoas que adquirem certas doenas, saram e tornam-se IMUNES a
          elas: rubola, caxumba, sarampo. Bebs (recm-nascidos) que j possuem "temporariamente"
          anticorpos adquiridos pela placenta, durante o desenvolvimento embrionrio. Recm-nascidos que
          adquirem durante a "amamentao" os anticorpos que a me possui!
 Calendrio de vacinao:
    IDADE                          VACINA                          PREVENO (profilaxia)
                  BCG                                              Tuberculose
   1 ms*
                  Anti Hepatite B                                  Hepatite B (Vrus)
                  DPT (Trplice)                                   Difteria,Ttano,Coqueluche-

   2 meses        Sabin                                            Poliomielite (Vrus)
                  Anti Haemophilus                                 Meningite por Haemophilus
                  DPT                                              Difteria, Ttano, Coqueluche

   4 meses        Sabin                                            Poliomielite (Vrus)
                  Anti-Haemophilus                                 Meningite
                  DPT                                              Difteria, Ttano, Coqueluche
                  Sabin                                            Poliomielite (Vrus)
   6 meses


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Matrias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composio Qumica e Bioqumica - Metabolismo

                  Anti Hepatite B                                  Hepatite B (Virus)
                  Anti Haemophilus                                 Meningite por Haemophilus
   7-9 meses Sarampo                                               Sarampo (Vrus)
                  DPT                                              Difteria, Ttano, Coqueluche
                  Sabin                                            Poliomielite (Vrus)
   15 meses Sarampo                                                Sarampo (Vrus)
                  MMR                                              Caxumba e Rubola (Vrus)
                  DPT                                              Difteria, Ttano, Coqueluche

   18 meses Sabin                                                  Poliomielite (Vrus)
            Anti Haemophilus                                       Meningite por Haemophilus
                  Anti Hepatite A                                  Hepatite A (Vrus)
   2 anos
                  Meningite Meningoccica                          Meningite
                  DPT                                              Difteria, Ttano, Coqueluche
   4 a 6 anos
                  Sabin                                            Poliomielite (Vrus)
   10 anos** DT ("Repetida" de 5 Em 5 Anos)** Difteria, Ttano

      q   * Pode ser aplicada desde o nascimento!
      q   ** Reforo a cada 5 ou a cada 10 anos, por toda a vida!
 A maioria das doenas bacterianas  causada por substncias txicas fabricadas por bactrias. Muitas
 dessas substncias so componentes da parede da clula bacteriana e sua presena no organismo provoca
 febre e mal - estar.
 Nas ltimas dcadas, o desenvolvimento da medicina principalmente com a descoberta dos antibiticos,
 permitiu controlar e curar a maioria das doenas de origem bacteriana.


                                                                     42_3



                                                                                                             Pgina 1

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 Viroses
 Virus
      q   O vrus da AIDS (= HIV = Human Immunodeficiency Vrus)  um retrovrus, ou seja, seu cido
          nuclico  o RNA, que pela presena da enzima transcriptase reversa,  capaz de produzir DNA,
          isto , uma "transcrio ao contrrio", quando estiver parasitando clulas especficas. Tem forma
          esfrica, constituda por cpsula de glicoprotenas e lipdios. Foi identificado em 1983  Instituto
          Pasteur  Paris  pelo grupo do Prof. Luc Montaigner, que depois o levou para os Estados Unidos.
 O DNA viral integrado ao cromossomo celular  chamado provrus.
 Na AIDS ou SIDA (Acquired Immunodeficiency Syndrome ou Sndrome de Imunodeficincia
 Adquirida), o vrus ataca o sistema imunolgico do organismo, possibilitando a ao de outros vrus e
 bactrias oportunistas que acabaro provocando a morte da pessoa.
 Quando em contato com os linfcitos T (em especial o T4 = linfcito T auxiliar), ele "injeta" o seu cido
 nuclico, que passa a produzir o material do vrus. Isto pode no ocorrer de imediato e o vrus fica dentro
 da clula por tempo indeterminado, no desenvolvendo os sintomas da doena - indivduo portador.




 Etapa da reproduo de um retrovrus em uma clula. (1) Fixao do vrion a receptores da membrana
 da clula. (2) Penetrao do capsdio. (3) Liberao do RNA viral. (4) Sntese de DNA a partir do RNA
 viral. (5) Penetrao do DNA viral no ncleo celular. (6) Integrao do DNA viral ao cromossomo da
 clula. (7) Sntese de RNA viral. (8) Sntese das protenas virais. (9) Empacotamento do RNA viral com


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 protenas formando o capsdio. (10) Incorporao de protenas virais na membrana celular. (11)
 Eliminao do vrion pela clula.




                                                                                                             Pgina 2

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 Alm dos linfcitos T auxiliares ou clulas CD4, que contm a protena CD4 na membrana plasmtica,
 outras clulas tambm apresentam essa protena receptora, sendo, portanto, passveis de serem infectadas:
 40% dos moncitos do sangue, 5% dos linfcitos B (produtores de anticorpos), alguns tipos celulares dos
 ndulos linfticos, no timo, pele, encfalo, medula ssea vermelha e intestinos.
 Os macrfagos atuam como reservatrios do HIV, no sendo destrudos por ele; migram pela corrente
 sangnea para diferentes rgos do corpo, como o crebro e os pulmes, causando-lhes prejuzos.
 Os linfcitos T auxiliares so clulas de "memria imunolgica", que estimulam os linfcitos B a
 produzirem anticorpos especficos, entre os quais o interferon; estimulam tambm os linfcitos T
 citotxicos (CD8) que fazem o combate "corpo a corpo", liberando substncias (perfurinas) para
 destruio de clulas estranhas ou doentes (aumentam a permeabilidade da membrana e a clula acaba
 "estourando").
 Sendo assim, por atacar os linfcitos T, o HIV acaba com o sistema de defesa do organismo, permitindo
 a ao de outros parasitas como o protozorio Pneumocystis carinii que causa pneumonia (principal
 causa da morte por AIDS). Nas pessoas no contaminadas pelo HIV, este protozorio  inofensivo.
 H tambm o desenvolvimento de uma forma de cncer (Sarcoma de Kaposi) que ataca os tecidos dos
 vasos sangneos, tecidos da pele, de rgos internos e sistema nervoso (demncia progressiva). Pessoas
 com AIDS podem desenvolver meningite causada por Cryptococcus ou infeces cerebrais causadas por
 Toxoplasma e fungos. Podem apresentam infeces bacterianas, virais e fngicas raras, entre elas o
 citomegalovrus.
 SABER MAIS?
          Como diagnosticar a doena?
          No caso de indivduos portadores (no mostrando os sintomas da doena), aplica-se o teste
          ELISA (Enzime Linked Immunossorbent Assay) ou Ensaio de Imunoadsoro Ligado 
          Enzima, que precisa ser repetido duas vezes com o mesmo sangue, visto apresentar
          possibilidade de 30% de erro.
          O resultado positivo ao teste Elisa, deve ser conferido com outro teste como o Imunodot ou
          o Western-Blot (o mais preciso). Estes testes, porm, no servem para identificar o HIV-2 -
          variedade bastante rara do vrus da Aids.
          Importncia do teste: evitar que os portadores do vrus doem sangue ou transmitam o vrus
          para outras pessoas.
          O diagnstico para as pessoas que j apresentam os sintomas da doena poder ser feito


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          pelo mdico que leva em considerao vrias evidncias, como: mal-estar geral, suores
          noturnos, febre, aumento dos gnglios linfticos, manchas avermelhadas na pele, diarria,
          etc... e, finalmente, o teste para constatar a presena do vrus no sangue.
          De modo geral, 30% das pessoas que entram em contato com o vrus apresentam o quadro de
          infeco aguda, aps a 3a semana do contgio.
      q   Tratamento: ainda no existe, de forma definitiva.
          AZT (zidovudina - 1987) e outras drogas (na forma de "coquetis") podem reduzir os
          sintomas por vrios mecanismos de ao - por exemplo, inibindo a enzima transcriptase
          reversa - dificultando a replicao do vrus.
          Algumas das outras drogas (fazem parte do coquetel): ddI (didioxiinosine); ddC
          (didioxicitidine); d4T (estavudina); 3TC (lamivudina) ...
          VACINA: a dificuldade para produo de uma vacina  que o HIV tem grande capacidade de
          sofrer mudanas (altamente mutagnico) e apresentar novas variedades.
      q   Transmisso: o HIV pode ser encontrado no sangue, no smen, saliva, lgrimas, leite materno,
          lquido cefalorraquidiano, etc ... , de uma pessoa doente. At agora parece que a transmisso se d,
          principalmente, atravs do sangue, do smen, e possivelmente por secrees vaginais.
 O principal modo de transmisso se d pelo ato sexual. Pode tambm ocorrer pela transfuso de sangue,
 seringas ou material cirrgico contaminados, placenta de mes infectadas pelo HIV, leite materno de
 mes contaminadas pelo HIV, etc.
 Grupos de risco:
          a) homossexuais e bissexuais masculinos.
          b) consumidores de drogas injetveis.
          c) hemoflicos que necessitam de transfuses e outros.
          d) heterossexuais que mantm relaes com grupos de risco sem proteo, etc.
      q   Medidas preventivas: - evitar a promiscuidade; nas relaes sexuais, utilizar camisa-de-vnus
          (camisinha); no utilizar objetos que possam transportar sangue, como seringas e agulhas no
          esterilizadas. Tomar as precaues possveis no caso de ter que fazer transfuses sangneas.
      q   Muitas so as doenas causadas pelos vrus - as viroses - altamente contagiosas, sendo que as
          "nicas defesas" so a fagocitose e produo de anticorpos, atravs de variados tipos de leuccitos.
 Poucas drogas se mostram eficazes em destruir os vrus sem causar srios efeitos colaterais.




                                                                                                             Pgina 3

                                                    Matrias > Biologia > Parasitologia - Programas de Sade > Viroses




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Matrias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composio Qumica e Bioqumica - Metabolismo

 A melhor maneira de combater as doenas virais  atravs de vacinas.
 Algumas doenas causadas por vrus:
            doena                   modo de transmisso                    modo de infeco           controle (profilaxia)
                                                                  o vrus penetra pelas
                                                                    mucosas das vias         vacinao com linhagem
                                  gotculas de saliva, contato respiratrias, dissemina-se de vrus atenuada (uma
            varola              direto, objetos contaminados pela corrente circulatria e linhagem que ataca o gado
                                      (copos, garfos etc).         instala-se na pele e       bovino, isto , vacina de
                                                                 mucosas, causando as              vrus vivos).
                                                                 ulceraes da doena.
                                                                          o vrus  introduzido
                                    atravs da picada do                juntamente com a saliva     vacinao com linhagem
                                  mosquito Aedes aegypti,              do mosquito; dissemina-se de vrus atenuada (vrus
        febre amarela             que se contamina ao picar               pelo corpo atravs do       vivos). Eliminao do
                                     um homem ou outro                   sangue e instala-se no     mosquito Aedes, vetor da
                                   mamfero contaminado.               fgado, bao, rins, medula            doena.
                                                                       ssea e gnglios linfticos.
                                                                           o vrus penetra pela
                                                                              mucosa das vias
                                                                            respiratrias, cai na   vacinao com vrus vivo
           sarampo                     gotculas de saliva.
                                                                         corrente sangnea e se      de linhagem atenuada.
                                                                          dissemina por diversas
                                                                              partes do corpo.
                                                                         acredita-se que o vrus
                                                                         penetre pela boca e se
                                                                         multiplique primeiro na
                                                                       garganta e nos intestinos.     vacinao com vrus
                                                                          Da dissemina-se pelo    virulento inativado (vacina
         poliomielite                        "incerto ".               corpo, atravs do sangue.     Salk = injeo) ou com
                                                                       Se atingir clulas nervosas    vrus vivo atenuado
                                                                       ele as destri, o que causa (vacina Sabin = gotas).
                                                                           paralisia e atrofia da
                                                                        musculatura esqueltica,
                                                                         geralmente das pernas.
                                                                      o vrus ataca
                                                               normalmente as glndulas
                                  gotculas de saliva, contato     salivares partidas,
           caxumba               direto, objetos contaminados     podendo, entretanto,                     vacinao.
                                      (copos, garfos etc).     localizar-se nos testculos,
                                                                  ovrios, pncreas e
                                                                         crebro.
                                                                          o vrus penetra pelo
                                                                                                        vacinao dos ces,
                                                                        ferimento da mordedura
                                                                                                    eliminao dos ces de rua,
                                                                        juntamente com a saliva
                                   pela mordedura de animal                                            vacinao de pessoas
                                                                        do co. Atinge o sistema
              raiva               infectado, geralmente o co                                            mordidas por ces
                                                                        nervoso central, onde se
                                          ou morcego.                                                  desconhecidos ou com
                                                                           multiplica, causando
                                                                                                         suspeita de portar a
                                                                          danos irreparveis ao
                                                                                                              doena.
                                                                            sistema nervoso.
                                                                        o vrus  introduzido na
                                                                        corrente sangnea pela combate aos artrpodos
                                   picada de mosquitos e de               picada do artrpodo
      encefalites virais                                                                           vetores. No existem
                                          carrapatos.                  portador. Atinge as clulas
                                                                                                         vacinas.
                                                                           do crebro,onde se
                                                                                reproduz.


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Matrias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composio Qumica e Bioqumica - Metabolismo

                                                                inicia-se com fracas dores
                                                                  de cabea, febre baixa,
                                                                aumento das glndulas do
                                                                  pescoo, ocorrendo, em
                                                                seguida, o exantema com
            rubola               contato direto e pela saliva. manchas vermelhas por                       vacinao.
                                                                 todo o corpo. Em geral 
                                                                    doena benigna da
                                                                 infncia. Pode ser muito
                                                                 grave em gestantes nos
                                                                      primeiros meses.
                                                                        o vrus ataca os tecidos
                                                                       das pores superiores do
             gripe                     gotculas de saliva.              aparelho respiratrio;              nenhuma.
                                                                          raramente atinge os
                                                                               pulmes.
                                                                                                     medidas de saneamento;
                                   contaminao de gua e
                                      objetos por fezes de                                                 fiscalizao dos
                                                                         o vrus se multiplica no         manipuladores de
                                  indivduos contaminados.
                                                                            fgado, causando           alimentos. A injeo de
    hepatite infecciosa             "Supe-se" que moscas
                                                                          destruio de clulas      gamaglobulina, extrada de
                                 transportem o vrus de fezes
                                                                                hepticas.            soro sangneo humano,
                                       contaminadas para
                                                                                                       pode conferir proteo
                                   alimentos, gua e objetos.
                                                                                                              temporria.
                                                                         o tipo I, mais freqente,
                                                                       desenvolve leses na pele
                                                                          e na boca; o tipo II ou
                                                                                                     evitar contato direto com
                                                                       herpes genital  DST. Nos
                                                                                                       herpticos em fase de
                                                                         dois surgem pequenas
                                                                                                     manifestao da doena.
                                     contato direto com                 bolhas, que se ulceram,
                                                                                                        Produtos capazes de
            herpes                  herpticos na fase de                   havendo a seguir a
                                                                                                       abortar a manifestao
                                   manifestao da doena.             cicatrizao da pele, sem
                                                                                                     herptica, quando ingeridos
                                                                       dar sinal da manifestao
                                                                                                     aos primeiros sinais de uma
                                                                          do vrus. Estes podem
                                                                                                          possvel infeco.
                                                                         ficar latentes por muito
                                                                        tempo, at voltarem a se
                                                                                manifestar.
                                                                          forma benigna e forma
                                                                       hemorrgica, a qual pode
                                                                         levar  morte. Dores de
                                                                            cabea e nas juntas,       No h, pois seria
                                   picada do Aedes aegypti,             fraqueza, falta de apetite,
            dengue                                                                                  necessrio evitar a picada
                                         durante o dia.                   febre e pele manchada.
                                                                                                         dos mosquitos.
                                                                           Nunca se deve tomar
                                                                             medicamentos que
                                                                              contenham cido
                                                                               acetilsaliclico.




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                          contaminao atravs de
                                                                                                      fiscalizao rigorosa dos
                          transfuso de sangue de                      o vrus ataca os linfcitos     bancos de sangue, para
                         pessoas infectadas pelo HIV,                   T (T4), que so as clulas       evitar distribuio de
                           do uso de instrumentos
                                                                         encarregadas da defesa          sangue contaminado.
                           cirrgicos ou seringas
   sndrome da imuno-                                                   imunitria do organismo,     Esterilizao rigorosa dos
                          contaminados e tambm
   deficincia adquirida                                                 tornando-o incapaz de       instrumentos cirrgicos e
          (AIDS)            atravs do ato sexual,                                                   uso de agulhas e seringas
                          quando o vrus penetra por                      resistir s infeces
                                                                       oportunistas. O indivduo      descartveis. Preveno
                          microfissuras das mucosas                                                    de possvel contgio no
                          dos rgos genitais. Ainda                   afetado geralmente morre
                                                                        de infeco generalizada.       ato sexual pelo uso de
                           no se sabe se h outras
                                                                                                     preservativos (camisinhas).
                              formas de contgio



                                                                     43_4



                                                                                                                        Pgina 1

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 Verminoses
 Platelmintos - vermes achatados
 Platielmintes + Asquielmintes + Aneldeos = VERMES, pois so invertebrados de corpo longo e sem
 membros locomotores.
 Nas espcies de vida livre o desenvolvimento  direto, sem larvas. Entre os parasitas o
 desenvolvimento  indireto, havendo geralmente dois hospedeiros (parasitas heteroxenos ou digenticos)
 ; um que abriga as formas adultas (H.D. = hospedeiro definitivo) e o outro as formas larvais (H.I.=
 hospedeiro intermedirio).




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 Classe Tremtodos:
    q ecto ou endoparasitas, epitlio com cutcula protetora, tubo digestivo incompleto. Podem ser
       hermafroditas ou diicos (sexos separados e dimorfismo sexual Schistosoma). O
       desenvolvimento indireto apresenta vrios tipos de larvas.
 Exemplo
 Schistosoma mansoni    tamanho 1,5 cm; a fmea fica alojada no canal ginecforo do macho. Fasciola
 hepatica doena fasciolose (fgado de carneiros, bois).
 Ciclo do Schistosoma mansoni
 No homem (H.D.) os vermes adultos se instalam no sistema de veias porta-hepticas. Aps a reproduo
 sexuada, os ovos desses vermes so eliminados para o intestino e sairo com as fezes humanas.

  No meio ambiente (H2O doce) o ovo origina a larva ciliada miracdio, que nadando ativamente deve
 encontrar o caramujo da famlia planorbdeo e gnero Biomphalaria (H.I.). No interior do caramujo o
 miracdio evolui formando um esporocisto, dentro do qual iro formar-se as larvas cercrias. Essas
 larvas de cauda bifurcada abandonam o caramujo e nadando na gua devero penetrar ativamente pela pele
 humana " lagoa de coceira!"
 Sintomas: cansao, graves problemas gastrointestinais, grande inflamao do fgado e bao
 (hepatoesplenomegalia) e da "barriga d'gua" (ascite).




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 Observao
 O estgio de rdia no quadro s ocorre na Fasciola.
 Profilaxia
          a) saneamento bsico (rede de canalizao e tratamento de gua e esgotos);
          b) combate aos caramujos (inclusive o controle biolgico                             peixes que se alimentam do
          caramujo, por exemplo).
          c) evitar o contato com guas possivelmente infestadas.
 Observao
 A Fasciola hepatica, causadora da fasciolose em bois e carneiros, tem um ciclo semelhante ao da Taenia,
 porm:
          a) o caramujo (H.I.)  do gnero Lymnaea.
          b) no interior do esporocisto, primeiramente desenvolve-se o estgio larval rdia, o qual ir
          evoluir para cercria, e ento,abandonar o caramujo.




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 Classe Cestides
    q Endoparasitas. Cabea (esclex) com ganchos e ventosas + segmentos (proglotes). Epitlio com
       cutcula protetora e assimiladora. Tubo digestivo ausente.
 Exemplo
 Solitrias (tnias).




 Reproduo
    q hermafroditas. Cada proglote tem aparelho reprodutor masculino e feminino. Desenvolvem larvas
      infectantes (= oncosfera = hexacanto).
 Tenase
    q Taenia solium (porco) e Taenia saginata (boi). So parasitas heteroxenos.

 Ciclo da solitria
    q No homem (H.D.): um verme adulto, no tubo digestivo, produz proglotes maduras e grvidas com
       ovos, que so eliminadas com as fezes. No porco (H.I.) ou no boi, os ovos ingeridos com alimento
       ou gua contaminados, desenvolvem a larva oncosfera ou hexacanto, que atravessa o intestino e

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          se fixa nos msculos formando o cisticerco. O homem ao ingerir a carne crua ou mal cozida vai
          desenvolver a tenase, que provoca vmitos, diarrias e dores abdominais.




 Cisticercose
     q quando o homem ingere gua ou alimentos contaminados pelos ovos da Taenia solium e que
        podero formar cisticercos no crebro ou outro rgo vital.
 Profilaxia
          a) saneamento bsico;
          b) no ingerir carne de porco ou boi crua ou mal cozida.
 EQUINOCOCOSE (hidatidose)
   q O Echinococcus granulosus tem no co (raposa, lobo), seu H.D. (hospedeiro definitivo). Com as
     fezes desses animais doentes, sero eliminadas as proglotes grvidas, que contaminaro a gua ou
     alimentos do carneiro e circunstancialmente do homem (H.I. = hospedeiro intermedirio). Nos
     pulmes, fgado e pncreas iro desenvolver-se cistos hidticos com volume superior a uma laranja,
     podendo acarretar na morte.




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 ASQUELMINTOS -vermes cilndricos
 Nematides parasitas da espcie humana
   q Wuchereria bancrofti - Na filariose, que  popularmente chamada de elefantase, as pernas do
     doente assumem dimenses desproporcionais. O contgio  indireto, ocorrendo atravs da picada do
     mosquito Culex fatigans, que ingere com o sangue do hospedeiro as microfilrias (estgio larval).
     Ao picar um indivduo sadio, o mosquito inocula as larvas que se dirigem aos vasos linfticos,
     completando seu desenvolvimento. A profilaxia se faz destruindo o inseto transmissor. Ataca o
     sistema (gnglios) linftico provocando edemas e hipertrofias nas pernas, bolsa escrotal e seio.
   q Enterobius vermicularis ou Oxyurus vermicularis: causam enterobiose (oxiurose); s ocorre no
     homem. Adquire-se por ingesto de ovos que contaminam gua ou alimento. Em crianas, ao
     coarem-se, passam os ovos para unhas e mos, facilitando a transmisso.
               Sintomas: forte irritao e prurido anal; distrbios intestinais.
      q   Ancylostoma brasiliensis: produz a dermatite serpiginosa ou bicho-geogrfico. As "larvas
          migrans" penetram, acidentalmente, pela pele.  um verme parasita de ces.
      q   ASCARIDASE



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                  Ciclo do Ascaris lumbricoides (lombriga): uma s fmea pode eliminar, junto com as
                  fezes da pessoa parasitada, cerca de 200 mil ovos por dia. No intestino podem ser
                  encontrados muitos desses vermes.  um parasita monoxeno (= s usa um tipo de
                  hospedeiro). Os ovos podem ficar no ambiente durante longo tempo e podero ser
                  ingeridos com gua ou alimento. Passa pelo estgio larval rabditide e em seguida o
                  estgio filariide vai do intestino para o sangue, fgado, corao, pulmes (onde o
                  verme torna-se adulto), traquia e  novamente deglutido, instalando-se no intestino.
                  Alm dos sintomas abdominais, como clicas e obstruo intestinal, provoca tambm,
                  problemas pulmonares, crises semelhantes a asma ou broquite.




                                                                                                      Pgina 4


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      q   Ancylostoma duodenale e Necator americanus - provocam a ancilostomose ou amarelo. Os
          adultos parasitam o intestino. As larvas filariides penetram pela pele, principalmente do p.




                  Sintomas: dermatites; ulceraes intestinais com hemorragias, diarria, geofagia,
                  anemia (anxia), enfraquecimento, depresso mental.




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      q   Strongyloides stercoralis: o verme adulto parasita o intestino e causa estrongiloidose. Os sintomas
          e forma de transmisso so semelhantes ao amarelo.
                   Profilaxia:
                           a) saneamento bsico.
                           b) combate aos transmissores.
                           c) higiene pessoal.


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                                                                                                     Pgina 1

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 Tipos de vulos (ovos): classificao e ocorrncia.
 A embriologia  a parte da Biologia que estuda o desenvolvimento dos embries animais. H grandes
 variaes, visto que os animais invertebrados e vertebrados apresentam muitos diferentes aspectos e nveis
 evolutivos.
 Em Biologia o desenvolvimento envolve diversos aspectos:
          a) multiplicao de clulas, atravs de mitoses sucessivas.
          b) crescimento, devido ao aumento do nmero de clulas e das modificaes volumtricas em
          cada uma delas.
          c) diferenciao ou especializao celular, com modificaes no tamanho e forma das
          clulas que compem os tecidos. Essas alteraes  que tornam as clulas capazes de cumprir
          sua funes biolgicas.
 Atravs da fecundao ocorre o encontro do gameta masculino (espermatozide) com o feminino (vulo),
 o que resulta na formao do zigoto ou clula-ovo (2n).
 Aps essa fecundao o desenvolvimento embrionrio apresenta as etapas de segmentao que vo do
 zigoto at o estgio de blstula. Muitas vezes h um estgio intermedirio, a mrula.
 A gastrulao  o perodo de desenvolvimento de blstula at a formao da gstrula, onde comea o
 processo de diferenciao celular, ou seja, as clulas vo adquirindo posies e funes biolgicas
 especficas.
 No perodo de organognese, h formao dos rgos do animal, estgio em que as clulas que
 compem os respectivos tecidos se apresentaro especializadas.
 Os vulos so gametas femininos que sero classificados em funo das diferentes quantidades de vitelo
 (reservas nutritivas) e das suas variadas formas de distribuio no interior do citoplasma. Essas duas
 caractersticas determinam aspectos diferentes no desenvolvimento embrionrio.



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 Tipos de vulos e ocorrncia

                                  HETEROLCITOS                       TELOLCITOS
   OLIGOLCITOS                     (mediolcitos)                     (megalcitos)           CENTROLCITOS
      (alcitos)
                                (telolcitos incompletos) (telolcitos completos)
                                                                   Moluscos
   Porferos                    Platielmintes                                                  Artrpodos
                                                                    cefalpodos
   Celenterados                 Asquielmintes                      PEIXES
   Equinodermos                 Aneldeos                          RPTEIS
                                Moluscos
   Protocordados                  gastrpodos                      AVES
                                  lamelibrnquios
   MAMFEROS                    ANFBIOS

 Os vulos oligolcitos, isolcitos ou alcitos apresentam pequena quantidade de vitelo, distribudo de
 maneira mais ou menos uniforme no citoplasma. Nos mamferos podem ser chamados de metalcitos.
 vulos telolcitos com diferenciao polar incompleta, heterolcitos ou mediolcitos apresentam
 quantidade mdia de vitelo com distribuio desigual nos dois plos citoplasmticos. No plo animal,
 onde se localiza o ncleo, a quantidade de vitelo  menor que no plo vegetativo.
 Nos vulos telolcitos com diferenciao polar completa ou megalcitos, h grande quantidade de vitelo.
 No plo animal encontra-se o ncleo e o citoplasma e no plo vegetativo concentra-se o vitelo.
 Os vulos centrolcitos concentram uma parte do seu vitelo no centro do citoplasma, ao redor do ncleo
 e a outra parte na periferia citoplasmtica.




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                                                                                                        Pgina 1

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 Segmentao (clivagem): tipos.
 A partir do zigoto, as mitoses vo formando blastmeros, que so clulas indiferenciadas. Esse perodo
 vai at a formao da blstula. Nos vulos oligolcitos e heterolcitos ocorre tambm a passagem por um
 estgio intermedirio que  a mrula.
 No estgio de blstula o embrio apresenta-se uma camada de clulas (blastoderme) que envolve uma
 cavidade central (blastocela).




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 A segmentao depende da quantidade de vitelo e sua respectiva distribuio:
          a) Segmentao total ou holoblstica.
          O zigoto faz diviso total, por apresentar pequena quantidade de vitelo. Essa segmentao
          pode ser:
             q total e igual = aquela em que os blastmeros resultantes tm igual tamanho. Ocorre
                em ovos oligolcitos, como o dos equinodermos (ourio-do-mar).




               q   total e desigual = caracterizada por apresentar blastmeros de tamanhos diferentes.
                   Formam-se blastmeros de pequeno tamanho ou micrmeros e blastmeros de maior
                   tamanho, os macrmeros. Essa forma de segmentao ocorre em ovos heterolcitos.




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          b)Segmentao parcial ou meroblstica.
          O zigoto realiza diviso parcial. Ocorre nos ovos com muito vitelo. Nesse caso o plo
          vegetativo, onde se localiza o vitelo, no entra em diviso. Essa segmentao pode ser de dois
          tipos:
              q parcial discoidal = ocorre em ovos megalcitos, como em rpteis e aves. A
                 segmentao atinge apenas a regio do plo animal.
                   Os blastmeros resultantes dessa segmentao formam um disco denominado
                   blastodisco, a partir do qual posteriormente se formar o embrio.




               q   Parcial superficial = ocorre nos ovos centrolcitos, como os dos insetos. O ncleo
                   vai se dividindo sucessivamente e os ncleos resultantes migram para a periferia do
                   ovo. Nesse local so formadas as membranas celulares, apresentando-se uma camada
                   de clulas, a blastoderme, que envolve a cavidade central.



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                                                                                                      Pgina 1

                         Matrias > Biologia > Embriologia Animal > Desenvolvimento Embrionrio do Anfioxo


 Desenvolvimento embrionrio do anfioxo.
    q Segmentao.

                  O vulo do anfioxo  do tipo oligolcito e apresenta segmentao total, quase
                  igual.
                  A 1a clivagem do ovo  vertical, ocorrendo desde o plo animal at o plo
                  vegetativo. Formam-se os dois primeiros blastmeros que sero responsveis
                  pela futura simetria bilateral do animal.
                  A 2a clivagem  tambm vertical porm a 90o da primeira, formando-se quatro
                  clulas. A 3a clivagem  horizontal, subequatorial e perpendicular aos dois
                  planos anteriores de diviso, originando-se oito clulas.
                  A diviso subequatorial faz com que os blastmeros resultantes tenham
                  tamanhos diferentes: os micrmeros so os menores e macrmeros so os
                  maiores.
                  A 4a clivagem  vertical e a 5a horizontal, atingindo-se um estgio de 32 clulas
                  denominado mrula. At a formao da mrula no h aumento de tamanho do
                  embrio.
                  Durante as prximas divises celulares comea a formar-se uma cavidade cheia
                  de lquido. O final da segmentao  a formao da blstula, estgio
                  embrionrio caracterizado por uma camada de clula, a blastoderme,

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                  envolvendo uma cavidade denominada blastocele. A observao da
                  blastoderme permite o reconhecimento de micrmeros na regio do plo
                  animal e macrmeros no plo vegetativo.




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                         Matrias > Biologia > Embriologia Animal > Desenvolvimento Embrionrio do Anfioxo

      q   Gastrulao.
                  As modificaes sofridas pela blstula leva ao estgio de gstrula. O plo
                  vegetativo se invagina, os macrmeros invadem a blastocele migrando em
                  direo aos micrmeros.
                  A invaginao do plo vegetativo acaba por obliterar a blastocele surgindo uma
                  nova cavidade delimitada pelos macrmeros. Essa cavidade  o arquntero,
                  intestino primitivo do embrio, que se comunica com o meio externo atravs de
                  uma abertura ou boca primitiva, o blastporo.
                  A gstrula apresenta dupla camada de clulas circundando o arquntero. A
                  camada externa, constituda por micrmeros  a ectoderme. A camada interna
                   constituda por macrmeros e denomina-se endoderme. Na endoderme h uma


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                  regio no teto do arquntero, a mesentoderme.




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      q   Organognese no anfioxo.
                  A partir da gstrula inicial, ocorre um achatamento dorsal do embrio do
                  anfioxo  a placa neural  que ser coberta pela ectoderme. Esta placa sofrer
                  um dobramento e terminar formando o tubo neural (tubo nervoso).




                  Enquanto  formado o tubo neural, a mesentoderme vai se diferenciando para


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                  formar a mesoderme (bolsas evaginadas em ambos os lados) e a notocorda
                  (basto central e dorsal). Essa mesoderme forma pacotes celulares dorsais e
                  longitudinais, os somitos, de grande importncia na organognese.
                  Os somitos crescem at se encontrarem na regio ventral do embrio. A
                  cavidade interna dos somitos  chamada celoma e est completamente
                  envolvida pela mesoderme. Este estgio de desenvolvimento, chamado nurula,
                  j mostra o plano fundamental de como ser o organismo adulto. Da para frente
                  sero diferenciados todos os tecidos e rgos do anfioxo adulto
                  (organognese).




                                                                                                   Pgina 4

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                  Embora nos vertebrados o tipo de segmentao varie conforme a quantidade de
                  vitelo do ovo e a gastrulao possa dar-se de maneira diferente da do anfioxo, o
                  plano fundamental  muito semelhante.
                  Durante a diferenciao posterior (organognese) a notocorda  substituda pela
                  coluna vertebral e os tecidos e rgos apresentaro vrios avanos evolutivos,
                  aumentando a complexidade e competncia de execuo das atividades
                  biolgicas respectivas.




                                                                     47_5



                                                                                                     Pgina 1

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                              Matrias > Biologia > Embriologia Animal > Folhetos Embrionrios: tipos e funes


 Folhetos embrionrios: tipos e funes.
 As clulas dos trs folhetos embrionrios  ectoderme, mesoderme e endoderme  sofrero um processo
 de diferenciao, de acordo com as funes que cumpriro no organismo adulto.
 Nos vertebrados, os tecidos, rgos e sistemas originam-se conforme a tabela abaixo:

     Folheto                  Estrutura do embrio                                     Estrutura no adulto
                                                                          q   cristalino dos olhos
                                                                          q   epiderme
                                                                          q   anexos da epiderme: plos, glndulas, etc
                          q   camada celular externa
   Ectoderme                                                              q   revestimento interno da boca e do nus
                          q   tubo neural (nervoso)
                                                                          q   esmalte dos dentes
                                                                          q   receptores sensitivos
                                                                          q   encfalo, gnglios e medula espinhal

                          q   somitos:                                    q   vrtebras
                                                                          q   derme
                              epmero (dorsal)                            q   tecido muscular
   Mesoderme
                                                                          q   tecido sseo
                              mesmero (mdio)
                                                                          q   sistema circulatrio
                              hipmero (ventral)                          q   aparelho urogenital
                                                                     revestimento interno do aparelho digestrio
                              revestimento do
   Endoderme                                                         revestimento interno do aparelho respiratrio
                              arquntero
                                                                     revestimento interno da bexiga, fgado e pncreas




                                                                                                                      Pgina 2

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      q   Reino METAZOA                   Animais - Filos:




                                                                                                      Pgina 3

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 Caractersticas para classificao dos animais pluricelulares:
          1. SIMETRIA             radial (fixos ou ssseis) ou bilateral (locomoo: nadar, caminhar).




          2. SEGMENTAO (metameria) homnoma (segmentos "iguais") ou heternoma
          (segmentos diferentes). Favorecem a flexibilidade do corpo.




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 Obs:-cabea e trax (inseto) apresentam fuso de vrios segmentos (tagmas)




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 3. NMERO DE FOLHETOS EMBRIONRIOS:
     q Diblsticos  ectoderme + endoderme.

     q Triblsticos  ectoderme + mesoderme + endoderme.




 4. Presena ou no de cavidade corporal (= CELOMA):
     q Acelomados  mesoderme compacta; no h cavidade corporal.

     q Pseudocelomados  cavidade corporal parcialmente revestida pela mesoderme.

     q Celomados  cavidade corporal completamente revestida pela mesoderme.




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          CELOMA (aspectos evolutivos)                     Formao:
 a) ESQUIZOCLICA                   aneldeos, artrpodos, moluscos.
 Nos esquizocelomados (do grego schizos, dividido, fendido), o celoma se forma a partir de fendas
 internas surgidas nas massas mesodrmicas do embrio.
 b) ENTEROCLICA                    equinodermos e CORDADOS.
 Nos enterocelomados (do grego enteron, intestino), o celoma se forma a partir de bolsas que brotam do
 teto do intestino primitivo.




                                                                                                      Pgina 5

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          5. DESTINO (evoluo) DO BLASTPORO:
              q Protostmios  blastporo origina a boca (nus poder abrir-se posteriormente).

              q Deuterostmios  blastporo origina o nus (boca abre-se posteriormente).




                                                                     48_2



                                                                                                           Pgina 1

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 Anexos embrionrios.
 Alm de darem origem aos diferentes tecidos, rgos e sistemas do organismo adulto, os trs folhetos
 embrionrios participam da formao dos anexos embrionrios dos vertebrados: saco vitelino,
 alantide, mnion e crion:
 ANEXOS EMBRIONRIOS - desenvolvimento!
   q SOMATOPLEURA (ecto + meso):

       r CRIO(n)  respirao (trocas gasosas).

       r MNIO(n)  proteo (traumatismos, desidratao).

   q ESPLANCNOPLEURA (endo + meso):

       r SACO VITELINO  armazm de alimentos.

       r ALANTIDE  armazm de excretas; respirao.

   q ANIMAIS :




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              r   AMNIOTAS (Alantoidianos) = Rpteis + Aves + Mamferos.
                      Apresentam "todos" os anexos !
              r   ANAMNIOTAS (Analantoidianos) = Peixes + Anfbios.
                      "Somente" o saco vitelino !




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 O saco vitelino envolve o vitelo e garante a nutrio do embrio. O alantide se forma a partir do tubo
 digestivo e tem a forma de uma vescula; nos rpteis e nas aves ele tem por funo recolher excretas do
 embrio e permitir as trocas respiratrias atravs da casca. O mnio, contendo gua, envolve todo o
 embrio e oferece proteo contra traumatismo e ressecamento. O crion  a pelcula mais externa e se
 justape  casca que envolve o ovo dos rpteis e aves, exercendo funo respiratria.
 Nos embries de mamferos apresenta-se uma formao especial, a placenta, atravs da qual o embrio
 realiza, com a corrente circulatria da me, as trocas alimentares e gasosas, alm da eliminao dos
 excretas. A placenta resulta de composio mista: endomtrio uterino da me + crio e alantide
 modificado (cordo umbilical = alanto-crion) do embrio.
 A placenta apresenta projees do crion (vilosidades corinicas) que penetram na espessa camada do
 endomtrio, o qual  ricamente vascularizado durante a gravidez. Os vasos sangneos do embrio se
 ramificam pelas vilosidades corinicas e ficam muito prximos do sistema sangneo da me.




                                                                     49_1



                                                                                                           Pgina 1



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                                               Matrias > Biologia > Embriologia Animal > Embriologia experimental


 Embriologia experimental
          Enquanto cresce o embrio deve manter o padro gentico nas novas clulas que vo se
          formando. Esse papel  executado pelo DNA, mas como fazer para que a partir do zigoto,
          todos os bilhes de clulas sigam "o caminho e as instrues necessrias, com velocidade e
          preciso desejveis?"
          No embrio, os "comandos" seguem uma "seqncia previamente programada". Os genes
          no funcionam todos aos mesmo tempo ! Enquanto um conjunto deles est ativo na
          codificao do processo de desenvolvimento, outros tantos genes permanecem "dormentes",
          at "o momento de serem ligados" ! Por exemplo, o olho do embrio s se forma depois de
          aparecer o tubo nervoso; este s aparece depois da formao das trs camadas germinativas
          (ectoderme, mesoderme, endoderme) que, por sua vez, s se diferenciam depois da formao
          de um tubo digestivo primitivo !
          Ao fim do desenvolvimento embrionrio humano, todas as clulas do embrio contm os
          mesmos 46 cromossomos que estavam no zigoto inicial, com as mesmas informaes acerca
          do todo o organismo. Se a informao gentica  idntica em todas as clulas que foram
          formadas por mitose, por que estas so to diferentes?
          No incio da dcada de 1930, diversos experimentos foram realizados para verificao da
          importncia do ncleo no papel da diferenciao celular.
          Os resultados indicam categoricamente que os genes controlam a atividade do citoplasma,
          definindo os "rumos da diferenciao celular. Porm, como todas as celulas vo se formando
          atravs das mitoses, devemos admitir que ncleos com carga gentica igual podem
          funcionar de formas diferentes, se estimulandos convenientemente.
          Assim, apesar de todos os genes estarem presentes em todos os ncleos das clulas do
          embrio, nem todos os genes funcionam ao mesmo tempo.
          Algum "fator exterior ao ncleo" deve ser capaz de "ligar" ou "desligar" determinados
          genes, em cada tipo de clula !




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          Experimentos com embries demonstraram que certos grupos de clulas, numa determinada
          fase, influenciam o desenvolvimento e a diferenciao de outros grupos. Esse fenmeno 
          chamado induo embrionria.  muito provvel que as clulas da regio indutora
          produzam substncias que se difundem at a regio induzida, estimulando-a a se
          diferenciar de um certo modo (seguindo um certo destino !). Assim, de forma coerente,
          substncias feitas por certas clulas poderiam estimular o funcionamento do ncleo de
          outras clulas vizinhas ("despertando genes que estavam dormentes" !), que passariam a se
          diferenciar e, por sua vez, poderiam induzir o desenvolvimento de um terceiro grupo celular.
          Acompanhe um processo de induo embrionria bem conhecido:




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               q   logo nos primeiros estgios do desenvolvimento, j se diferenciam trs camadas
                   celulares: a ectoderme, externa, a mesoderme e a endoderme, respectivamente,
                   intermediria e interna.
               q   Logo abaixo da ectoderme dorsal forma-se o tubo neural, que formar mais tarde o
                   sistema nervoso do animal (crebro, medula, etc). O tubo neural induz a ectoderme
                   que o recobre a se transformar em partes do futuro olho. Os olhos se originam de
                   duas expanses do tubo neural. Cada uma das expanses cresce, tomando por fim a
                   forma de uma taa (clice ptico), que originar mais tarde a parte profunda do globo
                   ocular.
               q   O cristalino se forma a partir da ectoderme que se invagina por induo do clice
                   ptico.
               q   Uma vez formado, o cristalino induz a ectoderme a se transformar em crnea
                   transparente.
               q   Ocorre, ento, no embrio, uma srie de eventos em cadeia que levam 
                   diferenciao. O tubo neural, que havia sido induzido pela mesoderme, induz a
                   formao do cristalino; este, por sua vez, induz a formao da crnea.
               q   Experimentos acoplados a esses mostraram que a induo embrionria se realiza por
                   intermdio de substncias qumicas que passam da regio indutora  induzida;
                   assim, quando, antes da formao do cristalino, se coloca um pedao de celofane entre
                   o clice ptico e a ectoderme, a estrutura no se forma.

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                                                                                                          Pgina 1

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 Tecido epitelial de revestimento
 OS EPITLIOS
 Os epitlios apresentam diferentes origens embrionrias. A epiderme, por exemplo,  originada do tecido
 ectodrmico do embrio, enquanto o epitlio de revestimento interno do tubo digestivo tem origem
 endodrmica.
 So basicamente tecidos de revestimento e proteo do organismo.
 A epiderme  tecido que protege o corpo contra atrito ou traumas, desidratao, substncias txicas do
 ambiente, penetrao de bactrias, vrus e outros agentes nocivos. Permite o relacionamento do organismo
 com o meio, captando estmulos ambientais e tornando possveis as reaes adaptativas.
 Os epitlios que revestem internamente os rgos fazem absoro de gua e alimentos, troca
 respiratrias e ainda a eliminao de excretas.
 H tambm os epitlios secretores ou glandulares, cuja funo  a produo de substncias especiais
 como suor, gordura, lgrima, muco, leite e sucos digestivos. Para executar essas funes, os epitlios tm
 caractersticas citolgicas tpicas, podendo ser definidos como tecidos de clulas justapostas, polidricas e
 com uma finssima camada de substncia cimentante. Eles no tm vascularizao (com raras
 excees) e so, portanto, alimentados por difuso, a partir de capilares sanguneos dos tecidos conjuntivos
 das camadas adjacentes.




                                                                                                          Pgina 2

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 Diversas formaes aumentam a aderncia entre as clulas epiteliais vizinhas, por exemplo, os
 desmossomos e as interdigitaes.




                                                              Clula epitelial.


                                                                    51_10



                                                                                                            Pgina 1

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 TECIDO EPITELIAL DE SECREO
 O tecido epitelial, tambm denominado epitlio,  formado por clulas justapostas com pouca substncia
 entre elas (substncia intercelular).  basicamente um tecido de revestimento e de secreo (glandular).
 Como tecido de revestimento, recobre toda a superfcie externa do corpo, como  o caso da epiderme.
 Reveste todas as cavidades internas e rgos que direta ou indiretamente esto em contato com o exterior
 do corpo. Reveste tambm a maioria das cavidades internas e fechadas do corpo.
 Os tipos de epitlios
 Os epitlios so classificados com base em diferentes aspectos, como a forma de suas clulas, o nmero
 de camadas celulares e as funes que desempenham.




                                                                                                            Pgina 2

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 Quanto  funo os epitlios podem ser:
    q protetores;

    q sensoriais;

    q ciliados;

    q secretores (glandulares);

    q de absoro.

 Os protetores so geralmente estratificados e queratinizados, como a epiderme dos mamferos. A
 queratina  uma protena que confere resistncia e impermeabilizao  camada superficial da epiderme,
 que  morta.
 Os sensoriais tm clulas de sustentao e entre elas clulas sensoriais, como ocorre no epitlio olfativo.




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 Os epitlios ciliados tm clulas com a superfcie livre coberta por um grande nmero de clios (cerca de
 200 a 250 por clula). O batimento coordenado dos clios garante o deslocamento de substncias sobre as
 clulas.
 Dentre os epitlios de absoro convm salientarmos o da mucosa intestinal, cujas clulas tm um grande
 nmero de microvilosidades.




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 Os epitlios secretores constituem as glndulas.




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 As glndulas excrinas pluricelulares so classificadas, pela forma, em trs tipos bsicos:
 1- Tubulosas




 2- Glndulas acinosas




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 3- Tbulo-acinosas
 Apresentam longos canais ramificados e na extremidade de cada um h um cino, que  a nica regio
 secretora. So deste tipo as glndulas submaxilares e sublinguais (salivares), as lacrimais e a poro
 excrina do pncreas. As glndulas podem ser ainda analisadas sob outros dois aspectos: a natureza
 qumica e a origem da secreo.




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 Quanto  natureza qumica da secreo, temos:
 Glndulas serosas
 Produzem secreo clara e aquosa, rica em protenas, que podem ser enzimas.
  Exemplo:
 clulas secretoras do pncreas e as partidas (salivares).




 Glndulas mucosas
 Fabricam muco, uma secreo viscosa, de natureza glicoprotica.




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 Quanto  origem da secreo, h trs tipos:
 I- Mercrinas (crinas)
 Nestas glndulas, as clulas secretoras ao eliminarem seus produtos permanecem intactas, com todo o
 protoplasma, podendo reiniciar o ciclo secretor. So as mais comuns, como as sudorparas, salivares,
 lacrimais, gstricas, etc.




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 II- Apcrinas
 Nestas, as clulas secretoras perdem uma parte do seu protoplasma, que se mistura  secreo elaborada.
 A fim de reiniciar a secreo, tais clulas devem regenerar a parte apical perdida. So as glndulas
 mamrias e as sudorparas modificadas, existentes nas axilas e regio perianal.




 III- Holcrinas
 Aqui, as clulas secretoras, enquanto acumulam a secreo gordurosa, vo se avolumando e
 desintegrando. Constituem uma massa sebosa que  inteiramente afastada para o canal da glndula.




 A secreo volta a ocorrer a partir de novas clulas que sero repostas. So as glndulas sebceas da pele
 dos mamferos.




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 A pele  o maior rgo de nosso corpo. Representa cerca de 15% do peso de uma pessoa adulta e est
 constituda por duas camadas: a epiderme, mais externa, de origem ectodrmica; e a derme mais interna,
 um tecido conjuntivo frouxo, de origem mesodrmica.




 A epiderme protege o corpo do atrito e da dessecao. Suas clulas so repostas continuamente, atravs
 de mitoses do estrato basal ou germinativo, que est em ntimo contato com a lmina basal. Entre o tecido
 epitelial e o tecido conjuntivo h uma lmina denominada lmina basal, produzida pelas clulas epiteliais,
 formada por protena colgeno associada a glicoprotenas e polissacardeos.




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 No tecido conjuntivo logo abaixo da lmina basal pode ocorrer um acmulo de fibras reticulares,
 juntamente com a lmina basal, a membrana basal.




 A lmina e a membrana basal servem como estrutura de suporte do epitlio, fixando-o firmemente ao
 tecido conjuntivo subjacente. A lmina basal  permevel ao oxignio, ao gs carbnico e a alimentos,
 permitindo, assim, que as clulas epiteliais troquem substncias com os vasos sangneos do tecido
 conjuntivo. Ela tem caractersticas imunizantes, sendo uma barreira  entrada de microrganismos.


                                                                     52_6



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 Tecido conjuntivo propriamente dito
 De acordo com a funo do tecido, da proporo entre clulas e substncia intercelular, da natureza e
 organizao, desses elementos, pode-se classificar o tecido conjuntivo nos seguintes tipos:




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                                    Matrias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo propriamente dito


 Algumas clulas do tecido conjuntivo:




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 TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO
   q Caracterstica geral: substncia intercelular viscosa e gelatinosa.

   q Tipos:

 Tecido conjuntivo propriamente dito de propriedades gerais
 a) Tecido conjuntivo frouxo:
    q no h predomnio entre os elementos constituintes, sejam clulas, fibras ou substncia
       fundamental.
    q h frouxo entrelaamento entre as fibras;

    q  o tecido de maior distribuio no organismo, aparecendo na derme, entre os feixes musculares e
       como amortecedor entre os rgos viscerais.
    q as fibras colgenas conferem resistncia  derme, impedindo que ela se rasgue, quando esticada.
       As fibras elsticas conferem a elasticidade que faz o retorno da pele  sua posio, aps ter sido
       esticada; com o envelhecimento, as fibras colgenas vo se "colando entre si", causando a perda da
       elasticidade. As fibras reticulares, devido s suas ramificaes, fazem a conexo com os tecidos
       vizinhos.
    q tipos de clulas:

           r os fibroblastos: fabricam as protenas das fibras e a substncia amorfa (um tipo de gelatina
              que envolve as clulas e as fibras).
           r os macrfagos: grandes e amebides, movimentam-se entre as fibras, fagocitando agentes
              infecciosos (bactrias) e os restos celulares. Identificam os invasores estranhos (antgenos) ao
              organismo e "alertam" o sistema imunolgico (linfcitos T auxiliares).


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              r   os plasmcitos: clulas fabricadoras de anticorpos.
              r   clulas mesenquimatosas: mantm seu carter embrionrio, sendo capazes de regenerar
                  qualquer clula do tecido conjuntivo.




                                                                                                        Pgina 4

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 b) Tecido conjuntivo denso:
    q predomnio de fibras colgenas sobre os demais elementos constituintes, o que lhe d grande
      resistncia.
    q fibroblastos: so clulas muito freqentes, para a produo de fibras.

    q tipos:

                  T.C.D. no modelado (fibroso): fibras colgenas dispostas em feixes no
                  ordenados, porm entrelaados, conferindo-lhe resistncia e elasticidade:
                  derme, cpsulas que envolvem rgos(fgado, rins, bao, testculos).
                  T.C.D. modelado : fibras colgenas dispostas em feixes ordenados
                  paralelamente, dando-lhe enorme resistncia e pouca elasticidade. Esse tecido
                  forma os tendes que ligam os msculos aos ossos: pulso, tornozelo, tendo de
                  Aquiles (liga os msculos da "barriga" da perna ao osso do calcanhar).




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 T.C.P.D. DE PROPRIEDADES ESPECIAIS
 a) Reticular ou hemocitopoitico :
           r muitas fibras reticulares;

           r  produtor das clulas do sangue (hemocitopoitico);

           r ocorre no bao e no timo, onde recebe o nome de tecido linfide, e na medula ssea
              vermelha, onde recebe o nome de tecido mielide.


 b) Adiposo:
     q muitas clulas adiposas e pouca substncia intercelular envolvidos por tecido conjuntivo frouxo, que
       contm capilares sangneos.
     q ocorre na regio subcutnea e ao redor dos rins e do corao, nas articulaes e na medula ssea
       amarela.
     q apresenta funes de reserva energtica, isolamento trmico e proteo contra choques mecnicos.




                                                                                                        Pgina 6

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      q   a gordura das clulas adiposas  originada da alimentao rica em lipdios ou do excesso de
          acares, que ser transformado em gordura. O excesso de gordura oferece riscos srios  sade,
          especialmente ao sistema cardiovascular (enfartes e acidentes vasculares cerebrais  AVC).
 c) Pigmentado:
     q apresenta clulas ricas em melanina (pigmento);

     q ocorre na pele, na coride e na ris do olho.




                                                                     53_5



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 Tecido conjuntivo sseo e cartilaginoso
 Tecido conjuntivo cartilaginoso
 Forma o esqueleto de vertebrados  peixes cartilaginosos e ciclstomos  e tambm do homem no incio
 do desenvolvimento embrionrio, sendo depois substitudo por tecido sseo. No adulto, as cartilagens
 aparecem nas orelhas, nariz, anis da traquia, extremidades dos ossos (articulaes) e discos
 intervertebrais (amortecedor de impacto).
     q Clulas: condrcitos (adultas); condroblastos (clulas formadoras).

     q Propriedades: elasticidade, sustentao, resistncia  tenso e amortecimento de choques
        mecnicos.Os condroblastos so responsveis pela formao da matriz cartilaginosa, que 
        composta por fibras colgenas, por fibras reticulares e por mucopolissacardeos associados a
        protenas.No existem vasos sangneos e linfticos, nem nervos nas cartilagens, sendo nutridas
        pelo pericndrio, tecido conjuntivo denso no modelado que envolve a cartilagem. A atividade
        metablica da cartilagem  baixa e sua regenerao  muito lenta.
     q Tipos: hialino, elstico e fibroso.

          a)Cartilagem hialina
             q Fibras: colgenas em quantidade moderada.

             q Ocorrncia: nariz, anis da traquia e dos brnquios, laringe, articulao de ossos
               longos, liga costelas com o esterno.




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          b)Cartilagem elstica
             q Fibras: colgenas e grande quantidade de fibras elsticas do maior elasticidade.

             q Ocorrncia: pavilho auditivo, trompa de Eustquio, epiglote, algumas cartilagens da
               laringe.




          c)Cartilagem fibrosa
             q Fibras: colgenas em grande quantidade;  a mais resistente.

             q Ocorrncia: articulaes, discos intervertebrais e pontos onde tendes e ligamentos
               fixam-se aos ossos.




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                               Matrias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo sseo e Cartilaginoso


 O Tecido sseo
 Os ossos so os principais componentes do sistema de sustentao dos vertebrados. Eles constituem
 estruturas protetoras (crnio e caixa torcica); garantem maior rendimento do trabalho muscular,
 formando eficientes sistemas de alavancas nas articulaes; armazenam substncias gordurosas no
 tecido adiposo da medula amarela e executam a hemocitopoiese, na medula vermelha. O osso apresenta
 vrios tipos de tecidos: fibroso, reticular, cartilaginoso, adiposo, sangue e tambm fibras nervosas, alm
 do tecido sseo que  o predominante.
 O osso , conseqentemente, um rgo e no deve ser confundido com o tecido sseo.
 O tecido sseo  o mais rgido do corpo, est caracterizado pela substncia fundamental (matriz) slida,
 onde aparece grande quantidade de compostos minerais. Ele apresenta tambm fibras e suas clulas tpicas
 so os ostecitos.
 As clulas sseas jovens, muito ramificadas, so os osteoblastos.




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                               Matrias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo sseo e Cartilaginoso


 A matriz ssea  mineralizada [Ca3(PO4)2, Mg3(PO4)2, CaCO3 ] e deixa cavidades concntricas, que so
 ocupadas pelos osteoblastos (clulas jovens) intercomunicados por expanses citoplasmticas. Essas
 ramificaes citoplasmticas percorrem um sistema de canais paralelos entre si, os sistemas de Havers. A
 comunicao entre os canais de Havers  feita pelos canais de Volkmann. Passam tambm, no interior
 desses canais, os capilares sangneos (oferecendo alimentos e oxigenao s clulas) e os nervos.




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                               Matrias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo sseo e Cartilaginoso




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 FORMAO DOS OSSOS
   q Ossificao intramembranosa ou conjuntiva:
     Ocorre a partir de membranas de tecido conjuntivo embrionrio. Origina os ossos chatos do corpo.
          Exemplo
          ossos do crnio.
      q   Ossificao endocondral ou intracartilaginosa:
          Ocorre por substituio de um molde cartilaginoso por osso. Origina os demais ossos do corpo.
          Exemplo
          fmur, mero, tbia.




                                                                     54_7



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                               Matrias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Sangneo e Linftico




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 TECIDO CONJUNTIVO SANGNEO E LINFTICO
 Tecidos conjuntivos com funo de transporte
 O tecido sangneo  um tipo de tecido conjuntivo que apresenta a substncia intercelular com soluo
 aquosa  plasma sangneo  onde aparecem vrios tipos de clulas e uma composio qumica muito
 diversificada.
 Sua funo fundamental  transportar nutrientes e gs oxignio para as clulas, alm de recolher os
 excretas do metabolismo.
 Os sais a dissolvidos participam do equilbrio osmtico adequado (em torno de 0,9%) para efetuar as
 trocas entre o plasma e as clulas. Alguns desses sais (HCO3-, por exemplo) e especialmente as protenas
 albuminas conferem ao plasma a funo tampo, que  manter o pH (valor cido-bsico) constante e
 prximo de 7,35. Esse valor  fundamental para a solubilidade e reaes qumicas do plasma; caso sofra
 "alteraes importantes" a vida estar em risco !
 Enquanto circula pelo corpo a gua realiza a distribuio uniforme de calor, contribuindo para o
 mecanismo termorregulador.




                                                                                                       Pgina 2

                               Matrias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Sangneo e Linftico




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Elementos figurados:
                                         ELEMENTOS FIGURADOS DO SANGUE
                                                  Tamanho
Elementos                                           (em
                  Caractersticas           Forma         Nmero* Ncleo                        Citoplasma Grnulos Colorao
Figurados                                               )

                                                                       4,5 a
          HEMCIAS                                                                      Homogneo
                                                                         5,5
      (glbulos vermelhos)                Discoidal        7a8                  No h    com       No h              Rsea
                                                                      milhes /
           (eritrcitos)                                                               hemo-globina
                                                                       mm3
                 LINFCITOS                                                         Esfrico                          Citoplasma
                                           Esfrica        6 a 10        30%                     Hialino     No h
                                                                                    Grande                             basfilo
                                     Esfrica
                                                                                    Oval ou                           Citoplasma
                 MONCITOS             ou     12 a 20                     6%                     Hialino     No h
                                                                                   reniforme                           basfilo
                                    amebide
                                     Esfrica
                (1linha de defesa)                                                   3 a 5                           Citoplasma
                                       ou     10 a 12                    60%                    Granulado     30%
                NEUTRFILOS                                                          lbulos                             rseo
                                    amebide
                   (eosinfilos)                                                    Em geral                 Grossos, Grnulos
                                     Esfrica 10 a 14                     3%                    Granulado
                 ACIDFILOS                                                         2 lbulos               acidfilos vermelhos
                                                                                                             Grossos, Grnulos
                  BASFILOS                Esfrica       8 a 10          1%        Irregular   Granulado
                                                                                                            basfilos    azuis
                                                                       200 mil
                                                                                                                      Citoplasma
        PLAQUETAS                                                       a 300
                                           Irregular       2 a 3                     No h     Granulado    Finos    fracamente
    (apenas nos Mamferos)                                             mil por
                                                                                                                        azulado
                                                                        mm3

O nmero de leuccitos  7 a 9 mil /mm3 e os valores indicados, correspondem  porcentagem mdia de cada
tipo.




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 As clulas sangneas constituem os elementos figurados:
 a)hemcias, eritrcitos ou glbulos vermelhos: apresentam, no citoplasma, a protena hemoglobina com
 ons de Fe2+ que fazem parte do grupo heme no centro da molcula. A hemoglobina liga-se aos gases O2 e
 parte do CO2 a fim de conduzi-los na circulao.




 Os mamferos so os nicos vertebrados em que as hemcias so anucleadas, portanto de vida curta,


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 sendo continuamente substitudas pelas novas produzidas pela medula vermelha dos ossos. A maturao
 dos glbulos vermelhos exige que a alimentao fornea vitamina B12 e sais de Fe2+ . A deficincia no
 nmero de hemcias circulantes  conhecida como anemia, gerando uma srie de diferentes problemas
 para os indivduos portadores.
 b)leuccitos ou glbulos brancos: cuidam da defesa imunolgica do organismo, apresentando vrios
 tipos: linfcitos, moncitos, neutrfilos, acidfilos, basfilos.
     q Basfilos: apresentam grnulos contendo heparina (substncia anticoagulante) e histamina (altera a
        permeabilidade dos vasos sangneos durante as reaes alrgicas ou inflamatrias, facilitando a
        diapedese).
     q Acidfilos: o citoplasma apresenta-se com grnulos acidfilos (= grande quantidade de lisossomos);
        esses leuccitos esto aumentados em nmero nos processos e nas doenas alrgicas ! Eles limitam
        e circunscrevem o processo inflamatrio.
     q Neutrfilos: so os mais ativos no processo de defesa, podendo morrer durante a fagocitose que
        realizam, resultando nos picitos (pus dos ferimentos !). Realizam a diapedese, ou seja, atravessam
        a parede dos capilares sangneos indo combater os microrganismos invasores no tecido conjuntivo
        !
     q Moncitos: formaro os macrfagos do tecido conjuntivo. Realizam tambm a diapedese.

     q Linfcitos T auxiliares ou clulas de "memria imunolgica" orientam os linfcitos B na
        produo de anticorpos; linfcitos T supressores determinam o momento de parar a produo dos
        anticorpos; linfcitos T citotxicos que produzem as protenas perfurinas, as quais mudam a
        permeabilidade das clulas invasoras (bactrias) ou de clulas cancerosas, provocando sua morte. A
        esse conjunto chamaremos de resposta celular do processo imunolgico!
     q Linfcitos B, que formaro os plasmcitos do tecido conjuntivo, so os responsveis pela produo
        de anticorpos especficos no combate imunolgico aos antgenos invasores. A isso chamaremos de
        resposta humoral!




                                                                                                       Pgina 4

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 c) plaquetas: so clulas anucleadas que s aparecem nos mamferos; vivem aproximadamente 9 dias!
 Participam da "fagocitose de alguns tipos de vrus"! A participao fundamental  no processo de
 coagulao do sangue.




 O nmero de hemcias pode sofrer grandes variaes numa pessoa, em funo da altitude ou anemias. No
 primeiro caso, as baixas tenses de O2, nas grandes alturas, estimulam a maior produo dessas clulas e
 a entrada de um maior nmero delas em circulao. Nas anemias ps-hemorrgicas e hemolticas
 (destruio de hemcias), seu nmero diminuiu.
 Na produo de hemcias so indispensveis fatores nutricionais, como a vitamina B12, o cido flico e
 ferro.




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                               Matrias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Sangneo e Linftico


 A hemoglobina
  um pigmento formado por um radical heme (porfirina), com um tomo de ferro (Fe2+). Associado ao
 grupo heme ligam-se quatro cadeias polpetidicas (protena quaternria). Trata- se portanto, de uma
 protena conjugada, do grupo das cromoprotenas. O radical heme  responsvel pela cor, dependendo se
 est associado com O2 (vermelho) ou CO2 (azulado).

 Calcula-se que uma hemcia pode ter cerca de 280 milhes de molculas de hemoglobina, executando um
 eficiente transporte de oxignio e, em menor escala, de gs carbnico (5%). Com estes dois gases a
 hemoglobina forma compostos instveis, isto , pode receb-los e do-los facilmente.
 Temos ento:




                                                                                                       Pgina 6

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 A Hemocitopoese (Hematopoese)  o processo de formao, maturao e a liberao na corrente
 sangunea das clulas do sangue. O tecido conjuntivo hemocitopotico, ou tecido reticular,  produtor das
 duas linhagens de glbulos: leuccitos e hemcias. Esse tecido aparece no bao, no timo e nos ndulos
 linfticos recebendo o nome de tecido linfide. No interior da medula ssea vermelha, esse tecido 
 chamado mielide, ocupando os espaos entre lminas sseas que formam o osso esponjoso.
 As clulas sanguneas formam-se originalmente, das chamadas clulas-tronco totipotentes que, em ativa
 proliferao, podem produzir as duas diferentes linhagens celulares, a linfide e a mielide, conforme
 estejam nos tecidos reticulares do bao ou da medula ssea.
 As clulas linfides vo originar os linfcitos e os plasmcitos, enquanto as mielides produziro
 hemcias, os outros leuccitos e at as plaquetas.
 Veja o resumo abaixo.


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 Linfa
 A circulao linftica ocorre no interior de vasos linfticos, que so de fundo cego e captam do espao
 entre-clulas a frao de plasma extravasada da corrente sangnea.
 Na composio da linfa no h hemcias e os linfcitos so a grande maioria dos leuccitos. Na
 estrutura interna desses vasos h vlvulas que impedem o refluxo da linfa que  transportada na direo
 do corao, desembocando nas veias subclvias.
 No percurso que faz, a corrente linftica atravessa muitos gnglios ou linfonodos, que filtraro a linfa,
 retirando dela vrus, bactrias e resduos celulares que foram fagocitados pelos linfcitos.
 Quando passa pelo intestino a corrente linftica absorve os nutrientes lipossolveis da digesto: cidos
 graxos e vitaminas A, D, E, K. A frao hidrossolvel j digerida e absorvida  transportada pela corrente
 sangnea: monossacardios, aminocidos, sais, vitaminas do complexo B e vitamina C.




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                                                                                                              Pgina 1

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 TECIDO MUSCULAR
   q Origem: mesodrmica

   q Caracterizado por apresentar clulas (ou fibras) alongadas com capacidade de contrao e distenso,
     proporcionando os movimentos corporais.
   q Tipos: liso, estriado e cardaco.

 TECIDO MUSCULAR LISO
   q Fibras musculares apresentam citoplasma abundante, um ncleo central, miofilamentos de
     actina dispostos ordenadamente no sentido longitudinal das fibras e miofilamentos de miosina
     dispostos de modo menos regular.
   q Contrao involuntria e lenta.




 TECIDO MUSCULAR ESTRIADO
   q Fibras musculares geralmente com vrios ncleos dispostos na periferia da clula, com
     filamentos de actina e miosina dispostos ordenadamente, formando estrias transversais, alm
     das longitudinais.
   q Contrao voluntria.




                                                                                                Pgina 2


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 TECIDO MUSCULAR CARDACO
   q Fibras musculares mononucleadas com estrias transversais. Presena de discos intercalares
     entre fibras musculares.
   q Contrao involuntria e rpida.




 O tecido muscular tem nomenclatura celular especial:
     q fibra ...................................... clula muscular.

     q sarcoplasma ...................... citoplasma.

     q sarcolema ........................... membrana plasmtica.

     q miofibrilas ........................... fibrilas contrteis (actina e miosina).


   Caractersticas                        Lisa                                Estriada             Cardaca
                                                                                                   Filamentar ramificada
   Forma                                  Fusiforme                           Filamentar
                                                                                                   (anastomosada)

                                          Dimetro: 7m
   Tamanho (valores mdios)                                                   30m Centmetros     15m 100m
                                          Comprimento: 100m
   Estrias transversais                   No h                              H                   H
                                                                              Muitos perifricos
   Ncleo                                 1 central                                                1 central
                                                                              (sinccio)
   Discos intercalares                    No h                              No h               H
   Contrao                              Lenta, involuntria                 Rpida, voluntria   Rpida, involuntria
                                                                              Formam pacotes
                                          Formam camadas                      bem definidos, os    Formam as paredes do
   Apresentao
                                          envolvendo rgos.                  msculos             corao (miocrdio)
                                                                              esquelticos




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 A contrao Muscular




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  A energia  inicialmente fornecida pela glicose e armazenada na forma de ATP e como fosfocreatina.
 Uma teoria simplificada admite que, ao receber um estmulo nervoso, a fibra muscular mostra, em
 seqncia, os seguintes e ventos:
 1. O retculo sarcoplasmtico e o sistema T liberam ons Ca++ e Mg++ para o citoplasma.
 2. Em presena desses dois ons, a miosina adquire uma propriedade ATP sica, isto , desdobra o
 ATP liberando a energia de um radical fosfato:




 3. A energia liberada provoca o deslisamento da actina entre os filamentos de miosina, caracterizando
 o encurtamento das miofibrilas.
  Na fibra muscular, a fonte primria de energia para contrao  a glicose. Assim, tanto a
 gliclise quanto o ciclo de Krebs e a cadeia respiratria produzem o ATP necessrio  contrao.
 A contrao da fibra muscular  regulada pelo sistema nervoso, atravs dos neurnios que chegam na
 musculatura. H uma rea de "contato sinptico" entre a extremidade da membrana do axnio e a
 membrana da fibra muscular; essa regio  chamada de placa motora, onde so liberados mediadores
 qumicos (neurotransmissores) pelos neurnios.




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 TECIDO NERVOSO
   q Origem: ectodrmica.

   q Ocorrncia: forma o sistema nervoso que, juntamente com o sistema endcrino, comanda e regula
     todas as funes orgnicas (metabolismo).
   q Principais elementos constituintes: neurnios e clulas da neurglia.

 O corpo celular apresenta um ncleo esfrico, com nuclolo bem evidente;grande quantidade de
 mitocndrias; complexo de Golgi perinuclear; retculo endoplasmtico desenvolvido; substncia basfila
 (substncia de Nissl), que se apresenta distribuda no citoplasma e tambm no interior dos dendritos, mas
 no aparece no axnio; corresponde ao retculo endoplasmtico rugoso. O citoplasma apresenta
 microtbulos e um conjunto de neurofibrilas (neurofilamentos) dispostas em vrias direes, que se
 estendem pelo axnio e dendritos.




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 So freqentes, dispersos pelo citoplasma, lisossomos e incluses (glicognio e lipdios). Nos neurnios
 velhos podem aparecer um pigmento marrom, a lipofucsina, que indica o desgaste da clula.
 Os dendritos em geral apresentam grande ramificao ou arborizao (dendron = rvore), estabelecendo
 numerosas conexes com outras clulas. Eles no so protegidos por bainhas, como os axnios.
 O axnio  um fino filamento que pode ter mais de um metro de comprimento.H invertebrados, como
 as lulas (moluscos), com axnios gigantes, cuja espessura  1 mm. Graas a eles, tornou-se mais fcil o
 estudo da fisiologia dos neurnios.
 O axnio pode ter um ramo em ngulo de 90o, o colateral. Neste e na sua regio terminal aparecem
 muitas ramificaes que conectam o neurnio a outras clulas, constituindo as sinapses. Estas podem ser:
 neurnio - neurnio, neurnio - msculo (placa motora) ou neurnio - glndula.




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 A neurglia
  Alm de neurnios, h no tecido nervoso um conjunto de clulas de diferentes formas e funes. So as
 clulas da glia ou neurglia. So menores que os neurnios, porm muito mais numerosas, aparecendo
 tanto na substncia branca quanto na cinzenta. Exercem sustentao e fabricam mielina, alm de
 participarem da fagocitose no tecido nervoso e colaborarem na manuteno do metabolismo dos
 neurnios.
 As principais clulas da glia so os astrcitos, as micrglias e os oligodendrcitos (oligodendrglias).
 Astrcitos so clulas bastante ramificadas e de ncleo grande e ovalado. Do suporte e fornecem
 alimento para a vasta rede de neurnios. Os astrcitos protoplasmticos e os astrcitos fibrosos
 apresentam muitas de suas ramificaes terminando sob a forma de pequenas placas, que assentam na
 parede de vasos sangneos. Ocorrendo destruio do tecido nervoso, o espao resultante  preenchido
 por astrcitos fibrosos que terminam a cicatrizao.
 As micrglias possuem clulas de origem mesodermal, correspondendo a histicitos do sistema nervoso,
 responsveis pela fagocitose de detritos e restos celulares. So clulas pequenas, que apresentam muitas
 ramificaes protoplasmticas.




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 Os oligodendrcitos so clulas tambm pequenas, com poucas e curtas ramificaes. Da o nome:
 oligo = pouco; dendron = ramificao; cito = clula. Sua funo  equivalente s clulas de Schwann,
 formando bainhas que protegem os axnios de neurnios do encfalo e da medula espinhal.




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 Transmisso do impulso nervoso
 O impulso nervoso  causado por um estmulo no neurnio, provocando modificaes eltricas e
 qumicas que so transmitidas ao longo dos neurnios ("ondas") sempre no sentido dendrito-axnio. A
 membrana do axnio em repouso apresenta carga eltrica positiva do lado externo e carga negativa do
 lado interno; diz-se, ento, que o axnio est polarizado. Essa diferena  mantida atravs da bomba de
 sdio. Ao receber um estmulo, a membrana do neurnio torna-se mais permevel ao sdio, invertendo as
 cargas ao redor da membrana.




                                                                                                               Pgina 6

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 Nas clulas com fibras mielinizadas a transmisso do impulso nervoso s apresenta inverso de
 polaridade nas regies dos ndulos de Ranvier. Como a "onda salta" de um ndulo para outro essa 
 uma conduo saltatria, apresentando grande aumento de velocidade (quase 100 m/s), quando
 comparada com as fibras amielinizadas.




 ATENO!!!
 Fibras, no sistema nervoso, so as ramificaes das clulas, em geral nos axnios isolados ou formando
 feixes (nos nervos). Conseqentemente, so diferentes da fibra muscular (que  a clula muscular) e das
 fibras proticas do tecido conjuntivo.




                                                                                                               Pgina 7

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 Os dendritos so, em geral, as estruturas responsveis pela recepo dos impulsos nervosos, sendo que a
 conduo desses impulsos, , quase sempre, funo do axnio. Os neurnios conectam-se entre si e aos
 rgos atravs de um tipo especial de juno, denominada sinapse.




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 A sinapse funciona, como uma espcie de rel ou "vlvula", que se fecha, uma vez transmitido o impulso
 nervoso. Constatou-se que, embora esse acontecimento seja muito rpido, a sinapse retarda a conduo
 do impulso em mnimas fraes de segundo. As placas motoras (junes neuromusculares) so tambm
 sinapses que tornam possvel a efetivao da contrao da fibra muscular. Muitas drogas podem
 bloquear a passagem do impulso ao nvel das sinapses, como  o caso dos anestsicos.
 Os neurnios e, portanto, suas sinapses, podem diferir quanto ao tipo de neurotransmissor. Fala-se em
 sinapses colinrgicas ou adrenrgicas quando os neurotransmissores so, respectivamente, a acetilcolina
 e a noradrenalina.




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